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Diretor do Departamento de Educação da Autarquia da Maia, CDI e Synopsys entregam Kits “Eletronics for All” a alunos da Escola Secundária da Maia

Iniciativa faz parte do programa Apps for Good que vai distribuir kits a mais de 10 escolas do Distrito do Porto

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Esta quinta-feira, 5 equipas de alunos da Escola Secundária da Maia receberam, das mãos de Júlio Guimarães –  Diretor do Departamento de Educação em representação da Vereadora da Educação da Câmara Municipal da Maia, João Baracho – Diretor Executivo do CDI Portugal e Célio Albuquerque – Vice-Presidente de Engenharia da Synopsys – os seus kits de eletrónica que lhes permitirão desenvolver melhor as suas propostas tecnológicas e eletrónicas no programa Apps For Good, na Categoria Eletronics for All.

O programa Apps for Good  (AFG) em Portugal comemora a sua 10ª Edição em  2024 e, para assinalar a ocasião, criou uma nova categoria de competição em conjunto com a Synopsys – a “Eletronics for All”. Este é um programa educativo tecnológico inovador desenvolvido pelo CDI em parceria com o Ministério da Educação, que desafia alunos do 5º ao 12º ano, e professores – de escolas públicas e privadas – para, em equipa, e durante um ano letivo, experienciarem o ciclo de desenvolvimento de um produto e criarem aplicações para smartphone ou tablets, mostrando-lhes o potencial da tecnologia na transformação do mundo e das comunidades onde se inserem.

Esta nova categoria procura estimular o desenvolvimento de soluções tecnológicas na área da eletrónica, numa altura em que esta indústria está em franco desenvolvimento.  A fim de desafiar estes alunos, o Apps for Good e a Synopsys estão a oferecer a 30 equipas de alunos 30 kits com componentes elétricos e eletrónicos para estes poderem desenvolver melhor as suas propostas tecnológicas e eletrónicas. Nesta categoria, participam equipas de alunos do ensino secundário, – algumas compostas exclusivamente por raparigas, – provenientes de 20 escolas de todo o país.  No total são 24 professores e 105 alunos, de entre os quais, 24 são raparigas. Só no Distrito do Porto existem 12 escolas a concurso, num total de 30 equipas.

Os projetos apresentados visam responder a necessidades reais identificadas pelos alunos no seu contexto escolar e abordam problemáticas como “sistemas de automação para reduzir o consumo de energia nas escolas”, “dispositivos que integram sensores que registam a qualidade do ar, através de aplicações” e até “automóveis elétricos revestidos com painéis solares para aumentar a autonomia do veículo”. Os kits são compostos por uma variedade de 37 sensores e de módulos de base, os entre os quais o Módulo de Som Ativo, o Módulo de Relé 5V, o Módulo de Temperatura e Humidade, que permitirão às equipas desenvolver projetos mais interativos e sensoriais.

Segundo João Baracho, Chief Executive Officer do CDI Portugal, “é extraordinário poder testemunhar o progresso do Apps for Good ao longo dos últimos 10 anos e as oportunidades que tem vindo a proporcionar a tantos alunos em Portugal desde a implementação da primeira solução tecnológica até à criação desta nova categoria do programa, a ‘Eletronics for All’. Esta novidade, em parceria com a Synopsys, surge da nossa maior máxima de querer “ir mais além” e de poder oferecer aos jovens dos dias de hoje ferramentas úteis para o seu futuro, algo que nos caracteriza desde a fundação do CDI e do Apps for Good Portugal”.

Para Célio Albuquerque, Vice-Presidente de Engenharia da Synopsys, “o nosso compromisso para com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU nos dias de hoje passa por estar na vanguarda na área da tecnologia e da eletrónica, um setor que, atualmente, apresenta um progresso exponencial, e também por contribuir ativamente para o crescimento daqueles que serão o nosso futuro: os jovens. Poder ser parte integrante deste processo e disponibilizar as ferramentas e os métodos necessários para o seu desenvolvimento é um orgulho enorme para nós e significa garantir um “amanhã” informado e consciente”.

A Synopsys, um dos principais parceiros da 10ª Edição do Apps for Good, assume um papel na nova era tecnológica através do fornecimento de soluções avançadas para o design, validação e teste de chips, assim como na garantia da segurança e qualidade do software. Enquanto parceira do programa, a Synopsys irá orientar os alunos do AFG na utilização da eletrónica e na forma como pode ser aproveitada no desenvolvimento das suas soluções tecnológicas.

Foto: DR.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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