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Atualidade

Anadia, Oliveira do Bairro e Tábua juntas no “Fora da Caixa”

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Os Municípios de Anadia, Oliveira do Bairro e Tábua, apresentaram, no passado dia 24 de janeiro, no auditório do Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, o projeto de cultura em rede “Fora da Caixa”.

A sessão de apresentação foi presidida pela presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, contando, ainda, com a presença dos autarcas de Oliveira do Bairro e Tábua, Duarte Novo e Ricardo Cruz, respetivamente, bem como, com a Diretora Regional da Cultura do Centro, Susana Menezes, e do vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, Luís Filipe.

O “Fora da Caixa” acolhe um conjunto diversificado de atividades culturais, artísticas, lúdicas, turísticas e económicas, centradas em espetáculos musicais, desde a mais tradicional à mais contemporânea, que constituem uma parte importante da matriz histórica e identitária dos territórios e das populações que neles habitam e assume a multiculturalidade, enquanto fator de valorização e de diferenciação, pela diversidade e potencial que representa ao nível do estabelecimento de sinergias entre as comunidades intra e extra territórios.

A programação cultural centrar-se-á num conceito de itinerância com eventos inovadores envolvendo as associações locais e outros agentes que, devido à pandemia de COVID-19, viram a sua atividade bastante reduzida, criando oportunidades e alavancando o desenvolvimento económico e social dos territórios.

Maria Teresa Cardoso realçou o facto de este ser um projeto “diferente” e um “desafio para os três municípios”. Considerou ainda que o projeto “permite rentabilizar os recursos e partilhar experiências, em termos de cultura”.

Duarte Novo adiantou que “estas sinergias devem ser aproveitadas para dar a conhecer outras realidades”, sublinhando que “é também um desafio para o associativismo”.

Ricardo Cruz acredita que estão reunidas as condições para que “este projeto cultural avance com sucesso”.

O responsável da CCDR do Centro, Luís Filipe, felicitou os três Municípios por se terem unido em torno deste projeto cultural, referindo que o “Fora da Caixa” vai permitir “o reforço da matriz identitária” de cada concelho. No seu entender, é necessário ver a cultura “como uma atração de territórios para atrair pessoas e criar valor”.

A Diretora Regional da Cultura, Susana Menezes, explicou que esta “é uma medida estruturante de resposta à pandemia, com o intuito de combater e mitigar as consequências do impacto nos agentes culturais”, acrescentando que “o projeto permite voltar a valorizar os artistas em palco”.

Os eventos têm início a 26 de fevereiro, em Tábua, e terminam a 1 de outubro, Dia Mundial da Música, em Anadia. O concelho de Anadia será palco de três eventos culturais, mais concretamente do espetáculo a “História da Música” que será acompanhado por uma exposição itinerante intergeracional. “Musical na Vertical” é outro dos eventos que decorrerá na Curia, com a artista Sofia Escobar. “Noite da Luz” encerra a programação do projeto. Trata-se de um espetáculo com muita luz e interação.

O projeto de cultura em rede “Fora da Caixa”, no valor de cerca de 300 mil euros, é financiado a cem por cento pelo Programa Operacional Regional do Centro – Portugal 2020.

EVENTOS

7 Artes, lugar para dois, concerto com Miguel Guizzas

(Tábua)

Bike drive Through, passeio cultural em duas rodas

(Oliveira do Bairro e Tábua)

História da Música, acompanhada de exposição itinerante intergeracional

(Anadia, Oliveira do Bairro e Tábua)

Artes no Plural, performance

(Oliveira do Bairro)

Musical na Vertical, com Sofia Escobar

(Anadia e Tábua)

Noite da Luz, espetáculo de rua

(Anadia)

Foto: CMA.

Atualidade

EMEC celebra a conclusão de mais um Curso de Educação e Formação de Adultos na Escola de Tecnologia e Gestão de Barcelos

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A Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos (EMEC), entidade responsável pela Escola de Tecnologia e Gestão de Barcelos (ETG), realizou a cerimónia de entrega de diplomas aos doze formandos que concluíram com sucesso o Curso de Educação e Formação de Adultos (EFA) – Nível Secundário.

