Atualidade
Viana do Castelo oferece “Páscoa Doce” de 9 a 18 de abril
Entre os dias 9 e 18 de abril, Viana do Castelo apresenta a programação “Páscoa Doce” como proposta para assinalar esta época de fé e de convívio. Durante este período, a Praça da República estará decorada com a temática da Páscoa e a cidade apresenta um Roteiro Doce que desafia vianenses e visitantes a provarem as iguarias das pastelarias locais.
O programa, organizado pela Câmara Municipal, Associação Empresarial de Viana do Castelo e Diocese de Viana do Castelo, visa dinamizar a cidade e o concelho neste período. O Vereador da Cultura na Câmara Municipal, Manuel Vitorino, afirma que o objetivo “não é replicar aquilo que se faz noutros lados, mas sim afirmar a nossa identidade numa quadra que é, apesar de tudo, festiva”.

“Tradicionalmente, no âmbito da vivência da fé das nossas populações, a Páscoa tem um tempo que a antecede mais pesaroso, de reflexão, mas é também um momento de alegria, de partilha e de convívio, o que é visível nas visitas do compasso pascal nas freguesias do nosso concelho, naquela que é a expressão do ressuscitar”, assegurou o responsável.
O Presidente da AEVC, Manuel Cunha Júnior, garante que o objetivo é também captar visitantes para o comércio tradicional, pelo que “foi pensado um Roteiro Doce pelas pastelarias e doçaria tradicional junto ao circuito de visitação do Roteiro Religioso pelas igrejas e capelas, que é já uma tradição de longa data em Viana do Castelo”.
“A Páscoa Doce tem a ver com esta divulgação do nosso comércio tradicional e da nossa doçaria. Temos um roteiro com 24 pastelarias e, no âmbito da certificação da Torta de Viana, teremos também uma ação promocional que acontece este sábado e irá contar com a presença dos 6 fabricantes certificados”, indicou Cunha Júnior.
O responsável da Paróquia de Santa Maria Maior, padre Armando Dias, assegurou que após dois anos de Páscoa muito condicionada pela pandemia, o regresso das celebrações tem uma importância acrescida. As paróquias vão seguir as recomendações da Conferência Episcopal e da Direção Geral da Saúde (DGS), pelo que quem irá acompanhar a cruz nos diferentes Compassos Pascais irá de máscara e não haverá beijo à cruz, “apenas haverá uma inclinação à cruz e a oração, pelo que não se demorará muito tempo em cada casa para se evitar os contactos”.

A iniciativa arranca este sábado, 9 de abril, às 10h00, com a Praça da República a receber a Feira e Workshop de Palmitos. Nessa tarde, às 16h00, no Jardim Público, junto à Estátua de Viana, é promovida a iniciativa “Venha à Torta de Viana”, para degustação do doce típico vianense que foi recentemente certificado. Logo depois, às 18h00, a Porta Mexia Galvão, a poucos metros da praça rainha, recebe um concerto da Orquestra com Spirito.
A 10 de abril, domingo, às 10h30, a Sé de Viana do Castelo acolhe a Missa da Paixão, com Bênção de Procissão de Ramos. Às 15h30, terá lugar o Sermão do Encontro, com a Oração de Vésperas e Procissão do Senhor dos Passos a acontecer pelo centro histórico.
Na quarta-feira, 13 de abril, às 21h00, a Igreja da Sagrada Família recebe um Concerto da Semana Santa, com o Coro Viana Vocale, Diogo Zão no órgão e Vítor Lima na direção.
Na Quinta-feira Santa, 14 de abril, às 19h00, a Sé de Viana do Castelo recebe a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, com lava-pés, apresentação das ofertas para os pobres e Procissão do Santíssimo Sacramento.
