Atualidade
Voleibol: ‘Choque’ de líderes na Silver League
Após a estreia vitoriosa (3-0: 25-13, 25-12 e 25-18) na receção à Geórgia, no passado domingo, a Seleção Nacional de Seniores Femininos, orientada por Hugo Silva, defronta hoje, na 2ª jornada da Pool B da European Silver League (ESL) 2023, a Seleção de Montenegro, que é nesta fase preliminar da competição o adversário mais complicado das portuguesas, que no ano passado atingiram a final da ESL.
O jogo está agendado para as 15 horas e será disputado (novamente) no Pavilhão Municipal de Santo Tirso, sob a arbitragem de Mathilde Du Tilly (França) e Nuno Teixeira (Portugal).
Se vencer as montenegrinas, a Seleção Portuguesa assumirá a liderança isolada da Pool B, dando um passo importante rumo à qualificação para a final da ESL 2023.
Hugo Silva avisou já que “vai ser um jogo duro” e que a equipa “tem de estar sempre focada no jogo e discutir todos os pontos como se fossem pontos para fechar o set” e a verdade é que Montenegro tem mostrado determinação e confiança q.b. para lutar pelo apuramento. Primeiro nos jogos amigáveis que fez na Bósnia-Herzegovina e, no último domingo, na deslocação oficial às Ilhas Faroé, a quem venceu com facilidade pela margem máxima (3-0: 25-9, 25-7 e 25-20).
“Esperamos conseguir em Portugal um resultado favorável que possa significar muito para nós no decorrer da competição“, desejou Milorad Krunic, Selecionador de Montenegro, confessando ainda ter escondido um pouco a forma de jogar da sua equipa ao fazer rodar as jogadoras no jogo inaugural.
Frente às ilhoas, Danijela Dzakovic, com 15 pontos (13 ataques), foi a melhor pontuadora, seguida de Dijana Vukovic, Nevena Vukcevic e Mina Dragovic, todas com 10 pontos, e Saska Djurovic, com 9 pontos.
Foto: FPV.
Atualidade
CTTexpress com mais 64% de entregas fora de casa na península ibérica
A CTTexpress, marca ibérica de logística de comércio eletrónico do Grupo CTT, registou um aumento de 64% nas entregas fora de casa (OOH) na Península Ibérica no primeiro semestre deste ano, face ao período homólogo de 2025.
No total, foram realizados mais de 4,8 milhões de envios para pontos de proximidade e cacifos nos primeiros seis meses do ano, refletindo a rápida expansão deste modelo de entrega.
Em Portugal, este hábito dos consumidores está em consolidação, com um aumento de 17%, suportado por esta rede altamente capilar e próxima do cliente. Já em Espanha, o crescimento acelerou fortemente, registando um aumento de 142% até junho face ao mesmo período de 2025.
Esta evolução acompanha uma mudança clara no comportamento dos consumidores, que passam a privilegiar soluções que lhes dão maior conveniência e controlo sobre a entrega.
As opções fora do domicílio – como pontos de recolha, cacifos ou entrega no local de trabalho – estão a ganhar peso e a afirmar-se como um elemento central da experiência de e-commerce, permitindo aos utilizadores escolher quando e onde recebem ou enviam as suas encomendas. Também os operadores de comércio eletrónico têm proposto cada vez mais estas soluções de entrega aos seus clientes. A combinação de conveniência para os consumidores e eficiência operacional tem contribuído para uma maior adoção deste modelo, acompanhando o crescimento do e-commerce e a transformação da logística na última milha.
“A rede de pontos de recolha e cacifos deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma infraestrutura crítica do e-commerce. Sem capilaridade e densidade de rede, não é possível responder à escala atual do mercado nem às expectativas de conveniência dos consumidores. A CTTexpress, continuamos a reforçar esta rede para garantir proximidade e flexibilidade”, diz Alfonso Pastor, Diretor de Produto da CTTexpress.
O crescimento do OOH surge num contexto de forte dinamismo do comércio eletrónico. Segundo o Barómetro de e-commerce de março da CTTexpress para o mercado português, 85,1% dos operadores reportaram crescimento das vendas online em 2025, e 83% esperam que essa tendência se mantenha em 2026, consolidando o peso do digital no retalho.
De acordo com o mesmo estudo, as entregas fora de casa são as que apresentam maior potencial de crescimento futuro, acompanhadas por uma mudança nos critérios de escolha dos consumidores, que valorizam sobretudo gratuidade, velocidade e previsibilidade.
Neste contexto, a entrega deixa de ser apenas uma questão de rapidez e passa a ser uma questão de controlo, com os consumidores a procurarem soluções mais flexíveis e adaptadas ao seu dia a dia.
Acompanhando as preferências do consumidor, a CTTexpress conta atualmente com uma rede de mais de 20 mil pontos de recolha na Península Ibérica, assegurando uma solução de proximidade para envio, levantamento e devolução de encomendas expresso.
