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8ª edição do Festival Vaudeville Rendez-Vous apresentado hoje no Mosteiro de Tibães, em Braga

Circo contemporâneo pelo terceiro ano em Barcelos

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Foi apresentada, hoje, a programação da 8ª edição do Festival Vaudeville Rendez-Vous, o mais influente festival de circo contemporâneo do país – que decorre entre 18 e 23 de julho, nas quatro cidades que formam o projeto de cooperação intermunicipal Quadrilátero. Barcelos recebe este certame pela terceira vez consecutiva.

Na cerimónia de apresentação, que decorreu em Braga, no Mosteiro de Tibães, Bruno Martins e Cláudia Berkeley, responsáveis pela programação do Festival, deram a conhecer o cartaz. Para os organizadores, “esta será uma edição para voltarmos a habitar e a criar livremente no espaço público. Para sermos surpreendidos pelo olhar diferente que os outros têm do território que habitamos quotidianamente.”

Elisa Braga, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, assinalou que “é assim que se constrói a cultura em território. Ao trazer a arte circense para o Centro Histórico, vamos fazer com que a população e os nossos visitantes tenham contacto com a arte”. Para a vereadora, “Barcelos está apostado em participar e colaborar com estas iniciativas e com o Quadrilátero Cultural” e sensibilizou para o apoio que deve ser dado ao teatro e à arte circense, que, neste momento, “são áreas extremamente sensíveis”.

Por sua vez, Paulo Silva Lopes, vereador da Cultura do Município de Guimarães, assinalou que este Festival favorece a “promoção turística, numa altura em que as cidades se enchem com esta atividade, de uma disciplina artística de vanguarda” e valorizou este projeto que “lê as cidades e sabe inscrever-se nelas.”

Já Pedro Oliveira, vereador da Cultura da Câmara de Vila Nova de Famalicão, lembrou a génese famalicense do Festival e do Teatro da Didascália e que “é agora um projeto dos quatro municípios”.

Cerimónia de apresentação (Foto: CMB)

A finalizar, Ricardo Rio, Presidente da Câmara Municipal de Braga, lembrou, também, o nascimento do Festival, em 2014, em Famalicão, e que teve um “efeito de contaminação positiva”. Para o autarca, este é um “Festival distintivo e que marca a diferença”, e pretende “dar visibilidade e projeção ao circo contemporâneo”.

Ao longo de quatro dias, haverá um total de 29 récitas dos 11 espetáculos programados, dos quais, 5 estreias nacionais e 2 coproduções. À semelhança da edição anterior, o Festival arranca com quatro oficinas de criação dirigidas a públicos específicos de cada cidade e estende-se ao longo da programação, havendo ainda lugar para uma conferência dirigida a estudantes, profissionais, ou simplesmente curiosos, das artes performativas, acerca do seu processo criativo.

Este projeto é cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte, Norte 2020, através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Espetáculos no Município de Barcelos

KILOMETER 97.1 | Juggled road-trip |Collectif Protocole| França |M/3| Estreia Nacional

20 julho | 19h00 Ponto de encontro: Praceta Francisco Sá Carneiro | Barcelos

Nota: Espetáculo-percurso. Recomenda-se a utilização de calçado confortável.

Durante cem quilómetros, de madrugada ao anoitecer, os clubes de malabarismo vão absorver as paisagens, os encontros, o alcatrão e a areia, os rostos e o tempo passado a caminhar ao longo das estradas secundárias.

Entre trota-mundos experimentais e aventureiros do momento, os artistas nómadas agarram-se à sua pick-up preta, tecem uma narrativa num mapa amassado, para finalmente terminarem as suas andanças, dando-nos um encontro para partilhar um pedaço da estrada e caminhar os últimos cem metros com eles. 

THE FRAME | Office Eléctrico 28| Espanha e Áustria| aprox. 45 min.| M/3| Estreia Nacional

21 julho |19h00 | Ponto de encontro:  Largo da Porta Nova – Torre | Barcelos

Lotação limitada a 70 lugares.

*Espetáculo gratuito, mas sujeito ao levantamento de bilhete. Os bilhetes devem ser levantados no local da apresentação, uma hora antes do início do espetáculo.

[ The Frame ] propõe instalar-se diante da vida da cidade passageira para a observar, pensar, calcular, designar e partilhar…Há cadeiras, olhos, palavras, sinais, sons, vozes, asfalto e muitas outras coisas. Há uma miríade de personagens e entre elas, quatro que são treinadas nas disciplinas de observação e organização de qualquer coisa, que se submetem à vertigem do fluxo vivo para capturar tudo o que acontece durante 45 minutos. Não há nenhum enredo. Não há um final.

