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Atualidade

Violência psicológica, económica ou social também são violência contra as Mulheres

Ordem dos Psicólogos Portugueses lança novo documento para assinalar
o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

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A Ordem dos Psicólogos Portugueses lança, a propósito do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se assinala esta sexta-feira, um novo documento que aborda os diferentes tipos de violência (física, emocional ou psicológica, sexual, económica, social, doméstica e no namoro).

O documento começa por salientar que, “de acordo com a ONU, uma mulher ou rapariga é morta a cada 11 minutos. Em 2020 foram assassinadas 81.000 mulheres e meninas em todo o mundo, 47.000 às mãos de companheiros ou familiares. De acordo com a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), até Outubro de 2022 foram assassinadas 22 mulheres e meninas portuguesas”.

Diferentes tipos de violência contra as mulheres:

  • Violência física (feminicídio, agressão física, estaladas, empurrões, murros, maus-tratos e espancamentos, etc.).
  • Violência Emocional e Psicológica (ameaças, intimidação, chantagem, humilhação, insultos, gaslighting, stalking, murros, injúria, difamação, coerção, manipulação, revenge porn e sextorsion, etc.)
  • Violência Sexual (limitação de direitos sexuais e reprodutivos, escravatura sexual, abuso sexual, violação, atentado ao pudor, prostituição, lenocínio, aborto forçado, casamento infantil, assédio sexual, incesto, pornografia infantil, mutilação genial, violação no casamento, tráfico de mulheres, etc.)
  • É estimado que 35% das mulheres em todo o mundo sofram, em algum momento, de assédio sexual.
  • De acordo com um estudo da FFMS (2018), 79% das mulheres sofre situações de assédio sexual no trabalho; 94,1% vive situações de assédio sexual em contexto escolar/académico.
  • De acordo com dados de 2022 da Comissão Europeia, 23% das mulheres sofre de abuso ou assédio online, a nível global.
  • Violência Económica (Controlo financeiro, chantagem, roubo, humilhação, apropriação, vingança financeira, desvalorização, ameaça, etc.)
    • Mulheres que são vítimas de controlo financeiro são mais vulneráveis a experiências de abuso físico, sexual e psicológico.
  • Violência Social (pobreza, casamento infantil, desigualdade salarial, discriminação laboral, discriminação social, exploração, mobbing, segregação, alienação parental, objetificação, rapto, difamação, ostracização, etc.)
  • De acordo com a UNICEF, 12 milhões de meninas, por ano, são forçadas a casar.
  • Segundo dados da Pordata, o fosso salarial entre homens e mulheres em Portugal aumentou de 10,9%, em 2019, para 11,4%, em 2020. Este valor corresponde a uma perda de 51 dias de trabalho remunerado para as mulheres.
  • De acordo com um estudo da CGTP, a diferença salarial entre homens e mulheres chegou aos 16% no último trimestre de 2021.
  • De acordo com a Fundação Scelles, existem cerca de 40-42 milhões de mulheres a trabalhar como prostitutas em todo o mundo (por oposição a 10,4 milhões de homens). 50% já trabalhou na prostituição enquanto criança. 90% são exploradas por alguém (um “chulo”).

Há, ainda, conceitos agregadores:

  • Violência Doméstica (relação entre um conjunto de pessoas, na qual estão presentes atos que, de forma global, são definidos como comportamentos violentos intencionalmente exercidos de forma isolada ou continuada, por uma ou mais pessoas, sobre uma ou mais pessoas e que provocam danos físicos, emocionais, sexuais e/ou psicológicos que se fazem sentir de forma imediata, a médio ou a longo prazo.
  • De acordo com a OMS, 24% das mulheres entre 15 e 19 anos já sofreram violência física ou sexual às mãos do companheiro, pelo menos uma vez. segundo o Conselho Superior de Segurança Interna, em 2021 foram registadas 26.520 denúncias de volência).
  • A Rede Nacional de Apoio às vítimas de violência doméstica acolheu (dados compilados no terceiro trimestre de 2022) 853 mulheres, 706 crianças e 15 homens.
  • Em 2020, 28 mulheres morreram vítimas de violência doméstica, de acordo com dados da Polícia Judiciária, GNR e Procuradoria Geral da República.
  • Violência no Namoro (quando o/a nosso/a parceiro nos magoa (física, emocional ou sexualmente) e nos controla a nós e à nossa relação. É um ato de violência, pontual ou contínuo, que tem como objetivo ter mais poder e controlo do que a outra pessoa envolvida na relação)
  • Em 2022, a PSP registou 2215 denúncias de violência no namoro, enquanto a GNR registou 1105 crimes de violência no namoro. De acordo com a PSP, a grande maioria das vítimas é do sexo feminino.

