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Dupla vitória de Paulo Vieira na Carrera Los 80 de Jarama

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Com o público a ocorrer em grande número ao Jarama Classic, o colorido pelotão da Carrera Los 80 proporcionou duas corridas interessantes no mítico Circuito de Jarama, oferecendo um animado espetáculo automobilístico para pilotos e espectadores com 20 equipas à partida.

Com bom tempo e mais de 20.000 espectadores, tanto no paddock, como espalhado pelas bancadas, Pedro Bastos Rezende manteve a toada forte do primeiro evento da temporada, disputada no Autódromo Internacional do Algarve, para conquistar a pole-position com o seu Porsche 911 3.0 RS. Contudo, Bastos Rezende teve que arrancar do pitlane para a primeira corrida de 40 minutos, mas a sua corrida viria a terminar prematuramente, quando já rodava entre os cinco primeiros.

Sozinho na primeira linha da grelha de partida, o BMW M3 E36 de Paulo Vieira não tirou o máximo proveito da posição e viu-se surpreendido no arranque pelo Porsche 968 de Lucas Gonzalez/Jorge López e pelo Renault Clio dos irmãos Javier e Victor Rodriguez-Rey, com este último a fazer uma primeira volta canhão, assumindo a cabeça do pelotão. Todavia, a passagem do pequeno carro francês pela liderança foi curta, pois no início da segunda volta, tanto o Porsche de Gonzalez como o BMW de Vieira impuseram a maior potência dos seus carros para, no final da reta da meta, recuperarem as posições perdidas. Infelizmente, pouco depois o Renault Clio iria retirar-se para as boxes com problemas mecânicos.

A liderança da corrida só viria a mudar com a paragem das boxes, com Paulo Vieira ao parar mais cedo três voltas do seu rival e a imprimir um ritmo mais forte, acabou por suplantar o Porsche 968 amarelo e negro. Vieira continuou a ganhar tempo e acabou por obter um triunfo incontestado, com mais de 20 segundos de avanço para o Porsche da dupla espanhola.

Nuno Breda (Ford Escort RS2000) foi o terceiro a ver a bandeira de xadrez, vencendo entre os carros de Grupo 1, ao passo que Teodosio Antonio Palomo, em BMW 325i, completou o pódio da classe GT Copa. César Freitas recuperou de uma incursão na gravilha para vencer nos Grupo 2, enquanto Luis Delso/Carlos de Miguel, no monumental BMW 635 CSI, triunfaram na TMax, e o Juan Alonso Catalá/Gonzalo Alonso Catalá, em Honda Civic, venceu a classe T2000. 

Da parte da tarde, a renovada competição do universo da Race Ready voltou a oferecer um bom espetáculo em pista. Na frente da corrida, o Porsche da dupla espanhola Gonzalez/López subiu à primeira posição, passando o BMW de Vieira nos primeiros metros da corrida. Enquanto os dois primeiros construíam uma sólida vantagem sobre os seguintes, a luta a três pelo terceiro lugar, entre César Freitas, Nuno Breda e Teodosio Palomo, estava ao rubro. Mais atrás, o Citroen Saxo Cup de Bruno Lima/Ricardo Pereira, o Ford Escort da dupla Nuno Afoito/Mira Gomes e o Porsche 934 de Pedro Bethencourt/Teddy Pilette rodavam muito perto um dos outros.

Tal como tinha acontecido na primeira corrida, Paulo Vieira voltou a ultrapassar o Porsche de Gonzalez/López na segunda parte da corrida, vencendo com autoridade a corrida e a categoria GT Copa. Nuno Breda voltou a ser o terceiro a cortar a linha de chegada, e a vencer entre os Grupo 1, após ultrapassar Teodosio Antonio Palomo, o terceiro classificado da GT Copa, a cinco minutos do fim da corrida. O Ford Escort da dupla Nuno Afoito/Mira Gomes foi o quinto a ver a bandeira de xadrez, ao levar a melhor sobre o Citroen Saxo Cup “convidado”.

Luis Delso/Carlos de Miguel, venceram novamente na classe TMax, ao passo que os compatriotas Juan Alonso Catalá/Gonzalo Alonso Catalá repetiram o feito entre os T2000.

Destaque para a participação do ex-piloto de Fórmula 1 Teddy Pilette, que dividiu o volante de um Porsche 934 com Pedro Bethencourt. Apesar de já não estar no seu pico de forma aos 80 anos, o veterano piloto belga divertiu-se com a experiência num ambiente descontraído e festivo.

