Atualidade
Cascais: Apreensão de Armas e Munições
Mais ocorrências
O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da Divisão Policial de Cascais, no dia 30 de novembro, pelas 07h00, no Bairro da Torre, em Cascais, deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão para uma arrecadação situada no exterior de um prédio.
Em resultado da diligência, os Polícias procederam à apreensão do seguinte: 1 pistola STARTER, de marca EM-GE, modelo 60, calibre 6mm; 1 coldre, próprio para acondicionar arma de fogo; 1 arma de ar comprimido, bem como 2 caixas metálicas contendo um número indeterminado de projéteis de calibre 4.5mm; 1 caixa em plástico, contendo no seu interior 74 munições de calibre .22mm; 1 caixa em plástico, contendo no seu interior 50 munições de calibre .22mm; e 1 caixa em plástico, contendo no seu interior 21 munições de calibre .22mm.
De referir, ainda, que a referida arrecadação estaria a ser utilizada por desconhecidos para a guarda de armas, munições e produtos estupefacientes, sendo que está em investigação no âmbito de inquérito, no DIAP do Tribunal de Lisboa Oeste – Cascais.
Mais ocorrências
A Divisão de Segurança Aeroportuária, nos dias 29 e 30 de novembro, procedeu à detenção de dois, homens com 54 e 29 anos, respetivamente, por serem suspeitos da prática do crime de posse de arma proibida.
Os suspeitos, passageiros de voos, foram abordados pelos Polícias depois de, no rastreio de bagagem de cabine, se aperceberem de poder existir objetos proibidos.
Aquando das abordagens foi possível apreender o seguinte item: Duas armas brancas dissimuladas – Cardsharp.
Questionados sobre a posse das referidas armas, ambos declararam serem suas.
Aos suspeitos foi dada voz de detenção, constituídos arguidos, tendo sido prestado termo de identidade e residência. Confrontados com a possibilidade da suspensão provisória do processo, mediante o pagamento de 1 unidade de conta no valor de 102 euros, os suspeitos concordaram efetuar o pagamento do respetivo montante, a qual por sua opção vai reverter a favor da Instituição “ASSOCIAÇÃO CASA NOVA”.
No dia 29 de novembro, procedeu à detenção de um homem, de 46 anos de idade, por ser suspeito da prática do crime de ato ilícito a bordo de aeronave.
À chegada dos Polícias, o suspeito estava ainda dentro da aeronave e já se encontrava imobilizado com as mãos atrás das costas. De cordo com o apurado, o passageiro durante o voo não respeitou as instruções da tripulação e praticou violência verbal, ameaça e coação para com a tripulação da aeronave, colocando com a sua conduta em perigo a segurança do voo, dos seus tripulantes e alarmando os restantes passageiros, perturbando o seu normal decorrer, sendo, no destino, entregue nessa condição sob detenção.
O passageiro exalava um forte odor a álcool, e o seu comportamento aparentava estar num estado de embriaguez, havendo ainda registo, segundo report do comandante, de consumo de álcool durante o voo.
O detido foi notificado para comparecer no Campus de Justiça.
No dia 30 de novembro, pelas 18h38, procedeu à detenção de um homem de 35 anos, por ser suspeito da prática do crime de Furto em Estabelecimento Comercial (Lojas Portugal Duty Free).
O suspeito, passageiro de um voo, foi abordado pelos Polícias que perceberam que o mesmo tinha na sua posse uma garrafa de bebida espirituosa e dois perfumes, em caixa, selados.
Indagado, referiu ter-se eximido ao seu pagamento.
Seguiram-se outras diligências porque havia conhecimento de ser suspeito da prática destes factos em momento anterior, vindo a perceber-se que já havia estado no Aeroporto, na qualidade de passageiro, durante a manhã. Na bagagem de porão que havia, entretanto, despachado, estavam também outros artigos produto de furto naquelas mesmas lojas.
Foram apreendidos os seguintes artigos no valor total superior a 6 200,00 Euros: 1 garrafa de bebida espirituosa; 3 polos; 2 iPods; 2 óculos de sol; e 40 frascos de perfume de reconhecidas marcas.
Os artigos foram entregues ao responsável de loja e o passageiro recebeu voz de detenção. Por não ter residência em Portugal e por ser passageiro de voo, recolheu às salas de detenção do COMETLIS para ser presente na Instância Local Criminal de Lisboa – Seção de Pequena Criminalidade | Campus de Justiça.
A Divisão de Segurança a Transportes Públicos, no dia 30 de novembro, pelas 10h20, na freguesia do Rio de Mouro, procedeu à detenção de um homem, com 19 anos, por ser suspeito da prática do crime de posse de arma branca.
Na Estação Ferroviária de Rio de Mouro, os Polícias avistaram o suspeito a sair da zona paga em passo bastante acelerado e, ao se deparar com o dispositivo policial junto das portas de saída, abrandou a sua marcha, tentando desviar a sua direção inicial, demonstrando, de imediato, algum nervosismo e inquietação, motivo esse que levou à sua interceção e abordagem preventiva.
Após a abordagem e questionado o suspeito se teria algo de ilícito na sua posse, o mesmo respondeu que tinha “uma faca” para autodefesa, a qual transportava numa mala.
Efetuada uma revista sumária, veio-se a apurar que tinha na sua posse um punhal.
O detido foi notificado para comparecer no Tribunal Comarca de Sintra.
Foto: PSP.
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
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