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Sintra: Conselho de Cultura debate ambiente e educação

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O Conselho de Cultura de Sintra e o Conselho de Opinião da Paisagem Cultural de Sintra reuniram, esta quarta-feira, para o balanço de projetos culturais em 2021 e para debater a ligação entre ambiente, educação e cultura.

Cultura e Educação – Agir em conjunto”, “Cultura e Ambiente – Uma perspetiva de Futuro” foram os temas de foco da reunião que teve lugar no Centro Cultural Olga Cadaval.

Foi, também, apresentado o balanço do LEFFEST, pelo seu diretor, Paulo Branco, e ainda o balanço do Festival de Música de Sintra 2021 e as linhas gerais do festival para 2022, por Gabriela Canavilhas.

A sessão de abertura esteve a cargo do presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, que elaborou um balanço cultural do concelho, referindo que “esta edição do LEFFEST foi das melhores que se organizou em Sintra, com um programa educativo muito importante”, referindo “a exposição de Ceija Stojka como uma oportunidade única a visitar, uma mostra magnífica que todos os deviam ver”.

O tema da Cultura e Educação e a consensualização da necessidade e da vantagem de agir em conjunto deverá procurar estabelecer uma relação de afeto da comunidade pela cultura e património, desencadeando-se desta forma, um processo de aproximação da população à memória, aos bens culturais, de forma agradável e lúdica, devendo contemplar todos os grupos de idades e ser aplicada a qualquer bem cultural.

Em Sintra, projetos como a ETerna Biblioteca – Encontro de Professores e Educadores sobre Bibliotecas Escolares, Programa “Os Escritores vão à Escola”, Mostra de Teatro das Escolas de Sintra, Projeto Orquestras Escolares de Sintra são projetos de expressão dramática, de intervenção pedagógica e/ou social que privilegiam a relação entre a escola e a cultura.

Basílio Horta salientou que “a educação e cultura estão intimamente ligados e são uma prioridade absoluta da autarquia. a vida cultural está a espalhar-se para as escolas, o que é um desafio para todos, mas que torna este tema com um imenso potencial”.

Numa definição simplificada, a Cultura é assumida como conjunto de valores, ideias, conhecimentos, costumes, símbolos, entre outros, associado a um grupo social e/ou a uma nação, sendo fator identitário e de coesão. É como uma bagagem que é transmitida de geração em geração por intermédio das formas de estar e de viver e conviver. Ora esse conjunto único de valores é construído num ambiente próprio e por meio da sua história, que são o seu ecossistema natural para se desenvolverem. Essa circunstância faz com que as questões de conservação do meio ambiente se imponham desde logo enquanto recurso fundamental para que a cultura seja transmitida e se perpetue.

Nestas matérias, e tendo por objetivo concorrer para o incremento da cultura ambiental, a Câmara Municipal de Sintra tem diversificado propostas com uma relação mais ou menos direta ou imediata, mas que são terreno para fazer germinar maior consciência ecológica, maior cidadania, maior identificação com o território onde se vive e convive. Exemplo disso são os projetos Eco-Escolas, Kids Dive, Projeto de criação da Área Marinha Protegida em Sintra, Escola da Floresta Bloom, Sintra Ambiquiz, Peixes Nativos e 3 temas, 3 rotas.

O Conselho Municipal de Cultura tem como missão promover o diálogo e a cooperação entre a autarquia, os agentes culturais do concelho e personalidades de reconhecido mérito cultural, contribuindo, assim, para o desenvolvimento das atividades culturais do município de Sintra.

O Conselho de Opinião da Paisagem Cultural de Sintra – Património Mundial foi criado por deliberação da Câmara Municipal de Sintra, em concertação com a Parques de Sintra Monte da Lua, SA, sendo um órgão consultivo que assegura a participação científica e cívica da comunidade local no desenvolvimento de uma paisagem cultural sustentável e participada.

Foto: CMS.

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Especialista assegura: abertura do mercado aéreo no Mercosul poderá aumentar concorrência e baixar tarifas

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O memorando de cooperação para reforçar a integração do transporte aéreo no Mercosul, assinado pelo Brasil esta semana, voltou a colocar em discussão a possibilidade de companhias aéreas estrangeiras operarem rotas domésticas noutros países do bloco. Para Luiz Moura, conselheiro de Turismo da FecomercioSP e especialista em gestão de viagens corporativas, a medida poderá trazer benefícios para os passageiros, desde que seja acompanhada por um enquadramento regulatório capaz de assegurar condições de concorrência equilibradas.

