Atualidade
Viana do Castelo investe 324 mil euros na segurança balnear e valorização ambiental de praias fluviais
Esta sexta-feira arrancou a época balnear em Viana do Castelo e o Presidente da Câmara Municipal deu as boas-vindas aos nadadores salvadores que, a partir de ontem, vão estar nas praias do concelho. Para Luís Nobre, o seu papel é fundamental para a segurança balnear, considerando ainda que “Viana do Castelo tem uma forte relação com o mar e com a frente atlântica”, razão pela qual pediu o apoio dos nadadores salvadores para que vianenses e visitantes tenham uma experiência em segurança.
Na época balnear que ontem arrancou, o Município de Viana do Castelo vai investir quase 324 mil euros na segurança balnear e valorização ambiental de praias fluviais. O conjunto de protocolos que acontecem no âmbito da época balnear que agora inicia foram aprovados na última reunião de executivo.
Assim, a maior fatia vai para o Protocolo de Colaboração entre o Município e a Coordenada Decimal – Associação de Nadadores Salvadores, atingindo uma verba global de 276.605 euros. O protocolo visa “garantir a salvaguarda da segurança de utentes e praticantes de desportos náuticos nas águas balneares designadas de Viana do Castelo e em águas com prática balnear conhecida, embora não designada, como Rodanho e Argaçosa, durante a época balnear de 2022”.
“Tendo em conta a extensão de costa a vigiar (incluindo extensos troços não designados, embora com frequência balnear) e os meios humanos e técnicos envolvidos na operação, é ainda necessário garantir um centro móvel integrado de vigilância, socorro e salvamento para apoio/resposta a qualquer solicitação de emergência e por forma também a segurar a prática de desportos náuticos em águas não balneares”, é referido no documento.
O protocolo pretende, pois, garantir a salvaguarda da segurança nas praias marítimas e fluviais Ínsua, Afife, Arda/Bico, Paçô, Carreço, Norte, Cabedelo, Cabedelo/Luziamar, Rodanho, Amorosa 1, Amorosa 2, Castelo de Neiva, Argaçosa e Foz do Lima entre 10 de junho e 11 de setembro. Pretende, ainda, salvaguardar a segurança dos utentes e praticantes de desportos náuticos nas praias vigiadas e não vigiadas; garantir um centro móvel integrado de vigilância, socorro e salvamento que dará apoio/resposta a qualquer solicitação de emergência.
Neste âmbito, foi também estabelecido Protocolo de Colaboração para Alojamento de Nadadores Salvadores entre a Câmara Municipal e a Junta Regional do Corpo Nacional de Escutas de Viana do Castelo, no valor de 9.552 euros, dando, assim, resposta ao alojamento necessário para os nadadores salvadores de fora do concelho. Os profissionais ficaram assim alojados nas camaratas da Junta Regional do Corpo Nacional de Escutas de Viana do Castelo, em Darque.
Foi, também, celebrado Contrato de Comodato para Utilização de Moto 4X4 ao longo da época balnear. O quadriciclo pertence à autarquia e irá ser cedido à Associação de Nadadores Salvadores para ser utilizado na segurança balnear, em especial no patrulhamento do extenso areal que separa das praias de Ínsua, Afife e Arda, reforçando a segurança de centenas de banhistas que optam por esta zona não vigiada.
Viana do Castelo investe, ainda, 37.500 euros em Protocolos de Conservação, Requalificação e Valorização Ambiental com as Juntas e Uniões de Freguesia do concelho para garantia dos espaços naturais envolvendo os territórios das Praias Fluviais e Espaços de Recreio e Lazer.
Esta proposta irá, assim, beneficiar Alvarães – Azenha da Almerinda; Amonde – Pincho; Darque – São Lourenço; Lanheses – Parque Verde; Santa Marta de Portuzelo – Parque de Merendas da Preguiça; União de Freguesias de Geraz do Lima e Deão – Candeias; União de Freguesias de Subportela, Deocriste e Portela Susã – Torrenta; União de Freguesias de Cardielos e Serreleis – Parque de Merendas de Cardielos e Barco do Porto, Serreleis; União de Freguesia de Mazarefes e Vila Fria – Praia Fluvial de S. Simão; União de Freguesias de Viana do Castelo e Meadela – Argaçosa; e Vila Franca – Barco do Porto.
