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Mariana Arroja lança o seu primeiro EP “Alma Perfumada”

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Depois do sucesso do documentário, galardoado internacionalmente, “A Calçada portuguesa conhece-te”, que saiu no passado ano, acompanhado do single “Pedras da Calçada”, Mariana Arroja lança agora o seu primeiro EP, “Alma Perfumada”, em Los Angeles, no “2220 Arts”. O EP é o resultado da parceria artística com a poetisa Maria de Fátima Martins, e dá continuidade à temática da preservação e homenagem às artes e ofícios em extinção, mas também à mulher.

 A colaboração com Maria de Fátima Martins começou em 2019 quando a mãe de Mariana Arroja inesperadamente lhe dedicou um poema de uma amiga. Essa amiga, Maria de Fátima, descobrira a sua vocação para a escrita já depois da reforma, nos seus 70 anos, mas Mariana, ainda sem conhecer o autor do poema, ouviu imediatamente a música na sua cabeça. Hoje em dia, a colaboração de ambas na escrita de canções é como um encontro de gerações através da música. Esse foi o poema deu origem ao primeiro tema do EP, “Alma Perfumada”.

“O poema Alma Perfumada é um enigma, na minha visão é um espírito livre que se move com a natureza sendo sempre verdadeiro a si mesmo. O vídeo, conta com a interpretação brilhante da Vânia Canhango e foca-se na beleza feminina e do seu poder. O elemento água está presente devido à sua semelhança com a mulher: da água surge a vida assim como através da mulher nasce a vida. Fi-lo a pensar na mulher, especialmente na minha mãe, a quem o dedico.” Explica a autora, Mariana Arroja. 

“Reencontro”, o tema de trabalho deste EP, é talvez a mais simples das três músicas. Uma história de amor. O fruto típico da relação de escrita das autoras, como conta Mariana: “É uma história de amor. Mas na minha visão, pode ser também um reencontro com nós mesmos. Ainda assim, dedico-o à escritora Maria de Fátima Martins, pois sem ela este projeto não teria sido iniciado.”

Na senda do trabalho que vem sendo desenvolvido pela artista, de ativismo na preservação e memória de ofícios quase esquecidos e ostracizados, e que a tem popularizado, surge, também neste EP, a temática de uma nobre profissão, tipicamente Portuguesa: “O Amolador”. Mariana Arroja justifica a inspiração com um fascínio de infância:  “Quando era criança havia sempre um assobio que pairava todos os domingos. Lembro-me de ficar à janela a ouvir o assobio e a imaginar todo um mundo de fantasia e magia. Nunca me preocupei em perguntar o que era.” A canção retrata um primeiro encontro com o Amolador, e o enfrentar de uma realidade inesperada, ao mesmo tempo que descreve a vida de um Amolador.

Mariana Arroja é conhecida, não só como autora e intérprete, mas também pela componente visual dos seus projetos. Produtora e roteirista premiada (pelo documentário “A Calçada Portuguesa conhece-te” em 2022), não quis deixar de marcar este seu novo trabalho com um registo em vídeo.

“Fiquei muito interessada nesta profissão, também em extinção, e quis filmar o dia a dia do Sr. José António da Silva. E também falar da simbologia desta profissão dentro de uma sociedade que se tornou consumista e descarta tudo ao mínimo dano. Esse vídeo é dedicado a todos os Amoladores de Portugal.”

Neste EP, a filmagem dos videoclipes é de António Barbot. Toda a produção e conceitos dos vídeos são de Mariana Arroja.

O EP foi apresentado ao vivo no palco do “2220 Arts“, em Los Angeles, onde Mariana atualmente habita, estuda e trabalha em música. O concerto intitulado “A Night in Portugal“, teve a participação da harpista belga Pia Salvia, com quem Mariana tem dado continuidade ao seu projeto “Fado Harpa” em Los Angeles, bem como de Mika Mutti e Richard Miller. A anteceder o concerto houve uma projeção do documentário “A Calçada Portuguesa conhece-te”, da autoria de Mariana, que em 2022, ganhou o prémio Bronze para “melhor documentário” nos “Independent short awards“, também em Los Angeles.

Imagem: DR.

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa

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A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com

A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.

Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.

Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.

Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.

Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.

Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.

A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.

“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.

A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.

Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.

“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.

Ígor Lopes

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