Atualidade
Voleibol: Seleção de sub-17 com Europeu na mira
A Seleção Nacional de Sub-17 Masculinos está em Paredes, onde vai disputar a Pool A da 2ª Ronda de Qualificação para o Campeonato da Europa de Sub-17, competição que a Federação Portuguesa de Voleibol organiza, em colaboração com o Município local, de 21 a 23 de abril próximos, no Pavilhão Multiusos de Paredes.
Sob a orientação técnica do Selecionador Diogo Rosa, Portugal estreia-se no dia 21 de abril frente à Finlândia (20h00), logo após o Hungria vs. Turquia (17h00), jogos que poderão ser seguidos em direto na Volei TV e nos canais digitais da Confederação Europeia de Voleibol (CEV).
Após ter enfrentado, na 1ª Ronda, seleções tradicionalmente poderosas, como a França, a Alemanha ou a Bélgica, quais os objetivos de Portugal nesta fase crucial de apuramento para o Europeu? A questão teve resposta de Diogo Rosa: “Chegámos a esta fase depois de concluir, com sucesso, o objetivo da 1ª Ronda [Torneio WEVZA] que passava por avançar à 2ª Ronda. Posteriormente, redefinimos o objetivo e trabalhámos mais 3 meses com isso em mente: procurar o apuramento para o Campeonato da Europa nesta Pool que agora se avizinha. Aquilo que conseguimos (melhor ou pior) em Itália, no mês de janeiro, trouxe-nos até aqui, mas não nos dá muito mais do que isso. Agora temos uma competição a começar do zero na qual temos de entrar na máxima força para almejar a passagem ao Europeu”, salienta.
Portugal vai defrontar, sucessivamente, e por esta ordem, a Finlândia, a Hungria e a Turquia. Relativamente ao favoritismo de algum adversário, o Selecionador Nacional não aponta o dedo a ninguém: “A Turquia, lidera em termos de Ranking CEV, e apresenta, muitas vezes, seleções muito competitivas; no entanto, a Finlândia foi a seleção com melhor resultado na 1ª Ronda, tendo conseguido um 2º lugar no Torneio dos Balcãs – onde compete a Turquia – apesar de não se terem defrontado. Assim, estamos a contar com três bons adversários e vamos preparar-nos de igual forma para todos eles”.
Sobre se o facto de Portugal jogar perante o seu público poderá servir como um catalisador para as exibições da Seleção, Diogo Rosa reconhece: “Temos a felicidade de jogar em casa, algo que esperamos conseguir usar a nosso favor. Queremos apresentar uma postura muito competitiva e ter o nosso público nas bancadas só nos dará ainda mais motivação. Assim, apelo, em nome de todo o grupo, a todos os amantes da modalidade para que compareçam em Paredes para nos apoiarem nestas três ‘finais’“.
Na Pool A da 2ª Ronda, Portugal defrontará as seleções da Finlândia, da Hungria e da Turquia. Os 1º e 2º classificados das cinco pools, bem como o 3º melhor classificado na comparação de todas as pools, qualificam-se para a fase final do Campeonato da Europa da categoria, a realizar na cidade montenegrina de Podgorica, entre 19 e 30 de julho de 2023.
Recorde-se que no Campeonato da Europa de Sub-17 masculinos, disputado na cidade búlgara de Sófia, em 2019, Portugal conseguiu um excelente 9º lugar na classificação final.
Neste momento, e tendo no horizonte o apuramento para a fase final do Europeu 2023, a equipa técnica da Seleção Nacional de Sub-17 Masculinos, liderada por Diogo Rosa, está a trabalhar com 16 atletas, de onde sairão os escolhidos para disputarem a Pool A da 2ª Ronda de Qualificação para o Campeonato da Europa de Sub-17.
Os convocados
AA Espinho
João Fontes
Luís Candeias
Castêlo da Maia GC
Alexandre Colaço
CV Oeiras
Leandro Prey
Pedro Abecasis
João Borga
Esmoriz GC
Rafael Pinto
Tiago Ferradaz
Leixões SC
André Leal
Francisco Pinho
Gabriel Pereira
SC Espinho
Vasco Dias Cardoso
Ricardo Pedrosa
SL Benfica
Diogo Brás
Vasco Lopes
VC Viana
Afonso Felgueiras
Foto: FPV.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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