Connect with us

Atualidade

Município de Mora promove Campanha da Cal

Publicado

on

Entre 5 e 30 de junho, decorre no Concelho de Mora a Campanha da Cal.

Para a presente Campanha, o Município de Mora prevê oferecer aos munícipes cerca de 500 kg de cal.

A cada munícipe será entregue cinco quilos de cal e corante ocre ou azul, se solicitado, para pintura de rodapés, pilastras e/ou alisares.

Os locais de distribuição são o armazém do Estaleiro Municipal e as Juntas de Freguesia de Brotas, Cabeção e Pavia, durante o seu horário normal de funcionamento.

A Campanha da Cal visa a sensibilização da população para a importância da manutenção das fachadas dos edifícios tornando o espaço público mais harmonioso. Ao mesmo tempo, esta medida beneficia financeiramente os proprietários das casas.

De ressalvar que a cal é um material tradicional que se adequa ao clima alentejano e que apresenta vantagens como a fácil aplicação, disfarça eventuais defeitos das paredes, evita o aparecimento de fungos e bactérias, está isenta de substâncias tóxicas, apresenta ótima aderência em diversos tipos de superfícies, entre outras.

“Aproveite a Campanha da Cal e contribua para o embelezamento das ruas do Concelho de Mora”, salienta o Município.

Imagem: CMM.

Atualidade

Viana do Castelo: Cantor popular Augusto Canário entrega quadro comemorativo dos 10 anos dos “Amigos de Bois d’Arcy” à “Fundação Santoinho”

Publicado

on

A “Fundação Santoinho”, com em Darque, Viana do Castelo, na região do Alto Minho, Portugal, recebeu um quadro comemorativo dos 10 anos da “Associação Amigos de Bois d’Arcy”, entregue recentemente pelo cantor de música popular portuguesa Augusto Canário, distinguindo o trabalho desenvolvido pela comunidade portuguesa daquela localidade francesa na preservação e promoção das tradições minhotas através da recriação anual do “Arraial Minhoto” inspirado no Santoinho.

A peça passará a integrar a Sala das Comunidades da Fundação Santoinho, espaço dedicado às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo que mantêm vivas as tradições populares do Alto Minho, constituindo um reconhecimento pelo percurso desenvolvido pelos “Amigos de Bois d’Arcy” ao longo da última década.

Fundada há dez anos, a associação organiza anualmente, nos arredores de Paris, um “Arraial Minhoto” inspirado na festa original de Santoinho, recriando com autenticidade elementos emblemáticos da romaria, desde a decoração com balões, arcos, corações e copos tradicionais até às quadras populares criadas por António Cunha, fundador do Santoinho.

A comemoração do décimo aniversário reuniu cerca de 500 participantes e contou com a atuação de “Augusto Canário e Amigos”, num ambiente marcado pela gastronomia, música tradicional, folclore e pelos costumes característicos do Minho, reafirmando o papel da comunidade portuguesa na divulgação da identidade cultural portuguesa em França.

Segundo Valdemar Cunha, responsável pela Fundação Santoinho e filho de António Cunha, a ligação entre Darque e Bois d’Arcy tem sido construída ao longo dos anos através de um intercâmbio permanente.

Em declarações à Agência Incomparáveis, explicou que dirigentes da associação francesa visitam regularmente Santoinho para aprofundar o conhecimento sobre a tradição original e garantir a autenticidade das celebrações realizadas em França.

“Existe permanente contacto com a Casa Mãe para melhorar e acompanhar as ações na defesa dos valores que a Fundação Santoinho defende”, explicou Valdemar Cunha, que acrescentou que esse intercâmbio “vai muito além da partilha institucional, traduzindo-se também na cedência de diversos elementos tradicionais utilizados na recriação da romaria”.

“O intercâmbio é permanente e levam os arcos, os copos e os gigantones oferecidos na partilha do interesse comum, que é marcar a tradição, a festa e a romaria”, disse.

Para este responsável, a força da marca Santoinho continua a residir precisamente na capacidade de unir comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo em torno das suas raízes.

“A marca Santoinho é muito poderosa. A evocação dos usos e dos costumes da identidade cultural minhota alimenta, em redor da mesa, os laços da amizade e da solidariedade, enquanto abraça e une a comunidade em ambiente de festa e de alegria de Santoinho”, referiu, acrescentando que o trabalho representa a continuidade do legado deixado pelo fundador.