Um dos pontos altos da Páscoa Doce é, na Quinta-feira Santa, entre as 20h00 e as 24h00, a Visita às Capelas, num roteiro religioso pelas igrejas e capelas da cidade. Serão 21 igrejas e capelas abertas ao culto, para esse momento: Sé de Viana do Castelo, Igreja da Misericórdia, Capela de N.ª Sr.ª do Resgate (Rua da Bandeira), Igreja de N.ª Sr.ª da Caridade, Igreja de São Francisco (Ordem Terceira), Capela da Casa da Carreira (Câmara Municipal), Capela das Almas, Igreja do Seminário do Carmo, Igreja Paroquial de N.ª Sr.ª de Fátima, Igreja da Sagrada Família, Capela de St.ª Rita (junto ao Colégio do Minho), Capela de N.ª Sr.ª d’Agonia, Capela de S. Roque (junto à da Sr.ª d’Agonia), Capela do Carmelo de St.ª Teresinha, Capela do Seminário Diocesano, Capela de N.ª Sr.ª das Candeias (Largo Vasco da Gama), Capela de Santa Catarina e Igreja Paroquial de Monserrate, Capela de N.ª Sr.ª da Conceição da Rocha (junto à Sr.ª d’Agonia), Santuário do Sagrado Coração de Jesus-Santa Luzia e Capela do Hospital de Santa Luzia.

Nessa noite de 14 de abril, às 21h30, a Igreja da Misericórdia recebe um Concerto de Páscoa pelo Coral Polifónico de Viana do Castelo.
Dias 15 e 16 de abril, acontecem Feirões da Páscoa na Praça da República, a partir das 10h00, com feira de doces típicos desta festividade religiosa e a participação de grupos folclóricos.
Na sexta-feira santa, às 21h00, acontece ainda a Via-Sacra, pelas principais ruas do centro histórico.
No Sábado de Aleluia, 16 de abril, às 11h00, a Porta Mexia Galvão é palco de uma atuação da Big Band da Associação Musical – Zepam.
A programação inclui, ainda, a Queima do Judas, a 16 de abril, às 12h00, em Monserrate e, às 23h00, no Largo das Neves. No dia de Páscoa, 17 de abril, às 9h00, a Câmara Municipal de Viana do Castelo recebe o compasso pascal.
A programação encerra segunda-feira, dia 18, a partir das 12h30, com o Largo das Neves a receber a grandiosa Páscoa a Três, com cerimónias e momentos de convívio. A “Páscoa a Três” é um conjunto de iniciativas que se desenvolve no período pascal nas comunidades que brindam na Mesa dos Três Abades – Barroselas, Mujães e Vila de Punhe. A programação conjuga a fé com a tradição e o profano, integrando o “Encontro das Cruzes, o “Brinde na Mesa dos Três Abades” e o “Hastear da Bandeira”.
Fotos e imagens: CMVC.
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PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto
A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.
Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.
O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.
As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.
A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.
A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.
Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.
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Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD
O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.
A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.
A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.
Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.
Atualidade
Brasil: São Paulo conta agora com uma delegação da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, entidade com sede em Viseu
A “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” realizou, no passado dia 16 de julho, a cerimónia oficial de tomada de posse da nova direção da delegação de São Paulo da entidade, quando distinguiu diversas personalidades e instituições pelo seu “contributo para a divulgação da cultura portuguesa no Brasil”, além de promover uma celebração gastronómica dedicada aos laços históricos entre Portugal e o Japão, numa tarde de eventos realizados primeiro no Auditório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e, depois, no Restaurante Osakaya, no mesmo endereço.
A sessão solene marcou o início do primeiro mandato da delegação paulista da Confraria, organização que tem como missão “preservar, divulgar e valorizar o património histórico, cultural e gastronómico da região da Beira Alta portuguesa, junto da comunidade lusa residente no Brasil e dos seus descendentes”, promovendo também o “intercâmbio cultural entre Portugal e o país sul-americano”.
A estrutura dirigente passou a ser liderada por Nilzângela de Lima Souza, que assume a presidência da delegação, acompanhada por João Baptista de Oliveira, como vice-presidente, Gabriel Kwak, como secretário-geral; e, na tesouraria, Raquel Naveira. Integram-na, ainda, os conselheiros fiscais José Francisco Ferraz Luz e José Domingos de Lima Pezza, José Alberto Lovetro, diretor de Banda Desenhada, e Salete Lima e Eliza Muratori, Fatima Fonseca, nomeadas embaixadoras culturais.
De igual modo, durante a cerimónia foram atribuídos os títulos de “Presidentes de Honra” da Confraria ao Dr. Juarez Morais de Avelar e ao jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, “distinção reservada a personalidades reconhecidas pelo apoio prestado à instituição e ao fortalecimento das relações culturais entre Portugal e o Brasil”.
