Atualidade
Viana do Castelo: “Marginal” regressa ao Jardim Público e ao Jardim da Marina de 4 a 14 de julho
De 4 a 14 de julho, Viana do Castelo volta a receber o festival “Marginal”, evento que acontece ao ar livre, entre o Jardim Público e o Jardim da Marina, numa iniciativa que promove uma aliança entre o lazer, a cultura e a natureza. Apresenta-se com um abrangente programa de atividades onde se incluem concertos musicais, espetáculos de dança, teatro, showcookings, venda de produtos diversos e propostas gastronómicas, Praça Kids para o público infanto-infantil, Viana Beer Fest, entre muito mais, sempre de acesso livre.
Em conferência de imprensa de apresentação do evento, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Manuel Vitorino, referiu que o Marginal “desenvolve-se no jardim e na marina e tenta tirar partido da natureza, unindo-se ao lazer e à cultura nesta época de Verão”.
O Viana Beer Fest – Festival de cerveja artesanal acontece de 4 a 7 de julho e pretende promover e ser uma montra para a cidade do melhor que se faz em Portugal e a nível internacional no micro setor das cervejas artesanais. Nesta primeira edição estarão presentes doze marcas nacionais representativas de boa parte das regiões do país, duas marcas de Espanha – o país convidado desta primeira edição –, sidras artesanais, entre outras propostas que trarão para prova mais de 150 cervejas artesanais e bebidas fermentadas, no Jardim da Marina. O copo oficial, com um custo de 3 euros, poderá ser adquirido em todos os espaços do Marginal e será de utilização não só neste evento, mas também no Viana Bate Forte, numa prática de sustentabilidade e economia circular.
Decorrerão um conjunto de atividades cervejeiras, workshops/showcookings conduzidos pelo Chef Thiago Moura direcionados ao tema da regeneração, reaproveitamento e economia circular na cozinha, sempre em harmonização com cerveja.
O programa do Marginal, que integra mais de duas dezenas de stands arranca a 4 de julho, quinta-feira, às 18h00, com animação itinerante. Das 18h00 às 22h00, animação de rua com Censuras Marginais e Praça Kids na fonte do Jardim Público, numa proposta para os mais novos. Nesse dia, das 18h00 às 22h00, Viana Beer Fest. Pelas 20h00, música no Palco Jardim, com Lia Beat. A Academia Gastronómica promove um showcooking pelas 20h30, encerrando o programa com L-Blues, no Palco Marina, às 22h30.
A 5 de julho, sexta-feira, Murmuyo na Praça Eixo Atlântico, com animação de rua, a partir das 18h00. Das 18h00 às 22h00, Viana Beer Fest, Censuras Marginais com animação itinerante das 18h00 às 22h00, Praça Kids no mesmo horário. O Palco do Jardim acolhe Skinny Wolf a partir das 19h00. Novo showcooking da Academia Gastronómica pelas 20h30, Galandum Galundaina no Palco Marina às 22h30, com animação de rua também ao longo da noite.
No sábado, dia 6 de julho, durante a manhã, das 9h00 às 13h00, Feira de Velharias no Jardim Público. Animação itinerante, Praça Kids e Viana Beer Fest marcam o dia, com o festival a abrir pelas 18h00, Os A28 a atuar no Palco Jardim às 19h00, showcooking às 20h30, Banda Davi Days às 22h30, DJ Tony Brito à 00h00, ambos no Palco da Marina.
A 7 de julho, domingo, o programa arranca às 15h00 com animação itinerante e Praça Kids, Viana Beer Fest das 16h00 às 20h00, Conversas Marginais às 17h00 no Coreto do jardim, com apresentação dos vencedores Prémio Jovens com Talento e música com The Invisible Tuba no palco jardim às 19h00.
Segunda-feira, dia 8, o festival começa às 17h00 e acontece até pelas 20h00, com o destaque para o Viana Starts (18h00), workshop de Raku (18h30) e Utopias Sonoras com João Ricardo, às 19h00, com escultura sonora.
Terça-feira, dia 9, o Marginal começa pelas 17h00, com Praça Kids, Viana Starts, novamente workshop de Raku, começando a construir-se um tapete de sal dedicado ao Starts pelas 19h00. O Sunset Marginal acontece pelas 19h00, com Kakau Positivo e Alexandre Minas.
A 10 de julho, quarta-feira, o evento inclui o lançamento do Viana Starts, no Teatro Municipal Sá de Miranda, pelas 10h00. A criação artística “Matadouro a Criadouro” está agendada para as 14h00, no Antigo Matadouro Municipal. O Marginal arranca pelas 17h00, incluindo o Sunset Marginal às 19h00, com a Associação Teatro à Sexta.
A 11 de julho, quinta-feira, o Marginal arranca às 18h00, incluindo animação itinerante e de rua, Praça Kids, animação noturna na Praça Marina das 18h00 às 02h00, Ricky Cross no Palco Jardim às 19h00, Teatro Tapa Furos com artes circenses às 21h00 no Palco Jardim e Them Fantasys às 22h30 no Palco da Marina.
Dia 12 de julho, sexta-feira, o programa arranca às 18h00, com Ensemble de Sopros pela Escola de Música de Perre. Luzes do Tempo – animação de rua e Censuras Marginais – animação itinerante prometem dinamizar o evento, que integra ainda Praça Kids (18h00 às 22h00), arruada pela Escola de Música de Perre (19h00), Micomaníacos (19h00), dança pela EVIC (20h00), animação de rua com Luzes do Tempo (21h30) e música com Pica & Trilha (22h30).
Sábado, dia 13 de julho, o Marginal arranca às 18h00, integra animação de rua e itinerante, animação infanto-juvenil, arruada pela Banda de Gaitas de Cardielos (19h00), música com Di Ponti (19h00), Phil Collins Legacy – Tribute (22h30) e DJ Pedrinho K (00h00).
O último dia de festival, domingo, 14 de julho, começa às 15h00, com animação e Praça Kids, atuação de teatro d’O Bicho Papelão às 17h00 e música com Ús Sais de Gatas às 19h00, fechando o evento pelas 20h00.
O Marginal conta com design da ilustradora Rita Montes.
Imagem: CMVC.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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