A entrega do quadro assume igualmente um significado especial por decorrer no ano em que se assinalam os 100 anos do nascimento de António Cunha, personalidade considerada uma referência na promoção turística portuguesa e distinguida, em 1975, com a “Medalha de Mérito Turístico” atribuída pelo então ministro do Turismo, pelos relevantes serviços prestados ao turismo nacional.

Valdemar Cunha considera que essa efeméride constitui também uma oportunidade para recordar a dimensão internacional do trabalho desenvolvido pelo pai e criticou o facto desse reconhecimento não ter a mesma expressão na sua terra natal.

“Tenho que o dizer com muita mágoa. Viana não reconhece. Chama-se ingratidão”, lamentou.

Ainda assim, sublinha que são precisamente as comunidades portuguesas no estrangeiro que continuam a manter vivo esse legado.

Atualmente, a tradição inspirada em Santoinho encontra-se presente em várias comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, incluindo iniciativas promovidas por Casas do Minho no Brasil, França, Suíça, Canadá, entre outros países, demonstrando como o legado criado por António Cunha continua a unir gerações de portugueses através da cultura, da gastronomia e das tradições populares do Alto Minho.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Atualidade

FAD reforça rede internacional em encontro realizado em Viseu

Publicado

on

A Federação das Associações da Diáspora (FAD) realizou, nos dias 8 e 9 de agosto, no Solar dos Peixotos, em Viseu, o 4.º Encontro de Dirigentes Associativos. A iniciativa, acompanhada pela reportagem da Agência Incomparáveis, reuniu responsáveis de organizações ligadas às comunidades portuguesas no estrangeiro, autarcas, representantes políticos e membros dos órgãos sociais da Federação.

A sessão de abertura contou com a participação do presidente da Direção da FAD, Fernando Cabaço, do presidente da Assembleia Geral, José Ernesto Silva, do presidente da Assembleia Municipal de Viseu, José Mota Faria, e do presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo. A moderação esteve a cargo do primeiro secretário da Federação, João Paulo Rocha.

Os trabalhos centraram-se na preparação de um novo encontro de dirigentes associativos, previsto para 2027, na criação de uma rede de mandatários nos países de acolhimento e na discussão do regulamento interno. Foram também analisadas formas de melhorar a articulação entre associações com diferentes dimensões, áreas de intervenção e contextos geográficos.

Durante o encontro, a FAD nomeou mandatários encarregados de divulgar a Federação nos respetivos países, promover a adesão de associações e funcionar como pontos de contacto com a direção. A rede pretende ainda abranger comunidades portuguesas na Europa, América do Norte, América do Sul, Ásia e Oceânia.

O programa incluiu a assinatura de dois protocolos de cooperação com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Balear e a Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto. No domingo, dia 9, foram entregues os estatutos e lembranças aos participantes, seguindo-se uma visita à sede da Confraria de Saberes e Sabores da Beira Grão Vasco, entidade ligada à organização do encontro e à promoção da cultura, da gastronomia e das tradições das Beiras.

Em declarações à nossa reportagem, o presidente da Direção da FAD, Fernando Cabaço, residente em Palma de Maiorca, Espanha, considerou que a quarta edição demonstrou o interesse das organizações no trabalho federativo.

“Foi talvez um dos melhores encontros. Esperávamos mais alguns dirigentes, mas os que vieram demonstraram o interesse que existe na Federação. Isso dá-nos esperança no trabalho que temos realizado e no que vamos realizar a curto prazo”, afirmou, defendendo que “uma representação conjunta permite apresentar às autoridades os problemas partilhados pelas comunidades portuguesas, entre os quais a participação eleitoral dos emigrantes, o financiamento das associações, o apoio institucional e a consolidação das redes da diáspora”.

“Esperamos que as associações da diáspora compreendam que, estando unidas em torno da Federação, é mais fácil defendermos os nossos problemas com uma só voz do que cada uma, isoladamente, tentar defender a sua posição”, acrescentou Fernando Cabaço. Sobre a nova estrutura internacional, explicou que “o papel dos mandatários é divulgar a existência da FAD, promover a adesão das associações e ser um braço da Federação no local onde se encontram”.

Alfredo Stoffel, vice-presidente da FAD, entende que os problemas das comunidades portuguesas, apesar das diferenças entre países e continentes, apresentam pontos comuns, nomeadamente no acesso aos serviços consulares, no relacionamento com o Estado português e no ensino da língua portuguesa no estrangeiro. Para este dirigente na Alemanha, a FAD não tem como função resolver diretamente estes problemas, mas deve atuar como porta-voz das dezenas de associações da diáspora, recolher as suas reivindicações e apresentá-las às autoridades portuguesas.

