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Agricultores em ação de protesto em Braga

CNA – Confederação Nacional da Agricultura ‘aproveita’ a 54ª AGRO para reivindicar medidas urgentes do Governo

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A 54ª edição da AGRO – Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação, que decorreu no Altice Forum, em Braga, serviu de mote e local para a manifestação nacional de agricultores, organizada pela CNA – Confederação Nacional da Agricultura e suas filiadas.

A ação de protesto, realizada ontem, contou com a presença de cerca de mil agricultores, onde reclamaram do Governo a adoção de medidas urgentes para defesa da produção nacional e por rendimentos dignos para quem trabalha na agricultura.

Segue, abaixo e na íntegra, a moção da CNA e das 15 medidas urgentes que reclama do Governo:

«15 MEDIDAS URGENTES

Em defesa da Produção Nacional, da Agricultura Familiar e do Mundo Rural

Face à situação gravíssima que se vive na Agricultura Familiar e no Mundo Rural, as agricultoras e os agricultores presentes em Braga, na Ação de Protesto promovida pela CNA e Filiadas, reclamam ao Governo a adoção de um conjunto de medidas urgentes, em defesa da Produção Nacional e por rendimentos dignos para quem trabalha a terra para produzir alimentos.

Assim, as agricultoras e os agricultores propõem e reclamam:

1ª – Condições para escoamento da produção a preços justos, através da criação de uma lei que proíba as vendas com prejuízo ao longo de toda a cadeia agroalimentar; da regulação e fiscalização da atividade da grande distribuição; e do controlo das importações desnecessárias;

2ª – Promoção dos circuitos curtos de comercialização e de um programa de compras públicas para fornecimento de cantinas e refeitórios públicos através de produtos da Agricultura Familiar;

3ª – Criação de mecanismos de regulação que imponham limites máximos nos preços dos fatores de produção para travar a especulação e a escalada brutal do custo de tudo aquilo que precisamos para produzir (gasóleo, eletricidade, fertilizantes, rações…);

4ª – Aumento dos descontos em vigor para o gasóleo agrícola, concretização urgente do apoio aos custos com a eletricidade verde que já deviam estar em vigor desde 1 de janeiro e o aumento deste apoio no futuro;

5ª – Medidas extraordinárias para fazer face aos prejuízos provocados pela seca, tais como ajudas a fundo perdido pela perda de rendimento e capazes de repor o potencial produtivo;

6ª – Indemnizações pelos prejuízos causados nas culturas por javalis e outros animais selvagens e controlo sanitário e das densidades populacionais destes animais;

7ª – Concretização do processo eleitoral na Casa do Douro para colocar esta importante instituição a funcionar e ao serviço dos seus legítimos “donos”, que são os viticultores durienses;

8ª – Concretização – de uma vez por todas e de uma forma plena e estruturada – das medidas preconizadas no Estatuto da Agricultura Familiar e reversão da condição que obriga a que 20% do rendimento do agregado familiar seja proveniente da Agricultura, o que exclui a grande maioria dos agricultores;

9ª – Criação de mais e melhores serviços públicos no meio rural, como centros de saúde, escolas, transportes públicos, correios, rede móvel, entre outros, para uma vida digna no campo;

10ª – Alteração da aplicação da PAC – Política Agrícola Comum, com uma mais justa distribuição das ajudas (com modulação e plafonamento), melhorias no apoio ao investimento e ao rejuvenescimento da agricultura, na transferência de conhecimento, na arquitetura verde, e com a desaceleração do ritmo da convergência de direitos de forma a minimizar os impactos no rendimento das explorações agrícolas de menor dimensão e das zonas mais desfavorecidas;

11ª – Valorização do papel das mulheres agricultoras e rurais, com medidas que as discriminem positivamente, e criação de condições para o rejuvenescimento do tecido agrícola;

Momento da ação de protesto (Foto: CNA)

12ª – Fortalecimento do Ministério da Agricultura, com reforço de meios e com competências que envolvam as áreas das Florestas e do Desenvolvimento Rural;

13ª – Criação de condições de escoamento a preços justos para a produção da madeira e da cortiça, enfrentando o poderio da grande indústria florestal, e de apoio à floresta multifuncional e de uso múltiplo;

14ª – Respeito pela natureza comunitária dos Baldios, eliminando todas das formas de discriminação quando a gestão destes espaços seja feita em exclusivo pelos seus compartes, e defesa intransigente dos Baldios face à voracidade de grandes grupos económicos que se tentam apropriar destes espaços;

15ª – É necessidade estratégica do país e deve ser desígnio nacional aumentar a produção nacional de bens agroalimentares, designadamente cereais, componentes para rações, leite, carne, entre outros, para alcançar a Soberania Alimentar do País!

