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Voleibol: Seleção Nacional no Europeu 2023

Terceira presença consecutiva em campeonatos da Europa com um jogo ainda por disputar

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A Seleção Nacional de Seniores Masculinos, orientada por João José, garantiu o apuramento para a fase final do Campeonato da Europa de 2023, ao vencer, ontem, por 3-0 (27-25, 25-15 e 25-12), a sua congénere do Montenegro em jogo disputado no Pavilhão Desportivo Municipal de Santo Tirso.

Embora falte ainda disputar um último jogo na Pool D – Portugal desloca-se, no dia 21 de agosto, à Islândia –, a seleção de todos nós tem já assegurada (nem que seja como um dos melhores segundos classificados) a sua terceira presença consecutiva, e sétima no total, num Campeonato da Europa, concretizando, assim, o seu grande objetivo para 2022.

A fase final do EuroVolley 2023 ainda não tem organizador(es), nem datas marcadas, mas deverá ser disputado em agosto/setembro do próximo ano.

Portugal vs. Montenegro, 3-0 (27-25, 25-15 e 25-12)

Após o 2-3 averbado no dia 7 de agosto, em Montenegro, para garantir a qualificação direta para o Campeonato da Europa pela terceira vez consecutiva, a Seleção Nacional, orientada por João José, precisava de vencer o seu adversário de ontem por 3-0 ou 3-1, pois o 3-2 obrigava a fazer contas.

Set

Montenegro entrou bem no jogo (3-1), com os portugueses a sentirem bem a potência dos serviços de Aleksandar Minic, capitão dos montenegrinos. Portugal recompôs-se rapidamente e equilibrou a contenda (3-3, 6-6, 10-10).

Filip Cveticanin, com um ataque ao primeiro toque, conseguiu a primeira diferença de dois pontos (18-16) para Portugal… mas a equipa orientada por Ivan Joksimovic não acusou o golpe e com dois serviços de Marko Bojic voltou a passar para para a frente no marcador (19-18).

Um bloco de Ivan Zvicer, seguido de um ataque do mesmo jogador, aumentou a diferença (21-19).

Portugal respondeu com um ataque de Alexandre Ferreira e um bloco de Filip Cveticanin (22-22), obrigando Ivan Joksimovic a parar o jogo.

Um ataque de segunda linha de Lourenço Martins manteve Portugal no jogo (25-25). Alex Ferreira colocou a turma das quinas a um mero ponto do triunfo, que seria selado com novo ataque do capitão lusitano: 27-25.

Marko Bojic, com 8 pontos, e Ivan Zvicer, com 7, iniciavam um interessante duelo de pontuadores com Alexandre Ferreira e Lourenço Martins, ambos com 7 pontos neste parcial.

Set

Um monster bloco de Miguel Sinfrónio impulsionou Portugal (3-0) e uma bomba no serviço de Lourenço Martins aumentou a distância pontual (6-2).

Dois erros, no serviço e no ataque, mostraram que Montenegro estava um pouco desorientado com a velocidade e agressividade com que Portugal jogava e o treinador montenegrino viu-se obrigado a reunir com os seus pupilos.

A conversa não surtiu efeitos visíveis (10-3) e Ivan Joksimovic procurou remediar a situação fazendo algumas alterações.

Enquanto isso, os portugueses mantinham a sua caminhada a passos largos para novo triunfo.

Um serviço direto de Marko Bojic ainda fez soar algum alarme no banco de Portugal (13-6).

Alex Ferreira respondeu à altura dos acontecimentos, com um serviço direto (15-6). Um bloco de Tiago Violas empolgou, ainda mais, o (muito) público (17-7).

A Seleção Nacional exalava bom Voleibol e os adeptos agradeciam o espetáculo (19-8).

Montenegro reagiu e um serviço de Djordje Jovovic atenuou um pouco a diferença (20-12), mas o set era dominado pelos portugueses, que fixaram o resultado em 25-15, com um bloco de Filip Cveticanin e um ataque de Alex Ferreira.

Set

O terceiro parcial começou, como o primeiro, a ser jogado ponto a ponto, mas só até aos 4-4. Depois, os portugueses começaram a crescer. Um bloco de Filip Cveticanin e um ataque de Alex levaram o público ao delírio (9-5). Novo bloco, este de Miguel Sinfrónio, afastaram, ainda mais, Portugal (14-7).

O capitão Alex era o timoneiro da confiança portuguesa e dava o exemplo no ataque (17-8), no bloco (19-8) e no serviço (20-10).

