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Município de Viana do Castelo firma protocolos de apoio ao associativismo cultural no valor de 400 mil euros

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O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo assinou, anteontem, um conjunto de protocolos de apoio ao associativismo cultural, que pretendem subsidiar e beneficiar associações e investimentos culturais no concelho. Foram, assim, firmados 14 protocolos de desenvolvimento cultural no âmbito do teatro, cinema, audiovisual, bandas de música e reabilitação de património, que ascendem a um valor global de quase 400 mil euros, num momento que contou também com a presença do Vereador da Educação e da Cultura, Manuel Vitorino.

A educação e a cultura são eixos estruturais para o concelho, pelo que estes protocolos visam reconhecer e apoiar movimento associativo, promovendo igualmente a cultura descentralizada.

Foi, assim, assinado protocolo com o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana para dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento cultural que permita o desenvolvimento de hábitos culturais e fruição artística dos cidadãos e estimular os públicos de infância e juventude para as artes cénicas contemporâneas e sensibilização dos educadores para a integração destes conteúdos, beneficiando a qualificação da oferta da arte contemporânea na cidade e região e afirmando o Teatro Municipal Sá de Miranda como polo cultural. Para tal, o CDV conta com um apoio global superior a 121 mil euros, para subsidiar a programação regular, apoio à Escola de Verão para Atores, apoio à internacionalização do Teatro do Noroeste, apoio ao FITEI, Festival de Teatro de Viana do Castelo e ATIVAsénior.

Com a Academia de Música de Viana do Castelo foi assinado protocolo para dar continuidade a um projeto estratégico de alargar e consolidar o acesso cada vez mais generalizado à formação musical e à fruição desta arte pelos vianenses, com apoios que ascendem ao valor global de 14 mil euros.

A ZEPAM – Zé Pedro Associação Musical é beneficiada com uma verba de 25 mil euros no âmbito de uma plataforma de cooperação entre o Município e a associação para apoiar e promover a cultura do concelho.

A Associação Casino Afifense será apoiada com 25 mil euros para relançar eventos culturais e recreativos no espaço Casino Afifense, proporcionando uma oferta cultural diversificada e descentralizada.

Já a AO Norte – Associação de produção e animação audiovisual recebe um apoio anual de 60 mil euros para promoção das sessões cineclubistas, funcionamento e apetrechamento da Oficina da Imagem e Centro de Documentação, bem como para a promoção dos Encontros de Cinema.  

O protocolo estabelecido com a Filarmónica do Centro Social e Paroquial de Vila Nova de Anha pretende subsidiar o trabalho promovido pela coletividade, fomentar a sua participação nos atos culturais do município e promover a descentralização cultural dentro do concelho, numa verba global de 10 mil euros.

Com a Banda Velha da Casa do Povo de Barroselas foi firmado protocolo no valor de 10 mil euros para apoiar o seu trabalho diário e fomentar igualmente a participação nos atos culturais do município, promovendo ainda a descentralização cultural.

Com a Banda dos Escuteiros de Barroselas e a Associação Musical de Vila Nova de Anha foi também assinado documento, com o mesmo propósito, igualmente num valor global de 10 mil euros, para apoiar as duas coletividades culturais.

A ACEP – Associação de Cultura e Educação Popular garante um apoio de 9.600 euros para consolidar e desenvolver o projeto educativo e cultural através da Biblioteca Infanto-Juvenil, Ludoteca, Centro de Experimentação das Ciências e Centro de Recursos Educativos, bem como para a cooperação alargada com os jardins-de-infância e escolas do concelho.

Através de protocolo, a autarquia vai também apoiar o Centro Cultural do Alto Minho com uma verba de 6.000 euros, para que a associação consolide e desenvolva o projeto cultural que tem nas áreas da Literatura e Ideias, da Edição de Publicações, do Teatro e das Artes Visuais.

Ao Grupo de Danças e Cantares de Perre foi atribuída uma verba de 20 mil euros para apoiar obras de beneficiação das instalações do grupo para instalação de um estúdio de gravação.

Foi, ainda, atribuído subsídio às obras de remodelação e criação do Forno Comunitário de Vila de Punhe, num valor de 15 mil euros.

O protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e o Rotary Club de Viana do Castelo no âmbito do Projeto de Reconstrução do Jardim Girassol em Cacheu, na Guiné-Bissau, com um valor de 25 mil euros, prevê apoiar a aquisição de materiais e transporte destinados à reconstrução do Jardim Girassol.

Foto: CMVC.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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