As agricultoras e os agricultores presentes consideram que sem a rápida aplicação destas medidas, a Lavoura vai continuar a acumular problemas e dificuldades, muitas explorações serão forçadas a encerrar e ficará cada vez mais comprometida a vitalidade do Mundo Rural e a Soberania Alimentar do País.

A CNA e Filiadas, sempre com os Agricultores, continuarão atentas e interventivas, pela aplicação destas e de outras medidas, em defesa da Agricultura Familiar, pela Soberania Alimentar do País e por um Mundo Rural Vivo!

Podem contar com a CNA e Filiadas!»

Fotos: CNA.

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Oeiras: “Semana do Brasil” regressa com 37 negócios unidos para celebrar a cultura brasileira

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O centro histórico de Oeiras, a oeste de Lisboa, recebe, entre os dias 4 e 13 de setembro, a décima edição da “Semana do Brasil”, iniciativa que este ano apresenta a sua maior edição, reunindo 37 estabelecimentos comerciais numa programação dedicada à gastronomia, cultura e tradições brasileiras, com entrada gratuita e participação aberta ao público.

Promovido a partir de uma iniciativa que nasceu numa gelataria de Oeiras e que, ao longo dos anos, passou a envolver diferentes agentes do centro histórico e entidades dos dois lados do Atlântico, a “Semana do Brasil” teve a sua origem em 2016, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, quando a gelataria Don Pavili criou uma série de sabores de gelado inspirados na doçaria e gastronomia brasileiras.

A iniciativa passou posteriormente a repetir-se anualmente em torno do dia 7 de setembro, data em que o Brasil assinala a sua Independência.

Em 2025, na nona edição, o projeto deixou de estar circunscrito à gelataria e avançou para o espaço público do centro histórico de Oeiras. A “Gatafunho Editora e Livraria”, a “Confraria do Polvo” e a “Frigideira Carioca” juntaram-se à iniciativa, que passou a integrar atividades culturais e propostas gastronómicas dirigidas aos visitantes da zona histórica.

O resultado dessa experiência conduziu à expansão do projeto em 2026, com a organização a procurar envolver comerciantes locais e instituições na preparação da décima edição.

Segundo a organização, o número de estabelecimentos envolvidos chegou este ano aos 37, numa mobilização que pretende transformar o Centro Histórico de Oeiras no ponto de encontro entre diferentes manifestações da cultura brasileira.

A programação da edição deste ano inclui a “reinterpretação dos clássicos da gastronomia brasileira”, acompanhada por iniciativas de música e entretenimento, com destaque para rodas de samba, concertos e espetáculos.

O programa contempla também palestras, apresentações literárias, contos narrados, artesanato, workshops e masterclasses.

Entre as propostas apresentadas pela organização está igualmente a valorização da gastronomia brasileira através de diferentes espaços comerciais, permitindo que a celebração se estenda para além de um único local e envolva diretamente os estabelecimentos que aderiram ao projeto.

A iniciativa mantém ainda uma dimensão de aproximação institucional e comunitária. A organização agradeceu o envolvimento da Associação Comercial e Empresarial dos Concelhos de Oeiras e Amadora (ACECOA), da Câmara Municipal de Oeiras, da União das Freguesias de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias e de outros parceiros, destacando ainda a existência de apoios provenientes de Portugal e do Brasil.

Ígor Lopes

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Mário Constantino inaugurou Espaço Cidadão em Roriz

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A freguesia de Roriz conta, desde sábado, 29 de agosto, com um Espaço Cidadão, reforçando a rede de atendimento de proximidade existente no concelho de Barcelos. O novo balcão foi inaugurado pelo presidente da Câmara Municipal, Mário Constantino Lopes, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Roriz, Filipe Mendes.

Com a abertura deste novo serviço, o concelho passa a dispor de 27 Espaços Cidadão, permitindo à população tratar localmente de diversos assuntos relacionados com a Administração Pública, de forma mais cómoda e próxima, reduzindo a necessidade de deslocações a outros serviços.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, destacou a importância da adesão das juntas de freguesia a esta estratégia de proximidade, considerando que a instalação destes balcões representa uma forma concreta de facilitar a vida às populações.

