Atualidade
Ansião: Valorização dos Ansianenses marcou Feriado Municipal
O Feriado Municipal de Ansião assinalou-se no dia 26 de maio, Dia da Espiga, com um conjunto de momentos que se pautaram pelo reconhecimento e afirmação da cultura e das tradições e do espírito empreendedor das gentes de Ansião.
O programa teve início com o hastear das bandeiras nos Paços do Concelho, ao som do Hino Nacional, interpretado pelo Coro da Associação Artística e Cultural Nascente do Nabão. Seguiu-se a deposição de uma coroa no Monumento de Homenagem aos Ex-Combatentes no Ultramar, na presença do representante em Ansião da Liga dos Combatentes, Antero Costa.
O Centro Cultural acolheu a Sessão Solene, que contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel, e da Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Isabel Damasceno, tendo contado com as intervenções do Presidente da Assembleia Municipal, José Miguel Medeiros, do Presidente da Câmara Municipal, António José Domingues, e do Secretário de Estado. O momento alto desta sessão foi a concessão de medalhas honoríficas do Concelho de Ansião a pessoas e instituições que viram reconhecido o seu contributo para a promoção e desenvolvimento do concelho, designadamente: Menção Honrosa do Concelho de Ansião atribuída a Maria de Lurdes Silva Oliveira Simões; Medalha de Mérito do Concelho de Ansião – Grau Prata, à
Associação Empresarial de Ansião e a Casimiro Jorge da Graça Duarte Simões; Medalha de Mérito do Concelho de Ansião – Grau Ouro, a Alfredo Joaquim Mendes Moreira e ao Teatro Olimpo. Foi ainda atribuída Medalha de Serviço e Dedicação aos funcionários da autarquia que completaram 25 anos ao serviço do município: Adalberto de Oliveira Gaspar Alves e Paulo Luís Ferreira da Silva Cardoso.
A cerimónia teve, ainda, momentos musicais apresentados pelos músicos Carla Silva, Mário Medeiros e Pedro Pereira.
A comitiva seguiu para o Parque Empresarial do Camporês, para a inauguração da 6ª fase das obras de ampliação, estruturantes e potenciadoras do desenvolvimento económico do concelho, que representaram um investimento da autarquia no valor de 2,4 milhões de euros, com um apoio do FEDER de cerca de 900 mil euros.
No período da tarde, teve lugar a apresentação de novas viaturas do município e a entrega de viaturas elétricas à Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados e à Unidade de Cuidados na Comunidade de Ansião, na presença da Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Centro, Rosa Reis Marques, e do Diretor Executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte, Vítor Bernardo, bem como de representantes das unidades de saúde locais. Os referidos veículos permitirão uma melhoria na resposta aos cuidados de saúde primários prestados à comunidade ansianense, sendo, simultaneamente, uma solução mais ecológica e sustentável, promovendo o combate às alterações climáticas.
Pouco depois, a Assembleia Municipal Jovem levou ao Auditório Municipal dezenas de jovens ansianenses, a quem foi possibilitada a oportunidade de exercer o seu direito democrático de participação ativa nas políticas autárquicas. Subordinada à temática “O Impacto das Alterações Climáticas | Presente e Futuro, Como Defender os Valores Democráticos na Atualidade”, esta iniciativa conjunta do município, através do Conselho Municipal de Juventude, do Agrupamento de Escolas de Ansião e da Escola Tecnológica e Profissional de Sicó, deu voz aos jovens deputados, que apresentaram propostas conducentes ao fomento da melhoria da qualidade de vida dos jovens e de toda a população concelhia.
“Praça ConVida” levou à Praça do Município um espetáculo com a cantora Filipa Vieira, com o qual se encerrou a programação das celebrações deste dia tão marcante para o reforço da identidade de Ansião Coração de Sicó.
Foto: CMA.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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