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Barcelos: Programa RISEe com “resultados prometedores”

Conforme sublinha o Município

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O balanço da implementação do Programa RISEe, promovido pelo Município de Barcelos, é “bastante positivo e prometedor”, sublinha o mesmo. Os resultados e o impacto na vida letiva dos alunos, desde o pré-escolar até ao 4º ano do 1º ciclo, neste primeiro ano de implementação desta iniciativa, foram apresentados ontem, em sessão pública, que contou com a presença da vereadora da Educação, Mariana Carvalho, e de Miguel Borges, consultor externo científico do programa RISEe.

Para a vereadora da Educação, a implementação deste programa “foi um risco que valeu muito a pena, um passo muito arrojado, mas os resultados estão à vista”, acreditando que “os bons resultados apresentados se prolongarão a médio prazo, ao longo da vida escolar destes alunos”.

Por seu lado, Miguel Borges frisou que o Programa RISEe teve “um impacto tremendo na literacia das crianças”, assegurando que esses resultados também se ficaram a dever à “forte adesão dos professores e ao envolvimento da comunidade”. 

Aquele consultor externo deu o exemplo do “Hocus-Pocus”, programa de promoção da leitura, que abrangeu 354 turmas e cerca de 3.700 alunos, desde o pré-escolar até ao 4º ano do 1º ciclo, e no decorrer do qual foram desenvolvidas técnicas destinadas ao conhecimento das letras, da leitura, da segmentação silábica, fonética, entre outros.

Referindo-se ao 1º ano do ensino básico, num universo de 690 alunos, 534 passaram a ter um perfil de bom ou muito bom na leitura de palavras, o que significa que cerca de 60% destes alunos vão atingir o perfil de excelência quando chegarem ao 4º ano do ensino básico.

Outro dos exemplos em destaque é o caso dos alunos que frequentaram o 3º ano, crianças que passaram o 1º ano em confinamento devido à COVID-19, e que tinham bastantes dificuldades dado o seu histórico letivo. Ora, com a implementação deste programa, essas crianças conseguiram recuperar e atingir níveis de excelência, havendo uma grande recuperação de aprendizagem na área da leitura.

Segundo Miguel Borges, consultor externo científico do RISEe, “este programa atingiu cerca de 75% de sucesso, tendo, portanto, um balanço extremamente positivo”, enaltecendo que não há nenhum município em Portugal “que tenha arriscado tanto e chegado a tantos alunos como Barcelos”.

O programa RISEe é para manter em 2023/2024, com melhorias e adaptações, de forma a responder às necessidades da comunidade escolar. 

RISEe – Rede de Inovação, Sucesso Educativo e Equidade é um programa composto por uma equipa de psicólogos e terapeutas da fala que pretende capacitar as escolas através dos docentes, tendo como objetivos promover a literacia emergente, e a leitura e escrita para alunos do pré-escolar e 1º ciclo.

A Câmara Municipal de Barcelos “pretende, com a implementação deste projeto ambicioso e inovador, que tem como principais objetivos enquadrar as políticas educativas do Município, promover sinergias entre as diferentes áreas e, sobretudo, proporcionar condições e apoio para que a oferta educativa no concelho se apresente numa posição de charneira no que concerne ao cumprimento da agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU)”, afirma.

“A implementação deste programa em momento ou ação alguma interferirá na autonomia das escolas, respeitando-as, como não poderia deixar de ser, num processo democrático e participativo. Pretende construir-se como uma parceria privilegiada na prossecução da agenda 2030 para a educação, tendo as escolas e outras organizações parceiras o papel de participação na coconstrução de todas as intervenções”, conclui.

Foto: CMB.

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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