Atualidade
Delegação da Assembleia Nacional do Vietname em visita de trabalho a Portugal
Liderada por H.R. Trần Thanh Mẫn, Vice-Presidente da Assembleia Nacional
Uma delegação da Assembleia Nacional da República Socialista do Vietname, liderada por Trần Thanh Mẫn, Vice-Presidente da Assembleia Nacional do Vietname – Quốc hội Việt Nam – composta por vários deputados e acompanhada por Đinh Toàn Thắng, Embaixador para França, Andorra, Mónaco, Portugal e República Centro-Africana, deslocou-se a Lisboa, em visita de trabalho, de 13 a 15 de novembro.
Da agenda repleta, para além de visitas como ao Mosteiro dos Jerónimos e Cabo da Roca, tiveram lugar variadas reuniões e receções, nomeadamente, com o Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, com o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco André, com o Presidente da AICEP Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Filipe Santos Costa, com representantes da comunidade vietnamita em Portugal, e uma reunião com o Presidente da Artes Marciais Vietnamitas – Federação Portuguesa, Filipe Leite de Sousa.
Nesta última reunião, Filipe Leite de Sousa começou por agradecer dispensarem-lhe algum do precioso tempo para o receber e apresentou-se como sendo arquiteto na Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, que referiu ser um importante Município do Norte de Portugal, com um magnifico e antigo Castelo, e fez o convite para, em próxima deslocação a Portugal, o visitarem. Referiu, ainda: “Portugal, que tem uma muito antiga ligação ao povo Vietnamita, com quem nos relacionamos há mais de 500 anos sempre de forma pacífica, de cooperação e desenvolvimento recíprocos. Por isso, a nossa prenda institucional, uma emissão de selos conjunta em ambos os Países que isso mesmo comemorou, que peço, humildemente, que aceite. A segunda prenda que trago é uma prenda pessoal, é um produto ex-libris da minha região, o Porto, um Vintage de 2004”. Depois da entrega das prendas, passou a explicar que: “Não é a minha vida profissional que me traz aqui, mas uma antiga paixão, um hobby de excelência, as Artes Marciais Vietnamitas, que pratico desde 1976 e ensino desde 1984. Mestre Trần Hữu Hà, nasceu a 11 de julho de 1939 em Đẳng Hới (Quảng Binh) e viveu em Đà Nẵng até 1953, ano em que, com 14 anos de idade, se mudou para a França para completar os seus estudos. Em 1973, vários Mestres Vietnamitas residentes na Europa, liderados por Mestre PHAN HOANG, criaram o Việt Võ Dạo Quốc Tế (escola que reunia vários estilos de Artes Marciais Vietnamitas), que Mestre Trần fez chegar a Portugal. Este foi o Mestre com quem trabalhei até ao seu falecimento, em 2004, que me fez apaixonar pelo Vietname.”
Referiu, ainda, que: “Com a criação, em 2015, da WORLD FEDERATION OF VIETNAM VOCOTRUYEN, superiormente liderada e presidida pelo falecido Prof. Hoàng Vĩnh Giang, iniciou-se um grandioso trabalho de reunião de todas as Escolas, em todos os Países do Mundo. Nesta organização, comecei a trabalhar a partir de 2018, no International Relationship Committee. Infelizmente, o Prof. Hoàng Vĩnh Giang não pode dar seguimento a esta hercúlea tarefa por, em 11 setembro 2021, ter falecido. Esta perda irreparável foi um rude golpe para a jovem WFVV, no que foi interinamente substituído pelo primeiro Vice-presidente Nguyễn Conga Tốt, até ao congresso eleitoral que decorreu na Argélia. Nesse congresso, foi eleito presidente Nguyễn Bá Mạnh, mantendo-se primeiro Vice-presidente Nguyễn Công Tốt e eu tenho a honra de ser segundo Vice-presidente”.
Após esta intervenção, o Vice-Presidente da Assembleia Nacional, Trần Thanh Mẫn, apreciou e valorizou o trabalho da Artes Marciais Vietnamitas – Federação Portuguesa, nomeadamente por organizar várias atividades significativas de formação e intercâmbio. Enfatizando que as Artes Marciais Tradicionais Vietnamitas transmitem mensagens com a marca distinta da cultura vietnamita à comunidade internacional, “Humanidade – Cerimónia – Significado – Sabedoria – Confiança”, Trần Thanh Mẫn sugeriu que a Artes Marciais Vietnamitas – Federação Portuguesa organizasse mais atividades para atrair a participação de mais estudantes, contribuindo para promover as relações entre os dois países.
Ao óbice da inexistência de representação diplomática, Trần Thanh Mẫn informou estar em andamento a instalação, pelo Estado Português, no próximo ano, de uma Embaixada no Vietname e, por sua vez, o Vietname abriria Embaixada em Portugal. No entretanto, foi também falada a importância de haver em Portugal um Cônsul Honorário e, nesse âmbito, foram propostos nomes. A reunião terminou com o convite a Filipe Leite de Sousa para visitar o Vietname e a entrega de uma lembrança da parte de Trần Thanh Mẫn.
Foto: DR.
Atualidade
PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto
A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.
Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.
O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.
As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.
A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.
A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.
Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.
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Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD
O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.
A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.
A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.
Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.
Atualidade
Brasil: São Paulo conta agora com uma delegação da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, entidade com sede em Viseu
A “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” realizou, no passado dia 16 de julho, a cerimónia oficial de tomada de posse da nova direção da delegação de São Paulo da entidade, quando distinguiu diversas personalidades e instituições pelo seu “contributo para a divulgação da cultura portuguesa no Brasil”, além de promover uma celebração gastronómica dedicada aos laços históricos entre Portugal e o Japão, numa tarde de eventos realizados primeiro no Auditório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e, depois, no Restaurante Osakaya, no mesmo endereço.
