Atualidade
Ajuda em Ação e Fundação Repsol comprometidos com o emprego e o desenvolvimento sustentável local
Os concelhos de Tomar, Sardoal, Abrantes e Mação serão o destino do novo projeto das Fundações Ajuda em Ação e Repsol, “Futuro Verde em Ação”. O objetivo é promover o emprego e o desenvolvimento sustentável local, criando oportunidades para centenas de jovens destas regiões do Interior do país
A Fundação Ajuda em Ação acaba de anunciar o lançamento de um novo projeto, em parceria com a Fundação Repsol, e que tem como objetivo apostar no desenvolvimento sustentável local, através da promoção de emprego e de iniciativas, em quatro concelhos do Interior do país: Tomar, Abrantes, Sardoal e Mação. O “Futuro Verde em Ação” trata-se de um projeto piloto, destinado a alunos entre os 15 e os 25 anos do ensino secundário, profissional e universitário destes concelhos, que quer capacitar cerca de 150 jovens com conhecimentos e competências inovadoras, com especial preocupação por aqueles em situação de maior vulnerabilidade.
Todos serão preparados para liderar a mudança em direção a um futuro sustentável e ambientalmente consciente, através de um processo de empoderamento que visa a criação de soluções para a preservação e regeneração da floresta e das comunidades onde estão inseridos, ao mesmo tempo que se criam novas oportunidades para o futuro sustentável destes jovens.
“Acreditamos que os jovens podem, e devem, ser os protagonistas de uma história de resiliência, renovação e realização no caminho para um futuro mais verde e sustentável, mas para tal é necessário apostar na sua formação e capacitação. É nesse sentido que surge este projeto”, começa por explicar Mário Baudouin, Diretor Nacional da Ajuda em Ação. Numa primeira fase – chamada #OportunityCheck -, a Fundação irá apostar na capacidade crítica e criativa dos jovens que conhecem bem a região e querem gerar soluções para um futuro mais sustentável através de uma consciencialização ambiental e social. Segue-se uma fase formativa – #DeixamosMarca – que contribuirá para o desenvolvimento das competências pessoais e sociais, tornando-os jovens mais conhecedores do seu potencial e incentivando-os a serem cidadãos ativos e cívicos no seio da sua comunidade.
A formação envolverá um Bootcamp prático onde os jovens desenvolverão competências de comunicação e trabalho em equipa e trabalharão a autoconfiança e capacidades para a resolução de problemas. Durante esse mesmo Bootcamp inicia-se a terceira fase – #MaquetaATuaIdeia -, onde os jovens terão de apresentar ideias inovadoras e com potencial para criar impacto positivo em diversas áreas de intervenção como empregabilidade, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário; por último, passa-se à implementação – #StôraATuaIdeia -, das 5 melhores selecionadas entre os participantes. “Além do financiamento, os jovens empreendedores receberão orientação técnica e acompanhamento contínuo para garantir que suas ideias se transformem em ações tangíveis e eficazes”, avança Mário Baudouin.
Espera-se, posteriormente, que, ao promover e fornecer ferramentas e competências sobre empregabilidade e empreendedorismo sustentável, o projeto possa contribuir para a geração de empregos locais, incentivando os jovens a permanecer na região. São várias as oportunidades de trabalho que podem surgir direta ou indiretamente do setor agroflorestal, nomeadamente na indústria, silvicultura, comércio, culturas agroflorestais ou serviços ambientais.
Para tal, as Fundações contarão com o importante parceiro empresarial da região, Silvestrys, que será fundamental para a validação das soluções apresentadas e a desenvolver. “Queremos que o projeto seja uma oportunidade para os jovens e se torne um catalisador para o desenvolvimento socioeconómico regional através destas novas oportunidades de emprego”, realça o Diretor Nacional da Fundação.
Por outro lado, Joaquim Reis, Diretor da Fundação Repsol em Portugal, comenta que “este projeto desenvolvido em conjunto com a Ajuda em Ação mostra o compromisso da Fundação Repsol em promover projetos inovadores no domínio da transição energética e da sustentabilidade que geram oportunidades de emprego no meio rural entre os jovens”.
A geração de emprego sustentável é um dos principais motores do crescimento socioeconómico no contexto da transição energética. “Ao investir na capacitação dos jovens e na promoção do emprego nas regiões rurais, estamos não apenas a construir um futuro mais sustentável e inclusivo, mas também a fomentar o desenvolvimento socioeconómico local. Acreditamos firmemente que esta parceria irá impulsionar o progresso e a inovação, criando oportunidades tangíveis que vão transformar positivamente as comunidades onde atuamos”, acrescenta Joaquim Reis.
Foto: DR.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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