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Investigadora da Universidade do Minho distinguida com bolsa da Fundação ”la Caixa”

Cristina Cunha, do ICVS, recebe 500 mil euros até 2025 para perceber como o fungo Aspergillus pode atacar doentes com imunidade reduzida

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Cristina Cunha, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho (UMinho), foi premiada com uma bolsa de 500 mil euros no “Concurso CaixaResearch de Investigação em Saúde 2022”, da Fundação ”la Caixa”. A investigadora vai dedicar os próximos três anos a compreender como o fungo Aspergillus pode atacar doentes com imunidade reduzida e causar doença pulmonar severa associada com taxas de mortalidade elevadas. Os resultados do trabalho vão ajudar na prevenção, no diagnóstico e no tratamento desta grave complicação e no prognóstico dos doentes.

O fungo Aspergillus transmite-se pelo ar, mas para a maioria das pessoas saudáveis, não traz problemas. No entanto, quem tem o sistema imunitário sensível – porque recebeu transplante, tem um tumor, está em terapia intensiva ou tem COVID-19 – pode desenvolver aspergilose pulmonar invasiva, que, sem tratamento rápido, pode ser fatal. A cada ano, globalmente, há 30 milhões de pessoas em risco de desenvolver essa infeção e 300.000 novos casos diagnosticados.

Apesar dos recentes avanços, o diagnóstico e o tratamento desta infeção são um sério desafio médico. Como é que só certas pessoas têm aspergilose, nomeadamente, as de imunidade reduzida? Cristina Cunha vai, assim, estudar fatores específicos que alteram o equilíbrio da comunidade de microrganismos que habita os pulmões desses doentes e pormenorizar como o fungo ataca. “As infeções fúngicas oportunistas são um problema crescente e com taxas de mortalidade associadas superiores a 30%, logo torna-se muito relevante estudar esta área na tentativa de identificar alternativas terapêuticas”, realça a cientista.

Cristina Cunha nasceu e vive em Braga. É licenciada em Biologia pela UMinho, doutorada em Biologia e Medicina Experimental pela Universidade de Perugia (Itália) e pós-doutorada pela UMinho. Atualmente, é investigadora auxiliar no ICVS-UMinho, onde pesquisa a genética e a imunologia em doenças infeciosas e inflamatórias. Já obteve bolsas do Institut Mérieux (França), da Gilead Sciences (EUA), da Fundação Bial e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, participando, ainda, noutros 19 projetos como investigadora. Tem uma centena de publicações científicas e sete capítulos de livros, além de dez prémios nacionais e internacionais.

Promovido pela Fundação ”la Caixa”, o concurso que, agora, distinguiu Cristina Cunha é o único do género na investigação biomédica ibérica. Este ano, atribui mais de 23 milhões de euros a 33 projetos, sendo 13 deles em Portugal. A presente edição envolveu 546 candidaturas. Este concurso anual nasceu em 2018 e já atribuiu 95 milhões de euros a 135 projetos de excelência na investigação básica, clínica e translacional na área das neurociências e das doenças cardiovasculares, infeciosas e oncológicas. No último ano, foram distinguidos projetos das equipas de Joana Azeredo (Escola de Engenharia), João Filipe Oliveira (Escola de Medicina) e Pedro Alpuim (Escola de Ciências).

Foto: UMinho.

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“Doing Business Angola 2026” discutiu estratégias para “aproximar investimento, cooperação e desenvolvimento” entre Angola, Portugal e o espaço lusófono

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As instalações do “EPIC SANA Lisboa Hotel”, nas Amoreiras, recebeu, no passado dia 15 de julho, a quarta edição do “Doing Business Angola”, iniciativa promovida pela Forbes África Lusófona e pelo Jornal Económico, que reuniu responsáveis governamentais angolanos, representantes institucionais, empresários, investidores, académicos e organizações internacionais para analisar o ambiente de negócios em Angola, identificar oportunidades de investimento e aprofundar a cooperação económica entre Angola, Portugal e o espaço lusófono.

Ao longo do dia, os vários painéis abordaram temas como o ambiente de negócios em Angola, os programas de privatização, o financiamento da economia, os desafios do setor petrolífero, a evolução do mercado energético, a exploração mineira e o novo enquadramento geopolítico dos recursos naturais, refletindo a aposta da organização em promover uma análise transversal dos principais motores do crescimento económico angolano.

O programa integrou ainda momentos dedicados ao investimento produtivo, à cooperação empresarial e ao fortalecimento das relações económicas entre Angola, Portugal e a comunidade lusófona.

Na sessão de abertura, o fundador do Grupo Media Nove, N’Gunu Tiny, defendeu que o “Doing Business Angola” deixou de ser apenas um encontro empresarial para assumir uma dimensão estratégica de acompanhamento da relação económica entre Angola e Portugal.