A sessão solene marcou o início do primeiro mandato da delegação paulista da Confraria, organização que tem como missão “preservar, divulgar e valorizar o património histórico, cultural e gastronómico da região da Beira Alta portuguesa, junto da comunidade lusa residente no Brasil e dos seus descendentes”, promovendo também o “intercâmbio cultural entre Portugal e o país sul-americano”.
A estrutura dirigente passou a ser liderada por Nilzângela de Lima Souza, que assume a presidência da delegação, acompanhada por João Baptista de Oliveira, como vice-presidente, Gabriel Kwak, como secretário-geral; e, na tesouraria, Raquel Naveira. Integram-na, ainda, os conselheiros fiscais José Francisco Ferraz Luz e José Domingos de Lima Pezza, José Alberto Lovetro, diretor de Banda Desenhada, e Salete Lima e Eliza Muratori, Fatima Fonseca, nomeadas embaixadoras culturais.
De igual modo, durante a cerimónia foram atribuídos os títulos de “Presidentes de Honra” da Confraria ao Dr. Juarez Morais de Avelar e ao jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, “distinção reservada a personalidades reconhecidas pelo apoio prestado à instituição e ao fortalecimento das relações culturais entre Portugal e o Brasil”.
Reconhecimento do mérito cultural marcou cerimónia
A tomada de posse ficou também assinalada por um conjunto de condecorações destinadas a reconhecer o trabalho desenvolvido em diferentes áreas da cultura, do associativismo e da promoção da identidade portuguesa.
Tânia Sousa Pezza e Richard Wolfgang Azevedo Bauer foram investidos como novos comendadores da Confraria, recebendo as respetivas insígnias numa cerimónia presidida por Nilzângela de Lima Souza. Ao longo da sessão foram ainda homenageados o maestro Roberto Mendes Barbosa e Elisa Mendes Barbosa, ligados ao Coral de Oficina de Arte e Cultura, bem como Benjamin Souza Marinho, distinguido enquanto representante das novas gerações que mantêm viva a ligação à cultura portuguesa.
A Confraria decidiu também atribuir uma distinção institucional ao Restaurante Osakaya, reconhecendo o contributo que o espaço tem vindo a prestar ao “fortalecimento do intercâmbio cultural luso-brasileiro” e à “valorização da gastronomia enquanto elemento de aproximação entre os povos”.
Gastronomia como expressão da história comum
Após o momento protocolar, os participantes reuniram-se no salão do Restaurante Osakaya, onde foi servido um menu concebido exclusivamente para a ocasião, pensado para traduzir, através da gastronomia, o encontro histórico entre Portugal e o Japão. A proposta gastronómica procurou revisitar um dos capítulos mais antigos das relações entre os dois países, evocando os primeiros contactos estabelecidos pelos navegadores portugueses no século XVI e a influência que essa presença deixou na cultura culinária japonesa.
Ao longo do jantar foram servidos pratos que combinaram técnicas tradicionais japonesas com ingredientes e referências profundamente associados à cozinha portuguesa, transformando cada momento da refeição numa narrativa sobre a circulação de produtos, sabores e tradições entre os dois extremos do mundo.
O percurso iniciou-se com Edamame, valorizando a simplicidade dos produtos naturais, e com uma delicada salada de hijiki, preparada com caldo dashi e shoyu, apresentada como uma evocação da profundidade do oceano e da subtileza da cozinha japonesa.
Seguiu-se um dos momentos mais simbólicos da noite: o Korokke de Bacalhau, versão japonesa inspirada no tradicional bolinho de bacalhau português. A confeção recorreu à panagem em panko, preservando, contudo, o protagonismo do bacalhau, ingrediente incontornável da gastronomia portuguesa, criando uma ponte entre duas tradições culinárias separadas por milhares de quilómetros, mas unidas pela história.
O menu prosseguiu com Orange Chicken, Karaage Nanban, Shorompo Soup, Buta Misso e Tempura Misto, prato que assumiu especial simbolismo por recordar precisamente a influência portuguesa na divulgação do tempura – pois em séculos passados esta iguaria era consumida apenas por monges, sendo proibido o consumo por pessoas comuns – a técnica de fritura que viria a dar origem à atual tempura japonês.
A refeição terminou com Choux Cream (Shu Kuri), sobremesa de inspiração francesa reinterpretada pela pastelaria japonesa, encerrando um percurso gastronómico marcado pela fusão de influências e pela valorização da partilha cultural.
Toda a experiência foi desenvolvida pelo chef Daisuke Takao, agradecemos aos proprietários Henrique Hojo e Nicolas Aoki, que procuraram construir um menu onde cada prato representasse um “momento da ligação histórica entre Portugal e o Japão”, estabelecendo um “diálogo entre tradição, criatividade e identidade”.
“Mais do que um jantar comemorativo, a receção constituiu um dos momentos centrais das celebrações da tomada de posse, reforçando a gastronomia como instrumento de diplomacia cultural e de aproximação entre comunidades”, disse Nilzângela de Lima Souza, presidente da delegação de São Paulo da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, com sede em Viseu, Portugal.
A iniciativa terminou num ambiente de convívio entre confrades, dirigentes, representantes institucionais e convidados, consolidando a “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” como “um espaço de preservação das tradições beirãs, de promoção da cultura portuguesa e de fortalecimento dos laços entre Portugal e o Brasil”, em particular “junto da comunidade portuguesa radicada em São Paulo”.
Agência Incomparáveis
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