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Temporada de Música volta aos Palácios Nacionais da Pena, de Sintra e de Queluz

14 de outubro a 5 de novembro de 2022

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Neste outono, a música, elemento central na vida cultural da corte, volta a aquecer os serões dos Palácios Nacionais da Pena, de Sintra e de Queluz, evocando as suas antigas vivências. Entre 14 de outubro e 5 de novembro, artistas reconhecidos nacional e internacionalmente fazem destes Palácios o seu palco e oferecem ao público experiências únicas que aliam música e património. Ao todo, são oito concertos, um deles dirigido especialmente às famílias, que percorrem três séculos – XVII, XVIII e XIX − que deram ao mundo compositores como Bach, Vivaldi, Gluck, Mozart, Beethoven, Dvořák ou Mahler. Génios que eternizaram as sonoridades do Barroco e do Romantismo, cujas obras são viagens no tempo e no espaço.

A Temporada de Música da Parques de Sintra, com direção artística de Massimo Mazzeo e organização conjunta com a Divino Sospiro – Centro de Estudos Musicais e Setecentistas de Portugal, inclui, ainda, uma masterclass organizada em parceria com o prestigiado Centre de Musique Baroque de Versailles.

O romântico Salão Nobre do Palácio Nacional da Pena acolhe dois concertos desta Temporada de Música. A abrir o programa, a 14 de outubro, ali atuam os Portuguese Chamber Soloists, com o concerto “Os grandes compositores para sopros e piano”. Apresentando obras de Mozart, Schubert, Beethoven, o ensemble de câmara reviverá os serões musicais que D. Fernando II organizava para os seus convidados, no século XIX.

No dia 21 de outubro, evocam-se as soirées musicais promovidas pelo Rei-Artista na Pena. O pianista João Paulo Santos convida Susana Gaspar (soprano), Patrícia Quinta (mezzo soprano) e Lurdes Carneiro (fagote) para um concerto dedicado à “Boémia – Conservatório da Europa”, cujo alinhamento integra peças de compositores determinantes para a estética musical europeia do século XIX, como Dvořák e Mahler.

No coração da vila, o milenar Palácio Nacional de Sintra é outros dos palcos incontornáveis desta Temporada de Música. Centro de um território gerido pelas Rainhas de Portugal, não podia haver melhor cenário para o concerto “Parnaso no Feminino”, do agrupamento Le Concert de l’Hostel Dieu, que acontece a 15 de outubro, na Sala dos Cisnes. Realizado no âmbito da Temporada Portugal-França 2022, este concerto será uma oportunidade para conhecer obras de várias compositoras do Iluminismo, com destaque para Elisabeth-Claude Jacquet de la Guerre, protegida do rei Luís XIV.

No esplendoroso Palácio Nacional de Queluz, verdadeiro ícone do estilo Barroco, decorrem cinco concertos desta Temporada de Música. A 22 de outubro, na Sala do Trono, o violinista Erich Hobart e o cravista Aapo Häkkinen apresentam um programa imperdível para os fãs de Johann Sebastian Bach: as seis sonatas para violino e cravo obbligato deste compositor que marcou o século XVIII.

No Auditório do Palácio Nacional de Queluz, entre 25 e 27 de outubro, das 10h00 às 18h00, decorrem as sessões da masterclass “Charpentier: Missas e Motetos”, sob a orientação do reconhecido maestro e pedagogo, especialista em técnica vocal e Música Antiga, Fabien Armengaud. Trata-se de uma iniciativa igualmente organizada no âmbito da Temporada Portugal-França 2022.

No dia 28 de outubro, novamente na Sala do Trono, atua o agrupamento Le Concert de la Loge, também com o apoio da Temporada Portugal-França 2022. “No Salão do Palais Royal” transporta o público para as vésperas da Revolução Francesa e é uma homenagem à música dos salões que caracterizou este tempo, em que se destacaram compositores como Sacchini, Gluck, Lemoyne e Vogel. Do alinhamento faz parte um concerto para piano, uma sinfonia de salão e árias de ópera francesas da época.

