Atualidade
AICSO apela à reintegração, sempre que possível, da sobrevivente de cancro no mercado de trabalho
13 de outubro é Dia Mundial do Cancro da Mama Metastático
A reintegração no mercado de trabalho é um dos grandes desafios para a pessoa que vive com cancro. Com o aumento da esperança e da qualidade de vida das sobreviventes, surge a necessidade de apoiar o seu regresso às rotinas, e o campo profissional não é exceção. No dia em que se assinala a luta contra o Cancro da Mama Metastático, a AICSO – Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia apela à sensibilização da sociedade civil e à necessidade da implementação de medidas de proteção e flexibilização das leis laborais.
Um diagnóstico de cancro da mama metastático leva a alterações físicas e psicológicas significativas. Com elevada incidência nas mulheres a partir dos 45 anos, altura em que, por norma, as suas vidas profissionais e familiares são bastante ativas e exigentes, vai ter um peso ainda mais significativo a diferentes níveis, como o pessoal, o familiar ou mesmo o profissional.
Com o diagnóstico de cancro da mama metastático, surgem várias dúvidas e inseguranças, muitas vezes aliadas a sintomas físicos, que podem impactar de forma significativa a vida destas pessoas. A nível pessoal, o apoio da família e dos amigos mais próximos é fundamental para que possam encontrar estratégias que lhes permitam ultrapassar as dificuldades do dia a dia.
No contexto profissional, por outro lado, “os colegas, e mesmo os superiores hierárquicos, também poderão contribuir através da implementação de medidas como a adaptação de horários e tarefas, da alteração de objetivos e no ajuste global das condições de trabalho.”, explica Telma Costa, oncologista e membro da direção da AICSO. “Felizmente, é cada vez maior o número de casos em que assistimos à implementação ‘informal’ destas medidas, mas é urgente que se passe ao plano seguinte e que passem a existir mais orientações oficiais e de forma transversal aos diversos setores. Os avanços da Ciência têm-nos permitido prolongar o tempo e a qualidade de vida dos doentes oncológicos. Vivem com cancro como com outras doenças crónicas e nesses casos, podem perfeitamente regressar ao ativo. Cabe-nos, enquanto sociedade, zelar pela sua proteção e reintegração. Carreira profissional incluída”, conclui.
O que é o cancro da mama metastático?
Estamos perante um cancro da mama metastático quando a doença passou do tumor primário (mama, axila ou ambas) para outras partes do corpo. A doença é, neste caso, avançada e incurável, e por isso, à semelhança do que se passa com outras doenças crónicas, como a diabetes ou a hipertensão, a pessoa terá de viver com ela. Os avanços na ciência têm contribuído para o desenvolvimento de novos tratamentos, que, por sua vez, nos têm permitido aumentar de, forma muito significativa, estimativas de sobrevivência e também a qualidade de vida das pessoas que vivem com e para além desta doença
Sobre a AICSO
A Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) é uma associação sem fins lucrativos, criada em 2001 com o objetivo de desenvolver e apoiar a formação e investigação em cuidados de suporte em oncologia. Tem vindo a ser progressivamente ampliando e a sua área de atuação consolidada, tendo sido declarada em 21 de abril de 2009, entidade de utilidade pública, estatuto que mantém até à hoje.
Foto: DR.
Atualidade
Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração
O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.
Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.
O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.
A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.
A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.
Ígor Lopes
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
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