Neste contexto, foi também celebrado Protocolo de Colaboração entre o Município e os titulares de títulos de licença ou concessão de utilização dos recursos hídricos para ocupação do domínio público marítimo.
Viana do Castelo, recorde-se, vai hastear bandeiras azuis em 10 praias do concelho, entre Arda (Mariana), Afife, Paçô, Carreço, Praia Norte, Cabedelo, Amorosa, Luziamar, Castelo de Neiva e Praia da Ínsua.
O concelho conta ainda com 9 praias consideradas como “Qualidade Ouro” pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, tendo sido distinguidas com o Galardão Qualidade de Ouro 2022 as praias de Afife, Amorosa, Arda, Cabedelo, Carreço, Castelo de Neiva, Ínsua, Norte e Paçô.
Foto: CMVC.
Atualidade
Câmara de Lisboa reforça investimento em projetos educativos com mais de 950 mil euros
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou hoje, em reunião pública, duas propostas que reforçam o investimento municipal em projetos educativos nos próximos dois anos letivos, num montante superior a 950 mil euros.
As medidas aprovadas contemplam a criação do concurso “Escola Acontece”, integrado no Programa de Sucesso Escolar ELEVA-TE, e o reforço da Orquestra Geração Lisboa, duas iniciativas que visam promover o sucesso educativo, a inclusão e o desenvolvimento das crianças e jovens da cidade.
“Continuamos a reafirmar a educação como uma das prioridades deste executivo. As propostas hoje aprovadas refletem uma aposta em projetos que complementam o trabalho desenvolvido nas escolas e que contribuem para a construção de percursos educativos mais inclusivos e promotores do sucesso escolar”, afirma o vereador com o pelouro da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves.
O concurso “Escola Acontece”, cuja primeira edição decorrerá no ano letivo 2026/2027, destina-se a todas as escolas da rede pública de Lisboa, desde o 1.º ciclo do ensino básico até ao ensino secundário. Através desta iniciativa, a Autarquia pretende apoiar projetos extracurriculares que respondam às necessidades concretas de cada escola, promovendo a autonomia, a criatividade, a inclusão e a participação ativa de alunos, professores, famílias e restantes agentes da comunidade educativa.
Envolvendo um investimento de 618 mil euros, incluindo financiamento comunitário, o concurso abrangerá projetos de áreas distintas, designadamente expressões artísticas, teatro, música, dança, desporto, sustentabilidade, ambiente, ciências, tecnologia, cidadania, saúde e bem-estar, entre outros.
O executivo aprovou igualmente o reforço da Orquestra Geração Lisboa, garantindo a continuidade daquele que é um dos mais relevantes projetos de inclusão social através da música desenvolvido na cidade.
Com um investimento global superior a 339 mil euros para os próximos dois anos letivos (157 mil e 182 mil para 2026/2027 e 2027/2028, respetivamente), o reforço financeiro face a anos anteriores permitirá alargar a abrangência do projeto a cerca de 600 crianças e jovens, reforçando especialmente a inclusão através da expansão da Orquestra de Afetos nos jardins de infância, para crianças dos 3 aos 6 anos.
Atualidade
Universidade do Algarve conclui obras de eficiência energética no Edifício 1 do Campus de Gambelas
A Universidade do Algarve realizou um conjunto de intervenções no Edifício 1 do Campus de Gambelas, cujo investimento total foi superior a 1,2 milhões de euros. As diversas empreitadas realizadas com este objetivo encontram-se todas concluídas.
Estas intervenções são financiadas pelo Fundo Ambiental, através do Programa de Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central – Apoio à Renovação Energética dos Edifícios da Administração Pública Central, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Para tornar o edifício mais eficiente em termos energéticos foram feitas intervenções ao nível do isolamento térmico da cobertura, da substituição de vãos envidraçados, do sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) e foi instalado um sistema solar fotovoltaico. Além da eficiência energética, as ações levadas a cabo, que se complementam, permitirão melhorar as condições de habitabilidade, conforto, redução de custos e redução de CO2.
