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Festival MUSCARIUM#8 abre a cortina para os bastidores da criação de espetáculos  

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Já começou o Festival MUSCARIUM#8 – festival de artes performativas em Sintra, o qual apresenta 5 residências artísticas – nas áreas do teatro, dança e performance –, 3 espetáculos para o público infantojuvenil, 1 concerto, 1 estreia mundial e vários encontros informais entre os artistas e os públicos.

O Festival MUSCARIUM#8 – festival de artes performativas em Sintra começou ontem, dia 29 de agosto, com a residência artística da jovem criadora Mariana Fonseca do coletivo Lobby Teatro, que decorre no AMAS – Auditório Municipal António Silva, até dia 2 de setembro. Dia 3 de setembro, às 21h00, será apresentado um ensaio aberto do trabalho desenvolvido, o espetáculo “Não vais entrar?”, em antecipação da sua estreia, prevista para 14 de setembro, na Rua das Gaivotas 6, em Lisboa.

Em 2022, o MUSCARIUM assume-se como um espaço de pesquisa, investigação e experimentação artística, privilegiando a realização de residências, trazendo assim a criação artística para o centro das atenções. Este novo formato do Festival quer, por um lado, proporcionar a possibilidade de artistas e coletivos trabalharem nos seus projetos, e por outro, aproximar os públicos da criação de espetáculos.

Sobre o novo formato do Festival, Mariana Fonseca comenta: “Para uma companhia que é recém-nascida e que assina a morada dos pais de uma das jovens diretoras como sede, como (ainda!) é o caso do LOBBY Teatro, é mesmo muito gratificante e produtivo ter acesso a este tipo de residências artísticas que conseguem proporcionar espaço, tempo e condições de experimentação. No caso do MUSCARIUM#8 não podemos ainda fechar os olhos a este trabalho de divulgação do festival e das próprias criações e companhias que resulta numa enorme ajuda na extensão do nosso trabalho a outros públicos fora do centro de Lisboa, local de estreia do NÃO VAIS ENTRAR?

Até ao dia 25 de setembro, outros quatro artistas e coletivos, a Companhia João Garcia Miguel, Universo Paralelo, Joana Couto e Camilla Morello, estarão também em residência durante uma semana num espaço em Sintra. No final de cada semana, haverá uma apresentação do trabalho ao público, tendo em atenção que o espetáculo a ser apresentado pode ainda não estar concluído ou atingido a sua forma finalizada. Nestes casos, os artistas apresentam um Ensaio Aberto, um momento de apresentação pública do trabalho desenvolvido até aí. No final das apresentações, haverá uma conversa entre as equipas artísticas e os públicos, proporcionando momentos informais e de proximidade, com o objetivo de abrir as cortinas para os bastidores da criação de um espetáculo.

Não podiam faltar os espetáculos infantojuvenis – “Arco-da-Velha”, de Sílvia Barbosa, “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, do Teatro do Noroeste, e “Odeio a minha irmã”, a mais recente criação do teatromosca.

Por fim, a música também marcará presença, com a apresentação do álbum “Entre-Lugar”, de Manuel de Oliveira, guitarrista português.

A programação completa do MUSCARIUM#8 – festival de artes performativas em Sintra pode ser consultada em https://teatromosca.weebly.com/. Os espetáculos e ensaios abertos decorrerão no AMAS – Auditório Municipal António Silva, Casa de Teatro de Sintra, Teatroesfera, Largo da República em Agualva-Cacém e na Casa da Marioneta também em Agualva-Cacém.

Os bilhetes para os ensaios abertos e espetáculos já se encontram à venda na Ticketline, Seetickets, e locais habituais, com preços que variam entre os 5€ e os 10€. Os valores dos ensaios abertos, funcionam através de um preçário flexível, podendo o espetador escolher, de entre três opções, o valor do seu bilhete e assim apoiar o trabalho de criação artística.

Imagem: teatromosca.

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Crise migratória em Ceuta provoca pelo menos 34 mortos e mobiliza forças espanholas

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Pelo menos 34 pessoas morreram durante as tentativas de entrada em Ceuta a partir de Marrocos, segundo o balanço provisório divulgado esta sexta-feira, 31 de julho, pelas autoridades locais. Grande parte das vítimas morreu por afogamento durante a travessia marítima até ao enclave espanhol situado no norte de África.