Lourenço Martins e um serviço direto garantiram o triunfo que deu o apuramento europeu: 25-12, por números que não deixam dúvidas quanto à superioridade de Portugal.

Alexandre Ferreira, com 21 pontos, cotou-se como o melhor pontuador do jogo, seguido de Lourenço Martins (12) e Filip Cveticanin (10).

O Selecionador Nacional, João José, sublinhou que “o jogo acabou por ser muito intenso devido à importância que tinha. Da forma como estão a evoluir os outros grupos, se ganhássemos 3-2, até poderia ser complicado ser um dos cinco melhores segundos classificados. Mesmo no rácio de pontos eles estavam melhores do que nós”. Sobre a equipa, para João José, esta “esteve muito bem, ou seja, leram bem o que o adversário ia fazer e corrigir praticamente tudo o que não tínhamos conseguido fazer no jogo anterior“.

No entender do capitão Alexandre Ferreira, “não se constrói nada do dia para a noite. É um grupo que teve muitas mudanças e precisava de algum tempo para se adaptar. Para além disso, tivemos alguns jogadores com limitações físicas ao longo do percurso, o que também motivou algumas alterações na equipa, mas hoje [Ndr: ontem] voltámos àquela que era a nossa estrutura base desde início e correu bem, com cada um a fazer o seu trabalho”, sendo que assumiram “o favoritismo desde início, tivemos altos e baixos, como em Montenegro, mas hoje mostrámos que somos bem superiores”. Já sobre o apuramento, Alex salientou que “estamos pela terceira vez consecutiva no Europeu e sinto um enorme orgulho, pois sinto que o nosso País está a crescer na modalidade e isso é o mais importante: levar bem alto o nome do nosso País noutra modalidade sem ser só o Futebol. Vamos estar três vezes consecutivas e espero estar a quarta vez”.

Foto: FPV.

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Câmara de Lisboa reforça investimento em projetos educativos com mais de 950 mil euros

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A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou hoje, em reunião pública, duas propostas que reforçam o investimento municipal em projetos educativos nos próximos dois anos letivos, num montante superior a 950 mil euros.

As medidas aprovadas contemplam a criação do concurso “Escola Acontece”, integrado no Programa de Sucesso Escolar ELEVA-TE, e o reforço da Orquestra Geração Lisboa, duas iniciativas que visam promover o sucesso educativo, a inclusão e o desenvolvimento das crianças e jovens da cidade.

“Continuamos a reafirmar a educação como uma das prioridades deste executivo. As propostas hoje aprovadas refletem uma aposta em projetos que complementam o trabalho desenvolvido nas escolas e que contribuem para a construção de percursos educativos mais inclusivos e promotores do sucesso escolar”, afirma o vereador com o pelouro da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves.

O concurso “Escola Acontece”, cuja primeira edição decorrerá no ano letivo 2026/2027, destina-se a todas as escolas da rede pública de Lisboa, desde o 1.º ciclo do ensino básico até ao ensino secundário. Através desta iniciativa, a Autarquia pretende apoiar projetos extracurriculares que respondam às necessidades concretas de cada escola, promovendo a autonomia, a criatividade, a inclusão e a participação ativa de alunos, professores, famílias e restantes agentes da comunidade educativa.

Envolvendo um investimento de 618 mil euros, incluindo financiamento comunitário, o concurso abrangerá projetos de áreas distintas, designadamente expressões artísticas, teatro, música, dança, desporto, sustentabilidade, ambiente, ciências, tecnologia, cidadania, saúde e bem-estar, entre outros.

O executivo aprovou igualmente o reforço da Orquestra Geração Lisboa, garantindo a continuidade daquele que é um dos mais relevantes projetos de inclusão social através da música desenvolvido na cidade.

Com um investimento global superior a 339 mil euros para os próximos dois anos letivos (157 mil e 182 mil para 2026/2027 e 2027/2028, respetivamente), o reforço financeiro face a anos anteriores permitirá alargar a abrangência do projeto a cerca de 600 crianças e jovens, reforçando especialmente a inclusão através da expansão da Orquestra de Afetos nos jardins de infância, para crianças dos 3 aos 6 anos.