 [ The Frame ] é muitas espécies de espaços – lúdicos, poéticos, para surpresas e ações espontâneas, para conhecer estranhos – mas, acima de tudo, trata-se de cruzar o ordinário, o trivial e o geral para descobrir o extraordinário, o especial e o único.

MELLOW YELLOW| TBTF (To Busy To Funk) |França |Aprox. 60 min. |M/3

21 julho| 22h00| Praceta Francisco Sá Carneiro | Barcelos

Mellow Yellow é um espetáculo nascido de três personalidades singulares que partilham uma visão comum do palco. Juntos, criam um universo que lhes permite expandir o seu vocabulário e ir além dos limites das suas especialidades: malabarismo, dança, música e representação. Nesta peça, a vida quotidiana e a performance unem-se e noções concretas tornam-se abstratas e, depois, totalmente absurdas. Mellow Yellow é uma atuação imersiva que convida o público a redescobrir o seu ambiente imediato, desde a pequena praça esquecida até ao topo da montanha. Uma viagem conjunta, fora do tempo, num lugar inexistente.

SILÊNCIO DO CORPO |Erva Daninha |Portugal |aprox. 40 min.| M/3

22 julho| 19h00| Praceta Francisco Sá Carneiro | Barcelos

O silêncio é total, mas dentro de mim reina uma agitação particular, informações contraditórias que são processadas em tempo real. O corpo diz que já não aguenta, mas a mente não quer saber, levando o corpo para além do seu limite.

Neste estado, segundo o silêncio é mais surdo, e cada movimento aproxima-nos do limite.

Este é o ponto de partida, explorar o limite físico para contar o que se vê/sente do outro lado, onde o mental nos suporta e nos permite alcançar um estado que até então não conhecíamos, revelando emoções primárias, íntimas e universais.

O mastro chinês serve de pretexto para mergulhar verticalmente na profundidade do ser, alcançar esse limite, e ultrapassá-lo.

ENSEMBLE |CIA Jupon |França |Aprox. 50 min.| M/3 |Estreia Nacional

22 julho| 22h00 | Praceta Francisco Sá Carneiro | Barcelos

Aqui nadamos em águas turvas. Dois homens viram-se um para o outro, sujeitos ao acaso. O que se joga entre duas pessoas é jogado diante dos nossos olhos.

Quando duas forças opostas se encontram, existe um ponto de equilíbrio delicado, instável e necessário. Um equilíbrio que se ouve tanto a si próprio como aos outros, um equilíbrio precário que requer uma atenção perpétua.

No centro desta dinâmica, a verticalidade do mastro chinês oferece uma nova possibilidade. É uma âncora no coração do ciclone, uma escala que simboliza a aspiração de ir mais alto e mais longe, um convite a olhar JUNTOS.

DO FERRO À FERRUGEM |Alan Sencades| BRASIL| aprox. 30 min.| M/3

23 julho| 11h00 | Largo da Porta Nova – Torre | Barcelos

A ferrugem é testemunha da ação do tempo sobre as vidas, sejam orgânicas, como a existência humana, ou inorgânicas, como o metal moldado nos instrumentos de sopro. Do ferro à ferrugem evoca melodias e imagens sobre a maturação, envelhecimento e renascimento dos corpos, sobre suas mudanças e memórias, sobre as distorções e adaptações que os dias impõem aos esqueletos vivos e inanimados.

KINSKI – ROI DE RATS | Rui Paixão / Holy Clowns| Portugal| Aprox. 50 min.| M/3

23 julho| 19h00 |Theatro Gil Vicente | Barcelos

Nota: Espetáculo-percurso. Recomenda-se a utilização de calçado confortável.

Kinski – Roi de Rats é um espetáculo que conta a história de Kinski, um ator problemático e sem emprego que se vê na circunstância de ter de vender dentes de vampiro para sobreviver. Numa demonstração do potencial deste produto através da encenação de Nosferatu, Kinski acaba transformado num rato como forma de protesto e empesta toda a cidade.

KINSKI é o nome de uma personagem para ser libertada no espaço público num contexto de itinerância.

MDR – mort de riure| Los Galindos |Espanha | aprox. 60 min. M/3| Estreia Nacional

23 julho| 22h00 |Ponto de encontro: Praceta Francisco Sá Carneiro. Barcelos

Lotação limitada a 250 lugares.

*Espetáculo gratuito, mas sujeito ao levantamento de bilhete. Os bilhetes devem ser levantados no local da apresentação, uma hora antes do início do espetáculo.

Três palhaços enfrentam uma reviravolta inesperada.

O que aconteceu? O que é que eles vão fazer?

Estará a justiça do seu lado, encontrarão eles uma solução ou serão condenados?

