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Catarina Martins, Ilda Figueiredo, Isabel Menéres, Lídia Pereira e Maria de Belém discutem “O papel da mulher na democracia”

Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril em Barcelos

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“O papel da mulher na democracia” é o tema da 3ª Tertúlia do programa das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril promovido pelo Município de Barcelos. O evento realiza-se na próxima sexta-feira, dia 15 de março, pelas 21h15, no Auditório Engº António Tavares, no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave – IPCA.

A Tertúlia, que vai ser moderada pela Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, terá cinco mulheres convidadas: Catarina Martins (Bloco de Esquerda); Ilda Figueiredo (PCP); Isabel Menéres (CDS-PP); Lídia Pereira (PSD) e Maria de Belém (PS).

A programação das Comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, que o Município de Barcelos está a promover ao longo de todo o ano, é muito diversificada e direcionada a todas as faixas etárias. Inclui um Ciclo de Tertúlias e Conferências, nas quais serão discutidos os mais diversos assuntos relacionados com a Revolução. Além das tertúlias e conferências, serão apresentadas diversas publicações, casos do livro “Barcelos e o 25 de abril de 1974 – a Administração Local e a Sociedade (1960 – 1989)”, da autoria do historiador barcelense, Dr. Victor Pinho; uma publicação com a identificação de todos os participantes da Assembleia Municipal desde o 25 de Abril, (edição da Assembleia Municipal de Barcelos); e o lançamento do livro “Herdeiro do Cravo”, de Francisco Duarte Mangas.

A música também tem uma programação intensa e diversificada, com concertos musicais de Sérgio Godinho, Fernando Tordo, Luca Argel, Anónimos de Abril, e ainda os concertos “Que força é essa – a Força da Música de Barcelos”, Concerto Mil Vozes a Cantar Abril, a “Ópera – Pequena História de um Povo com Memória” e no encerramento das comemorações um concerto de Música Clássica.

Estão também agendados dois cortejos que mobilizarão a comunidade barcelense, concretamente o Desfile das escolas do concelho de Barcelos e o Desfile “Recriação Histórica, com grupos de teatro do concelho, havendo também peças de Teatro, poesia, cinema e concursos literários.

Quem é quem na tertúlia de sexta-feira

Catarina Martins é Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, possui o mestrado em Linguística e a frequência de doutoramento em Didática das Línguas. Participa, desde a juventude, em diversos movimentos cívicos e políticos. No liceu, junta-se à luta contra a Prova Geral de Acesso e, mais tarde, em Coimbra, onde estuda Direito, participa nos movimentos contra as propinas na universidade. O seu percurso leva-a ao envolvimento em movimentos culturais: é cofundadora, em 1994, da Companhia de Teatro de Visões Úteis e foi dirigente do CITAC e da Plateia (Associação de Profissionais das Artes Cénicas).

Eleita deputada à Assembleia da República pela primeira vez em 2009, tendo sido reeleita em 2011 e 2015. Adere ao Bloco de Esquerda e integra a sua direção de 2010 a 2014. Em 2023, não se candidatou a novo mandato como coordenadora do BE, e concretizou o pedido de renúncia ao mandato parlamentar”.

Ilda Figueiredo é Economista, professora e política portuguesa. Possui o Curso do Magistério Primário e a licenciatura em Economia, pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Técnica superior sindical, no Sindicato Têxtil do Porto, integrou, mais tarde, a USP/CGTP-IN. Enquanto professora, lecionou no ensino primário, secundário e ensino superior, no Instituto Superior Jean Piaget, em Vila Nova de Gaia.

Entre 1979 e 1991, foi deputada à Assembleia da República, eleita pelo PCP. Foi vereadora na Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e desempenhou funções autárquicas, na Câmara Municipal do Porto, e foi vereadora na Câmara Municipal de Viana do Castelo. Foi eleita para o Parlamento Europeu, renunciando ao mandato de eurodeputada em 2012.  É Presidente da Direção Nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação desde 2011 e colaboradora regular em diversos órgãos de comunicação social. Recebeu as condecorações de Comendadora da Ordem do Mérito de Itália e a Medalha de Mérito, classe Ouro, do Município de Vila Nova de Gaia.