Foto: DR.

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Miguel Barbosa, Francisco Ferreira e Filipe Castro vencem a 5ª edição do Minho Young Chef Awards

Com Ovo de Prisco, Cabrito em massa folhada e um cocktail de vinho verde, numa final decorreu a 26 de novembro na Expolima, em Ponte de Lima e que contou com 25 alunos de 12 escolas minhotas competiram no MYCA 2022.

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Miguel Barbosa, da Escola Amar Terra Verde; Francisco Ferreira, da Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo, e Filipe Castro, da Escola Profissional de Esposende, são os grandes vencedores da 5ª edição do MYCA 2022 nas categorias de Pastelaria, Cozinha e Bar/Sala.

Miguel Barbosa, da Escola Amar Terra Verde, conquistou o júri, presidido pelo Chef António Alexandre, com a sobremesa “Ovo de Priscos”; Francisco Ferreira, da Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo, na categoria de Cozinha, impressionou com o seu “Cabrito envolvido em massa folhada, com cenouras e cogumelos acompanhado de um puré de maçã porta da loja” e, finalmente, na categoria de Sala/Bar, Filipe Castro, da Escola Profissional de Esposende, foi o grande vencedor com um cocktail de vinho verde.

Nas meias-finais, que decorreram nos dias 22 e 23 de novembro, participaram 25 alunos, das 12 escolas inscritas da região do Minho. O júri presidido pelo Chef António Alexandre, Chef Executivo do Lisbon Marriott Hotel, foi constituído pelos Chefs Rui Rodrigues e Lígia Santos, pelos vencedores da edição do ano passado do MYCA, Beatriz Coelho, na categoria de Pastelaria; Tomás Marques na Cozinha e Joana Pereira na categoria Sala & Bar, e ainda, por Cristina Mendes, da Confraria do Arroz de Sarrabulho à moda de Ponte de Lima, e pelo jornalista Rui Miguel Graça.

Esta iniciativa foi promovida pelo Consórcio Minho Inovação, constituído pelas Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Cávado e Ave, em parceria com o município de Ponte de Lima. Esta iniciativa teve como objetivo promover a identidade gastronómica da região juntos dos jovens estudantes, assim como das escolas de hotelaria/restauração/bar, incentivando à inovação gastronómica, utilizando por base a cozinha tradicional minhota e os produtos locais.

O MYCA é um concurso que pretende elevar o prestígio destas profissões, que são a chave do sucesso do mundo da restauração e hotelaria, mas que procura, acima de tudo, tornar a formação nestas áreas cada vez mais atrativas nas camadas jovens.

Esta iniciativa foi apoiada pelo Norte 2020, no âmbito do projeto PA9. Enogastronomia: Sabores, Ofertas e Conhecimento da EEC PROVERE Minho Inovação.

Foto: DR.

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Anadia: Assembleia Municipal aprova 1ª revisão da Carta Educativa

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A Assembleia Municipal de Anadia aprovou, na passada sexta-feira, 25 de novembro, a 1ª Revisão da Carta Educativa do Município, depois de a mesma ter recebido os pareceres favoráveis do Conselho Municipal de Educação de Anadia e do Ministério da Educação.

Este documento é um instrumento fundamental de planeamento e ordenamento de edifícios e equipamentos educativos, de acordo com as ofertas de educação e formação, assente num diagnóstico completo e participado por parte de todos os parceiros educativos.

A revisão da Carta Educativa, além de cumprir o legalmente estabelecido em termos de tempo de vigência da presente Carta Educativa do Município de Anadia, pretende dar resposta a possíveis desconformidades da atual oferta de rede escolar, através de observação e análise de indicadores demográficos, sociais e educacionais. O documento pretende ainda estabelecer linhas de desenvolvimento a seguir, no presente e no futuro, identificando as medidas que devem ser tomadas para melhorar a resposta a todos os processos de natureza educativa.

O plenário aprovou também a proposta de autorização para assunção de compromisso plurianual, e de aditamento ao Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências do Serviço Público de Transporte de Passageiros, celebrado entre o Município de Anadia e a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

Foto: CMA.