O autarca salientou que o Espaço Cidadão de Roriz permitirá tratar localmente de vários assuntos que, de outra forma, obrigariam a deslocações a Barcelos, Braga ou a uma Loja de Cidadão, considerando esta resposta “um passo de modernidade muito importante” e uma forma de colocar os serviços mais perto das pessoas.

Mário Constantino Lopes felicitou ainda a Junta de Freguesia de Roriz pela concretização do projeto e sublinhou que “cada vez mais, as juntas de freguesia e as câmaras municipais têm de estar ao serviço das pessoas, e a maneira de estar ao serviço das pessoas é aproximar os serviços das populações e facilitar-lhes a vida”.

O presidente da Câmara referiu também a intenção de continuar a reforçar os serviços disponibilizados à população de Roriz, nomeadamente através da possibilidade de instalação de um posto de correios e de um serviço relacionado com a EDP.

Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia de Roriz, Filipe Mendes, afirmou que a inauguração do novo Espaço Cidadão simboliza o cumprimento de um compromisso assumido com a população, no sentido de aproximar os serviços das pessoas e garantir um acesso mais cómodo e rápido a diferentes respostas da Administração Pública.

Filipe Mendes agradeceu a presença de todos e destacou que o novo balcão estará disponível não apenas para os habitantes de Roriz, mas para todos os cidadãos que dele necessitem.

Atendimento digital assistido
O Espaço Cidadão funciona como um balcão de atendimento técnico assistido, disponibilizando num único local acesso a diferentes serviços públicos digitais. Entre outros procedimentos, os cidadãos podem tratar de assuntos relacionados com a carta de condução, Autoridade Tributária, ADSE, emprego e formação profissional, alteração de morada do Cartão de Cidadão, Cartão Europeu de Seguro de Doença e e-fatura.

Além de facilitar o acesso aos serviços públicos e reduzir a necessidade de deslocações, estes espaços contribuem também para a promoção da literacia digital, através de um modelo de atendimento que apoia os cidadãos na utilização dos serviços digitais da Administração Pública.

O Espaço Cidadão de Roriz entrou em funcionamento no dia 31 de agosto, e está aberto às segundas e sextas-feiras, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00, e de terça a quinta-feira, das 10h00 às 13h00.

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Leiria recebe “UHF” e “The Cartel” em concerto solidário

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“UHF” regressa a Leiria com a participação especial da banda “The Cartel”, para um momento que promete ficar na memória de todos. No dia 25 de setembro, às 21h30, o Teatro José Lúcio da Silva receberá um concerto solidário que une música, comunidade e a força da cultura popular.

Organizado pelo Centro do Património da Estremadura (CEPAE), este espetáculo tem um “propósito maior angariar verbas para apoiar o Rancho Folclórico dos Soutos (Caranguejeira) e o Rancho Folclórico Juventude Amiga de Conqueiros (Souto da Carpalhosa) cujas sedes ficaram sem telhado durante a tempestade Kristin”.

“Será uma noite para celebrar a resistência, a solidariedade e a identidade cultural, ao som de uma das bandas mais emblemáticas do rock português. Um palco histórico, uma causa urgente e a energia inconfundível dos UHF e The Cartel”, disseram os responsáveis pelo evento.

Adélio Amaro, presidente do CEPAE, explicou-nos que a ideia de se realizar um concerto solidário aconteceu após este ter visitado as instalações dos Ranchos dos Soutos e dos Conqueiros, associados do CEPAE, e constar “o que é ficar sem teto”. Posteriormente, em conversa telefónica com o António Manuel Ribeiro, fundador e vocalista dos UHF, nasceu a “ideia de se fazer um concerto solidário”.

À nossa reportagem, o presidente do CEPAE disse esperar “um Teatro José Lúcio da Silva lotado para que, através deste espetáculo, se possa homenagear todos aqueles que lutaram para minimizar os estragos que a Kristin provocou”, acrescentando que ter duas bandas no palco com este prestígio é sinónimo de qualidade”.

“Por isso, como presidente do CEPAE, estou muito grato pela generosidade de ambas. Tal só foi possível porque o António tem um coração grande”, afirmou Adélio.

Os bilhetes podem ser adquiridos on-line na plataforma do Teatro José Lúcio da Silva, em: https://www.teatrojlsilva.pt/evento/concerto-solidario-uhf

Ígor Lopes

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