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Mergulhe na tradição: Festa do Banho 29 em Lagos e na Praia da Luz

Uma das mais queridas tradições de Lagos e do Algarve chega já no próximo dia 29 de agosto com uma grande festa que irá decorrer simultaneamente na cidade de Lagos e na Praia da Luz, com destaque para os espetáculos de Blasted Mechanism e Marten Hørger nesse local

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Diz o folclore que o banho de mar de 29 de agosto espanta demónios e vale por 29 banhos. Com origens incertas e ancestrais, esta tradição algarvia tem perdurado até aos dias de hoje, aproveitando-se o banho purificante para uma celebração em locais emblemáticos do concelho – Cais da Solaria e Jardim da Constituição e Praia da Luz.

Em Lagos, o Centro de Estudos de Lagos levará o público através de uma viagem no tempo com uma recriação histórica ao longo da Avenida dos Descobrimentos e Praia da Batata, evocando os tempos em que a população vinha do campo com o seu piquenique para este banho no nosso mar. Ao final da tarde, a festa começa logo às 18h00, no Cais da Solaria e Jardim da Constituição (colaboração do Moto Clube de Lagos e Associação dos Artesãos do Barlavento), com aula de zumba (Ana Leal), animação circulante (Nuno & Companhia), atuação de Ricardo Pires Quarteto (Orquestra de Jazz do Algarve) e DJ André Salgueiro.

Logo a partir das 20h30, e com a colaboração da ACRAL, regressam os concursos de trajes de banho tradicional, seja na vertente “Tradição e Comunidade” ou “Moda e Inovação. O popular Humberto Silva estará responsável por “animar a malta” às 22h30, ficando a meia-noite reservada para o tão esperado e revigorante banho noturno acompanhado por fogo-de-artifício. Os 5ex Band atuam pela noite dentro para que a animação não pare.

Na Praia da Luz, o Clube Recreativo Cultural e Desportivo Luzense preparou um alinhamento imperdível com três palcos com música para todos os gostos: DJ G-Rod, TobyONE 7”Vinyl Set, La Plante Mutante e DJ Nuno Silva no Palco Sunset (Fortaleza); Carlos Azevedo, Fábio Muchacho, Emanuel & Tânia no Palco Tradicional (Areal) e Kooyah Sound, Naomi & The Raposeira Dub Collective, DJ Patife e Blasted Mechanism e Marten Hørger no Palco Praia (Rocha Negra) numa noite que se adivinha inesquecível.

“O Banho 29 acontece aqui, na mais longa e divertida noite deste verão!”, afirma a organização.

Consulte o programa completo aqui.

Imagem: CML.

Comunidades

Sismos na Venezuela somam já 107 mortos entre portugueses e lusodescendentes

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O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos na sequência do duplo sismo que atingiu a Venezuela, em 24 de junho, subiu para 107, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Mantêm-se ainda 57 pessoas desaparecidas.

Entre as vítimas mortais confirmadas pelas autoridades portuguesas estão 19 crianças e 88 adultos. Segundo o MNE, 91 dos 107 mortos tinham também nacionalidade venezuelana. O balanço anterior apontava para 104 mortos e 57 pessoas desaparecidas ou incontactáveis.

A nível nacional, as autoridades venezuelanas elevaram para 3.899 o número de mortos provocados pelos sismos. O total de feridos mantém-se nos 16.740, de acordo com o mais recente balanço oficial divulgado pelo Governo venezuelano.

Na resposta à tragédia, vários países, incluindo Portugal e outros Estados-membros da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela. Os Estados Unidos anunciaram, até ao momento, mais de 386 milhões de dólares, cerca de 377 milhões de euros, em ajuda humanitária, segundo o Departamento de Estado.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, iniciou na quarta-feira uma visita de quatro dias à Venezuela. Durante a deslocação, anunciou que a TAP vai retomar, a partir de 13 de julho, as ligações aéreas de e para o país, utilizando o Aeroporto Arturo Michelena, em Valência, a cerca de 170 quilómetros a oeste de Caracas.

Os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, os abalos foram seguidos por centenas de réplicas.

Com Agência Lusa

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Atualidade

Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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Comunidades

Mais de 579 mil portugueses vivem hoje no Reino Unido

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A comunidade portuguesa continua a afirmar-se como uma das maiores comunidades europeias residentes no Reino Unido. De acordo com os dados do EU Settlement Scheme (EUSS), divulgados pelo Home Office em março de 2026, 579.460 cidadãos portugueses obtiveram estatuto de residência (settled ou pre-settled status) em Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Os números confirmam que, apesar do Brexit, Portugal continua a ser um dos países da União Europeia com maior presença no Reino Unido, mantendo uma comunidade fortemente implantada em praticamente todas as regiões britânicas.

