Atualidade
CIM Alto Minho promove seminário sobre “Igualdade e Interculturalidade – Alto Minho, um território acolhedor” em Viana do Castelo
A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) realizou, no passado dia 18 de dezembro, um seminário na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo sobre “Igualdade e Interculturalidade – Alto Minho, um território acolhedor”. A iniciativa pretendeu assinalar também o Dia Internacional dos Migrantes, celebrado a 18 de dezembro pelas Nações Unidas.
Na sessão de abertura, o presidente da CIM Alto Minho, Manoel Batista, abordou os desafios enfrentados pelos Nacionais de Países Terceiros (NPT), realçando a importância do projeto AMAM – Rede de Apoio a Migrantes no Alto Minho, desenvolvido em conjunto com os municípios, para dar resposta ao fenómeno da migração e promover um acolhimento e integração mais eficazes destes cidadãos.
Segundo Manoel Batista, este projeto constituiu uma oportunidade para implementar novos modelos de atuação e potenciar o desenvolvimento humano e económico no território. Sublinhou que a rede intermunicipal de apoio a migrantes não constitui um fim em si mesma, mas o início de uma nova dinâmica, alinhada com propostas integradas para o horizonte 2030, visando boas práticas colaborativas e inclusivas.
O seminário contou, também, com a participação de diversos especialistas que abordaram diferentes temáticas relacionadas com o acolhimento e integração de migrantes. Destacaram-se as intervenções de Ana Monteiro e Ana Couteiro, da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que falaram sobre o papel desta nova agência no acolhimento de migrantes, destacando a melhoria nos serviços de maior proximidade com os cidadãos migrantes, destinadas a um melhor acompanhamento e integração deste público específico.
Sandra Araújo, coordenadora da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza, centrou a sua intervenção na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, um documento com metas bem definidas e assente em seis eixos de intervenção: reduzir a pobreza nas crianças, jovens e suas famílias; promover a integração plena dos jovens adultos na sociedade; potenciar o emprego e a qualificação como fatores de eliminação da pobreza; reforço das políticas públicas de inclusão social; assegurar a coesão territorial e o desenvolvimento local; e fazer do combate à pobreza um desígnio nacional.
Por seu turno, Helena Loureiro, representante Regional do Programa Inovação Social 2030 e moderadora de um dos painéis do seminário, apelou aos presentes para a oportunidade que se encontra aberta no âmbito do aviso de concurso NORTE2030-2023-2 “Parcerias para a Inovação Social”, do Programa Operacional Regional do Norte 2021-2027, cujo prazo de apresentação de candidaturas foi estendido até 31 de janeiro de 2024. Este aviso visa apoiar iniciativas de Inovação e Empreendedorismo Social (IIES) que tenham um elevado potencial de impacto no desenvolvimento de competências em crianças e jovens.
Participaram, ainda, Carlota Borges, vereadora da CM Viana do Castelo; Maria José Casa-Nova, perita e docente na Universidade do Minho; Maria de Jesus Barros, diretora do Centro de Emprego do Alto Minho; Manuel Antunes Cunha, docente Universidade Católica Portuguesa de Braga; e Isabel Silva, cofundadora da MEERU/ Abrir Caminho.
O seminário “Igualdade e Interculturalidade – Alto Minho, um território acolhedor” marcou o encerramento do projeto AMAM – Rede de Apoio a Migrantes no Alto Minho, financiado pelo Programa FAMI – Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração, proporcionando uma reflexão profunda sobre a importância da igualdade, interculturalidade e acolhimento no Alto Minho, e reforçando o compromisso da região em promover uma sociedade inclusiva e diversificada.
Foto: CIM-AM.
Atualidade
Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração
O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.
Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.
O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.
A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.
A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.
Ígor Lopes
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
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