A sessão assinalou o culminar de um percurso de formação desenvolvido em regime pós-laboral, especialmente dirigido a adultos que, por diferentes circunstâncias da vida, não tiveram oportunidade de concluir o ensino secundário. Ao longo dos últimos meses, os formandos conciliaram a vida profissional, familiar e pessoal com as exigências da formação, demonstrando elevado sentido de responsabilidade, perseverança e determinação.

Na sua intervenção, o Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos destacou a importância da aprendizagem ao longo da vida e do investimento na qualificação das pessoas, sublinhando que “a educação é um dos mais importantes instrumentos de desenvolvimento pessoal, social e económico, permitindo criar oportunidades e construir um futuro mais qualificado”.

A EMEC reafirma, assim, o seu compromisso com uma oferta formativa inclusiva e de qualidade, promovendo respostas educativas capazes de dar uma segunda oportunidade a quem pretende concluir o ensino secundário e reforçar as suas competências pessoais e profissionais.

Durante a cerimónia foi ainda reconhecido o trabalho desenvolvido por toda a equipa de formadores e colaboradores da ETG, cujo empenho foi determinante para o sucesso desta edição do Curso EFA.

A Escola de Tecnologia e Gestão de Barcelos continua a afirmar-se como uma referência na formação profissional e na qualificação de adultos, contribuindo para o desenvolvimento de competências, o aumento da empregabilidade e a valorização do capital humano do concelho e da região.

A Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos felicita todos os diplomados por esta importante conquista, desejando-lhes os maiores sucessos pessoais, profissionais e académicos, convicta de que este diploma representa o início de novas oportunidades e novos desafios.

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Atualidade

Atelier Nuno Valentim vence concurso público de ideias para reabilitar o bairro mais antigo do Porto

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O projeto de reabilitação do Bairro Duque de Saldanha será desenvolvido pelo Atelier Nuno Valentim. O atelier de arquitetura foi o vencedor do concurso público de conceção para a elaboração do projeto de reabilitação do respetivo bairro, sendo agora convidado a celebrar o contrato para o desenvolvimento do projeto de execução e acompanhamento da empreitada.

Lançado em julho de 2025, este foi o primeiro concurso público de conceção promovido pelo Município do Porto, através da Domus Social, para a reabilitação do parque habitacional municipal, afirmando-se como um projeto-piloto que concilia sustentabilidade, inovação e valorização do património edificado.

Dirigido a entidades singulares e coletivas, o concurso desafiou os participantes a apresentar propostas capazes de responder aos principais desafios de reabilitação do Bairro Duque de Saldanha.

Entre os objetivos definidos encontrava-se a adaptação das tipologias às necessidades atuais dos agregados familiares, de modo a responder à realidade demográfica e social do bairro. A mitigação de patologias construtivas, a melhoria do conforto ambiental e a requalificação das zonas comuns e dos espaços exteriores constituíram igualmente prioridades, com vista a promover melhores condições de acessibilidade e segurança para os moradores.

Foram ainda valorizadas soluções que fossem particularmente inovadoras, monitorizáveis e com potencial de replicação noutros bairros municipais.

No total, foram submetidas 20 propostas, de gabinetes de arquitetura e de arquitetos em nome individual, representando diferentes gerações e abordagens à prática da arquitetura, desde equipas emergentes a profissionais de reconhecida experiência.

As propostas admitidas foram avaliadas por um júri constituído por quatro especialistas externos e um representante da Domus Social, tendo sido apreciadas com critérios como a qualidade técnica das soluções apresentadas, a preservação do património, a viabilidade económico-financeira e a criatividade dos projetos.

Propostas premiadas

O primeiro prémio, no valor de 12 mil euros, foi atribuído ao trabalho desenvolvido pelos arquitetos Nuno Valentim, Frederico Eça e Juliano Ribas. Enquanto vencedor do concurso, o Atelier Nuno Valentim será convidado a celebrar o contrato de prestação de serviços para a elaboração do projeto de execução e o acompanhamento da empreitada, no valor de 500 mil euros.

O segundo prémio, no valor de 8 mil euros, foi atribuído ao agrupamento constituído pelos arquitetos Nuno Reis Pereira, Marta Moreira e José Amorim.

O terceiro prémio, no valor de 4 mil euros, distinguiu os arquitetos Vânia Saraiva, Filipe Madeira e Bernardo Alves.

O quarto prémio, no valor de 2 mil euros, foi atribuído ao arquiteto Nuno Brandão Costa.