Reconhecimento do mérito cultural marcou cerimónia
A tomada de posse ficou também assinalada por um conjunto de condecorações destinadas a reconhecer o trabalho desenvolvido em diferentes áreas da cultura, do associativismo e da promoção da identidade portuguesa.
Tânia Sousa Pezza e Richard Wolfgang Azevedo Bauer foram investidos como novos comendadores da Confraria, recebendo as respetivas insígnias numa cerimónia presidida por Nilzângela de Lima Souza. Ao longo da sessão foram ainda homenageados o maestro Roberto Mendes Barbosa e Elisa Mendes Barbosa, ligados ao Coral de Oficina de Arte e Cultura, bem como Benjamin Souza Marinho, distinguido enquanto representante das novas gerações que mantêm viva a ligação à cultura portuguesa.
A Confraria decidiu também atribuir uma distinção institucional ao Restaurante Osakaya, reconhecendo o contributo que o espaço tem vindo a prestar ao “fortalecimento do intercâmbio cultural luso-brasileiro” e à “valorização da gastronomia enquanto elemento de aproximação entre os povos”.
Gastronomia como expressão da história comum
Após o momento protocolar, os participantes reuniram-se no salão do Restaurante Osakaya, onde foi servido um menu concebido exclusivamente para a ocasião, pensado para traduzir, através da gastronomia, o encontro histórico entre Portugal e o Japão. A proposta gastronómica procurou revisitar um dos capítulos mais antigos das relações entre os dois países, evocando os primeiros contactos estabelecidos pelos navegadores portugueses no século XVI e a influência que essa presença deixou na cultura culinária japonesa.
Ao longo do jantar foram servidos pratos que combinaram técnicas tradicionais japonesas com ingredientes e referências profundamente associados à cozinha portuguesa, transformando cada momento da refeição numa narrativa sobre a circulação de produtos, sabores e tradições entre os dois extremos do mundo.
O percurso iniciou-se com Edamame, valorizando a simplicidade dos produtos naturais, e com uma delicada salada de hijiki, preparada com caldo dashi e shoyu, apresentada como uma evocação da profundidade do oceano e da subtileza da cozinha japonesa.
Seguiu-se um dos momentos mais simbólicos da noite: o Korokke de Bacalhau, versão japonesa inspirada no tradicional bolinho de bacalhau português. A confeção recorreu à panagem em panko, preservando, contudo, o protagonismo do bacalhau, ingrediente incontornável da gastronomia portuguesa, criando uma ponte entre duas tradições culinárias separadas por milhares de quilómetros, mas unidas pela história.
O menu prosseguiu com Orange Chicken, Karaage Nanban, Shorompo Soup, Buta Misso e Tempura Misto, prato que assumiu especial simbolismo por recordar precisamente a influência portuguesa na divulgação do tempura – pois em séculos passados esta iguaria era consumida apenas por monges, sendo proibido o consumo por pessoas comuns – a técnica de fritura que viria a dar origem à atual tempura japonês.
A refeição terminou com Choux Cream (Shu Kuri), sobremesa de inspiração francesa reinterpretada pela pastelaria japonesa, encerrando um percurso gastronómico marcado pela fusão de influências e pela valorização da partilha cultural.
Toda a experiência foi desenvolvida pelo chef Daisuke Takao, agradecemos aos proprietários Henrique Hojo e Nicolas Aoki, que procuraram construir um menu onde cada prato representasse um “momento da ligação histórica entre Portugal e o Japão”, estabelecendo um “diálogo entre tradição, criatividade e identidade”.
“Mais do que um jantar comemorativo, a receção constituiu um dos momentos centrais das celebrações da tomada de posse, reforçando a gastronomia como instrumento de diplomacia cultural e de aproximação entre comunidades”, disse Nilzângela de Lima Souza, presidente da delegação de São Paulo da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, com sede em Viseu, Portugal.
A iniciativa terminou num ambiente de convívio entre confrades, dirigentes, representantes institucionais e convidados, consolidando a “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” como “um espaço de preservação das tradições beirãs, de promoção da cultura portuguesa e de fortalecimento dos laços entre Portugal e o Brasil”, em particular “junto da comunidade portuguesa radicada em São Paulo”.
Agência Incomparáveis
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