A próxima prova da Carrera Los 80 está agendada para o fim de semana de 21/22 de outubro, no Circuito de Jerez-Ángel Nieto, em Espanha, como parte do programa do Jerez Historic Festival.

Foto: RR.

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“Yellow Star Company” leva Evita a Sintra

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Com Sofia Escobar no papel de Eva Perón e Diogo Morgado como Che, a produção da Yellow Star Company leva ao palco uma das mais aclamadas histórias do teatro musical mundial. Depois de encher sala em Lisboa, Porto e Algarve, Evita chega a Sintra para duas noites que prometem emocionar o público e afirmar a força deste clássico do teatro musical.

O encenador, Paulo Sousa Costa, partilha o desafio deste projeto assumindo ser um dos que mais se orgulho e o privilégio que sente: “Encenar um projeto desta envergadura, com tudo o que tem de histórico, é muito mais do que um grande desafio, é um enorme privilégio! Poder dar palco a esta mítica figura, desta feita cantada na língua de Camões é um sonho tornado realidade.”

“EVITA não só marcou o ´peronismo´ argentino, como também deixou uma marca inapagável no panorama artístico mundial. Falar de teatro musical sem mencionar EVITA seria um sacrilégio. E foram os eternos ´magos´ Andrew Lloyd Weber e Tim Rice, acabados de sair do não menos ultra-sucesso Jesus Cristo Super Star, que deram luz à, ´Rainha dos Descamisados”, sublinha Paulo Sousa Costa. 

Sinopse

O musical Evita, é uma das obras mais célebres de Andrew Lloyd Webber (música) e Tim Rice (letra). O musical narra, em formato de ópera-rock, a ascensão e queda de Eva Perón, a carismática e controversa Primeira Dama da Argentina. Passado nas décadas de 1930 e 1940, o musical acompanha a trajetória de Eva Duarte, uma jovem ambiciosa que sai do interior em busca de fama e fortuna em Buenos Aires.

Determinada a vencer, Evita envolve-se com figuras influentes até conhecer Juan Perón, um oficial militar e político em ascensão. Casando-se com ele, Eva torna-se numa das figuras mais adoradas pelo povo, símbolo de esperança e progresso social — mas também odiada por muitos, alvo de críticas e acusada de manipulação política e sede de poder. A história é narrada por Che, revolucionário cético e uma espécie de consciência crítica, que observa e questiona as ações de Eva ao longo da sua vida. O musical culmina com a doença e morte prematura de Eva, aos 33 anos, quando a sua imagem já se havia tornado mítica.

A obra estreou originalmente no Prince Edward Theatre, em Londres, a 21 de junho de 1978, com Elaine Paige no papel de Eva Perón, conquistando grande aclamação da crítica e do público, tendo recebido o Laurence Olivier Award pela sua interpretação . Um ano depois, a produção chegou à Broadway, no Broadway Theatre, a 25 de setembro de 1979, protagonizada por Patti LuPone, que viria a receber o Tony Award pela sua interpretação.  Desde então, o papel de Evita foi desempenhado por várias atrizes de renome, incluindo Madonna, que o imortalizou na adaptação cinematográfica de 1996, e Elena Roger, estrela da  reposição londrina de 2006 e da produção da Broadway em 2012.

Recorde-se que, fundada em 2010, a Yellow Star Company é uma produtora portuguesa dedicada à criação e difusão de espetáculos para públicos de todas as idades. Sob a direção de Carla Matadinho e Paulo Sousa Costa, a companhia tem-se distinguido pela diversidade da sua programação, que  abrange musicais, comédias, clássicos contemporâneos e produções infantis. Com um percurso marcado por sucessos como Shrek – O Musical, A Bela e o Monstro, A Noite, o recente Grease e várias produções originais, a Yellow Star Company consolidou-se como uma das referências do teatro musical em Portugal.

Contactos para Reservas

938 667 315 | bilheteira@yellowstarcompany.com

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Cidadãos brasileiros terão novas regras para viajar para a Europa e o Reino Unido

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Os cidadãos brasileiros que pretendam viajar para países do Espaço Schengen ou para o Reino Unido terão de se adaptar às novas exigências digitais de controlo migratório, com o EES (Entry/Exit System), o ETIAS (European Travel Information and Authorization System) e o ETA (Electronic Travel Authorization) a assumirem funções distintas nos procedimentos de entrada e circulação internacional.