Na perspetiva do especialista, a abertura do mercado representa uma oportunidade para dinamizar o setor da aviação na região, aumentando a oferta de ligações e promovendo uma maior competitividade entre operadores, além de que o principal impacto positivo será sentido pelos passageiros.

“Quanto mais empresas disputam um mercado, maior tende a ser a oferta de voos e mais competitivos ficam os preços. Para o passageiro, esse costuma ser o principal benefício de uma abertura como essa”, declarou.

Apesar desse potencial, Luiz Moura realça que o processo deverá ser conduzido com prudência, tendo em conta as profundas diferenças económicas existentes entre os países do Mercosul.

Segundo explica, empresas sediadas em mercados mais robustos poderão dispor de maior capacidade financeira, melhores condições de investimento e maior margem para praticar tarifas reduzidas durante mais tempo, colocando pressão adicional sobre as companhias nacionais de economias menos desenvolvidas.

“Uma companhia que atua em um mercado economicamente mais forte pode ter mais recursos para sustentar uma operação noutro país. Isso pode criar uma competição desigual com empresas locais, que operam em uma realidade completamente diferente”, alertou.

O especialista recorda também que modelos semelhantes já existem noutras regiões, sobretudo na União Europeia, onde várias companhias operam voos domésticos em diferentes Estados-membros. Ainda assim, considera que a realidade europeia não pode ser transposta automaticamente para a América do Sul.

“Na Europa, os países têm níveis de desenvolvimento mais próximos e, em grande parte do bloco, compartilham a mesma moeda. No Mercosul, convivemos com economias muito diferentes, moedas distintas e realidades financeiras bastante desiguais. Isso pode produzir efeitos diferentes dos observados no mercado europeu”, vincou.

Neste contexto, Luiz Moura considera determinante o trabalho do grupo técnico previsto no memorando de cooperação, responsável por definir as regras que irão enquadrar a abertura do mercado regional.

Na sua opinião, o sucesso da medida dependerá da criação de mecanismos capazes de proteger a competitividade das companhias nacionais sem impedir os benefícios esperados para os consumidores.

“A abertura tende a ser positiva para quem viaja, desde que exista um ambiente regulatório capaz de equilibrar a competição entre empresas que partem de condições econômicas muito diferentes”, concluiu.

Ígor Lopes

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Nova Câmara de Comércio pretende ampliar “conexão econômica” do Maranhão com a Europa

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A fundação da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo e Serviços Brasil-Portugal no Maranhão, em 15 de junho de 2026, abre uma nova frente para a inserção internacional desse Estado brasileiro. Criada após mais de três anos de articulações, a entidade nasce com o objetivo de “aproximar empresas, investidores e instituições públicas dos dois países, apoiar o comércio bilateral e ampliar o acesso do empresariado maranhense a Portugal e à União Europeia”.

Presidida pelo advogado luso-brasileiro Júlio Moreira Gomes Filho, a Câmara de Comércio pretende atuar como “ponte de negócios entre os dois lados do Atlântico”, por meio do mapeamento de oportunidades, da promoção de missões empresariais e da realização de feiras, seminários e ações de capacitação. A estratégia considera a posição geográfica do Maranhão, a sua infraestrutura portuária e o potencial agroexportador, além das possibilidades de cooperação nos setores imobiliário, hoteleiro, tecnológico e turístico.

Em entrevista à Agência Incomparáveis, Júlio Moreira afirmou que a instituição buscará transformar a ligação histórica de São Luís com Portugal em resultados econômicos. Capital reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO, São Luís reúne uma herança urbana e cultural portuguesa que poderá sustentar novos projetos de investimento. Para o presidente, a criação da Câmara de Comércio representa “um marco na internacionalização do Maranhão” e uma “oportunidade para fortalecer a competitividade do Estado no mercado global”.

Por que faz sentido a criação da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo e Serviços, Brasil-Portugal no Maranhão?

Como registrei em recente artigo publicado em jornais de grande circulação local e em alguns portais de notícias, as câmaras de comércio Brasil-Portugal funcionam como pontes de negócios para aproximar empresas, investidores e os governos dos dois países. São associações civis sem fins lucrativos que facilitam a internacionalização e o comércio bilateral. A relevância desta iniciativa no estado do Maranhão ganha contornos ainda maiores quando observamos a sua posição no cenário nacional, já que se conecta diretamente a uma rede de influência que move bilhões em comércio bilateral.

