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Católica do Porto participa em projeto europeu de cinco milhões de euros na área dos cuidados paliativos

Financiamento inédito na área dos cuidados paliativos a nível europeu

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Chama-se PAL-CYCLES – PALliative Care Yields Cancer welLbEing Support e, em Portugal, é coordenado pela investigadora da Católica Porto Business School, Sandra Martins Pereira. Com um financiamento de 5.5 milhões de euros, por parte da Comissão Europeia, este projeto pretende suavizar a transição entre o hospital e o domicílio para doentes com cancro, bem como melhorar a sua qualidade de vida. Um valor inédito num projeto europeu na área dos cuidados paliativos tanto em Portugal, como a nível europeu.

Muitos doentes com cancro incurável, e na última fase das suas vidas, deixam o hospital com muito pouca informação e com uma grande incerteza sobre como aceder e receber cuidados paliativos de excelência. Consequentemente, esta situação pode levar a uma redução da qualidade de vida, hospitalizações desnecessárias, sobrecarga dos familiares e sofrimento insuportável, que de outra forma poderiam ter sido prevenidos. É precisamente para fazer face a esta realidade que o projeto está a ser desenvolvido para, mais tarde, poder ser aplicado em contexto real.

“Estamos a investigar se uma transição ótima de cuidados pode ser facilitada desde os cuidados hospitalares aos cuidados comunitários, de modo a que os doentes possam permanecer no domicílio durante mais tempo, recebendo cuidados paliativos de elevada qualidade, resultando numa melhor qualidade de vida para doentes com cancro em fase avançada e no fim de vida e seus familiares, promovendo uma comunicação compassiva sobre temas eticamente sensíveis, diminuindo hospitalizações desnecessárias e minimizando o sofrimento”, explica Sandra Martins Pereira, investigadora do Centro de Estudos em Gestão e Economia (CEGE) da Católica Porto Business School e coordenadora em Portugal do projeto em questão.

A nível de números, o projeto vai receber 5.5 milhões de euros ao longo dos próximos 5 anos, com mais de meio milhão de euros atribuídos à Universidade Católica Portuguesa. A nível prático, as bases do programa de transição de cuidados paliativos ‘PAL-CYCLES’ foram desenvolvidas num estudo previamente realizado nos Países Baixos, que será agora mais desenvolvido e ajustado à realidade de outros países europeus, incluindo Portugal. A equipa portuguesa implementará, assim, uma série de estudos e avaliará os desafios éticos, socioculturais e políticos inerentes à transição de cuidados paliativos e implementação do programa.

No caso português, este trabalho será desenvolvido pela Universidade Católica Portuguesa, mais concretamente através do CEGE, da Católica Porto Business School, que participará em todas as atividades do projeto, assumindo uma posição de liderança e de coordenação de um work package sobre “Ethical, sociocultural and Policy Analysis” (Análise Ética, Sociocultural e Política). Os próximos passos passarão por participar ativamente no desenho e implementação de todas as atividades de investigação e formação, em articulação com os parceiros clínicos em Portugal.

Sobre o objetivo maior do projeto, Sandra Martins Pereira, perita em investigação em ética em cuidados paliativos e em fim de vida na Universidade Católica Portuguesa, salienta que o desafio com o ‘PAL-CYCLES’ é facilitar uma comunicação centrada na pessoa doente e a continuidade e integração de cuidados paliativos no contexto comunitário, bem como melhorar a prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade às pessoas com doença oncológica em fase avançada e em fim de vida, que necessitam cuidados paliativos, dentro e através de países europeus com uma grande variedade de sistemas de saúde e diferentes modelos de financiamento, organização e prestação de serviços de saúde”.

Outro ponto que faz deste projeto algo inédito é a sua dimensão internacional, interdisciplinar e intersectorial, uma vez que inclui parceiros de nove países europeus, nomeadamente, Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Polónia, Portugal, Roménia, Espanha e Países Baixos, aportando o know-how e os contextos diferenciados que lhe conferem esta tridimensionalidade. Outro ponto de destaque é o facto de que será implementado através de diferentes países europeus que têm uma grande variedade de sistemas de saúde e distintos modelos de financiamento, organização e prestação de serviços de saúde. Em Portugal, do ponto de vista clínico, o projeto será implementado em contextos de prestação de cuidados oncológicos do sistema público, incluindo a Região Autónoma dos Açores.

A nível metodológico, vale ainda referir que todos os doentes, familiares e profissionais envolvidos nos estudos clínicos terão acesso à intervenção do programa PAL-CYCLES, o que, além de ser mais uma vez algo inédito, ajudará a diminuir iniquidades no acesso a cuidados e programas de elevada qualidade. 

Foto: DR.

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PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto

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A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.

Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.

O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.

As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.

A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.

A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.

Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.

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Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD

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O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.


A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.


A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.


Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.

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Brasil: São Paulo conta agora com uma delegação da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, entidade com sede em Viseu

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A “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” realizou, no passado dia 16 de julho, a cerimónia oficial de tomada de posse da nova direção da delegação de São Paulo da entidade, quando distinguiu diversas personalidades e instituições pelo seu “contributo para a divulgação da cultura portuguesa no Brasil”, além de promover uma celebração gastronómica dedicada aos laços históricos entre Portugal e o Japão, numa tarde de eventos realizados primeiro no Auditório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e, depois, no Restaurante Osakaya, no mesmo endereço.