“Temos de identificar os temas transversais a todas as comunidades, sem esquecer que cada país tem as suas especificidades. As próprias associações devem informar a Federação sobre os problemas existentes, para que possamos fazer valer uma voz comum”, afirmou Stoffel, que considerou ainda que o associativismo constitui a “coluna vertebral das comunidades”, apesar de alertar para a necessidade de adaptação às novas gerações, às tecnologias e a formas de participação menos dependentes de uma sede física.

“A FAD pode representar o associativismo clássico, mas só terá razão de existir se estiver virada para o futuro, aberta aos interesses dos jovens e às novas tecnologias”, referiu.

Para o presidente da Assembleia Geral da FAD, José Ernesto Silva, residente em Viseu, o encontro representa o início de uma nova fase de atividade.

“Este encontro representa o início de um trabalho para dinamizarmos a Federação, criarmos uma interligação entre as diferentes associações da diáspora e desenvolvermos polos de partilha de saberes e sabores a nível mundial”, declarou.

Por seu turno, Jorge Rodrigues, presidente do Conselho Fiscal da FAD e dirigente associativo na Suíça, destacou a função da Federação na ligação entre associações locais, estruturas federativas dos países de acolhimento e instituições portuguesas.

“A Federação tem uma importância fundamental no agrupamento das associações. Tem um caminho difícil para percorrer, mas esse caminho deve ser feito com calma e seriedade, através da agregação e do intercâmbio entre as associações da diáspora”, afirmou.

No discurso de abertura do encontro, João Paulo Rocha, primeiro secretário da Federação das Associações da Diáspora, afirmou que a FAD pretende “iniciar uma nova etapa, marcada pela aproximação às associações, pela renovação geracional e pelo envolvimento dos jovens”. Este dirigente defendeu que a Federação deve funcionar como “uma ponte entre Portugal e a sua diáspora”, promovendo parcerias e transformando conhecimento em desenvolvimento.

“Portugal não termina nas suas fronteiras. Portugal continua onde existir um português”, disse.

Autoridades e entidades ouviram preocupações

O presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, salientou o contributo económico, cultural e social das comunidades portuguesas.

“Estas comunidades contribuíram para que o país fosse mais forte, não apenas através das divisas, mas também pelo investimento, pelo conhecimento e pela troca de experiências. Foram mensageiras e embaixadoras da cultura e da língua portuguesas”, afirmou, sublinhando a necessidade de renovação das estruturas associativas.

Paulo Pisco, diretor do Departamento das Comunidades do Partido Socialista (PS) e antigo deputado à Assembleia da República eleito pela emigração pelo círculo eleitoral da Europa, considerou que o movimento associativo continua a ser uma das principais formas de organização dos portugueses residentes no estrangeiro.

“Uma comunidade organizada é uma comunidade mais forte. Uma das formas privilegiadas de organização das nossas comunidades é o movimento associativo. As associações são um rosto da presença de Portugal no mundo”, declarou, adiantando que a Federação pode ampliar a sua representação e estabelecer uma rede permanente entre organizações de vários continentes.

“Esta Federação é a manifestação de uma rede. Se existe uma diáspora que deve reforçar a sua ligação em rede é a portuguesa, porque está presente em praticamente todo o mundo”, concluiu.

Também à Agência Incomparáveis, o presidente da Junta de Freguesia de Viseu, Nuno Bico, destacou a dimensão da emigração no distrito e a necessidade de criar respostas para quem pretende regressar a Portugal.

“O regresso à casa tem de ser acompanhado por condições que permitam a estas pessoas viver melhor. A Junta de Freguesia de Viseu está disponível para colaborar com a Federação na criação dessas condições”, afirmou.

Segundo apurámos, a FAD tem como missão “congregar, representar e coordenar associações da diáspora, funcionando como plataforma de cooperação e defesa dos interesses das comunidades”. As suas áreas de intervenção incluem “desenvolvimento social, educação, formação profissional, empreendedorismo, integração económica, cultura, cidadania, cooperação internacional, sustentabilidade e participação das novas gerações”.

A Direção é presidida por Fernando Cabaço, de Espanha, e integra os vice-presidentes Alfredo Stoffel, da Alemanha, e Maria Violante, da Argentina; João Paulo Rocha, de Portugal, como primeiro secretário; Gracia Rodrigues, de Espanha, como segunda secretária; Pedro Rupio, da Bélgica, como tesoureiro; José Paulo Peixoto, do Luxemburgo, como vice-tesoureiro; Bessa de Carvalho, de Portugal, como diretor de Patrocínios; e Carlos de Oliveira, da Argentina, como diretor de Relações Públicas.

