Atualidade
Barcelos acolhe VIII edição da Mostra Musical do Eixo Atlântico
De 12 a 14 de abril
“É uma grande honra para o nosso Município acolher a VIII edição da Mostra Musical do Eixo Atlântico, pois reúne aquilo que achamos mais indicado para o nosso projeto cultural, com novos públicos e novos talentos”, disse o Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, esta manhã, na Conferência de Imprensa de apresentação do evento, realizada nos Paços do Concelho de Barcelos. Sublinhando que “a educação e a cultura é o que mais aproxima as pessoas e o que ajuda a consolidar a paz e a democracia”, Mário Constantino Lopes realçou ser “muito importante reunir tantos jovens espanhóis e portugueses, porque é muito mais aquilo que nos une do que o que nos separa”. Por seu lado, Xoán Vasquez Mao, Secretário-Geral do Eixo Atlântico, evidenciou o seu “gosto em estar em Barcelos, uma cidade que tal como nós aposta na cultura, na educação e no desporto”, realçando o facto de a candidatura de Barcelos à Mostra Musical “ter sido aprovada por unanimidade por todas as cidades que compõem o Eixo Atlântico”, muito pelo talento que existe cá, com as instituições que trabalham nesse sentido. Antes das questões colocadas pelos jornalistas, a Vereadora da Cultura, Elisa Braga, apresentou sucintamente o programa e fez votos para que o maior número de pessoas possa participar nos diversos momentos deste evento.
A VIII edição da Mostra Musical do Eixo Atlântico realiza-se no fim de semana de 12 a 14 de abril, em Barcelos. Todavia, o Município de Barcelos vai promover programação complementar que inclui workshops, oficinas, concertos, entre outras atividades a realizar-se entre os dias 6 e 14 de abril. A criação deste programa pretende ser fator de atratividade, na medida em que junta os domínios criativos, envolvendo atores locais que trabalham o domínio musical através do barro.
Mostra Musical do Eixo Atlântico
A VIII edição da Mostra Musical do Eixo Atlântico vai contar com 375 participantes da Galiza e do Norte de Portugal, 32 solistas e 343 agrupamentos de cerca de 30 escolas de música e conservatórios de 22 municípios do Eixo Atlântico que interpretarão peças de música clássica e jazz no Auditório São Bento Menni e no Theatro Gil Vicente.
Os/as solistas, com idades compreendidas entre 8 e 18 anos, e os grupos, nos quais participam jovens até aos 25 anos, são de Barcelos, Gaia, Braga, Famalicão, Santa Maria da Feira, Guimarães, Vila do Conde, Fafe, Bragança, O Barco de Valdeorras, Felgueiras, A Coruña, Amarante, Ferrol, Vila Real, Gondomar, Santiago de Compostela, Mirandela, Ponteareas, Esposende, Viana do Castelo e Matosinhos.
O fim de semana musical culminará no domingo dia 14 com a final da Mostra Musical, da parte da manhã, em que um júri profissional decidirá quem serão os/as vencedores/as, e, na parte da tarde, terá lugar a entrega de prémios no Auditório São Bento Menni. No final do evento, será interpretado o tema “Grândola Vila Morena”.
A Mostra Musical, que se realiza bienalmente desde 2008, reconhece, promove, premeia e divulga a prática musical, apoiando músicos e intérpretes que pelo seu valor e interesse possam contribuir para a divulgação do gosto pela Música da Galiza e do Norte de Portugal, privilegiando a inovação, a qualidade, a interação e a renovação do panorama musical do Eixo Atlântico. O evento reúne em cada edição centenas de alunos de escolas e conservatórios de música das cidades do Eixo Atlântico.
A escolha de Barcelos para sede desta edição resulta do facto de o nosso Município ter uma oferta formativa musical de referência de que são exemplos a Banda Musical de Oliveira, o Conservatório de Música de Barcelos, a Academia de Música Viatodos e as Guitarras de Manhente. “Ao acolher a Mostra Musical do Eixo Atlântico, a cidade pretende consolidar uma programação cultural diversificada, potenciando os objetivos deste evento para a identidade cultural de Barcelos, assim como dar visibilidade ao cluster musical da Eurorregião no contexto das Cidades Criativas da Música, da rede UNESCO”, sublinha o Município.
Joám Trillo, homenageado
Em cada edição, a Mostra Musical do Eixo Atlântico presta homenagem a uma personalidade relevante da música clássica ou jazz da Eurorregião.
Este ano, o homenageado será Joám Trillo, músico galego, uma das figuras mais destacadas da proteção e promoção da música galega, realizando um extenso trabalho de formação nas diferentes instituições galegas e de recuperação e difusão do repertório dos compositores galegos dos séculos XVIII, XIX e XX.
Joám nasceu em Negreira, na província de A Coruña, no ano de 1942. Estudou Música Sacra e Composição Superior. Fundou e dirigiu a Xove Orquestra de Galicia em 1987, uma das formações de referência dentro da música galega, e em 1992 funda também a Ars Gallæciæ Musicæ, uma coleção destinada a publicar as composições de autores galegos do passado e do presente, que conta já com mais de 30 publicações. O seu elenco conta com um importante catálogo de obras, incluindo alguns grandes formatos sinfónicos e corais. À sua vertente compositiva acrescentou um intenso trabalho de investigação, com vários livros e obras publicadas.
Foto: CMB.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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