Isabel Menéres Campos vive no Porto, tem 51 anos e um filho. Licenciou-se em Direito, pela Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Em 2000, obteve o grau de Mestre em Direito, pela Faculdade de Direito de Coimbra, na área das Ciências Jurídico-Civilísticas. Posteriormente, em 2010, concluiu o Doutoramento em Direito na mesma Universidade e área de especialização. É advogada e Professora Auxiliar na Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto, sendo docente há cerca de 28 anos, tendo, anteriormente, lecionado na Escola de Direito da Universidade do Minho. Foi Vice-Presidente do Conselho de Deontologia da Ordem dos Advogados. A sua atividade política iniciou-se em 2016, período no qual ingressou no CDS-PP e na Comissão Política do Porto, desse mesmo partido. Entre 2018 e 2022, foi Presidente da Comissão Política do CDS do Porto. Integra desde 2022 a Comissão Política Nacional do mesmo partido. Desde 2021 que é deputada municipal na Assembleia Municipal do Porto, eleita pelo grupo municipal Rui Moreira ‘Aqui Há Porto’, ocupando o cargo de Primeira Secretária da Mesa da Assembleia Municipal. Autora de diversas publicações académicas, tem dois livros jurídicos publicados e inúmeros artigos em revistas jurídicas nacionais e internacionais. É colaboradora regular no Jornal Observador, publicando artigos de opinião. É DJ amadora e adora cozinhar para a família e para os amigos”.

Lídia Pereira é licenciada em Economia, pela Universidade de Coimbra e mestre em Estudos Económicos Europeus, pelo Colégio da Europa. Economista e política portuguesa do Partido Social Democrata, é deputada ao Parlamento Europeu, desde 2019, e presidente da Juventude do Partido Popular Europeu (EPP). Desde que ingressou no Parlamento Europeu, tem desempenhado as funções de vice-coordenadora do seu grupo parlamentar na Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e membro da Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar. Em 2020, juntou-se ao Subcomité de Assuntos Tributários. Integra o Intergrupo do Parlamento Europeu para os Mares, Rios, Ilhas e Zonas Costeiras”.

Maria de Belém é Jurista e política portuguesa. Licenciada em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, foi técnica superior do Ministério do Trabalho, na Direção-Geral da Previdência, tendo-se aposentado com a categoria de assessora principal do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social. Após o 25 de Abril de 1974, integrou, como adjunta, o gabinete da Secretária de Estado da Segurança Social, Maria de Lourdes Pintasilgo, logo no I Governo Provisório. Chefe de gabinete do Ministro da Saúde do Bloco Central, vice-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, administradora-delegada do Centro Regional de Lisboa do Instituto Português de Oncologia e administradora da Teledifusão de Macau.

Ministra da Saúde do XIII Governo Constitucional, Ministra para a Igualdade no XIV Governo Constitucional e vice-presidente e presidente da Assembleia-Geral da Organização Mundial de Saúde. Deputada da Assembleia da República, consultora da empresa Espírito Santo Saúde e presidente da comissão parlamentar de Inquérito ao Processo de Nacionalização, Gestão e Alienação do Banco Português de Negócios. Foi eleita presidente do PS. Participou na fundação de diversas instituições particulares de solidariedade social, desempenhou os cargos de presidente e foi membro de variadas instituições. Comentadora regular na SIC Notícias, no programa Frente-a-Frente e comentadora com presença semanal na CMTV. Membro do Conselho das Antigas Ordens Militares. Foi agraciada com o Prémio Feminina de Honra 2014 e a Grã-Cruz da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Maria José Fernandes, é Doutorada em Ciências Empresarias pela Universidade de Santiago de Compostela, ramo de Contabilidade, e Agregada em Gestão, pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade Técnica de Lisboa.

Presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), professora coordenadora principal da Escola Superior de Gestão do IPCA, onde leciona unidades curriculares na área da Contabilidade Pública aos níveis de graduação e pós-graduação.

Foi diretora do Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade da Escola Superior de Gestão do IPCA (2008 a 2017).

É autora de diversas publicações nacionais e internacionais em revistas científicas e de trabalhos de investigação académica, apresentados em vários congressos nacionais e internacionais.

Imagem: CMB.

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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