Atualidade
Especialistas em ciberespaço debatem segurança e ataques informáticos
Evento decorre segunda-feira, dia 6 de junho, na Universidade Portucalense
O ataque informático à IMPRESA e a aplicação do Regulamento Geral de Proteção de Dados estarão em discussão no seminário “(IN)Segurança no Ciberespaço” a decorrer na próxima segunda-feira, dia 6 de junho, a partir das 15 horas, no auditório 201 da Universidade Portucalense (UPT).
O seminário, promovido pela UPT, trará a debate os desafios que hoje se enfrentam no domínio da internet e do ciberespaço, bem como as estratégias e soluções necessárias para garantir a segurança do mundo digital, através de testemunhos de diversos quadrantes da sociedade portuguesa, num ano marcado por ataques informáticos a instituições e serviços de extrema importância para o regular funcionamento do país.
Os debates contarão com a presença de José Gomes Ferreira, diretor-adjunto da SIC Notícias, Carlos Friaças, gestor do serviço de cibersegurança da Unidade de Computação Científica da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, André Zúquete, diretor do Mestrado em Cibersegurança da Universidade de Aveiro, e Ana Isabel Guerra, professora e investigadora do Departamento de Direito da Universidade Portucalense (UPT).
“Grande parte do suporte para as nossas atividades quotidianas está localizado no ciberespaço, sobre o qual, na verdade, pouco sabemos. Mas, ainda há pouco, tivemos a experiência de ficar sem acesso a serviços de extrema importância – informação, comunicações, comércio – por causa de ataques informáticos. Acho que todos percebemos que, em última instância, é a própria economia que pode paralisar por completo devido a este tipo de comportamento criminoso, que pode ser cometido em qualquer parte do mundo e ser sentido aqui em Portugal”, explica Paulo Teixeira de Morais, moderador no seminário e Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia da UPT.
O Diretor alerta para a forma como os nossos dados pessoais podem ser comprometidos, o que requer uma atenção acrescida às questões de segurança no ciberespaço, sendo para isso fundamental compreender os desafios que nos esperam neste âmbito.
Programa
15h00 – Vertente Tecnológica
“Prevenção e Resposta a Incidentes de Segurança na RCTS”
Carlos Friaças, FCCN, Unidade de Computação Científica da FCT
“Autenticação.gov.pt: autenticação e identificação online”
André Zúquete, Universidade de Aveiro
Debate
Moderação: Abílio Cardoso, docente da Universidade Portucalense.
16h00 – Intervalo
16h15 – Impacto Social
“Vicissitudes da aplicação do Regulamento Geral de Proteção de Dados na realidade empresarial”
Ana Isabel Guerra, Universidade Portucalense
“O ataque informático à IMPRESA: o impacto na organização editorial”
José́ Gomes Ferreira, SIC
Debate
Moderação: Paulo de Morais, Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Universidade Portucalense.
As inscrições para participantes realizam-se em http://events.upt.pt/inseguranca-no-ciberespaco/.

Imagem: UPT.
Açores
RTP reforça colaboração estratégica com o Youtube para o “desenvolvimento de talentos” em Portugal
A RTP (Rádio e Televisão de Portugal), operador de serviço público de media, e o YouTube estão a reforçar significativamente a sua relação estratégica. Com base num longo historial de cooperação bem-sucedida, as duas organizações estabeleceram um plano detalhado de colaboração para a RTP, concebido para promover a inovação digital, facilitar a descoberta de conteúdos de serviço público de elevada qualidade e capacitar a próxima geração de profissionais dos media em Portugal. Esta colaboração contribui também para o objetivo da RTP de combater a desinformação, facilitando o acesso do público a conteúdos rigorosos e de qualidade.
Este plano estratégico representa um passo proativo da RTP no sentido de aprofundar a sua parceria com o YouTube. Ao tirar o máximo partido das ferramentas disponibilizadas pela plataforma e das melhores práticas, a RTP reforçará a sua capacidade de estabelecer ligação com públicos mais jovens e orientados para o digital, através de quatro pilares fundamentais: desenvolvimento de novos talentos na área da informação, criação de espaços seguros para crianças e jovens, envolvimento das comunidades ligadas ao desporto e apoio ao crescimento das receitas.
A RTP apoiará também a experimentação e a adoção do Likeness ID pelos seus profissionais. Esta ferramenta pioneira do YouTube foi concebida para ajudar criadores, incluindo jornalistas e figuras públicas, a gerir a forma como a inteligência artificial é utilizada para os representar na plataforma, reforçando a proteção contra deepfakes e conteúdos manipulados.
O YouTube constitui uma parceria estratégica para a inovação digital da RTP, oferecendo um ecossistema único de criadores que promove a inovação e uma nova linguagem visual adaptada às audiências da próxima geração. Além disso, proporciona o ambiente ideal para alargar o alcance dos conteúdos de serviço público a todos os ecrãs.
Nicolau Santos, Presidente do Conselho de Administração da RTP, afirmou: “Este é um momento importante para a RTP. A missão de serviço público não se esgota nos canais de televisão e rádio nem nas plataformas digitais próprias. Esta parceria com o YouTube, uma das maiores plataformas de conteúdos a nível mundial, demonstra que a RTP está atenta aos novos hábitos de consumo de conteúdos e disponível para se adaptar a estas novas realidades, com o objetivo de aumentar a sua relevância para todos os públicos, particularmente os mais jovens.”
Pedro Pina, Vice-Presidente, YouTube EMEA, comentou: “A parceria alargada da RTP fornece um modelo claro para os operadores públicos de radiodifusão europeus que procuram construir modelos de negócio sustentáveis. Ao concentrar-se na distribuição e monetização eficientes com o YouTube, a RTP está a chegar a novos públicos onde eles já assistem e a impulsionar um crescimento concreto das receitas para o futuro”.
Atualidade
PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto
A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.
Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.
O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.
As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.
A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.
A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.
Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.
Atualidade
Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD
O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.
A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.
A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.
Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.
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