Quais os vossos objetivos?

Enfrentar desafios fiscais, atuar na pesquisa de complementaridades entre empresas dos dois países, incentivando a competitividade e organizando feiras, seminários e cursos de capacitação que preparem o nosso empresariado para os desafios globais. Além disso, a Câmara de Comércio funcionará como uma voz ativa na defesa dos interesses dos seus associados junto a entidades governamentais e organismos internacionais, visto que o Maranhão possui uma das posições geográficas mais estratégicas do país para o comércio com a Europa, sem esquecer a forte ligação histórica de São Luís com a herança luso-brasileira, que, naturalmente, abre margem para projetos estruturados de investimentos imobiliários e hoteleiros.

Quem compõem os corpos sociais?

O Conselho Administrativo, responsável pelo planejamento, discussão, e realização das ações necessárias ao bom andamento dos trabalhos da Câmara de Comércio tem o seguinte quadro: Diretor Presidente: Júlio Moreira Gomes Filho; Diretor Vice-Presidente: Nuno Gustavo da Silva Ribeiro Martins; Diretor Secretário: Anderson Michael Costa Nogueira; Diretor Vice-Secretário: Fábio Henrique Lima de Souza; Diretor Tesoureiro: Márcio Aurélio da Silva Júnior; Diretor Vice-Tesoureiro: Davi Lobo Valinhas; Diretor Jurídico: Júlio Moreira Gomes Filho; Diretor de Relações Internacionais: Nuno Filipe Pacheco Magalhães; Diretor de Comunicações: Adriana Fernandes Vieira; Diretor de Planejamento Estratégico: Paulo Salvador; Diretor de Tecnologia e Inovação: Nuno Mota e Silva; e Diretor ESG e Projetos: André da Costa Santos.

A criação da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo e Serviços, Brasil-Portugal no Maranhão representa um novo momento na relação entre o estado e Portugal. Quais são as principais prioridades definidas para este início de atividade e que resultados pretende alcançar nos primeiros anos?

O potencial da Câmara é vasto e multidisciplinar. O nosso estatuto estabelece como pilares não apenas o comércio tradicional, mas o intercâmbio inovador, tecnológico e turístico. A sinergia institucional coloca o nosso estado na vitrine dos investidores lusos e europeus, fortalecendo a competitividade no mapa econômico do país.

O Maranhão possui uma localização estratégica e um potencial de crescimento em diversos setores. De que forma a Câmara pretende transformar essas vantagens em oportunidades concretas de negócios, investimento e internacionalização para empresas maranhenses e portuguesas?

É preciso investir numa maior divulgação desses potenciais, e não falo apenas em feiras, workshops, etc. Vejo como necessário a identificação de representantes de segmentos empresariais que efetivamente podem investir no Maranhão, e o que o Estado, a nível de política fiscal, tem a negociar. É preciso um engajamento sério no que diz respeito a essas discussões.

A atração de investimento estrangeiro é um dos desafios das economias regionais. Que estratégia será adotada pela Câmara para captar investidores portugueses e incentivar empresas do Maranhão a expandirem a sua presença em Portugal e na União Europeia?

Apesar dos desafios fiscais, iniciativas institucionais buscam desatar os nós burocráticos. A fundação da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo e Serviços Brasil-Portugal no Maranhão, ocorrida em 15 de junho de 2026, surge como um catalisador estratégico. A entidade surge justamente para facilitar a internacionalização e o comércio bilateral, utilizando a afinidade histórica para atrair investidores europeus e fortalecer a competitividade maranhense no mapa global.

Que setores considera prioritários para futuras parcerias bilaterais, nomeadamente nas áreas da indústria, turismo, inovação e tecnologia, entre Brasil e Portugal?

A visão que tenho hoje é a de que a atuação no Estado combina o potencial agroexportador maranhense com a infraestrutura portuária local, conectando grandes projetos ao mercado europeu. Além disso, a forte ligação histórica de São Luís com a herança luso-brasileira abre margem para projetos estruturados de investimentos imobiliários e hoteleiros. Como sempre tenho defendido ao longo dos últimos anos, há um potencial muito grandes de ações a serem articuladas/planejadas para posterior execução através da Câmara.

O que pode o Maranhão oferecer ao ecossistema empresarial português e vice-versa?

