Atualidade
Quinteto da Universidade do Minho com cinco prémios internacionais num ano
O Quinteto Sinestesia, formado por Andreia Castro, Emanuel Silva, Inês Ferreira, Jorge Sousa e Pedro Travanca, alunos de Música da Universidade do Minho (UMinho), foi distinguido em cinco concursos internacionais no último ano. Venceu a Moscow Music Competition (Rússia) e a France Music Competition (França), obteve o 2º lugar na Odin Music Competition (Irlanda) e o 3º lugar na Mark and Pioneer Music Competition (EUA) e, ainda, a menção honrosa na School of Culture and Art Competition (Suíça), sempre na categoria “Música de câmara – 19 a 22 anos”. Os eventos decorreram online, face ao contexto pandémico.
“Em Portugal, há, por vezes, a ideia de não termos excelência musical, por isso não se vai tanto a concursos lá fora. Mas quisemos arriscar e de facto fomos laureados em cada prova em que estivemos, reconheceram a nossa qualidade, personalidade e sonoridade própria entre grupos de todo o mundo”, diz Pedro Travanca. Foi este fagotista a juntar os colegas há dois anos. “Sempre nos demos bem e quisemos aplicar em conjunto o que fazíamos individualmente na UMinho”, nota. Música de câmara porquê? “É mais íntima e permite mostrar melhor o que cada um sabe e sente”, frisa.
Para o colega Emanuel Silva, “os prémios são excelentes para começar”, mas também, “fruto de muito trabalho, de longos ensaios, de ouvir opiniões e de ter bons docentes, vários deles nasceram, estudaram e tocaram pelo mundo”. Para cada concurso era reservado um dia de gravações. “Focávamo-nos a sério e tentávamos melhorar a cada take, adaptando-nos a especificidades como o número de peças e o reportório”, explica o trompista. Por exemplo, arriscando originais para quinteto de compositores como Cambini e Briccialdi. A próxima etapa é o Prémio Nacional Jovens Músicos, sendo a primeira eliminatória em março, agora ao vivo: “A pressão faz parte e sabemos lidar com isso, como quando atuamos como membros da Orquestra da Universidade do Minho”.
O Quinteto Sinestesia – o nome evoca a interação dos cinco sentidos humanos – une Andreia Castro (oboé, de Ovar), Emanuel Silva (trompa, de Póvoa de Lanhoso), Inês Ferreira (flauta transversal, de Vizela), Jorge Sousa (clarinete, de Ponte de Lima) e Pedro Travanca (fagote, de Gaia). Concluíram a disciplina de Música de Câmara com 20 valores, sob orientação do professor e maestro Vítor Matos.
Mais 11 alunos da UMinho premiados
Há mais alunos de Música da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas da UMinho que se superaram no último ano em vários países. No piano, Pedro Ferreira venceu, a solo +18 anos, a Moscow Music Competition (Rússia) e a Valencia Awards – Winter (Espanha), enquanto Maria João Sá Lemos obteve o Audience Award em +18 anos na Rocky Mountain Competition (Canadá) e, na categoria 20-22 anos, a Platinum Medal na International Music Competition (Canadá). João Miguel Barroso Dias venceu o 2º prémio da categoria 19-25 anos no Magic Muse (Rússia) e no Concurso Internacional de Música da Suíça. Já Sílvia Ferreira trouxe a menção honrosa em 18-26 anos da Franz Liszt Center International Competition (Espanha).
No violino, Francisco Pinto venceu em nível superior o VI Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa, no qual o colega Alexandre Arutyunyan foi segundo em nível juvenil, mas que depois venceu o Grande Prémio InMusic de Sopros e Cordas, também em Portugal. Mariana Fernandes foi, igualmente, laureada com a Melhor Interpretação no Concurso Internacional de Violino Alexei Gorohov (Ucrânia). Na percussão, João Pedro Lourenço e Bernardo Rosado Cruz triunfaram, ex-aequo, no 4° Concurso Nacional de Interpretação Contemporânea da Guarda.
Nos sopros, Jorge Sousa (Quinteto Sinestesia) foi terceiro na Tiziano Rossetti International Competition (Suíça) e o saxofonista Tiago Fernandes foi segundo no Grande Prémio de Música Lions Portugal, tal como o trompetista Bruno Pinheiro Almeida a solo – nível 5, no Concurso Internacional de Trompete da Póvoa de Varzim.
Foto: UMinho.
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
Atualidade
Associação de Futebol de Viseu distingue jornalista José Luís Araújo com o Prémio “Carreira”
A Associação de Futebol de Viseu (AFV) distinguiu, no passado dia 4 de julho, o jornalista português José Luís Araújo com o Prémio “Carreira”, numa homenagem ao seu percurso profissional de mais de 40 anos dedicado ao jornalismo desportivo, durante uma cerimónia em que o profissional destacou a responsabilidade que acompanha este reconhecimento e reafirmou o compromisso com a isenção e a verdade dos factos.
Ao receber a distinção, José Luís Araújo agradeceu à AFV e ao seu presidente, José Carlos Lopes, pelo reconhecimento agora atribuído e afirmou que partilha o galardão com todas as pessoas que marcaram o seu percurso profissional ao longo de várias décadas de atividade, considerando que cada uma contribuiu para o seu crescimento enquanto jornalista e enquanto pessoa.
“Este galardão é o reconhecimento de uma atividade que abracei, com dedicação e profissionalismo, há 40 anos, na área do desporto, sendo que o jornalismo começou cedo na minha vida, quando o meu avô, em 1971, me indicou para lhe suceder como correspondente do Diário de Notícias”, frisou.
Apesar da distinção recebida, José Luís Araújo sustentou que a sua carreira continua longe de terminar, deixando uma nota de humor ao afirmar que a sua “reforma jornalística” ainda está distante.
Este profissional recordou ainda outras distinções atribuídas ao longo do seu percurso, entre as quais o Prémio “Santos Mota”, da Associação de Escanções de Portugal, recebido em 2022 na área do jornalismo vínico e gastronómico, e o Prémio “Animarte”, atribuído em 2010.
“Diria que este, e os outros galardões, representam um ‘selo’ de responsabilidade que aceito sem reservas, pois sempre pautei a minha conduta jornalística pela total isenção, colocando a verdade dos factos acima de tudo”, salientou.
Ao longo da carreira, José Luís Araújo colaborou com diversas estações de rádio, como a Viriato FM, NoAr, RCI Viseu, Emissora das Beiras, Rádio Lafões, Rádio Nova e Rádio Renascença. Atualmente, integra a Rádio Escuro, sediada no concelho de Vila Nova de Paiva.
É também correspondente do jornal Record desde 1990, tendo passado pelas redações dos jornais Notícias de Viseu e Diário de Viseu, além de colaborar com diversos órgãos de comunicação social regionais e nacionais.
Atualmente, exerce igualmente funções como diretor da revista Gazeta Rural, publicação que fundou há 22 anos, do portal informativo Nacional16.pt e da revista Confraria, editada pela Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.
Ígor Lopes
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