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“Vila Franca de Xira acolhe!”

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou uma crise humanitária a nível global

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Atualmente, muitos deslocados da guerra chegam a Portugal e necessitam de proteção e apoio. Atendendo às necessidades emergentes destas pessoas, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira criou uma linha telefónica gratuita de apoio e encaminhamento às famílias e amigos de ucranianos residentes e aos deslocados que procurem acolhimento no nosso Concelho.

A todas as vítimas deste conflito assegura a avaliação e encaminhamento para os serviços ou entidades competentes para cada situação.

A linha está disponível de segunda-feira a sexta-feira, das 9h00 às 17h30, através do 800 210 117.

Os munícipes podem, igualmente, contactar os serviços através do e-mail apoiosocial.ucrania@cm-vfxira.pt .

A resolução do Conselho de Ministros nº 29 – A/2022 estabelece os critérios da concessão de proteção temporária a pessoas deslocadas da Ucrânia.

Assim, foi determinada a concessão de proteção temporária com atribuição automática de autorização de residência pelo período de um ano, com possibilidade de prorrogação, aos cidadãos ucranianos bem como a cidadãos de outras nacionalidades que comprovem ser parentes de cidadãos de nacionalidade ucraniana.

O pedido de proteção temporária deverá ser efetuado junto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e, após a autorização do pedido, é atribuído automaticamente número de identificação de segurança social, número de identificação fiscal e número nacional de utente do sistema nacional de saúde.

No âmbito das respostas articuladas a deslocados da Ucrânia pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, e visando a operacionalização das medidas governamentais, estão disponíveis dois postos de atendimento aos cidadãos da Ucrânia para esclarecer, apoiar e encaminhar.

Este atendimento é realizado por uma mediadora CLAIM – Conselho Local de Atendimento ao Imigrante – para agilizar o processo com o SEF e uma técnica de apoio social para avaliação dos apoios necessários visando a resposta adequada.

Para marcação destes atendimentos deverá ser contactada a linha disponível ou o e-mail institucional criado para o efeito.

Locais de atendimento (mediante marcação prévia):

· Loja do Munícipe de Vila Franca de Xira

Praça Bartolomeu Dias, nº 9 – Quinta da Mina – 2600-076 Vila Franca de Xira

· Loja do Munícipe de Alverca do Ribatejo

Av. Capitão Meleças, nº 38 – 2615-096 Alverca do Ribatejo

Na sequência do atendimento social realizado, e após a devida avaliação a cada uma das situações, é efetuado o encaminhamento ou apoio considerado, podendo este ser em diferentes níveis de intervenção:

Saúde:

Avaliação do estado de saúde dos deslocados;

Avaliação do esquema vacinal dos deslocados e eventual adequação à realidade portuguesa;

Testagem à COVID;

Plano de vacinação COVID;

Acompanhamento e monitorização dos deslocados portadores de doenças crónicas.

Habitação:

Os deslocados sem alternativa habitacional poderão ser encaminhados para integração em casas disponibilizadas por particulares previamente referenciados numa plataforma nacional criada para este efeito;

Em paralelo, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira criou uma bolsa de alojamento de cidadãos residentes no concelho e que pretendam acolher deslocados.

Apoio Alimentar:

Em caso de necessidade imediata de apoio alimentar, a Câmara Municipal, em conjunto com os parceiros locais, disponibiliza os alimentos necessários de acordo com a tipologia do agregado familiar e durante o período necessário de acordo com a avaliação técnica realizada.

Apoio de bens essenciais:

À semelhança do apoio alimentar, a Câmara Municipal, em parceria com a sua rede socia pode apoiar com bens de primeira necessidade ajustadas à situação em causa, como sejam produtos de higiene e vestuário, entre outros.

Estes bens estão a ser recolhidos através de uma campanha de doações realizada pelas entidades locais.

Apoio psicológico:

Em caso de necessidade urgente e imediata poderá ser providenciado o apoio psicológico às famílias.

Atividades sociais:

Considerando que um grande número de deslocados são crianças e jovens, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira desafiou todas as associações culturais e desportivas no sentido de serem disponibilizadas vagas nas diferentes modalidades de forma gratuita.

Trata-se de uma solução que poderá mitigar de algum modo o sofrimento a estas crianças e fazê-las esquecer da realidade por alguns momentos.

Educação:

Integração das crianças e jovens nos grupos turma adequados;

Atribuição de equivalências;

Realização de cursos de língua de acolhimento (português);

Integração no apoio Ação Social Escolar.

Emprego:

Realização de cursos de língua de acolhimento (português);

Atendimento e encaminhamento para ofertas de emprego: para agendamento de inscrição no Centro de Emprego de Vila Franca de Xira deverá ser enviado e-mail com nome, contacto de telefone e e-mail, caso exista, do deslocado para rede.empregabilidade@cm-vfxira.pt que fará a ligação com os Serviços de Emprego;

Os cidadãos ucranianos à procura de emprego podem também inscrever-se em qualquer balcão do Instituto de Emprego e Formação Profissional ou enviar e-mail para job.ukraine@iefp.pt .

Caso existam ofertas de trabalho, as empresas podem registar as mesmas no site https://www.iefp.pt/portugal-for-ukraine ou enviar as ofertas para o e-mail ofertasucrania@iefp.pt .

Apoio jurídico:

Através do apoio da Ordem de Advogados do concelho de Vila Franca de Xira está a ser criada uma bolsa de advogados disponíveis para apoio jurídico na sede da delegação concelhia.

Admissão/registo de animais de estimação:

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, através dos serviços veterinários deverão realizar a identificação dos animais de estimação dos deslocados da Ucrânia pelo que será importante a comunicação de existência de animais para os canais de comunicação existentes.

Imagem: CMVFX.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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