Londres continua a concentrar o maior número de portugueses, com 231.402 residentes, seguindo-se o South East (69.260), o East of England (58.297), o East Midlands (46.723) e o North West (40.595).

Entre as autoridades locais com maior número de portugueses destacam-se Brent (30.270), Leicester (29.568), Hounslow (23.731), Ealing (19.763), Lambeth (15.832), Newham (15.424), Swindon (12.928), Hillingdon (11.355), Croydon (9.185) e Peterborough (8.761).
Os dados revelam igualmente a importância da região onde o jornal “As Notícias”, dirigido às comunidades e consultado pela nossa reportagem, desenvolve grande parte da sua atividade editorial.

Na área de cobertura do jornal, que integra Norfolk, Brandon, Thetford, Bury St Edmunds, Ipswich, Cambridge, Peterborough, Wisbech, Spalding e Boston, residem 34.501 portugueses com estatuto de residência reconhecido pelo Home Office.

Embora Brandon não figure autonomamente nas estatísticas oficiais, por estar integrada administrativamente em West Suffolk, trata-se de uma das localidades com maior ligação à comunidade portuguesa do leste de Inglaterra. Situada a apenas cerca de seis milhas (10 quilómetros) de Thetford, forma, juntamente com esta cidade, um dos principais núcleos portugueses da região e constitui uma parte importante da área de influência do As Notícias.

Só no condado de Norfolk, onde se incluem os distritos de Breckland, Broadland, Great Yarmouth, King’s Lynn and West Norfolk, North Norfolk, Norwich e South Norfolk, vivem 13.193 portugueses.

Dentro deste conjunto destacam-se:

Great Yarmouth — 5.944 portugueses;
Breckland (incluindo Thetford) — 3.468;
Norwich — 1.880;
King’s Lynn and West Norfolk — 1.038.

Já nas áreas vizinhas encontram-se comunidades igualmente expressivas:

Peterborough — 8.761 portugueses;
Ipswich — 4.161;
Cambridge — 3.609;
West Suffolk (incluindo Bury St Edmunds e Brandon) — 1.971;
Boston — 1.267;
South Holland (Spalding) — 838;
Fenland (Wisbech) — 701.

Jersey, Guernsey e Ilha de Man ficam fora das estatísticas oficiais

Os números divulgados pelo Home Office abrangem apenas o Reino Unido e não incluem Jersey, Guernsey nem a Ilha de Man, territórios que possuem sistemas próprios de regularização ao abrigo dos acordos pós-Brexit.

Ainda assim, estimativas das comunidades portuguesas apontam para a existência de entre 8.000 e 9.000 portugueses e lusodescendentes em Jersey, 3.000 a 3.500 em Guernsey e algumas centenas na Ilha de Man.

Somando estas estimativas aos dados oficiais do Reino Unido, estima-se que a presença portuguesa no conjunto do espaço britânico e das dependências da Coroa ronde atualmente 590 mil residentes.

Comunidade brasileira e lusófona poderá aproximar-se de um milhão de pessoas

A dimensão total das comunidades de língua portuguesa no Reino Unido é mais difícil de apurar com rigor, porque os dados oficiais estão organizados sobretudo por nacionalidade e não por língua falada, origem familiar ou identidade cultural.

Além dos cidadãos portugueses, existe no Reino Unido uma extensa comunidade brasileira, incluindo muitos cidadãos com nacionalidade italiana, espanhola ou portuguesa, que surgem registados estatisticamente noutras categorias. A estes juntam-se ainda falantes de português oriundos de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Macau (China) e Timor-Leste.

Por essa razão, embora não exista um número oficial único e fechado, dirigentes associativos e observadores das comunidades consideram plausível que o universo lusófono no Reino Unido e nas dependências da Coroa se aproxime de um milhão de pessoas.

Este valor deve ser entendido como uma estimativa ampla, e não como um dado estatístico oficial, precisamente porque mistura várias nacionalidades, estatutos migratórios e trajetórias familiares. Ainda assim, representa um indicador importante do peso social, económico e cultural da língua portuguesa no espaço britânico.

Esta realidade constitui também um valor acrescentado para as comunidades de língua portuguesa, reforçando o papel das associações, das escolas, das igrejas, dos negócios, dos meios de comunicação social e das iniciativas culturais que servem uma população cada vez mais diversa, mas unida por uma língua comum.

Os dados demonstram que a comunidade portuguesa continua a desempenhar um papel relevante na economia e na sociedade britânica, mantendo uma forte implantação nas grandes áreas metropolitanas, mas também em regiões como East Anglia, onde o As Notícias acompanha há duas décadas a evolução das comunidades portuguesas e lusófonas.

Ígor Lopes

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