O número representa uma atualização dos dados inicialmente divulgados, que apontavam para 24 e, posteriormente, 27 mortes. As operações de busca e socorro continuam, pelo que o balanço poderá sofrer novas alterações.

O Ministério do Interior espanhol estima que cerca de 50 mil pessoas tenham entrado irregularmente em Ceuta desde o início da crise migratória. O presidente da cidade autónoma, Juan Jesús Vivas, avançou uma estimativa de 60 mil entradas, equivalente a cerca de 70% da população local. Ceuta tem aproximadamente 83 mil habitantes.

Cerca de metade das pessoas que atravessaram a fronteira já terá regressado voluntariamente a Marrocos. As imagens divulgadas pelos meios de comunicação espanhóis mostram grupos a abandonar Ceuta pelas praias e pelos acessos terrestres, enquanto diminui o número de novas entradas.

A dimensão do movimento ultrapassa a crise registada em maio de 2021, quando cerca de 10 mil pessoas entraram no território espanhol em 48 horas. As autoridades enfrentam agora dificuldades no acolhimento, na identificação dos migrantes e na assistência a menores desacompanhados.

O Governo espanhol mobilizou as Forças Armadas para apoiar a Guarda Civil e a Polícia Nacional na manutenção da segurança. O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, e o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, deslocaram-se a Ceuta para acompanhar as operações e reunir-se com as autoridades locais.

Do lado marroquino, as forças de segurança reforçaram os controlos em Fnideq, onde foram registados confrontos com grupos que tentavam aproximar-se da fronteira. Espanha e Marrocos atribuíram a mobilização à atuação de redes de tráfico de pessoas e afirmaram estar a cooperar na gestão da crise e no regresso dos cidadãos marroquinos.

A recente decisão do Supremo Tribunal espanhol também está no centro do debate político. O tribunal determinou que as devoluções imediatas previstas para quem ultrapassa estruturas físicas de contenção, como vedações, não podem ser aplicadas da mesma forma às pessoas que chegam por via marítima. O Governo espanhol admite rever os mecanismos legais e físicos utilizados no controlo fronteiriço.

Os partidos espanhóis de direita e extrema-direita responsabilizam o Executivo de Pedro Sánchez pelas entradas, relacionando-as com o processo extraordinário de regularização de estrangeiros residentes no país. O Governo rejeita essa associação, argumentando que o procedimento se destina apenas a pessoas que já viviam em Espanha antes do período definido pela legislação.

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Cônsul honorária de Cabo Verde para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu reforça cooperação institucional entre o Rio de Janeiro e o interior português durante visita oficial à cidade maravilhosa

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A cônsul honorária da República de Cabo Verde em Portugal para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, Sofia Lourenço, foi recebida, no último dia 20 de julho, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no Brasil, numa visita institucional destinada a reforçar as relações entre o município carioca e aquelas três regiões portuguesas, através da promoção de “novas formas de cooperação institucional, intercâmbio cultural e desenvolvimento conjunto”.

A receção decorreu no Palácio Pedro Ernesto, sede do Poder Legislativo Municipal do Rio de Janeiro, tendo sido conduzida por Gilberto Moreira Júnior, em representação do vereador e primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Rafael Aloisio Freitas, e por Luciana Marquesan. A agenda iniciou-se com uma visita às instalações do edifício histórico, seguindo-se uma reunião de trabalho no Gabinete da primeira secretaria da Câmara Municipal.

Durante o encontro, foram analisadas diferentes possibilidades de aprofundar a cooperação entre o município do Rio de Janeiro e os distritos portugueses de Castelo Branco, Guarda e Viseu, procurando “criar mecanismos permanentes de colaboração que favoreçam o desenvolvimento mútuo e reforcem os laços institucionais entre os dois territórios”.

