Atualidade
Barcelos: GASC participa no Iº Fórum Portugal Contra a Violência
Decorreu em Lisboa
Nos passados dias 17 e 18 de novembro, decorreu, em Lisboa, no Auditório da Reitoria da Universidade Nova, o Iº Fórum Portugal Contra a Violência, organizado pela Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, e pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), no âmbito da Estratégia Nacional Para a Igualdade e a Não Discriminação 2018-2030.
Com vários painéis, que envolveram diversos profissionais e especialistas de diferentes áreas intersectoriais, foram discutidos temas de grande relevo para uma atuação concertada e integrada no combate à violência contra as mulheres e violência doméstica.
Nesse contexto, o GASC, IPSS com sede em Barcelos, foi uma das entidades convidadas a participar no painel “Apoio Psicoterapêutico a crianças e jovens na Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica“, fazendo-se representar pela sua Coordenadora Geral e Psicóloga, Célia Barbosa, que apresentou o contexto de desenvolvimento e preparação de uma nova resposta que vem reforçar e complementar a Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD) – as Respostas de Apoio Psicológico e Psicoterapêutico (RAP) para crianças e jovens vítimas de Violência Doméstica e que passará a existir também no concelho de Barcelos.
Concretamente, as RAP visam promover o atendimento, acompanhamento e apoio psicológico especializado a crianças e jovens vítimas de violência doméstica e violência de género e emergem do (re)conhecimento do impacto da violência doméstica contra crianças e jovens, exigindo uma intervenção mais atenta, designadamente na RNAVVD, através da promoção de respostas de apoio especializado para estas vítimas, tendo em conta a sua vulnerabilidade e necessidades específicas.
Na intervenção do GASC neste Fórum, foi descrito, sumariamente, o processo de preparação desta resposta, no âmbito de um forte trabalho de Concertação Intermunicipal desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado, que envolveu esta CIM e as estruturas da RNAVVD, que já se encontravam a trabalhar neste terreno, dos 6 concelhos que integram esta CIM: Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro, Vila Verde e Amares, para a criação das RAP para este mesmo território e garantindo a não sobreposição de intervenções.

Assim, num espaço de diálogo e partilha, foi definida a formalização de 3 candidaturas a RAP, no âmbito do aviso de candidaturas, assumindo o GASC uma delas, em parceria com a Câmara Municipal de Barcelos e com a Câmara Municipal de Esposende, e cujo desenvolvimento estará plenamente ancorado no trabalho da CIM do Cávado, numa plataforma de trabalho conjunto e integrado entre todas as RAP´s deste território, as estruturas da rede alargada da RNAVVD e com a CIG, esta última enquanto organismo intermédio de apoio e monitorização do seu desenvolvimento.
Desta forma, nasceu o projeto “CorAção com VOZ”, um serviço que oferecerá atendimento psicológico especializado a crianças e jovens vítimas de violência doméstica, de forma gratuita e integrada com outras respostas da Rede Nacional. Este serviço funcionará em Barcelos e Esposende, prevendo horário de atendimento laboral e pós-laboral, em ambos locais.
O “CorAção com Voz” propõe-se a desenvolver uma modalidade de intervenção integrada e complementar, com sessões individuais e em grupo, de modo a abranger um maior número de crianças/jovens e melhor intervir nas necessidades das mesmas. Pretende-se fornecer suporte emocional e realizar um trabalho terapêutico de integração das experiências vividas e do trauma provocado, assim como capacitar as crianças e jovens com competências pessoais, sociais e de autonomia, e estimular os relacionamentos interpessoais positivos. Objetiva-se, ainda, a desconstrução de papéis de género e a promoção de uma perspetiva alternativa assente numa cultura de igualdade e de cidadania, a identificação da violência como um problema e como um crime e o aprofundamento do conhecimento das dinâmicas relacionais abusivas.
