Atualidade
A melhor recriação histórica da vida de Cristo chega a Valença
Via Crucis – A Vida de Cristo
A Fortaleza de Valença recebe uma fantástica recriação histórica, com 17 encenações teatrais de passagens da bíblia, relacionadas com os principais capítulos da Vida de Jesus Cristo, no fim de semana de 1 e 2 de abril.
A ‘VIA CRUCIS – VIDA DE CRISTO’ é uma recriação histórica que reflete uma das tradições mais antigas e com maior significado para o povo cristão. Associada à Quaresma, representa a reprodução do caminho de Jesus até ao Calvário.
Mais do que um caminho físico, é uma caminhada espiritual, um percurso simbólico, de comunhão com Cristo, no seu sofrimento, e na gratidão pelo seu ato de profundo amor. Momentos que, pelo realismo e rigor das representações, encantaram e emocionaram todos os presentes.
A vida e vivências da época e o Mercado Nazareno, com área gastronómica, venda de produtos tradicionais e artesanato, bem como espaços de jogos, ofícios e diversão infantil completam a oferta.
No sábado, 1 de abril, serão recriados o batismo, o milagre do pão, a chegada a Jerusalém, a prova do pão ázimo, a Última Ceia, a captura de Jesus, a vigília romana, o julgamento, o jantar na taberna, a Via Sacra e terminará com a Crucificação.
No domingo, 2 de abril, de manhã será possível acompanhar os treinos no acampamento romano, seguido da Imagem da Pietà (quadro vivo), o velório, a prova do pão ázimo, a ressurreição, a apresentação de lutas no acampamento romano e terminará com a aparição.
Via Crúcis contará com os seguintes espaços temáticos:
– Mercado Nazareno, localizado no parque de estacionamento da Coroada, contará com a presença de artesãos, mercadores de produtos tradicionais, bem como uma área gastronómica com tabernas;
– Zona de Jogos e Diversões infantis, localizada no Largo do Bom Jesus, na Coroada, contará com jogos de equilíbrio e destreza, dois carrosséis para a diversão da pequenada, um baloiço de barco e um carrossel circular;
– Acampamento romano, localizado no Baluarte do Faro, constará de 2 tendas romanas onde se podem ver armamentos, combates entre soldados, uma biga romana (carro de combate) e vivências da época. Este local servirá de palco ao Julgamento e à flagelação;
– Calvário, localizado no Baluarte do Faro, contará com as 3 cruzes e será o palco da Crucificação;
– Túmulo, localizado no Baluarte de São João, será o palco da maior parte das encenações de domingo;
– Aldeia dos Ofícios, localizada no Largo do Bom Jesus, na Coroada, contará com uma área de recriação de ofícios e vivências da época. Numa tenda teremos a demonstração de ofícios como a moagem manual de cereais, o curtimento da pele e a lavagem da lã. Uma fogueira com o pote de ferro, cercas de madeira com animais domésticos (galinhas, patos e uma cabrinha) e a cerca do burrinho completarão o quadro.
Programa
Sábado | 1 de abril
11h00 | O Batismo (Fonte na Rua Apolinário da Fonseca)
12h00 | O Milagre do Pão (Largo do Governo Militar)
14h30 | A Chegada a Jerusalém (Portas do Sol)
16h00 | Prova do pão ázimo (Mercado Nazareno – Parque de estacionamento da Coroada)
16h30 | A Última Ceia (Praça da República)
17h00 | A Captura de Jesus (Mercado Nazareno – Parque de estacionamento da Coroada)
17h30 | Vigília romana (Baluarte do Faro – Parque Estacionamento da Coroada)
18h30 | O Julgamento (Baluarte do Faro)
19h30 | Jantar na taberna (Baluarte do Faro)
22h00 | Via Sacra (Baluarte do Faro)
Domingo | 2 de abril
11h00 | Treinos no Acampamento Romano (Baluarte do Faro)
14h00 | Imagem da Pietà (Baluarte do Faro)
15h30 | O Velório (Baluarte S. João)
16h00 | Prova do pão ázimo (Mercado Nazareno – Parque de estacionamento da Coroada)
16h45 | A Ressurreição (Baluarte S. João)
18h00 | Apresentação de lutas no acampamento romano (Baluarte do Faro)
18h30 | A Aparição (Baluarte S. João).

Imagem: CMV.
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
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