Atualidade
“Os Verdes” reagem ao 9º Congresso Florestal a decorrer na Ilha da Madeira
Encerrou ontem, o 9º Congresso Florestal, que decorreu na ilha da Madeira. Uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais que teve por mote a “Sustentabilidade da Floresta Portuguesa: valorizar para superar desafios” e que, entre outras entidades envolvidas, contou com a UMa (Universidade da Madeira). “Os Verdes” esperam que “a reflexão feita neste Encontro, que contou com reconhecidos oradores e académicos, sirva para fortalecer a floresta portuguesa, nas suas diversas vertentes (ambiental, climática, cultural, económica e social) e para a valorização dos serviços que presta à vida na Terra”.
“Os Verdes” consideram, ainda, “que a opção de realizar este Congresso na ilha da Madeira foi uma escolha feliz! Permite chamar à atenção para o facto de a ilha da Madeira constituir o único local do nosso território onde podemos ainda encontrar uma enorme mancha da floresta primitiva que ocupou, outrora, grande parte do nosso território nacional, a Laurissilva. Nicho de biodiversidade e de beleza sem igual, a Laurissilva da Madeira constitui, também, um tesouro a nível global e, como tal, foi classificada pela UNESCO, Património Mundial Natural e Reserva Biogenética do Conselho da Europa e integra a Rede Natura 2000”
No entanto, “Os Verdes” não poderiam “deixar passar este evento sem sublinhar a ironia que reside no facto de uma das entidades oficiais que deu apoio a esta iniciativa, e marcou presença neste Congresso, ser o IFCN (Instituto das Florestas e Conservação da Natureza). Sendo o IFCN a entidade que tem ao seu cuidado a gestão e ‘valorização’ deste Bem, é, no entanto, a entidade que tem tido a iniciativa de promover ou aprovar projetos que são verdadeiros atentados à Laurissilva. Entre eles, o Projeto do Elevador do Curral das Freiras que tem impactos graves sobre a Laurissilva, na Boca da Corrida (Freguesia do Jardim da Serra) e obra do Caminho das Ginjas (Concelho de São Vicente) e que irá abrir uma ferida irremediável na Laurissilva, são projetos que o PEV tem sobejamente condenado”.
Por outro lado, o partido “também não pode deixar de apontar o dedo à falta de uma intervenção eficaz e rápida por parte do IFCN para promover a reflorestação das zonas ardidas nos cumes do Funchal”.
“A degradação em que se mantêm essas áreas ardidas tem, não só, impactos paisagísticos como tem permitido a instalação de espécies invasoras e consubstancia um verdadeiro perigo, facilitador de deslizamento de terras em caso de chuvas fortes”, alerta. “Os Verdes” apontam, ainda, “à falta de promoção de projetos consequentes de reflorestação da Ilha de Porto Santo, deixando esta à mercê de processos erosivos acentuados”.
“Como tal, ‘Os Verdes’ estão empenhados na luta e solidários com todos os que, na ilha da Madeira – a comunidade científica, as associações e cidadãos -, se têm manifestado, e manifestam, em defesa da Laurissilva e de um correto ordenamento florestal da Ilha da Madeira”, conclui.
Foto: DR.
Açores
RTP reforça colaboração estratégica com o Youtube para o “desenvolvimento de talentos” em Portugal
A RTP (Rádio e Televisão de Portugal), operador de serviço público de media, e o YouTube estão a reforçar significativamente a sua relação estratégica. Com base num longo historial de cooperação bem-sucedida, as duas organizações estabeleceram um plano detalhado de colaboração para a RTP, concebido para promover a inovação digital, facilitar a descoberta de conteúdos de serviço público de elevada qualidade e capacitar a próxima geração de profissionais dos media em Portugal. Esta colaboração contribui também para o objetivo da RTP de combater a desinformação, facilitando o acesso do público a conteúdos rigorosos e de qualidade.
Este plano estratégico representa um passo proativo da RTP no sentido de aprofundar a sua parceria com o YouTube. Ao tirar o máximo partido das ferramentas disponibilizadas pela plataforma e das melhores práticas, a RTP reforçará a sua capacidade de estabelecer ligação com públicos mais jovens e orientados para o digital, através de quatro pilares fundamentais: desenvolvimento de novos talentos na área da informação, criação de espaços seguros para crianças e jovens, envolvimento das comunidades ligadas ao desporto e apoio ao crescimento das receitas.
A RTP apoiará também a experimentação e a adoção do Likeness ID pelos seus profissionais. Esta ferramenta pioneira do YouTube foi concebida para ajudar criadores, incluindo jornalistas e figuras públicas, a gerir a forma como a inteligência artificial é utilizada para os representar na plataforma, reforçando a proteção contra deepfakes e conteúdos manipulados.
O YouTube constitui uma parceria estratégica para a inovação digital da RTP, oferecendo um ecossistema único de criadores que promove a inovação e uma nova linguagem visual adaptada às audiências da próxima geração. Além disso, proporciona o ambiente ideal para alargar o alcance dos conteúdos de serviço público a todos os ecrãs.
Nicolau Santos, Presidente do Conselho de Administração da RTP, afirmou: “Este é um momento importante para a RTP. A missão de serviço público não se esgota nos canais de televisão e rádio nem nas plataformas digitais próprias. Esta parceria com o YouTube, uma das maiores plataformas de conteúdos a nível mundial, demonstra que a RTP está atenta aos novos hábitos de consumo de conteúdos e disponível para se adaptar a estas novas realidades, com o objetivo de aumentar a sua relevância para todos os públicos, particularmente os mais jovens.”
Pedro Pina, Vice-Presidente, YouTube EMEA, comentou: “A parceria alargada da RTP fornece um modelo claro para os operadores públicos de radiodifusão europeus que procuram construir modelos de negócio sustentáveis. Ao concentrar-se na distribuição e monetização eficientes com o YouTube, a RTP está a chegar a novos públicos onde eles já assistem e a impulsionar um crescimento concreto das receitas para o futuro”.
Atualidade
PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto
A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.
Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.
O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.
As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.
A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.
A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.
Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.
Atualidade
Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD
O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.
A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.
A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.
Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.
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