É objetivo da Universidade do Algarve implementar medidas que fomentem a sustentabilidade e a eficiência energética, bem como reforçar a produção de energia de fontes renováveis em regime de autoconsumo, contribuindo para a melhoria do desempenho energético e ambiental dos edifícios em causa. Pretende-se que as medidas adotadas possam conduzir, em média, a pelo menos 30% de redução do consumo de energia primária no edifício agora intervencionado.
O edifício em causa foi construído em 1993 e apresentava fragilidades em termos de eficiência energética. As intervenções tiveram como objetivo melhorar o conforto e bem-estar da comunidade académica, designadamente estudantes, investigadores, docentes e funcionários, introduzindo mecanismos que permitirão uma melhor economia e eficiência na utilização de recursos. O edifício tem duas grandes funcionalidades: o ensino e a investigação, tendo para o efeito salas de aulas, gabinetes, salas de reuniões, laboratórios de investigação e um auditório.
Atualidade
Especialista assegura: abertura do mercado aéreo no Mercosul poderá aumentar concorrência e baixar tarifas
O memorando de cooperação para reforçar a integração do transporte aéreo no Mercosul, assinado pelo Brasil esta semana, voltou a colocar em discussão a possibilidade de companhias aéreas estrangeiras operarem rotas domésticas noutros países do bloco. Para Luiz Moura, conselheiro de Turismo da FecomercioSP e especialista em gestão de viagens corporativas, a medida poderá trazer benefícios para os passageiros, desde que seja acompanhada por um enquadramento regulatório capaz de assegurar condições de concorrência equilibradas.
Na perspetiva do especialista, a abertura do mercado representa uma oportunidade para dinamizar o setor da aviação na região, aumentando a oferta de ligações e promovendo uma maior competitividade entre operadores, além de que o principal impacto positivo será sentido pelos passageiros.
“Quanto mais empresas disputam um mercado, maior tende a ser a oferta de voos e mais competitivos ficam os preços. Para o passageiro, esse costuma ser o principal benefício de uma abertura como essa”, declarou.
Apesar desse potencial, Luiz Moura realça que o processo deverá ser conduzido com prudência, tendo em conta as profundas diferenças económicas existentes entre os países do Mercosul.
Segundo explica, empresas sediadas em mercados mais robustos poderão dispor de maior capacidade financeira, melhores condições de investimento e maior margem para praticar tarifas reduzidas durante mais tempo, colocando pressão adicional sobre as companhias nacionais de economias menos desenvolvidas.
“Uma companhia que atua em um mercado economicamente mais forte pode ter mais recursos para sustentar uma operação noutro país. Isso pode criar uma competição desigual com empresas locais, que operam em uma realidade completamente diferente”, alertou.
O especialista recorda também que modelos semelhantes já existem noutras regiões, sobretudo na União Europeia, onde várias companhias operam voos domésticos em diferentes Estados-membros. Ainda assim, considera que a realidade europeia não pode ser transposta automaticamente para a América do Sul.
“Na Europa, os países têm níveis de desenvolvimento mais próximos e, em grande parte do bloco, compartilham a mesma moeda. No Mercosul, convivemos com economias muito diferentes, moedas distintas e realidades financeiras bastante desiguais. Isso pode produzir efeitos diferentes dos observados no mercado europeu”, vincou.
Neste contexto, Luiz Moura considera determinante o trabalho do grupo técnico previsto no memorando de cooperação, responsável por definir as regras que irão enquadrar a abertura do mercado regional.
Na sua opinião, o sucesso da medida dependerá da criação de mecanismos capazes de proteger a competitividade das companhias nacionais sem impedir os benefícios esperados para os consumidores.
“A abertura tende a ser positiva para quem viaja, desde que exista um ambiente regulatório capaz de equilibrar a competição entre empresas que partem de condições econômicas muito diferentes”, concluiu.
Ígor Lopes
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