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Universidade do Algarve conclui obras de eficiência energética no Edifício 1 do Campus de Gambelas

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A Universidade do Algarve realizou um conjunto de intervenções no Edifício 1 do Campus de Gambelas, cujo investimento total foi superior a 1,2 milhões de euros. As diversas empreitadas realizadas com este objetivo encontram-se todas concluídas.
Estas intervenções são financiadas pelo Fundo Ambiental, através do Programa de Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central – Apoio à Renovação Energética dos Edifícios da Administração Pública Central, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para tornar o edifício mais eficiente em termos energéticos foram feitas intervenções ao nível do isolamento térmico da cobertura, da substituição de vãos envidraçados, do sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) e foi instalado um sistema solar fotovoltaico. Além da eficiência energética, as ações levadas a cabo, que se complementam, permitirão melhorar as condições de habitabilidade, conforto, redução de custos e redução de CO2.

É objetivo da Universidade do Algarve implementar medidas que fomentem a sustentabilidade e a eficiência energética, bem como reforçar a produção de energia de fontes renováveis em regime de autoconsumo, contribuindo para a melhoria do desempenho energético e ambiental dos edifícios em causa. Pretende-se que as medidas adotadas possam conduzir, em média, a pelo menos 30% de redução do consumo de energia primária no edifício agora intervencionado.

O edifício em causa foi construído em 1993 e apresentava fragilidades em termos de eficiência energética. As intervenções tiveram como objetivo melhorar o conforto e bem-estar da comunidade académica, designadamente estudantes, investigadores, docentes e funcionários, introduzindo mecanismos que permitirão uma melhor economia e eficiência na utilização de recursos. O edifício tem duas grandes funcionalidades: o ensino e a investigação, tendo para o efeito salas de aulas, gabinetes, salas de reuniões, laboratórios de investigação e um auditório.

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Especialista assegura: abertura do mercado aéreo no Mercosul poderá aumentar concorrência e baixar tarifas

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O memorando de cooperação para reforçar a integração do transporte aéreo no Mercosul, assinado pelo Brasil esta semana, voltou a colocar em discussão a possibilidade de companhias aéreas estrangeiras operarem rotas domésticas noutros países do bloco. Para Luiz Moura, conselheiro de Turismo da FecomercioSP e especialista em gestão de viagens corporativas, a medida poderá trazer benefícios para os passageiros, desde que seja acompanhada por um enquadramento regulatório capaz de assegurar condições de concorrência equilibradas.

Na perspetiva do especialista, a abertura do mercado representa uma oportunidade para dinamizar o setor da aviação na região, aumentando a oferta de ligações e promovendo uma maior competitividade entre operadores, além de que o principal impacto positivo será sentido pelos passageiros.

“Quanto mais empresas disputam um mercado, maior tende a ser a oferta de voos e mais competitivos ficam os preços. Para o passageiro, esse costuma ser o principal benefício de uma abertura como essa”, declarou.

Apesar desse potencial, Luiz Moura realça que o processo deverá ser conduzido com prudência, tendo em conta as profundas diferenças económicas existentes entre os países do Mercosul.

Segundo explica, empresas sediadas em mercados mais robustos poderão dispor de maior capacidade financeira, melhores condições de investimento e maior margem para praticar tarifas reduzidas durante mais tempo, colocando pressão adicional sobre as companhias nacionais de economias menos desenvolvidas.

“Uma companhia que atua em um mercado economicamente mais forte pode ter mais recursos para sustentar uma operação noutro país. Isso pode criar uma competição desigual com empresas locais, que operam em uma realidade completamente diferente”, alertou.

O especialista recorda também que modelos semelhantes já existem noutras regiões, sobretudo na União Europeia, onde várias companhias operam voos domésticos em diferentes Estados-membros. Ainda assim, considera que a realidade europeia não pode ser transposta automaticamente para a América do Sul.

“Na Europa, os países têm níveis de desenvolvimento mais próximos e, em grande parte do bloco, compartilham a mesma moeda. No Mercosul, convivemos com economias muito diferentes, moedas distintas e realidades financeiras bastante desiguais. Isso pode produzir efeitos diferentes dos observados no mercado europeu”, vincou.

Neste contexto, Luiz Moura considera determinante o trabalho do grupo técnico previsto no memorando de cooperação, responsável por definir as regras que irão enquadrar a abertura do mercado regional.

Na sua opinião, o sucesso da medida dependerá da criação de mecanismos capazes de proteger a competitividade das companhias nacionais sem impedir os benefícios esperados para os consumidores.

“A abertura tende a ser positiva para quem viaja, desde que exista um ambiente regulatório capaz de equilibrar a competição entre empresas que partem de condições econômicas muito diferentes”, concluiu.

Ígor Lopes

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