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Inês Tralha apresenta método único de ensino do Surf

Pioneira na criação de uma escola de surf profissional em Portugal, a academia “Good Surf Good Love”, a treinadora apresenta um método de ensino único e personalizado, desenvolvido a partir da biomecânica e da neurociência

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Reconhecida em Portugal como uma referência do surf no feminino, Inês Tralha rapidamente ganhou projeção na sua trajetória no desporto. Tendo conquistado o primeiro lugar no campeonato nacional de surf feminino em 2000, foi também uma das primeiras atletas a competir numa equipa com um patrocínio (SIEMENS MOBILE), além de pioneira na criação de uma escola de surf profissional em Portugal, a Good Surf Good Love, atualmente em Peniche e em Santa Cruz, procurada por atletas, amantes do desporto e até curiosos do mundo inteiro.

Com mais de 20 anos de experiência dentro e fora de água, a treinadora profissional de surf reúne um conhecimento invejável na área, o que a levou a criar uma metodologia de ensino personalizada e única no setor, o METSIT – Método de Ensino e Treino de Surf Inês Tralha. Trata-se de uma técnica desenvolvida com base nas raízes da biomecânica e da neurociência, mas que, principalmente, leva em consideração as características e necessidades específicas de cada aluno, ao contrário da massificação que há no mercado relativamente às escolas de surf.

“Há algo de muito intuitivo no surf, mas também de muito técnico. Aprendi isso desde cedo, especialmente durante os meus treinos. Afinal, embora o mar não seja sempre igual, existe um padrão constante na forma como as ondas quebram. E foi este mesmo pensamento que me ajudou a desenvolver o meu método”, conta Inês Tralha que, entre as suas referências, consulta livros de peso na área, como “Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano”, “Neuroscience for Learning and Development” e “Peak – The New Science Of Athletic Performance That Is Revolutionizing Sports”.

Licenciada em Educação Física e Desporto pela Universidade Lusófona e com uma Pós-Graduação em Surf pela Faculdade de Motricidade Humana, a treinadora de surf conjuga um tipo de conhecimento mais científico com as especificações de cada aluno, desenvolvendo assim um ensino altamente personalizado e rigoroso a partir uma bateria de testes que definem os focos de atenção na aprendizagem.

“O meu método de ensino é muito mais personalizado, focado e detalhado do que é encontrado no mercado, indo ao encontro das necessidades, características e histórico específicos dos alunos. Faço questão de observar e registá-los enquanto praticam. Consigo detetar o que tem de ser ajustado, o que pode ser melhorado, adaptando o treino em específico para aquela situação em particular. Muitas vezes são detalhes muito pequenos, mas que fazem toda a diferença, assim como perceber os hábitos que trazem de outros desportos que praticam, ou praticavam anteriormente, para reconstruirmos novas habilidades a partir deles. Daí a importância de eu os conhecer em particular e com profundidade”, acrescenta.

A preocupação da treinadora de surf passa por apresentar um cuidado imenso com o processo de aprendizagem, principalmente nos adultos. “Sempre fui apaixonada por biomecânica, fisiologia do esforço, teoria e metodologia do treino, cinesiologia e didática. Mas, mais recentemente, o meu foco de estudo tem sido na área da neurociência, pois eu queria entender como realmente funciona o processo químico da aprendizagem. Na universidade, aprendi tudo sobre as várias etapas do desenvolvimento e da adaptação motora e cognitiva das crianças, mas não nos ensinaram sobre o processo de aprendizagem dos adultos, algo extremamente importante para poder disponibilizar aulas de surf com excelência”.  

Sobre a “Good Surf, Good Love

Localizada na Praia do Baleal, em Peniche, um dos principais spots do surf em Portugal, a academia “Good Surf, Good Love”, fundada pela treinadora e surfista Inês Tralha, está aberta ao público o ano inteiro, com vários programas disponíveis, que abrange desde atletas de alta competição, a iniciantes e curiosos do desporto, com idades que podem variar entre os 6 e os 60 anos. Com uma metodologia única no mercado, esta academia de surf recebe alunos de todo o mundo, que a procuram especificamente pelo método de ensino criado por Inês Tralha, já conhecido a nível mundial.  A “Good Surf, Good Love” é a representação de Inês Tralha no seu estado mais puro: fiel à cultura e ao estilo de vida do surf.

Foto: DR.

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