Atualidade
Barcelos: Theatro Gil Vicente repleto de espetáculos nos meses de setembro e outubro
“O Último Fecha a Porta”, peça de teatro (comédia), com interpretação de Carlos Cunha, Fernando Ferrão e Érika Mota, é um dos grandes destaques da programação de setembro da sala de espetáculos do Theatro Gil Vicente. A peça sobe a palco no dia 15, às 21h30. Mais adiante, nos dias 22 e 23 de setembro, a ópera é a rainha da casa. Integradas no FIO – Festival Informal de Ópera, há a estreia de óperas em português: no dia 22, às 21h30, “O Concílio Celeste” e “Maria Magola” e, no dia 23, “IN(opeRA)VEL” e “Oráculos e Ladainhas”, ao ar livre, no Largo Dr. Martins Lima.
No pós-férias, setembro traz muitas novidades e um grande conjunto de espetáculos. As portas do Theatro Gil Vicente voltam a abrir-se para acolher uma agenda eclética e pensada para abranger diversos públicos. Ao todo, são 15 as propostas de espetáculos para o mês que encerra a época de verão. Da música ao stand-up comedy, do cinema ao teatro, razões não faltam para um mês na companhia da cultura e das artes.
A nova época inicia no dia 3 de setembro, às 16h00, com o programa “Em Família”, através da exibição da peça “O Jardim Secreto da D. Jacinta”, por Inês Tarouca. No dia 17, sobe ao palco a peça “Isto é tudo inventado”, pela companhia Imaginar do Gigante. No dia 24, a Animateatro leva ao TGV duas sessões de teatro para bebés: “Rotinando”, às 10h00 e às 11h30. No dia 16, às 21h30, é a vez da peça “Rir é o melhor remédio”, pela A.V.A.I – Associação Vamos a Isso.
Jazz ao Largo
Setembro é o mês do Jazz em Barcelos, com a realização do 8º Festival de Jazz e música improvisada, a decorrer desde o dia 7 até ao dia 10. O evento tem uma programação diversificada, onde pontuam vários workshops e concertos para todas as idades, uma mão-cheia de espetáculos, que se dividirão, ao longo de quatro dias, entre o Largo Dr. Martins Lima, o Theatro Gil Vicente, o Claustro da Câmara Municipal, o Salão Nobre dos Paços do Concelho e a Frente Ribeirinha de Barcelos.
O Festival arranca a 7 de setembro com o concerto de três dos mais importantes músicos de jazz da atualidade – BICA + COSTA + PERNADAS, às 22h00, no Largo Dr. Martins Lima. No dia 8, às 22h00, é a vez de uma das mais relevantes bandas de jazz a nível mundial – os islandeses ADHD – atuarem no Largo Dr. Martins Lima. No dia seguinte, 9 de setembro, às 17h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, Malcolm Pardon apresenta-se ao piano e eletrónicas, criando paisagens imaginárias e contemplativas. Às 22h00, é a vez da Orquestra de Jazz de Matosinhos brindar o público com um concerto inteiramente preenchido por temas de diferentes momentos da vida da orquestra. No último dia do evento, realiza-se, pelas 10h, o workshop “Caixas Brutas II”, dedicado a crianças dos 6 aos 14 anos. Às 17h00, Chris Corsano + Rodrigo Amado tocam no Claustro dos Paços do Concelho. Pelas 18h30, avança o concerto dos Ensemble Jazz ao Largo.
Stand-up comedy e Cinema
Com a chegada de setembro, regressam as sessões de humor. No dia 27, às 21h30, o humorista JEL apresenta o espetáculo de stand-up comedy “Bem Passado”, o seu primeiro solo de stand-up comedy, no qual se apresenta despido de qualquer personagem, a partilhar divertidas teorias, sarcásticas observações da atualidade e suculentas histórias de bastidores que atravessam os seus mais de 20 anos de carreira. A sessão tem um custo de 10,00€.
O cinema também está de volta, mas ao ar livre, no Largo Dr. Martins Lima. No dia 5, às 21h30, com a película “Aos nossos amores”; no dia 12, é a vez de “Loulou”, e, no dia 19, “Polícia”, todos de Maurice Pialat.
Fora de Portas
Na programação “Fora de Portas”, a barcelense Vânia Leal apresenta “Noites de Fado”, na Igreja do Terço, no dia 2 de setembro, às 21h30.
Outubro – Joana Almirante e Ricardo Ribeiro em destaque
A programação do mês de outubro do Theatro Gil Vicente inicia com o programa “Em Família”. São três os domingos dedicados às crianças: no dia 1, “O Barbeiro de Sevilha”, pela Companhia de Teatro de Almada; no dia 8, “O Principezinho – O Musical”, pela Art’ é Vida e, no dia 15, “João e o Pé de Feijão”, pela Camarote Produções. O dia 29 é dedicado aos bebés (18-36 meses), com a peça “Oficina de Dança para Bebés”, pela Balleteatro, com duas sessões: 10h00 e 11h30.
A programação teatral continua no dia 6, às 21h30, com a peça de teatro “Massa Mãe”, encenada pela Associação SIGA 25. No dia 28, é a vez da peça “Pão Nosso”, pelo Teatro de Balugas.
O cinema está de regresso ao palco do Gil Vicente no dia 3, com a película “Mulheres da Noite” e, no dia 24, é a vez de “Carta de Amor”, ambas feitas por mulheres – Ciclo Kinuyo Tanaka (2ª parte). As sessões, no âmbito do Cineclube ZOOM, têm um custo de 3,5 euros.
Musicalmente, o mês de outubro traz ao espaço cénico o fadista Ricardo Ribeiro, um dos nomes incontornáveis do fado contemporâneo, no dia 7, às 22h00. A sessão tem um custo de 12,50€. No dia 14, é a vez de Joana Almirante apresentar-se a solo em formato voz e guitarra. Também o ‘triciclo’ está de volta ao TGV com o concerto de “MUTU”, no dia 27, às 22h00. No que respeita ao Serviço Educativo – sessões para as escolas – a programação de outubro inclui a peça de teatro “Estranhões e Bizarrocos”, pelo Teatro do Bolhão, no dia 3 de outubro, às 10h30 e 14h30. Já no dia 10, a proposta é “À Mesa, Leonardo da Vinci” por Nelson Monforte; e nos dias 17 e 18 de outubro, sobem a palco “Chef Giovanni e o Tesouro da Alimentação Saudável”, pela Companhia de Teatro de Santo Tirso. No dia 31, a Aplausos Completos| Associação AtrapalhARTE apresenta “T’Ulisses”.
Do programa Fora de Portas, destaque para o concerto de “Dame Area”, a realizar no Paço dos Condes de Barcelos, no dia 4, às 22h00, espetáculo inserido no ciclo de concertos ‘triciclo’.

Os bilhetes para assistir aos espetáculos no teatro podem ser adquiridos no local, ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).
Imagens: CMB.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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