“A partir de hoje, o ‘Doing Business Angola’ deixa de ser um encontro empresarial, passa a ser um momento em que todos os anos avaliamos o estado da nossa relação económica, medimos o caminho percorrido e definimos a agenda para o futuro”, argumentou este responsável, que sublinhou que a iniciativa pretende “funcionar como um espaço permanente de reflexão sobre o posicionamento económico dos dois países, transformando o diálogo em investimento e as oportunidades em parcerias estruturantes”, além de “aproximar Angola dos principais centros internacionais de decisão económica, criando pontes entre instituições, investidores e empresas”.

Ao longo da intervenção, N’Gunu Tiny sustentou que Angola entrou numa nova fase da sua evolução económica, marcada pela estabilidade institucional, pela diversificação da economia e pela valorização estratégica dos recursos naturais num contexto internacional profundamente alterado pela transição energética e pelas novas dinâmicas geopolíticas.

“O verdadeiro desafio já não é apenas extrair mais. É transformar melhor. É industrializar. É refinar. É beneficiar localmente. É desenvolver cadeias de valor complexas. É criar conhecimento, formar engenheiros, promover inovação e gerar emprego qualificado para a juventude angolana”, defendeu.
Na sua perspetiva, o futuro económico do país dependerá menos da quantidade de recursos disponíveis e mais da capacidade para lhes acrescentar valor através da indústria, da ciência, da tecnologia e da formação.

“O verdadeiro ativo estratégico de uma nação nunca é apenas a riqueza dos seus recursos. É a capacidade de transformar esses recursos em prosperidade para gerações futuras”, frisou.
De igual modo, o fundador do Grupo Media Nove considerou que as relações diplomáticas entre Angola e Portugal “evoluíram mais depressa do que as relações económicas”, defendendo uma nova etapa assente em projetos concretos e numa agenda estratégica comum.

Para inverter essa realidade, apresentou a proposta de criação de uma “Agenda Portugal-Angola 2035”, estruturada em torno de cinco prioridades: um Conselho Estratégico Económico permanente, um fórum lusófono de crescimento, um mercado lusófono de capitais, um programa de mobilidade empresarial e o desenvolvimento de cadeias industriais comuns.

“O verdadeiro desafio já não é fazer negócios entre Portugal e Angola. O verdadeiro desafio é usar Portugal e Angola para criar empresas globais, conquistar novos mercados e construir uma das mais relevantes plataformas económicas do nosso espaço atlântico”, vincou.

Funcex destaca Angola como parceiro estratégico no espaço lusófono

Presente no evento, o presidente da Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Funcex), com sede no Brasil e escritório em Portugal, através da Funcex Europa, Antonio Carlos da Silveira Pinheiro, enquadrou a iniciativa como um “exemplo da evolução da cooperação económica no espaço lusófono”, defendendo que a relação entre Angola e os restantes países da CPLP deve assentar cada vez mais na “execução de projetos concretos e não apenas na discussão de intenções”.
Na sua opinião, Angola ocupa atualmente uma posição estratégica dentro da comunidade lusófona, realçando o papel que cada país pode desempenhar na construção de uma plataforma económica comum, até porque a diversidade económica dos Estados-membros constitui uma vantagem competitiva para toda a comunidade lusófona.

“Angola é muito importante, não só para a Fundação, ela é importante para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, disse, acrescentando que “destaca-se, evidentemente, o Brasil, destaca-se Portugal como global gateway para a Europa”, que assumem especial relevância, sobretudo, Angola, Moçambique e Guiné Equatorial, por meio dos “produtores de petróleo e de mineração”.
Antpnio Carlos da Silveira Pinheiro considerou também que uma das principais mensagens deixadas durante o encontro foi a necessidade de transformar o diálogo institucional em resultados concretos para os investidores e para o desenvolvimento econômico.

“Ficou muito claro, e se repete aquilo que deve acontecer, que é a busca do final, a busca da conclusão, a busca da saída da intenção para a execução, a ação finalista”, afirmou o presidente da Funcex, que destacou ainda a intervenção do ministro angolano dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, considerando particularmente significativa a visão apresentada relativamente ao posicionamento internacional de Angola.

“Impressionou-me bastante a fala do ministro quando ele diz: ‘Não queremos ajuda’. Isso não é soberba, isso é execução, isso é gestão. Ninguém quer ajuda, a gente quer compartilhar para chegar ao êxito e ao final”, concluiu.

A quarta edição do “Doing Business Angola” voltou a afirmar-se como uma das principais plataformas de reflexão econômica dedicadas a Angola fora do continente africano, aproximando decisores políticos, investidores, empresas e instituições num momento em que a cooperação econômica, a industrialização e a valorização dos recursos naturais assumem um papel central na estratégia de desenvolvimento do país.