Melon, Rossinyol e Mardi precisam de ti para transmitir otimismo enquanto despertam o espírito crítico.

Só terás o risco de morrer de riso…

A sua natureza selvagem e desajeitada leva-nos a um espetáculo improvável e excêntrico, onde o riso, a diversão e a fantasia são o motor.

ATIVIDADES DE MEDIAÇÃO 

Oficinas de criação| 18 a 21 de julho | Parque da Cidade

No âmbito da 8ª edição do Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous voltam a realizar-se as Oficinas de Criação com apresentação final em cada uma das 4 cidades que acolhem o Festival VRV’22 (Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães).

A temática (em sintonia com o Festival) é a criação/ocupação/usufruto do espaço público e será desenvolvida através das artes performativas (teatro, dança, circo, música, performance). Durante 4 dias, num local específico de cada cidade, um(a) artista partilhará a sua técnica com um grupo de participantes e juntos irão construir a sua apresentação no Festival.

O desafio é pensar e criar a partir das potencialidades expressivas dos corpos em relação com o espaço e com ações mais ou menos improváveis para quem atravessa esse lugar.

Em Barcelos, a oficina de criação decorrerá entre 18 e 21 de julho (com apresentação a 21 de julho), das 14h30 às 18h30, no Parque Municipal (junto ao Pavilhão de Hóquei) e será orientada por Naiana Padial (artista Palhaça formada em Artes do Circo). Tal como aconteceu o ano passado as inscrições poderão ser feitas online e serão dirigidas a jovens até aos 18 anos.

Inscrição gratuita através de formulário próprio em: www.teatrodadidascalia.com.

Fotos: CMB.

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Castelo Branco é um dos distritos com “maior retorno sobre investimento em habitação”

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A rentabilidade bruta da compra de imóveis residenciais para arrendamento em Portugal caiu para 6,2% no segundo trimestre de 2026. Essa taxa era de 6,9% no mesmo período do ano passado e de 7,2% em 2024, segundo dados divulgados pelo levantamento do Idealista.

Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, Castelo Branco e Vila Real registaram o maior retorno sobre investimento em habitação, ambos com 8,1%. Bragança aparece em seguida, com 7,6%, enquanto Santarém e Coimbra também figuram entre os mercados com rentabilidade acima da média nacional.

Lisboa apresentou o menor retorno do levantamento, com 4,3%. Porto e Faro registaram rentabilidade de 4,8%, permanecendo abaixo da média nacional.

O estudo mostra ainda que outros segmentos do mercado imobiliário continuam a oferecer retorno superior ao da habitação. As lojas alcançaram rentabilidade média de 8%, os escritórios, 7,8%, e as garagens, 5,1%.

Os indicadores foram calculados a partir da relação entre os preços de venda dos imóveis e os valores pedidos para arrendamento no segundo trimestre de 2026, permitindo estimar a rentabilidade bruta dos diferentes tipos de ativos.

“Hoje, investir no Interior do país continua a ser uma grande aposta e um grande investimento, o que fica demonstrado com a informação avançada de que Castelo Branco é um dos distritos portugueses, localizado no Interior, que registaram o maior retorno sobre investimento em habitação”, frisou António Carlos, consultor imobiliário que lidera uma equipa especializada desde a Covilhã, na região Centro de Portugal.

Ígor Lopes

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Jurista acredita que o triângulo Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos é “estratégico”

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O advogado português Luiz Eduardo Fernandes, especialista em direito digital, desenvolvimento de negócios internacionais e regulação digital, e fundador da Corvus Advisory, considera que empresários brasileiros e lusófonos vivem uma janela de oportunidade rara no direito económico internacional. Em entrevista à Agência Incomparáveis, o jurista defendeu que Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos começam a formar, na prática, um triângulo de oportunidades para empresas que pretendem internacionalizar a sua actividade com planeamento societário, fiscal, regulatório e digital.

Na avaliação de Luiz Eduardo Fernandes, a relevância deste movimento está na articulação entre três geografias com funções distintas. O Mercosul surge como base produtiva e plataforma de acesso comercial; a União Europeia representa segurança jurídica, credibilidade regulatória e acesso a consumidores, investidores e parceiros institucionais; e os Emirados Árabes Unidos consolidam-se como centro de eficiência fiscal, gestão de participações, propriedade intelectual e tesouraria internacional. “O empresário brasileiro já não precisa escolher entre Mercosul, Europa ou Golfo. Precisa compreender que cada jurisdição pode cumprir uma função dentro de uma arquitectura empresarial global”, afirmou.