No dia 30 de outubro, na mesma sala, há concerto para famílias. Num formato especialmente concebido para o público mais jovem, a Orquestra Divino Sospiro apresenta ‘Dom Quixote no Casamento de Comacho’, de Georg Philipp Telemann. O compositor inspirou-se no famoso personagem de Cervantes, para criar uma divertida serenata que pega no episódio do casamento de Comacho com Quitéria.

A 4 de novembro, Stefania Neonato regressa à Sala da Música do Palácio Nacional de Queluz para trazer de novo à vida o raro pianoforte histórico deste palácio, num programa intitulado “Pianistas itinerantes e a criação da Europa” que percorre obras de Bomtempo, Beethoven e Clementi, construtor do instrumento que o público ouvirá tocar.

A encerrar esta Temporada de Música, no dia 5 de novembro, a Orquestra Divino Sospiro e o Nova Era Vocal Ensembre, apresentam “Sacro Vivaldi – a música sacra do padre ruivo”, na Sala do Trono. Fora do âmbito dos concertos instrumentais, pelos quais é sobejamente conhecido, Antonio Vivaldi também compôs música sacra. Neste concerto, o público é convidado a explorar uma faceta menos conhecida do célebre compositor de “As Quatro Estações”.

Os bilhetes para a Temporada de Música podem ser adquiridos na bilheteira online da Parques de Sintra ou nas bilheteiras físicas dos espaços geridos pela empresa.

Temporada de Música da Parques de Sintra 2022

Agenda

14 outubro 2022 | 21h00 | Palácio Nacional da Pena | Salão Nobre

PORTUGUESE CHAMBER SOLOISTS

“Os grandes compositores para sopros e piano”

15 outubro 2022 | 21h00 | Palácio Nacional de Sintra | Sala dos Cisnes

LE CONCERT DE L’HOSTEL DIEU

“Parnaso no feminino”

21 outubro 2022 | 21h00 | Palácio Nacional da Pena | Salão Nobre

JOÃO PAULO SANTOS E AMIGOS

“Boémia – Conservatório da Europa”

22 outubro 2022 | 21h00 | Palácio Nacional de Queluz | Sala do Trono

ERICH HOBART E AAPO HÄKKINEN

“Seis sonatas de Bach”

 25, 26 e 27 outubro 2022 | 10h00 > 18h00 | Palácio Nacional de Queluz | Auditório

FABIEN ARMENGAUD

Masterclass “Charpentier: Missas e Motetos”

28 outubro 2022 | 21h00 | Palácio Nacional de Queluz | Sala do Trono

LE CONCERT DE LA LOGE

“No Salão do Palais Royal

30 outubro 2022 | 19h00 | Palácio Nacional de Queluz | Sala do Trono

ORQUESTRA DIVINO SOSPIRO

Concerto para famílias ‘Dom Quixote no Casamento de Comacho’

4 novembro 2022 | 21h00 | Palácio Nacional de Queluz | Sala da Música

STEFANIA NEONATO

“Pianistas itinerantes e a criação da Europa”

5 novembro 2022 | 21h00 | Palácio Nacional de Queluz | Sala do Trono

ORQUESTRA DIVINO SOSPIRO E NOVA ERA VOCAL ENSEMBRE

“Sacro Vivaldi – a música sacra do padre ruivo”

Preçário:

– Bilhete 1 concerto: 15€

– Bilhete de ciclo (8 concertos): 108€

Masterclass:

– Requer inscrição e pagamento prévios.

Bilhetes à venda online em www.parquesdesintra.pt e nas bilheteiras físicas da Parques de Sintra.

Para maiores de 6 anos.

Após o início do espetáculo, não é permitida a entrada na sala.

Não haverá lugar ao reembolso do valor dos bilhetes devido a atraso ou falta de comparência, salvo em caso de alteração de data ou de cancelamento do evento.

Foto: Luís Duarte.

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa

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A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com

A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.

Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.

Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.

Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.

Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.

Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.

A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.

“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.

A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.

Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.

“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.

Ígor Lopes

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