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Grandes corridas de volta ao Autódromo do Estoril em julho

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O Autódromo do Estoril vai ser palco de mais um grande evento de automobilismo na Península Ibérica. No fim de semana de 13 e 14 de julho, pelas mãos da Race Ready, o Estoril Summer Party irá reunir no emblemático circuito de Cascais os carros de GT e Turismos da maior competição ibérica de velocidade, o Campeonato de Portugal de Velocidade / Iberian Supercars, num programa preenchido por variadas corridas de clássicos e monolugares, com a presença de mais de 150 viaturas de competição.

A competição ibérica de GT4 e TCR, que junta carros de dez marcas diferentes – Audi, Aston Martin, BMW, Ginetta, Hyundai, Ligier, Mercedes, McLaren, Porsche e Toyota – está mais competitivo do que nunca, como se viu na primeira prova da temporada no Circuito de Jerez, em que os três primeiros terminaram separados por menos de dois segundos.

Quem se deslocar ao circuito do Estoril irá encontrar ao volante alguns nomes bem conhecidos do automobilismo português, como são o caso de Bernardo Sousa, Carlos Vieira ou Manuel Gião, e ex-campeões nacionais como Daniel Teixeira, Francisco Carvalho, Gonçalo Araújo, Francisco Mora, José Carlos Pires, Jorge Rodrigues, Nuno Batista ou Patrick Cunha. No entanto, a grelha de partida, que tem pilotos de doze nacionalidades diferentes, também conta com conhecidos pilotos espanhóis como Nerea Martí, Jose de los Milagros ou Nil Montserrat.

Igualmente presente no “nosso Autódromo” vai estar a Copa Racer. A competição espanhola apresentar-se-á com os seus tradicionais MINI Cooper a que se juntam os BMW M2 CS Cup da nova categoria Racer GT, num pelotão que proporciona sempre corridas muito animadas e imprevisíveis para os espectadores.

Sendo os fãs portugueses grandes aficionados das corridas de clássicos, e para abrir o apetite para o muito desejado regresso do Estoril Classics, de 6 a 8 de outubro, a Race Ready decidiu organizar a SevenFriday Classic Cup para todos os carros homologados ou produzidos entre 1950 e 1999. A SevenFriday, a marca de relógios únicos e inspirados no mundo moderno, representados em Portugal pela Importempo, será a patrocinadora oficial da corrida, oferecendo um relógio exclusivo da SevenFriday ao vencedor.

Com duração de 60 minutos, um conjunto de regras particulares desta prova garantirão que todos os pilotos e máquinas possam competir de forma justa, considerando diversos fatores. A lista provisória de inscritos já inclui carros notáveis da indústria automóvel de competição, como um Jaguar XK 140, um Lotus 23B, um Ferrari 308 GTB, um BMW M3 (Grupo A), e vários Porsche 911 RS e Datsun 1200.

Quem gosta de competições de clássicos, poderá também desfrutar das sempre muito animadas corridas do Group 1 Portugal. Este pelotão que supera as três dezenas de concorrentes, incluindo os participantes do Troféu Mini, reúne um leque variado de viaturas, algumas delas que marcaram a velocidade nacional nos anos 1970s e 1980s.

A completar o programa vão estar duas corridas da Single Seater Series, a única competição de monolugares existente em Portugal. Com a diversidade de fórmulas que lhe é característico, quem se deslocar ao Autódromo poderá ver em pista monolugares que nas últimas quatro décadas serviram de trampolim para voos mais altos para a grande maioria dos pilotos profissionais da atualidade. Desde os Fórmula Ford, sem asas, aos mais modernos Fórmula 4 e Fórmula Renault 2.0, já equipados com apêndices aerodinâmicos, há de tudo um pouco num museu em movimento e que nos recorda a escola de muitos dos atuais pilotos de Fórmula 1.

O paddock vai estar preparado para receber todos aqueles que se deslocarem ao mais antigo circuito permanente português. A NAPA, o patrocinador da prova do Campeonato de Portugal de Velocidade / Iberian Supercars, terá inúmeras atividades no paddock, incluindo simuladores e não só, permitindo aos fãs imitar virtualmente o que os pilotos fazem em pista. A MINI também terá várias atividades para os seus convidados. Como é habitual, haverá ainda a praça da alimentação, onde os fãs e respetivas famílias poderão recuperar energias e confraternizar.

O acesso à bancada A é gratuito, podendo todos os que desejarem assistir às corridas ao vivo fazê-lo sem qualquer custo. Porque conhecer os pilotos e participar nas atividades de paddock não é assim tão inacessível, para ter acesso ao exclusivo mundo do paddock, terá de despender apenas 20 euros para ter um passe geral para sábado e domingo. Para os que querem visitar os bastidores num dos dias, o custo será de 15 euros.

Tanto o passe diário como o de dois dias, podem ser adquiridos no site da BOL.pt, ou fisicamente em qualquer balcão de venda da FNAC ou Worten em todo o país, até ao dia 12 de julho. Nos dias 13 e 14 de julho, os bilhetes de paddock estarão apenas disponíveis para compra na bilheteira do circuito.

No domingo, todas as corridas terão transmissão televisiva em direto nas redes sociais Facebook e YouTube da Race Ready. As duas corridas de 45 minutos do Iberian Supercars / Campeonato de Portugal de Velocidade serão transmitidas em Portugal pela A Bola TV e em Espanha pela DAZN.

Imagem: RR.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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