O Estado possui uma das posições geográficas mais privilegiadas do Brasil para o comércio com a Europa, reduzindo distâncias logísticas, assim como apresenta produções recordes de grãos e cereais, oferece oportunidades em logística portuária, com destaque para o projeto do Terminal Portuário de Alcântara, planejado como uma alternativa eficiente para o escoamento da produção, e, ainda, temos a forte ligação histórica de São Luís com a herança luso-brasileira e o seu título de Patrimônio Cultural Mundial, que abrem margem para projetos estruturados nos setores imobiliário e hoteleiro. Em relação a Portugal, entendo que existe a conexão a uma rede de Influência Global, notadamente por meio da Federação das Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil, possibilidade de acesso a capital de investimento, a experiência em construção e engenharia, além do fomento cultural, algo já bastante natural ente o Estado do Maranhão e Portugal.

Uma instituição desta dimensão depende de uma equipa sólida e de uma rede de parceiros. Como está a ser estruturada a direção da Câmara e que perfil de profissionais e empresários pretende reunir para garantir uma atuação eficaz?

Estamos iniciando as nossas atividades com um Conselho Administrativo, um Conselho Consultivo e o Conselho Fiscal com suplentes, totalizando 21 cargos preenchidos por empresários locais, profissionais das áreas do Direito, Contabilidade, Administração, sendo portugueses, brasileiros, ou luso-brasileiros, com atuação empresarial e profissional tanto em São Luís (capital do estado do Maranhão), quanto em Imperatriz (segunda maior cidade do Estado do Maranhão), e em Portugal, como no caso do nosso Diretor de Internacionalização. Passado aquele período inicial de registro de atos constitutivos, partiremos para a eleição do Conselho Empresarial Bilateral, conforme previsão estatutária.

Além do apoio empresarial, que iniciativas a Câmara pretende desenvolver para aproximar universidades, centros de investigação, entidades públicas e organizações dos dois países, promovendo a inovação, a qualificação profissional e a cooperação institucional?

Num segundo ou terceiro momento, pretendemos viabilizar a organização e o patrocínio de cursos de capacitação, seminários, simpósios e conferências.

Que ações estão programadas?

Após o trabalho inicial de fundação, registro de atos, abertura de conta, filiação perante a Federação das Câmaras Portuguesas, partiremos para o mapeamento dos negócios e oportunidades em todo o território maranhense, com real capacidade para exportação, com visitas técnicas in loco, apresentação da Câmara de Comércio perante as instituições representativas do empresariado local, dentre outras ações.

Que modelo de trabalho pretende implementar?

O baseado no conceito de “ponte de negócios” e “catalisador de oportunidades” tanto para o Maranhão, quanto para Portugal.

Como aconteceu a vossa fundação?

Foram mais de três anos entre reuniões presenciais ou por videoconferência, até chegarmos no dia 15 de junho deste ano, onde conseguimos reunir um grupo seleto de pessoas realmente engajadas no projeto da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo, e Serviços, Brasil-Portugal no Maranhão. Muitas dificuldades, algumas desistências nessa caminhada, tudo transformado em lições para que justamente passado o primeiro momento em torno da fundação pudéssemos avançar com a segurança que precisávamos. Não posso deixar de registrar, tal qual fiz no dia da assembleia de fundação, o inestimável apoio das demais instituições portuguesas e luso-brasileiras no Maranhão, a saber: o Consulado Honorário de Portugal no Maranhão, o Conselho da Comunidade Luso-brasileira do Maranhão e a secular Sociedade Humanitária 1º de Dezembro, proprietária do prédio que abriga as instituições antes nominadas, e, agora, passou a abrigar também a recém-criada Câmara de Comércio, Indústria, Turismo, e Serviços, Brasil-Portugal no Maranhão.

Que mensagem gostaria de transmitir aos empresários do Maranhão, de Portugal e da diáspora luso-brasileira sobre o papel desta nova Câmara e sobre as oportunidades que pretende criar para fortalecer as relações económicas entre os dois lados do Atlântico?

A mensagem central aos empresários do Maranhão, de Portugal e da diáspora luso-brasileira é que a fundação da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo, e Serviços Brasil-Portugal no Maranhão representa um marco definitivo na inserção econômica internacional do Estado. Esta nova instituição não é apenas uma associação civil, mas um “catalisador de oportunidades” e uma “ponte de negócios” desenhada para transformar a afinidade histórica entre as nações em resultados tangíveis tanto para o povo maranhense, quanto para os portugueses que acreditam no potencial dos negócios no Estado do Maranhão.

Por fim, quem é Júlio Moreira?