Ígor Lopes

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Universidade de Coimbra lidera projeto financiado com dois milhões de euros para reforçar a inovação e o empreendedorismo no ensino superior

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A Universidade de Coimbra (UC) lidera o projeto EC2U ELEVATE – Aprendizagem em Empreendedorismo, Educação e Criação de Valor através das Tecnologias e dos Ecossistemas, uma das iniciativas selecionadas para financiamento pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT) no âmbito da EIT Higher Education Initiative.

Financiado com 1 999 903 de euros, o projeto vai decorrer no âmbito da aliança europeia EC2U – Campus Europeu de Cidades Universitárias, integrada pela UC e por mais oito universidades europeias: a Universidade Friedrich Schiller de Jena (Alemanha), a Universidade Alexandru Ioan Cuza de Iasi (Roménia), a Universidade de Salamanca (Espanha), a Universidade de Pavia (Itália),  a Universidade Johannes Kepler de Linz (Áustria),  a Universidade de Umeå (Suécia), a Universidade de Poitiers (França) e a Universidade de Turku (Finlândia). O projeto EC2U ELEVATE integra ainda o Instituto Pedro Nunes e a OXENTIA, consultora de inovação e tecnologia sediada no Reino Unido.

O EC2U ELEVATE pretende aproximar as universidades do ecossistema europeu de inovação, promovendo novas formas de colaboração entre estudantes, investigadores, docentes, empresas, cidades e organizações da sociedade civil. A iniciativa visa contribuir para reforçar a cultura de inovação nas instituições participantes, estimular a criação de soluções para responder a desafios societais e aumentar a transferência de conhecimento para a economia e para a sociedade.

“Este novo projeto contribuirá para consolidar a capacidade da Universidade de Coimbra e das universidades parceiras da EC2U em fornecer às suas comunidades competências empreendedoras, apoiar a valorização do conhecimento científico, através da criação de empresas de base científica e tecnológica, fomentar uma maior colaboração interdisciplinar e internacional, e aproximar as instituições de ensino superior das empresas e da sociedade. Para isso, o projeto intervém ao nível da governação institucional, nos currículos e nos processos de valorização da investigação”, destaca a Pró-Reitora da UC para o Empreendedorismo, Gabriela Fernandes.  

Ao longo dos próximos dois anos, o projeto vai desenvolver programas de formação em empreendedorismo e inovação, iniciativas de cocriação, ações de capacitação para estudantes, investigadores e docentes, bem como mecanismos de apoio ao desenvolvimento de projetos inovadores e de novas startups.

Entre os objetivos do projeto está também o reforço das ligações entre as universidades europeias e os diferentes ecossistemas regionais de inovação, potenciando o impacto da investigação produzida nas instituições de ensino superior. Apoiado pelo EIT Culture & Creativity, o EC2U ELEVATE estabelece uma ligação entre o modelo de cidades-universidades da EC2U e o ecossistema mais amplo do EIT, incluindo o EIT Urban Mobility e o EIT Health.

O EIT Higher Education Initiative é uma iniciativa do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia que apoia as instituições de ensino superior na criação de ecossistemas de inovação mais fortes, promovendo a cooperação entre universidades, empresas, centros de investigação e autoridades públicas.

De recordar que a aliança EC2U (European Campus of City Universities, em inglês) tem vindo a envolver as comunidades académicas das universidades parceiras, assim como os habitantes das cidades onde estão sediadas, através de uma vasta rede de atividades. Neste contexto, o projeto EC2U ELEVATE tem como principal ambição impulsionar a terceira e quarta missões das universidades EC2U potenciando as capacidades de transferência de conhecimento, inovação, empreendedorismo e serviço à sociedade.

Mais informações sobre a aliança EC2U estão disponíveis em https://ec2u.eu/

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Espanha conquista segundo Mundial ao vencer Argentina no prolongamento

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A Espanha conquistou, no domingo, 19 de julho, o segundo título mundial da sua história, ao derrotar a Argentina por 1-0, após prolongamento, na final do Campeonato do Mundo de futebol de 2026. Disputado no Estádio Nova Iorque/Nova Jérsia, em East Rutherford, nos Estados Unidos, o encontro foi decidido por Ferran Torres, lançado no decorrer da partida pelo selecionador Luis de la Fuente.

O golo surgiu aos 106 minutos. Pedro Porro cruzou do lado direito, Nico Williams ganhou a bola de cabeça e Ferran Torres rematou de primeira, sem dar possibilidade de defesa a Emiliano Martínez. A Argentina disputava o prolongamento com dez jogadores, depois de Enzo Fernández ter recebido o segundo cartão amarelo nos descontos do tempo regulamentar. A equipa espanhola controlou a posse de bola e criou mais oportunidades, mas encontrou resistência no guarda-redes argentino até ao lance que definiu o título.

