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Câmara de Barcelos gere maior orçamento de sempre em 2022

116 milhões de euros

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A Câmara Municipal de Barcelos geriu, ao longo do ano passado, um orçamento de mais de 116 milhões de euros, o maior de sempre das contas municipais. Estes dados foram dados a conhecer, ontem à tarde, em reunião do Executivo camarário, que aprovou submeter o Relatório e Contas de 2022 à apreciação da Assembleia Municipal. 

Da análise ao exercício de gestão do ano passado, sobressai que o Município barcelense obteve uma receita de perto 113 milhões, atingindo um grau de execução de 97%, e uma efetuou uma despesa de mais de 78 milhões de euros, com um grau de execução acima dos 67%.

Em termos comparativos, de 2020 para 2022, as receitas passaram de 77 milhões para 112 milhões e as despesas de 54 milhões para 78 milhões, o que significa que se atingiram os maiores graus de execução dos últimos três anos. As maiores fatias orçamentais couberam ao setor da Educação, que ultrapassa os 17 milhões de euros, e às transferências para as Juntas de Freguesia, num valor de 15 milhões de euros, a que acrescem cerca de 4 milhões já cabimentados no ano passado, e que acabaram por transitar para o corrente ano.

Decompondo a gestão orçamental de 2022, constata-se que as receitas totais atingiram 116 milhões de euros, dos quais 71 milhões são referentes a receitas correntes, 15 milhões são de despesas de capital e 30 milhões são de outras receitas.

Quanto às despesas, 67 milhões são de despesa corrente e perto de 49 milhões de despesa de capital.

No documento aprovado ontem, realça-se que o exercício de 2022 terminou com saldos superiores aos transitados do período anterior, atingindo um saldo global de mais 36 milhões de euros, e destaca-se uma poupança corrente de 19 milhões de euros.

Em termos de funções, as funções sociais assumiram um valor de mais de 38 milhões de euros, enquanto as funções gerais ascenderam a 11 milhões, as funções económicas cifraram-se em quase 8 milhões e para outras funções 13 milhões de euros.

Analisando a função social, que consome 54,34% dos gastos totais, verifica-se que o setor da Educação ultrapassa os 17 milhões de euros, os serviços culturais, desportivos e de lazer ascendem a 8 milhões e a habitação e serviços coletivos ultrapassam os 10 milhões de euros.

Sublinhe-se que, no decorrer do ano passado, a Câmara Municipal transferiu para as Juntas de Freguesia um valor superior a 15 milhões de euros.

Finalmente, um último dado, da gestão de 2022 resulta um resultado positivo de mais de 8 milhões de euros.

Lista completa de deliberações:

PROPOSTA Nº 1. Aprovar a Prestação de Contas do Exercício Económico do ano de 2022.

PROPOSTA Nº 2. Aprovar a atualização do Inventário do Património Municipal – Ano económico de 2022.

PROPOSTA Nº 3. Aprovar a 2ª Revisão Orçamental.

PROPOSTA N.º 4. Ratificar o despacho relativo à reorganização dos espaços de venda na Feira Semanal de Barcelos.

PROPOSTA N.º 5. Aceitar doação de parcela de terreno com 1.326,00 m2, a integrar o domínio público municipal.

PROPOSTA N.º 6. Aprovar a minuta de contrato de Comodato a outorgar entre o Município de Barcelos e a Sociedade Imobiliária Paradense, S.A.

PROPOSTA N.º 7. Autorizar a suspensão de mandato do Vereador Domingos Ribeiro Pereira.

PROPOSTA N.º 8. Aprovar a Ata em Minuta.

As deliberações 2, 5 e 8 foram aprovadas por unanimidade. As deliberações 1,3,4 foram aprovadas por maioria, com abstenção dos vereadores eleitos pelo Partido Socialista. A deliberação 6 foi aprovada por maioria, com votos contra dos vereadores eleitos pelo Partido Socialista. A deliberação 7 foi aprovada por maioria, com abstenção do PS e do vereador Alexandre Maciel.

Foto: CMB.

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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