O Conselho Fiscal é presidido por Jorge Rodrigues, da Suíça, e integra Manuel Viegas, da Florida, Estados Unidos, e António Guerra, da Suíça. A Mesa da Assembleia Geral é presidida por José Ernesto Silva, de Portugal, tendo como secretários Bernardino Nascimento, de Toronto, Canadá, e Cláudia Cruz, de São Paulo, Brasil. Paulo Cardoso, ligado à Confraria de Sabores e Saberes da Beira Grão Vasco, é suplente.

A consolidação da rede de mandatários, a preparação do encontro de 2027 e a aproximação às associações e federações dos países de acolhimento constituem os próximos passos definidos pela Federação.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Atualidade

Feira de São Mateus reforça ligação entre Viseu e a diáspora portuguesa

Publicado

on

A Feira de São Mateus voltou a colocar Viseu no centro da agenda cultural e turística de Portugal. A 634.ª edição decorre entre 6 de agosto e 6 de setembro de 2026, na zona do Campo de Viriato, com um programa que cruza música, gastronomia, comércio, cultura, artesanato, literatura, diversões e iniciativas dirigidas a diferentes gerações. Tradicionalmente, portugueses residentes na Suíça marcam presença na festividade.

Acompanhamos a programação do dia 8 de agosto, marcada pela estreia de Maiara & Maraisa no “Palco Visit Viseu”. A dupla brasileira levou ao recinto milhares de pessoas, num concerto acompanhado por público português e luso-brasileiro, além de visitantes de outras nacionalidades, bem como membros da diáspora lusa. Viseu é hoje uma cidade onde vivem cidadãos provenientes de diferentes países e onde as comunidades estrangeiras participam na atividade económica, social e cultural do concelho.

A edição de 2026 foi oficialmente inaugurada no dia 6 de agosto, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República portuguesa, António José Seguro, do secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, e do presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo. Organizada pela “Viseu Marca”, com o Município de Viseu entre os parceiros institucionais, a Feira funciona como “instrumento de promoção territorial, projetando o nome da cidade através da cultura, da gastronomia, do turismo e da programação musical”.

Durante o mês de agosto, esta função ganha maior expressão com a visita dos emigrantes portugueses. Milhares de pessoas que vivem e trabalham em países como a Suíça, França, Luxemburgo, Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Canadá, Brasil e Estados Unidos, entre outros, escolhem o período das férias para voltar às suas localidades de origem. Para muitas famílias, a deslocação representa o reencontro com pais, filhos, avós, irmãos e amigos, após meses de distância.

Nascimento Cleóbulo, natural do Rio de Janeiro, Brasil, avaliou a Feira como “integrativa, pois visualizei pessoas de várias partes de Portugal, num ambiente organizado, com uma limpeza de chamar a atenção, sem falar no próprio facto de ver muitos brasileiros no recinto, o que me deixou particularmente feliz”.

Outra visitante, Estela Vasconcelos, disse à nossa reportagem que “a noite musical foi muito boa, e foi uma surpresa, pois não conhecia o cartaz e gostei de ver em palco artistas famosas no Brasil. Estela, natural de São Paulo, no Brasil, comentou ainda que gostou da organização do espaço de restauração e de ver os stands com artesanato local e regional.

“O horário da Feira é compatível com o da população e o comportamento do público, que sabia acolher quem desconhecia a festa. Foi bom também ver as crianças e os portadores de necessidades especiais terem um espaço específico dentro do recinto, bem como a sensação de segurança permanente”, reforçou.

Maria Pereira, nascida no Rio de Janeiro, e com raízes no Douro, frisou a componente de a Festa ser tradicional.

“Acompanho esta festa com a minha família e amigos há muitos anos. Hoje, vivo na Covilhã, mas não deixo de vir pelo menos um dia e foi espetacular reviver memórias de família nesta noite. Em Viseu a festa está cada vez melhor”, comentou.

O recinto torna-se um lugar de encontro entre quem permanece no território e quem mantém uma ligação familiar, afetiva ou patrimonial à região. Para os mais novos, sobretudo para os lusodescendentes nascidos fora de Portugal, a visita permite um contacto direto com a cultura, a gastronomia e as tradições da terra de origem das suas famílias.

A Feira de São Mateus é apresentada pela organização como a “feira popular mais antiga do país”.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Mais lidas