A intervenção desta estrutura apostará na inclusão social, ao prever a criação de um Modelo Integrado de Acompanhamento Individual Especializado para crianças e jovens com Deficiência, através de um Acordo de Parceria e Cooperação Interinstitucional com a APACI (Associação de Pais e Amigos de Crianças Inadaptadas), surgindo este do reconhecimento da necessidade de intervenção nesta população, quer pela sua maior vulnerabilidade, quatro vezes superior a uma criança ou jovem que não tem qualquer deficiência, quer pela escassez de respostas especializadas neste âmbito.
A operação “CorAção com Voz” sustenta-se, de facto, na convicção de que é fundamental que as crianças e jovens recebam apoio com a maior precocidade possível, criando contextos que facilitem a recuperação da sua segurança emocional e física e, assim, potenciem a prevenção da replicação dos comportamentos violentos.
Com início a 01 de setembro, “estamos no terreno para as crianças e jovens, porque elas são vítimas, não vítimas indiretas, mas vítimas, cujo desenvolvimento, saúde e bem-estar é afetado pela vivência, mas também pela exposição à violência”, refere a IPSS barcelense em nota.
“Queremos dar mais Cor ao desenvolvimento destas crianças, sendo que a todos cabe-nos a AÇÃO que promova a mudança de paradigma – as crianças não podem ser mais as vítimas invisíveis deste fenómeno!”, conclui.
Imagens: DR.
Atualidade
Câmara de Lisboa reforça investimento em projetos educativos com mais de 950 mil euros
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou hoje, em reunião pública, duas propostas que reforçam o investimento municipal em projetos educativos nos próximos dois anos letivos, num montante superior a 950 mil euros.
As medidas aprovadas contemplam a criação do concurso “Escola Acontece”, integrado no Programa de Sucesso Escolar ELEVA-TE, e o reforço da Orquestra Geração Lisboa, duas iniciativas que visam promover o sucesso educativo, a inclusão e o desenvolvimento das crianças e jovens da cidade.
“Continuamos a reafirmar a educação como uma das prioridades deste executivo. As propostas hoje aprovadas refletem uma aposta em projetos que complementam o trabalho desenvolvido nas escolas e que contribuem para a construção de percursos educativos mais inclusivos e promotores do sucesso escolar”, afirma o vereador com o pelouro da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves.
O concurso “Escola Acontece”, cuja primeira edição decorrerá no ano letivo 2026/2027, destina-se a todas as escolas da rede pública de Lisboa, desde o 1.º ciclo do ensino básico até ao ensino secundário. Através desta iniciativa, a Autarquia pretende apoiar projetos extracurriculares que respondam às necessidades concretas de cada escola, promovendo a autonomia, a criatividade, a inclusão e a participação ativa de alunos, professores, famílias e restantes agentes da comunidade educativa.
Envolvendo um investimento de 618 mil euros, incluindo financiamento comunitário, o concurso abrangerá projetos de áreas distintas, designadamente expressões artísticas, teatro, música, dança, desporto, sustentabilidade, ambiente, ciências, tecnologia, cidadania, saúde e bem-estar, entre outros.
O executivo aprovou igualmente o reforço da Orquestra Geração Lisboa, garantindo a continuidade daquele que é um dos mais relevantes projetos de inclusão social através da música desenvolvido na cidade.
Com um investimento global superior a 339 mil euros para os próximos dois anos letivos (157 mil e 182 mil para 2026/2027 e 2027/2028, respetivamente), o reforço financeiro face a anos anteriores permitirá alargar a abrangência do projeto a cerca de 600 crianças e jovens, reforçando especialmente a inclusão através da expansão da Orquestra de Afetos nos jardins de infância, para crianças dos 3 aos 6 anos.
Atualidade
Universidade do Algarve conclui obras de eficiência energética no Edifício 1 do Campus de Gambelas
A Universidade do Algarve realizou um conjunto de intervenções no Edifício 1 do Campus de Gambelas, cujo investimento total foi superior a 1,2 milhões de euros. As diversas empreitadas realizadas com este objetivo encontram-se todas concluídas.
Estas intervenções são financiadas pelo Fundo Ambiental, através do Programa de Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central – Apoio à Renovação Energética dos Edifícios da Administração Pública Central, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Para tornar o edifício mais eficiente em termos energéticos foram feitas intervenções ao nível do isolamento térmico da cobertura, da substituição de vãos envidraçados, do sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) e foi instalado um sistema solar fotovoltaico. Além da eficiência energética, as ações levadas a cabo, que se complementam, permitirão melhorar as condições de habitabilidade, conforto, redução de custos e redução de CO2.