Este foi apenas o segundo confronto entre Espanha e Argentina na história do Campeonato do Mundo. O primeiro ocorreu na fase de grupos da edição de 1966, disputada em Inglaterra, quando a seleção argentina venceu por 2-1. Sessenta anos depois, as duas equipas voltaram a encontrar-se na competição, desta vez na final, com a Espanha a equilibrar o histórico mundialista entre ambas.

O desfecho repetiu o resultado da final de 2010, quando a Espanha venceu os Países Baixos por 1-0, também no prolongamento. Há 16 anos, Andrés Iniesta marcou o golo que entregou o primeiro título mundial à seleção espanhola. Com a conquista de 2026, a Espanha igualou Uruguai e França, ambos com dois títulos, e passou a ocupar o quinto lugar no historial da competição, liderado pelo Brasil, com cinco.

A equipa de Luis de la Fuente terminou a prova sem derrotas e sofreu apenas um golo em oito encontros. A campanha começou com um empate sem golos diante de Cabo Verde, num jogo em que o guarda-redes Vozinha travou o ataque espanhol. Seguiram-se as vitórias sobre a Arábia Saudita, por 4-0, e o Uruguai, por 1-0, resultados que garantiram o primeiro lugar no Grupo H.

Na fase a eliminar, a Espanha venceu a Áustria por 3-0 nos 16 avos de final e afastou Portugal nos oitavos, por 1-0, com um golo de Mikel Merino nos descontos. Nos quartos de final, superou a Bélgica por 2-1, antes de derrotar a França por 2-0 nas meias-finais. Na decisão, voltou a manter a baliza sem golos e encerrou a competição com 14 golos marcados e apenas um sofrido.

A conquista juntou o Mundial de 2026 ao Campeonato da Europa de 2024, colocando a seleção masculina espanhola na posse dos dois principais títulos internacionais. A Espanha tornou-se ainda a primeira federação a deter simultaneamente os Mundiais masculino e feminino, depois do triunfo da seleção feminina em 2023. Unai Simón terminou o torneio com sete jogos sem sofrer golos, enquanto Luis de la Fuente, aos 65 anos, passou a ser o treinador mais velho a conquistar um Mundial.

A Argentina chegou à final como campeã em título e procurava repetir a conquista alcançada no Qatar, em 2022. A seleção orientada por Lionel Scaloni entrou na decisão depois de sete vitórias, com 19 golos marcados. No percurso, eliminou Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra, mas não conseguiu superar a organização defensiva espanhola. Com a derrota, manteve os três títulos conquistados em 1978, 1986 e 2022 e somou a quarta final perdida, depois de 1930, 1990 e 2014.

A 23.ª edição do Campeonato do Mundo realizou-se entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. Pela primeira vez, três países organizaram conjuntamente a competição, que também estreou o formato com 48 seleções, distribuídas por 12 grupos. Foram realizados 104 encontros em 16 cidades, 11 norte-americanas, três mexicanas e duas canadianas. O jogo inaugural decorreu na Cidade do México e a final teve lugar em East Rutherford, no estado norte-americano de Nova Jérsia.

Entre os países lusófonos, o Brasil avançou até aos oitavos de final. A seleção orientada por Carlo Ancelotti empatou com Marrocos por 1-1 e venceu Haiti e Escócia por 3-0 na fase de grupos. Nos 16 avos de final, derrotou o Japão por 2-1, com Gabriel Martinelli a marcar o golo da vitória nos descontos. O percurso terminou diante da Noruega, com uma derrota por 2-1, naquela que foi a eliminação mais precoce do Brasil desde o Mundial de 1990.

Portugal também chegou aos oitavos de final. A seleção portuguesa empatou com a República Democrática do Congo, por 1-1, venceu o Uzbequistão por 5-0 e terminou a fase de grupos com um empate sem golos frente à Colômbia. Depois de afastar a Croácia por 2-1 nos 16 avos de final, Portugal perdeu com a futura campeã Espanha por 1-0. Cristiano Ronaldo disputou o sexto Mundial da carreira e marcou dois golos diante do Uzbequistão, tornando-se o primeiro jogador a marcar em seis edições da competição.

Cabo Verde encerrou a estreia num Campeonato do Mundo com a passagem à fase a eliminar. A seleção orientada por Bubista não perdeu na fase de grupos, após empates com Espanha, por 0-0, Uruguai, por 2-2, e Arábia Saudita, por 0-0. Nos 16 avos de final, os cabo-verdianos obrigaram a Argentina a disputar 120 minutos, mas foram eliminados por 3-2. Deroy Duarte e Sidny Lopes Cabral marcaram os golos de Cabo Verde, que chegou a restabelecer a igualdade por duas vezes antes de um autogolo de Diney Borges decidir o encontro.

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