Esta rede ganha também relevância no segmento de ‘Consumidor para Consumidor’ (C2C), associado à venda entre particulares, onde facilitação, proximidade e simplicidade são determinantes.
A empresa mantém a aposta no reforço de uma das redes mais densas da Península Ibérica, posicionando-se num mercado onde a conveniência, a proximidade e a experiência do utilizador são cada vez mais decisivas.
Atualidade
Cientista Fabiano de Abreu defende utilização de álamos como barreiras naturais para reduzir o risco de incêndios em Portugal
O cientista Fabiano de Abreu defendeu a utilização estratégica de álamos no ordenamento florestal português, com base num estudo publicado pela Universidade McGill, no Canadá, considerando que esta espécie poderá desempenhar um papel relevante na redução da propagação dos incêndios rurais em Portugal.
A posição do investigador surge na sequência dos resultados obtidos por uma equipa da instituição de ensino superior canadiana, coordenada pela investigadora Flavie Pelletier, que identificou um conjunto de características biológicas capazes de limitar a propagação do fogo em áreas dominadas por álamos.
Segundo Fabiano de Abreu, a elevada retenção de humidade nas folhas, a ausência de resinas altamente inflamáveis e a configuração da copa, com os ramos mais afastados do solo, dificultam a ignição e reduzem a capacidade de as chamas se propagarem entre a vegetação.
O cientista sublinha, contudo, que estas propriedades apenas produzem efeitos significativos quando a espécie é utilizada em áreas contínuas e não através da plantação isolada de árvores.
“O álamo funciona como um escudo térmico vegetal”, sustenta, defendendo que “quando estabelecido em grandes blocos contínuos, ele reduz de forma drástica a intensidade do fogo porque priva as chamas do combustível resinoso”.
Na sua perspetiva, Portugal poderá beneficiar da criação de corredores florestais compostos por espécies caducifólias junto de aldeias, infraestruturas críticas e zonas de maior risco, proporcionando mais tempo às equipas de combate para controlar os incêndios.
Os dados analisados mostram que, em áreas onde os álamos representam mais de metade da cobertura vegetal, a progressão diária dos incêndios diminui significativamente, passando de cerca de 1.770 acres para aproximadamente 550 acres, mantendo este efeito de contenção tanto na primavera como durante o verão.
Para Fabiano de Abreu, estas conclusões demonstram que o ordenamento florestal deverá incorporar cada vez mais soluções baseadas em evidência científica, reduzindo a dependência de extensas áreas de monocultura altamente combustível e reforçando a capacidade de adaptação das florestas portuguesas perante fenómenos de seca extrema e temperaturas elevadas.
Açores
Casa dos Açores de Minas Gerais apresentará novas iniciativas de cooperação luso-brasileira em fórum internacional
A Casa dos Açores de Minas Gerais, presidida por Claudio Motta, vai participar, no próximo 29 de julho, no “Fórum Internacional Minas Mundi”, integrado na “Wine Expo BH 2026”, em Belo Horizonte, onde apresentará a palestra “Açores e Minas Gerais: Pontes de Inovação e Negócios”, uma iniciativa que servirá para “divulgar novos projetos destinados a reforçar as relações institucionais, económicas, culturais e turísticas entre Minas Gerais e os Açores”.
Segundo apurámos, durante a sessão, a instituição pretende apresentar uma “visão renovada da ligação histórica entre os dois territórios, defendendo que a herança açoriana pode assumir um papel ativo na promoção do desenvolvimento económico, da inovação, do empreendedorismo, do turismo e da cooperação internacional”.
Um dos principais destaques será o lançamento da “Rota Açoriana de Minas Gerais”, projeto que pretende identificar e integrar municípios, patrimónios históricos, instituições culturais, empreendimentos turísticos e iniciativas económicas que testemunham a presença açoriana no Estado brasileiro. A iniciativa objetiva “criar um percurso de valorização da memória comum, promovendo simultaneamente o turismo cultural e novas oportunidades de desenvolvimento local”.
Será também apresentada a “Casa Jovem”, programa dirigido às novas gerações, concebido para “aproximar jovens descendentes de açorianos e outros interessados na cultura atlântica através de ações de formação, intercâmbio, empreendedorismo, liderança e cooperação internacional”.
Segundo a Casa dos Açores de Minas Gerais, estas iniciativas “refletem uma nova abordagem ao papel das entidades culturais, procurando conciliar a preservação da identidade histórica com a criação de redes de colaboração entre instituições, empresas, universidades e entidades públicas de ambos os lados do Atlântico”.
A participação no “Fórum Internacional Minas Mundi” visa ainda “incentivar o diálogo, a troca de experiências e a construção de novas parcerias capazes de gerar benefícios para ambos os lados do Atlântico”, demonstrando também como uma herança histórica comum pode “transformar-se num instrumento de inovação, desenvolvimento e aproximação entre os dois territórios”.
Ígor Lopes
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