Segundo apurámos, entre os principais temas em discussão estiveram o “fortalecimento das relações institucionais, o incentivo ao intercâmbio cultural e a identificação de oportunidades de cooperação em áreas de interesse comum”, procurando “estabelecer uma plataforma de diálogo capaz de aproximar entidades públicas, organizações culturais e iniciativas de desenvolvimento local dos dois lados do Atlântico”.

Cooperação cultural como instrumento de aproximação entre Portugal e Brasil

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro frisou que este encontro “reforça o compromisso da instituição em promover o diálogo internacional e estreitar relações com representantes diplomáticos, reconhecendo o papel da cooperação cultural e institucional na criação de oportunidades de desenvolvimento para ambas as partes”.

No final da reunião, os participantes destacaram a importância de manter um canal permanente de diálogo entre o município carioca e os distritos portugueses representados por Sofia Lourenço, considerando que a “cooperação internacional e o intercâmbio cultural constituem instrumentos fundamentais para aproximar comunidades, partilhar experiências e desenvolver projetos capazes de beneficiar simultaneamente os territórios envolvidos”.

Em declarações à nossa reportagem, Sofia Lourenço explicou que a visita à Câmara Municipal do Rio de Janeiro teve como propósito “reforçar a aproximação institucional entre os territórios lusófonos”.

“Enquanto cônsul honorária de Cabo Verde em Portugal, realizei uma visita à Câmara Municipal do Rio de Janeiro com o objetivo de estreitar os laços de amizade e analisar possibilidades de intercâmbio cultural e de cooperação empresarial”, sublinhou esta responsável, realçando que o encontro “permitiu abordar novas formas de colaboração entre Portugal, Brasil e Cabo Verde”.

“Existe a possibilidade de reforçar as relações entre os três países, nomeadamente nos domínios do intercâmbio cultural, da cooperação económica e da valorização das comunidades empresariais”, afirmou Sofia, que aproveitou a oportunidade para reconhecer a “importância do trabalho desenvolvido pelo vereador Rafael Aloisio Freitas junto das comunidades portuguesas, estrangeiras e lusófonas residentes no Rio de Janeiro”.

“O vereador Rafael Aloisio Freitas mantém uma ligação direta às comunidades, incluindo as de língua portuguesa. Durante o encontro, foi também salientada a presença da comunidade portuguesa no Rio de Janeiro e a existência de várias Casas de Portugal no estado, que, como bem sei, desempenham um papel na preservação dos vínculos culturais e comunitários”, atestou Sofia Lourenço, que é luso-brasileira, tendo nascido no Estado de São Paulo e sendo residente hoje em Castelo Branco, região Centro de Portugal, onde estão as suas raízes familiares.

Diplomacia de proximidade reforça pontes entre comunidades lusófonas

A visita insere-se na atividade institucional desenvolvida por Sofia Lourenço enquanto cônsul honorária de Cabo Verde em Portugal, função através da qual tem promovido o diálogo entre diferentes territórios da lusofonia e incentivado projetos de cooperação internacional, particularmente entre Portugal, Cabo Verde e Brasil.

Ao longo dos últimos anos, esta responsável tem também desenvolvido diversas iniciativas sociais, humanitárias e de aproximação entre as comunidades lusófonas através da Associação “Mais Lusofonia”, organização sediada em Castelo Branco dedicada à promoção do intercâmbio cultural, da solidariedade social e da cooperação entre países de língua portuguesa, entidade da qual é presidente.

No plano empresarial, Sofia Lourenço lidera a Clinibeira, empresa ligada ao setor da saúde e bem-estar, conjugando a sua atividade profissional com uma forte intervenção cívica, cultural e diplomática.

Ígor Lopes

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Detenção de um homem por incêndio florestal em Cinfães

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A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, procedeu à detenção, fora de flagrante delito, de um homem com 60 anos, indiciado pela autoria de um crime de incêndio florestal, ocorrido no dia de 28 de julho em Ferreiros de Tendais – Cinfães.

O incêndio consumiu 1,5 hectares de mato, arbustos e pinheiro, vindo a criar perigo para habitações localizadas nas imediações. Não teve repercussões mais graves face à rápida intervenção de populares e Bombeiros, uma vez que o perigo de incêndio na zona estava no seu índice máximo.

O detido, residente na área, será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

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