A sessão solene marcou o início do primeiro mandato da delegação paulista da Confraria, organização que tem como missão “preservar, divulgar e valorizar o património histórico, cultural e gastronómico da região da Beira Alta portuguesa, junto da comunidade lusa residente no Brasil e dos seus descendentes”, promovendo também o “intercâmbio cultural entre Portugal e o país sul-americano”.

A estrutura dirigente passou a ser liderada por Nilzângela de Lima Souza, que assume a presidência da delegação, acompanhada por João Baptista de Oliveira, como vice-presidente, Gabriel Kwak, como secretário-geral; e, na tesouraria, Raquel Naveira. Integram-na, ainda, os conselheiros fiscais José Francisco Ferraz Luz e José Domingos de Lima Pezza, José Alberto Lovetro, diretor de Banda Desenhada, e Salete Lima e Eliza Muratori, Fatima Fonseca, nomeadas embaixadoras culturais.

De igual modo, durante a cerimónia foram atribuídos os títulos de “Presidentes de Honra” da Confraria ao Dr. Juarez Morais de Avelar e ao jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, “distinção reservada a personalidades reconhecidas pelo apoio prestado à instituição e ao fortalecimento das relações culturais entre Portugal e o Brasil”.

Reconhecimento do mérito cultural marcou cerimónia

A tomada de posse ficou também assinalada por um conjunto de condecorações destinadas a reconhecer o trabalho desenvolvido em diferentes áreas da cultura, do associativismo e da promoção da identidade portuguesa.

Tânia Sousa Pezza e Richard Wolfgang Azevedo Bauer foram investidos como novos comendadores da Confraria, recebendo as respetivas insígnias numa cerimónia presidida por Nilzângela de Lima Souza. Ao longo da sessão foram ainda homenageados o maestro Roberto Mendes Barbosa e Elisa Mendes Barbosa, ligados ao Coral de Oficina de Arte e Cultura, bem como Benjamin Souza Marinho, distinguido enquanto representante das novas gerações que mantêm viva a ligação à cultura portuguesa.

A Confraria decidiu também atribuir uma distinção institucional ao Restaurante Osakaya, reconhecendo o contributo que o espaço tem vindo a prestar ao “fortalecimento do intercâmbio cultural luso-brasileiro” e à “valorização da gastronomia enquanto elemento de aproximação entre os povos”.

Gastronomia como expressão da história comum

Após o momento protocolar, os participantes reuniram-se no salão do Restaurante Osakaya, onde foi servido um menu concebido exclusivamente para a ocasião, pensado para traduzir, através da gastronomia, o encontro histórico entre Portugal e o Japão. A proposta gastronómica procurou revisitar um dos capítulos mais antigos das relações entre os dois países, evocando os primeiros contactos estabelecidos pelos navegadores portugueses no século XVI e a influência que essa presença deixou na cultura culinária japonesa.

Ao longo do jantar foram servidos pratos que combinaram técnicas tradicionais japonesas com ingredientes e referências profundamente associados à cozinha portuguesa, transformando cada momento da refeição numa narrativa sobre a circulação de produtos, sabores e tradições entre os dois extremos do mundo.

O percurso iniciou-se com Edamame, valorizando a simplicidade dos produtos naturais, e com uma delicada salada de hijiki, preparada com caldo dashi e shoyu, apresentada como uma evocação da profundidade do oceano e da subtileza da cozinha japonesa.

Seguiu-se um dos momentos mais simbólicos da noite: o Korokke de Bacalhau, versão japonesa inspirada no tradicional bolinho de bacalhau português. A confeção recorreu à panagem em panko, preservando, contudo, o protagonismo do bacalhau, ingrediente incontornável da gastronomia portuguesa, criando uma ponte entre duas tradições culinárias separadas por milhares de quilómetros, mas unidas pela história.

O menu prosseguiu com Orange Chicken, Karaage Nanban, Shorompo Soup, Buta Misso e Tempura Misto, prato que assumiu especial simbolismo por recordar precisamente a influência portuguesa na divulgação do tempura – pois em séculos passados esta iguaria era consumida apenas por monges, sendo proibido o consumo por pessoas comuns – a técnica de fritura que viria a dar origem à atual tempura japonês.

A refeição terminou com Choux Cream (Shu Kuri), sobremesa de inspiração francesa reinterpretada pela pastelaria japonesa, encerrando um percurso gastronómico marcado pela fusão de influências e pela valorização da partilha cultural.

Toda a experiência foi desenvolvida pelo chef Daisuke Takao, agradecemos aos proprietários Henrique Hojo e Nicolas Aoki, que procuraram construir um menu onde cada prato representasse um “momento da ligação histórica entre Portugal e o Japão”, estabelecendo um “diálogo entre tradição, criatividade e identidade”.

“Mais do que um jantar comemorativo, a receção constituiu um dos momentos centrais das celebrações da tomada de posse, reforçando a gastronomia como instrumento de diplomacia cultural e de aproximação entre comunidades”, disse Nilzângela de Lima Souza, presidente da delegação de São Paulo da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, com sede em Viseu, Portugal.

A iniciativa terminou num ambiente de convívio entre confrades, dirigentes, representantes institucionais e convidados, consolidando a “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” como “um espaço de preservação das tradições beirãs, de promoção da cultura portuguesa e de fortalecimento dos laços entre Portugal e o Brasil”, em particular “junto da comunidade portuguesa radicada em São Paulo”.

Agência Incomparáveis

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