A crescente digitalização das fronteiras europeias e britânicas está a alterar procedimentos que durante décadas estiveram associados sobretudo à apresentação do passaporte e ao respetivo carimbo físico.

Para os viajantes brasileiros, compreender a diferença entre os três mecanismos é particularmente importante porque nem todos funcionam da mesma forma nem são aplicados no mesmo território.

O EES, da União Europeia, está relacionado diretamente com o controlo realizado nas fronteiras externas do Espaço Schengen. O sistema automatizado substitui o registo tradicional baseado nos carimbos colocados manualmente nos passaportes por um sistema eletrónico associado aos dados do viajante.

No momento da passagem pela fronteira, são recolhidas informações pessoais e elementos biométricos, incluindo impressões digitais e reconhecimento facial.

O sistema regista ainda eletronicamente a entrada e a saída do cidadão estrangeiro, incluindo a data e o local da passagem fronteiriça.

Uma das consequências desta alteração é a possibilidade de acompanhar com maior precisão o período de permanência de cidadãos de países terceiros, uma vez que as datas de entrada e saída deixam de depender exclusivamente da leitura dos carimbos existentes no documento de viagem.

Ao contrário dos mecanismos de autorização eletrónica, o EES não corresponde a um pedido que o viajante tenha de apresentar antecipadamente através de uma plataforma. O registo é efetuado no âmbito do próprio processo de controlo fronteiriço, através dos agentes ou dos equipamentos disponibilizados nos pontos de entrada.

Por sua vez, o ETIAS apresenta uma lógica diferente. O European Travel Information and Authorization System corresponde a uma autorização eletrónica de viagem destinada aos cidadãos de países que beneficiam de isenção de visto para determinadas deslocações ao Espaço Schengen.

Neste caso, o procedimento acontece antes da viagem. O passageiro deverá preencher um formulário digital e fornecer os elementos solicitados, permitindo a análise das informações relacionadas com a sua deslocação e a emissão da autorização quando estejam reunidas as condições necessárias.

A autorização fica associada ao passaporte utilizado no pedido e, de acordo com as informações apresentadas, poderá ter uma validade de até três anos ou até ao momento em que expire o documento de viagem, prevalecendo a primeira dessas situações.

Já o ETA está associado ao sistema de controlo de viagens do Reino Unido e não ao Espaço Schengen. A Electronic Travel Authorization destina-se a viajantes que não necessitam de visto tradicional para determinadas deslocações ao território britânico, incluindo cidadãos brasileiros.

A autorização deve ser solicitada antes da viagem através dos canais oficiais disponibilizados pelo Governo britânico. O procedimento aplica-se às deslocações para Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte abrangidas pelas regras do sistema.

Segundo as informações apresentadas, o ETA poderá permanecer válido durante até dois anos e permitir várias entradas no Reino Unido durante esse período. A autorização, contudo, encontra-se associada ao passaporte do viajante, pelo que a validade do documento de viagem constitui também um elemento relevante.

A diferença entre os três mecanismos pode ser particularmente importante para quem combina destinos europeus e britânicos numa mesma viagem. Uma deslocação ao Espaço Schengen e outra ao Reino Unido não obedecem necessariamente ao mesmo procedimento, ainda que o viajante seja o mesmo e a viagem ocorra durante o mesmo período.

Neste sentido, a diretora-geral da CB Asesoría – empresa especializada em apoio jurídico e legal a imigrantes que pretendem começar uma nova vida em Espanha -, Camila Bruckschen, considera que a semelhança entre as designações pode contribuir para a confusão entre os passageiros.

Para explicar a distinção fundamental, a responsável separou os mecanismos de autorização daqueles que funcionam diretamente na fronteira.

“O ETIAS e o ETA são autorizações prévias que você solicita no computador da sua casa antes de viajar. Já o EES é o cadastro biométrico que você realiza no próprio guichê ou totem ao desembarcar no destino”, explicou.

A especialista destaca, desta forma, que a preparação do viajante deve começar antes da partida sempre que o destino esteja sujeito a uma autorização eletrónica. O EES representa uma etapa diferente, integrada no próprio processo de entrada no Espaço Schengen.