Por fim, o quinto prémio, no valor de mil euros, distinguiu o trabalho da arquiteta Paula Santos.

Uma intervenção que equilibra património com inovação

Concluído em 1940, o Bairro Duque de Saldanha constitui um marco da habitação apoiada na cidade do Porto. Localizado na freguesia do Bonfim, foi a primeira iniciativa da cidade desenvolvida ao abrigo do Regime de Casas Económicas, integrando 115 habitações, distribuídas por tipologias entre T1 e T3.

A intervenção prevista representa um investimento estimado de cerca de 9 milhões de euros e pretende assegurar uma reabilitação profunda do conjunto habitacional, conciliando a preservação do seu valor patrimonial com a melhoria das condições de habitabilidade, conforto e eficiência ambiental.

Com este concurso, o Município do Porto reforça o compromisso de promover soluções inovadoras e sustentáveis para a reabilitação do parque habitacional municipal, criando um modelo passível de ser replicado em futuras intervenções.

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Açores

Ponta Delgada: José Andrade apresenta livro sobre as comunidades açorianas da América do Norte

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A Livraria Letras Lavadas, em Ponta Delgada, Açores, recebe na próxima terça-feira, dia 4 de agosto, às 18 horas, o lançamento do livro “An Unending Bridge – The Azorean Islands of North America”, ou “Uma Ponte Sem Fim – As Ilhas Açorianas da América do Norte”, em tradução livre, da autoria de José Andrade, autor e diretor regional das Comunidades do Governo dos Açores. A obra foi traduzida e prefaciada por Diniz Borges, que estará presente na sessão para apresentar este novo trabalho de José Andrade.

Segundo apurámos, “trata-se de uma coletânea de 35 crónicas sobre as comunidades açorianas radicadas nos Estados Unidos da América, Canadá e Bermuda”.
Este livro é uma coedição da editora americana Bruma Publications, pertencente ao Instituto Português Além-Fronteiras da Universidade do Estado da Califórnia em Fresno, e da editora açoriana Letras Lavadas, com sede em Ponta Delgada.

No prefácio do livro, Diniz Borges escreve que “os Açores e a América do Norte tornaram-se arquipélagos-espelho, cada um moldando o outro, cada um descobrindo-se através do reflexo do outro. No cerne desta obra está a missão de José Andrade — a incansável construção de pontes entre os Açores e a sua diáspora”.

“Como escritor, cronista e embaixador cultural, Andrade dedicou grande parte do seu trabalho a afirmar que os Açores não terminam nas suas costas. Através dos seus ensaios, conferências e diálogos entre comunidades, ajudou ambos os lados do Atlântico a reconhecerem-se não como parentes distantes, mas como partes de um mesmo corpo vivo”, conclui o professor açor-americano.

Este livro, integralmente escrito em inglês, é especialmente dedicado e destinado às novas gerações açordescendentes da América do Norte, que já não falam nem compreendem a língua portuguesa, mas que têm curiosidade de conhecer o essencial da cultura identitária dos seus pais e avós.

“Este livro é especialmente dedicado e destinado às novas gerações da diáspora açoriana da América do Norte – os filhos e netos dos nossos emigrantes dos Estados Unidos, Canadá e Bermuda, que já nasceram nesses países, nalguns casos nem falam ou compreendem a língua portuguesa, mas têm vontade e interesse de conhecer e viver a cultura identitária dos seus pais e avós, honrando o sangue açoriano que lhes corre nas veias em nome de uma Açorianidade sem fronteiras”, afirmou o autor José Andrade, que, apesar de ser diretor Regional das Comunidades do Governo dos Açores desde dezembro de 2020, iniciou a sua ligação à diáspora açoriana em funções anteriores como vereador da Cultura da Câmara Municipal de Ponta Delgada ou, ainda, enquanto deputado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Andrade soma cerca de 40 livros publicados, alguns dos quais diretamente relacionados com as comunidades açorianas e editados pela Letras Lavadas: “Conversas da Diáspora – 50 açorianos pelo mundo” (2024), “Transatlântico II – Açorianidade & Interculturalidade” (2024), “Transatlântico – As Migrações nos Açores” (2023), “John Correia – De Aprendiz de Canalizador a Presidente do Senado” (2019), “Açores no Mundo” (2017) e “Senhor Santo Cristo dos Milagres – De Ponta Delgada para o Mundo” (2013).

Ígor Lopes

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