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Meeting places MAR Shopping e IKEA assinalam consciencialização do autismo com casa adaptada

Exposição estará patente nos Meeting Places em Matosinhos e Algarve entre 1 e 16 de abril

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Segundo a Federação Portuguesa de Autismo, nos últimos 30 anos, tem-se verificado um aumento do número de casos de Perturbações do Espetro do Autismo (PEA) diagnosticados em todos os países onde são realizados os estudos de prevalência. Em Portugal, o último estudo aponta para 50 mil pessoas, mas a Associação Portuguesa Voz do Autista estima que haja muitos mais casos não diagnosticados. Alguns dos principais desafios que pessoas com PEA enfrentam estão relacionados com a falta de adaptação de espaços, necessária à sua inclusão.

Assim, na véspera de se assinalar mais um Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, que se celebra a 2 de abril, os meeting places MAR Shopping Algarve e MAR Shopping Matosinhos, em parceria com a IKEA Loulé e a IKEA Matosinhos, e com o Centro de Terapia e Desenvolvimento (O2a Centro), inauguram a exposição e iniciativa de sensibilização “Casa Adaptada”.

Entre 1 e 16 de abril, nos pisos 0 do MAR Shopping Algarve e 1 do MAR Shopping Matosinhos, estarão patentes os protótipos de dois quartos adaptados às necessidades de pessoas com PEA (Perturbações do Espetro do Autismo). Aí decorrerão, também, talks para o público em geral e para profissionais que trabalhem com pessoas com PEA, bem como ações de informação e sensibilização, orientadas por psicólogos e terapeutas do O2a.

Segundo a equipa do O2a Centro, que intervém de forma integrada em mais de 100 crianças com PEA, as adaptações de espaços públicos, locais de trabalho e casas devem ter em consideração não só a acessibilidade física e sensorial, mas também as competências socioemocionais e comunicativas de cada pessoa para serem o mais inclusivos possível. Optar por uma decoração com tons neutros, minimalista, compartimentada, com material pouco texturizado, insonorizado, sinalética visual, entre outros, pode ajudar a essa inclusão.

Famílias muito sobrecarregadas

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o salário bruto mensal médio da população portuguesa foi, em 2022, de 1.411 euros, o 17º mais baixo entre os 26 Estados-membros segundo o Eurostat. Famílias com crianças e jovens com PEA ficam sobrecarregadas emocional, psicológica e financeiramente. As necessidades habitacionais específicas para promover o bem-estar e a qualidade de vida das famílias é mais um custo e, por isso, os centros MAR Shopping e a IKEA unem-se para mostrar como é possível fazer essas adaptações ao custo mais acessível possível.

A equipa do O2a Centro explica que as necessidades variam consoante o grau de severidade da PEA, mas a promoção de espaços em open-space, com o mobiliário distribuído pelas laterais, bem identificado e minimalista são guidelines genéricas que podem contribuir para o bem-estar da generalidade das pessoas com PEA. O solo deve ser liso, os materiais de tons creme ou pastel, com rebordos acolchoados para minimizar o impacto sonoro e tátil, degraus diluídos e apoios à mobilidade e manipulação. Estes e outros aspetos, que vão ao detalhe dos brinquedos essenciais para as diferentes faixas etárias, serão passíveis de observar nos protótipos de quartos adaptados em exposição nos centros.

As soluções em exposição serão, posteriormente, doadas a famílias com crianças e jovens com PEA, com carências económicas, identificadas pelas autarquias de Loulé e Matosinhos. Também o O2a Centro oferecerá acompanhamento a uma família carenciada durante um ano, nomeadamente uma sessão semanal de Terapia da Fala e Psicologia, e uma sessão quinzenal de Terapia Ocupacional.

“Esta é mais uma iniciativa com que procuramos contribuir para uma maior inclusão de todas as pessoas e sensibilizar para as necessidades de grupos específicos das nossas comunidades. É claro que ainda há um caminho a percorrer, mas este pode ser um ponto de partida para questões que atualmente ainda não são muito faladas, como é o caso das necessidades específicas de pessoas com PEA, as quais, segundo os estudos apontam, continuarão a ser cada vez mais”, explica Sandra Monteiro, porta-voz da Ingka Centres Portugal, proprietária do MAR Shopping Algarve e do MAR Shopping Matosinhos.

“A casa pode, e deve, ser o nosso local de refúgio, conforto e segurança. Percebemos, também, que nos pode trazer tranquilidade e bem-estar, tanto físico, como mental e emocional. Foi, por isso, um prazer pensar uma solução para pessoas que têm necessidades particulares, provando que, com os produtos regulares da nossa gama, é possível criar soluções funcionais, relevantes e sempre muito acessíveis, independentemente da condição de cada pessoa”, afirma Cátia Carvalho, Home Furnishing & Retail Design Manager da IKEA.

Agenda “Casa Adaptada”

01 a 16 de abril

Exposição protótipos quartos adaptados

Piso 0, MAR Shopping Algarve

Piso 1, MAR Shopping Matosinhos

MAR Shopping Algarve

Dias 1, 2, 15 e 16 de abril

Ações de sensibilização e informação de adaptações a meio habitacional | 14h00 – 20h00

Talk “Relevância da adaptação dos meios habitacionais e aprendizagem – promoção e otimização do desenvolvimento” para profissionais | 17h00

Talk “Relevância da adaptação dos meios habitacionais e aprendizagem – promoção e otimização do desenvolvimento” para público em geral | 18h00

MAR Shopping Matosinhos

Ações de sensibilização e informação de adaptações a meio habitacional

Dias 1, 2 e 8 de abril | 14h00 – 20h00

Dias 3 e 10 de abril | 19h30 – 21h00

Dias 5 e 12 de abril | 10h00 – 13h00 e 18h30 – 21h00

Dias 1, 2 e 8 de abril

Talk “Relevância da adaptação dos meios habitacionais e aprendizagem – promoção e otimização do desenvolvimento” para profissionais | 17h00

Talk “Relevância da adaptação dos meios habitacionais e aprendizagem – promoção e otimização do desenvolvimento” para público em geral | 18h00

Horários e outras informações podem ser consultados em www.marshopping.com.

Imagem: IC.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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