É objetivo da Universidade do Algarve implementar medidas que fomentem a sustentabilidade e a eficiência energética, bem como reforçar a produção de energia de fontes renováveis em regime de autoconsumo, contribuindo para a melhoria do desempenho energético e ambiental dos edifícios em causa. Pretende-se que as medidas adotadas possam conduzir, em média, a pelo menos 30% de redução do consumo de energia primária no edifício agora intervencionado.
O edifício em causa foi construído em 1993 e apresentava fragilidades em termos de eficiência energética. As intervenções tiveram como objetivo melhorar o conforto e bem-estar da comunidade académica, designadamente estudantes, investigadores, docentes e funcionários, introduzindo mecanismos que permitirão uma melhor economia e eficiência na utilização de recursos. O edifício tem duas grandes funcionalidades: o ensino e a investigação, tendo para o efeito salas de aulas, gabinetes, salas de reuniões, laboratórios de investigação e um auditório.
Atualidade
Especialista assegura: abertura do mercado aéreo no Mercosul poderá aumentar concorrência e baixar tarifas
O memorando de cooperação para reforçar a integração do transporte aéreo no Mercosul, assinado pelo Brasil esta semana, voltou a colocar em discussão a possibilidade de companhias aéreas estrangeiras operarem rotas domésticas noutros países do bloco. Para Luiz Moura, conselheiro de Turismo da FecomercioSP e especialista em gestão de viagens corporativas, a medida poderá trazer benefícios para os passageiros, desde que seja acompanhada por um enquadramento regulatório capaz de assegurar condições de concorrência equilibradas.
Na perspetiva do especialista, a abertura do mercado representa uma oportunidade para dinamizar o setor da aviação na região, aumentando a oferta de ligações e promovendo uma maior competitividade entre operadores, além de que o principal impacto positivo será sentido pelos passageiros.
“Quanto mais empresas disputam um mercado, maior tende a ser a oferta de voos e mais competitivos ficam os preços. Para o passageiro, esse costuma ser o principal benefício de uma abertura como essa”, declarou.
Apesar desse potencial, Luiz Moura realça que o processo deverá ser conduzido com prudência, tendo em conta as profundas diferenças económicas existentes entre os países do Mercosul.
Segundo explica, empresas sediadas em mercados mais robustos poderão dispor de maior capacidade financeira, melhores condições de investimento e maior margem para praticar tarifas reduzidas durante mais tempo, colocando pressão adicional sobre as companhias nacionais de economias menos desenvolvidas.
“Uma companhia que atua em um mercado economicamente mais forte pode ter mais recursos para sustentar uma operação noutro país. Isso pode criar uma competição desigual com empresas locais, que operam em uma realidade completamente diferente”, alertou.
O especialista recorda também que modelos semelhantes já existem noutras regiões, sobretudo na União Europeia, onde várias companhias operam voos domésticos em diferentes Estados-membros. Ainda assim, considera que a realidade europeia não pode ser transposta automaticamente para a América do Sul.
“Na Europa, os países têm níveis de desenvolvimento mais próximos e, em grande parte do bloco, compartilham a mesma moeda. No Mercosul, convivemos com economias muito diferentes, moedas distintas e realidades financeiras bastante desiguais. Isso pode produzir efeitos diferentes dos observados no mercado europeu”, vincou.
Neste contexto, Luiz Moura considera determinante o trabalho do grupo técnico previsto no memorando de cooperação, responsável por definir as regras que irão enquadrar a abertura do mercado regional.
Na sua opinião, o sucesso da medida dependerá da criação de mecanismos capazes de proteger a competitividade das companhias nacionais sem impedir os benefícios esperados para os consumidores.
“A abertura tende a ser positiva para quem viaja, desde que exista um ambiente regulatório capaz de equilibrar a competição entre empresas que partem de condições econômicas muito diferentes”, concluiu.
Ígor Lopes
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