O novo quadro comercial entre Mercosul e União Europeia é apontado pelo advogado como um elemento central desta estratégia. A vertente comercial do acordo entrou em aplicação provisória a 1 de maio de 2026, criando uma zona de comércio que reúne cerca de 700 milhões de pessoas, segundo a Comissão Europeia. Para Luiz Eduardo Fernandes, as empresas que operam a partir do Brasil, Paraguai, Uruguai ou Argentina devem preparar-se desde já, revendo classificação aduaneira, regras de origem, contratos de fornecimento, cadeias logísticas e estruturas de exportação, de modo a captar vantagens antes da concorrência.

Portugal, neste desenho, é visto como porta natural de entrada na Europa para empresários brasileiros e lusófonos. O advogado destaca a afinidade linguística, a proximidade cultural, a integração plena no mercado único europeu e o enquadramento jurídico regulatório da União Europeia. Num ambiente empresarial em que protecção de dados, cibersegurança, compliance digital e governação corporativa passaram a ser critérios de confiança, operar a partir de Portugal pode reforçar a credibilidade de empresas que procuram financiamento, parcerias e expansão internacional. As regras europeias sobre transferências internacionais de dados, por exemplo, impõem salvaguardas específicas quando dados pessoais saem do Espaço Económico Europeu, o que torna o cumprimento regulatório uma dimensão central da internacionalização.

Na visão de Luiz Eduardo Fernandes, uma estrutura internacional pode manter a operação produtiva no Mercosul, centralizar uma holding intermédia em Portugal ou noutra jurisdição europeia e utilizar os Emirados Árabes Unidos como polo de gestão de participações, propriedade intelectual ou tesouraria. O advogado sublinha, contudo, que essa arquitectura deve ser construída dentro da legalidade, com substância económica, documentação adequada, contabilidade coerente e respeito por normas antiabuso, preços de transferência, regras de controlled foreign companies e obrigações fiscais nos países envolvidos.

Os Emirados Árabes Unidos completam este modelo como plataforma de neutralidade geopolítica e eficiência empresarial. Centros como o Dubai International Financial Centre e o Abu Dhabi Global Market têm vindo a afirmar-se como ambientes jurídicos e financeiros procurados por grupos internacionais. Além disso, as regras fiscais dos Emirados prevêem uma taxa geral de imposto sobre sociedades de 9%, enquanto certas entidades qualificadas em zonas francas podem beneficiar de taxa de 0% sobre rendimento qualificado, desde que cumpram os requisitos legais aplicáveis.

Para o fundador da Corvus Advisory, a utilização de estruturas em Portugal ou nos Emirados não deve ser confundida com evasão fiscal.

“Uma holding em Dubai não serve para esconder nada. Serve para organizar participações, centralizar propriedade intelectual, gerir tesouraria e dar eficiência a um grupo empresarial com operação real”, explicou. Segundo o advogado, a diferença entre planeamento e evasão está na transparência, na substância económica e no cumprimento das regras de cada jurisdição. “O empresário internacional não precisa de zonas cinzentas. Precisa de método, estrutura e assessoria jurídica capaz de ler Brasil, Europa e Golfo ao mesmo tempo”, acrescentou.

O direito digital surge como parte inseparável desta agenda. Luiz Eduardo Fernandes considera que internacionalizar hoje não é apenas abrir uma empresa, exportar um produto ou emitir facturas no exterior. Envolve fluxos internacionais de dados, contratos tecnológicos, protecção de propriedade intelectual, cibersegurança, plataformas digitais, due diligence regulatória e capacidade de demonstrar conformidade perante parceiros e autoridades. Para empresas brasileiras que pretendem negociar com a Europa, o cumprimento do RGPD e das regras europeias de transferência de dados deixou de ser tema acessório e passou a integrar a própria estratégia de negócio.

Entre os sectores com maior potencial neste novo eixo, o advogado aponta tecnologia, agronegócio, foodtech, energia, saúde, educação, fintech, logística, indústria farmacêutica, serviços digitais, economia criativa e investimentos estruturados. Em comum, todos exigem desenho jurídico internacional, definição clara de onde produzir, onde vender, onde deter marcas e tecnologia, onde captar investimento, onde gerir lucros e como responder a diferentes ambientes regulatórios.

A Corvus Advisory pretende actuar precisamente neste cruzamento entre direito, negócios, regulação digital, protecção de dados, cibersegurança e internacionalização. Segundo Luiz Eduardo Fernandes, o objectivo é apoiar empresas, investidores e grupos económicos na transformação de ambição internacional em estruturas viáveis, seguras e sustentáveis.

“Não se trata apenas de abrir portas. Trata-se de desenhar pontes sólidas entre mercados, jurisdições e oportunidades”, concluiu.

Ígor Lopes

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Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados

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A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.

O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.

Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.

O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.

Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.

“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.

Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.

“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.

Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.

“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.

O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).

Ígor Lopes

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