Júlio Moreira Gomes Filho é filho do português Júlio Moreira Gomes e da brasileira Maria de Nazareth Mondego Feres, de origem libanesa. O meu pai foi um empreendedor de sucesso em São Luís, fundando a Casa de Materiais de Construção Santa Rosa, antes de retornar a Portugal em 1980 para fundar a empresa Brasicor na região da Maia. Sou advogado luso-maranhense, sócio administrador do escritório Moreira Gomes & Vilas Boas Advogados Associados, reconhecido pela sua liderança em instituições jurídicas e pela sua atuação na promoção das relações entre o Maranhão e Portugal. Exerci, até recentemente, a presidência da Academia Maranhense de Letras Jurídicas (AMLJ) por três mandatos consecutivos (2020 a 2026), sendo, atualmente, o seu vice-presidente. Durante a minha gestão, promovi a modernização digital da entidade e a posse de membros de prestígio nacional. Sou membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) no Rio de Janeiro, onde integro a Comissão de Direito Civil, e sou membro consultor da Comissão Especial de Direito Lusófono do Conselho Federal da OAB. Dentre as comendas e homenagens já recebidas, destaca-se a homenagem efetivada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região com a Ordem Timbira do Mérito Judiciário do Trabalho, no grau de Oficial, em reconhecimento aos seus serviços à justiça e à cidadania, no final de 2025. Exerci a função de diretor-tesoureiro do Instituto Beneficente “Áurea Faria”, instituição filantrópica fundada no ano de 1996 por membros da comunidade luso-brasileira do Maranhão. Presidiu o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Maranhão (CCLBMA), órgão que agrega as instituições de origem lusa no Estado.

Ígor Lopes

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Açores

RTP reforça colaboração estratégica com o Youtube para o “desenvolvimento de talentos” em Portugal

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A RTP (Rádio e Televisão de Portugal), operador de serviço público de media, e o YouTube estão a reforçar significativamente a sua relação estratégica. Com base num longo historial de cooperação bem-sucedida, as duas organizações estabeleceram um plano detalhado de colaboração para a RTP, concebido para promover a inovação digital, facilitar a descoberta de conteúdos de serviço público de elevada qualidade e capacitar a próxima geração de profissionais dos media em Portugal. Esta colaboração contribui também para o objetivo da RTP de combater a desinformação, facilitando o acesso do público a conteúdos rigorosos e de qualidade.

Este plano estratégico representa um passo proativo da RTP no sentido de aprofundar a sua parceria com o YouTube. Ao tirar o máximo partido das ferramentas disponibilizadas pela plataforma e das melhores práticas, a RTP reforçará a sua capacidade de estabelecer ligação com públicos mais jovens e orientados para o digital, através de quatro pilares fundamentais: desenvolvimento de novos talentos na área da informação, criação de espaços seguros para crianças e jovens, envolvimento das comunidades ligadas ao desporto e apoio ao crescimento das receitas.

A RTP apoiará também a experimentação e a adoção do Likeness ID pelos seus profissionais. Esta ferramenta pioneira do YouTube foi concebida para ajudar criadores, incluindo jornalistas e figuras públicas, a gerir a forma como a inteligência artificial é utilizada para os representar na plataforma, reforçando a proteção contra deepfakes e conteúdos manipulados.

O YouTube constitui uma parceria estratégica para a inovação digital da RTP, oferecendo um ecossistema único de criadores que promove a inovação e uma nova linguagem visual adaptada às audiências da próxima geração. Além disso, proporciona o ambiente ideal para alargar o alcance dos conteúdos de serviço público a todos os ecrãs.

Nicolau Santos, Presidente do Conselho de Administração da RTP, afirmou: “Este é um momento importante para a RTP. A missão de serviço público não se esgota nos canais de televisão e rádio nem nas plataformas digitais próprias. Esta parceria com o YouTube, uma das maiores plataformas de conteúdos a nível mundial, demonstra que a RTP está atenta aos novos hábitos de consumo de conteúdos e disponível para se adaptar a estas novas realidades, com o objetivo de aumentar a sua relevância para todos os públicos, particularmente os mais jovens.”

Pedro Pina, Vice-Presidente, YouTube EMEA, comentou: “A parceria alargada da RTP fornece um modelo claro para os operadores públicos de radiodifusão europeus que procuram construir modelos de negócio sustentáveis. Ao concentrar-se na distribuição e monetização eficientes com o YouTube, a RTP está a chegar a novos públicos onde eles já assistem e a impulsionar um crescimento concreto das receitas para o futuro”.

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