Para quem planeia uma deslocação internacional, a principal preocupação passa, por isso, por confirmar antecipadamente quais as exigências correspondentes ao destino e à sua situação documental. A falta de preparação poderá provocar dificuldades no momento do embarque ou atrasos associados à regularização dos procedimentos necessários.

A própria distinção geográfica ajuda a compreender a lógica dos sistemas: o EES e o ETIAS estão associados à União Europeia e, concretamente, às regras aplicáveis às viagens abrangidas pelo Espaço Schengen, enquanto o ETA corresponde ao sistema britânico.

Apesar das diferenças, os mecanismos têm em comum a crescente utilização de ferramentas digitais para reforçar e modernizar os procedimentos de controlo e a informação relativa aos movimentos dos viajantes internacionais. Para os cidadãos brasileiros, a mudança implica sobretudo uma maior atenção às formalidades que devem ser cumpridas antes e durante a viagem.

Assim, antes de embarcar, o passageiro deverá verificar se a sua deslocação está sujeita a autorização prévia e qual o sistema correspondente, evitando confundir o pedido realizado antecipadamente com o registo biométrico efetuado no momento da passagem pela fronteira.

Ígor Lopes

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Odivelas: Luso-brasileiro Rodrigo Almeida leva “Clássicos do Brasil” ao Centro Cultural Malaposta para celebrar a ligação musical entre Portugal e o Brasil

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O cantor e compositor luso-brasileiro Rodrigo Almeida apresenta, no próximo dia 4 de setembro, pelas 21h, no Centro Cultural Malaposta, em Odivelas, no distrito de Lisboa, Portugal, o espetáculo “Clássicos do Brasil”, uma produção com direção musical de Marcus Nabuco e que presta homenagem à música popular brasileira e à ligação histórica e cultural entre Portugal e o Brasil.

O concerto propõe uma viagem por canções que marcaram várias gerações e atravessaram fronteiras, reunindo alguns dos mais emblemáticos temas da música brasileira, num espetáculo pensado para despertar memórias, emoções e o sentimento de pertença partilhado entre os dois lados do Atlântico.

Ao longo da atuação, Rodrigo Almeida interpretará também composições do seu próprio repertório, integradas de forma natural no alinhamento, estabelecendo um diálogo entre os grandes clássicos da música brasileira e o percurso artístico que tem vindo a desenvolver em Portugal.

Com momentos de nostalgia, romantismo e celebração, “Clássicos do Brasil” tem como objetivo proporcionar ao público uma experiência musical assente na valorização de um património cultural comum, utilizando a música como elemento de aproximação entre povos unidos pela língua portuguesa e por uma herança histórica partilhada.

Entre o Rio de Janeiro e Lisboa, Rodrigo Almeida construiu uma carreira dedicada à aproximação entre Portugal e o Brasil

Natural do Rio de Janeiro, Rodrigo Almeida é um cantor e compositor luso-brasileiro radicado em Portugal desde 2011, onde desenvolveu um percurso artístico assente na valorização das suas origens familiares e na aproximação entre as culturas portuguesa e brasileira.

Filho da consagrada cantora brasileira Ellen de Lima e do português Valentim Pereira de Almeida, antigo proprietário da histórica casa de fados “O Galo”, o artista cresceu num ambiente profundamente ligado à música.

Ao longo da sua carreira, tem conciliado influências da música popular brasileira com referências da tradição portuguesa, afirmando-se como um intérprete que utiliza a música para fortalecer os laços culturais entre os dois países.

Em entrevista concedida no último mês de junho à Agência Incomparáveis, no âmbito da Feira do Livro de Lisboa 2026, o artista explicou que o espetáculo “Clássicos do Brasil” nasceu precisamente com esse propósito, procurando revisitar “as canções que marcaram os últimos 40 anos”, muitas delas conhecidas do público português através das telenovelas brasileiras.

Além da atividade musical, Rodrigo Almeida soma participações no cinema português, tendo integrado os filmes “Estive em Lisboa e Lembrei de Você”, de José Barahona, e “São Jorge”, de Marco Martins, bem como diversos projetos ligados à comunicação social e à promoção da cultura lusófona.

Atualmente, continua a afirmar-se como um dos artistas que mais tem contribuído para reforçar o diálogo cultural entre Portugal e o Brasil através da música.

O trabalho de Rodrigo Almeida pode ser conhecido em: https://www.rodrigoalmeida.com/ e nas redes sociais em: https://www.instagram.com/rodrigoalmeidasinger/

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