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Barcelos: Aprovados mais contratos de desenvolvimento desportivo

Contratos no valor de 335 mil euros

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A Câmara Municipal de Barcelos aprovou, ontem à tarde, dia 28 de março, mais um conjunto de Contratos – Programa de Desenvolvimento Desportivo com diversas associações concelhias no valor total de 335 mil euros.

Desta feita, as verbas destinam-se a comparticipar nos Planos de Atividades e promoção desportiva dos Amigos Radicais – Associação Clube de Ténis ESAF – 16 mil euros; do Cávado Futebol Clube – 4 mil euros; do Clube Cávado Patinagem Artística – 3.500 euros; da Associação de Para-Quedistas do Vale D’Este – 2 mil euros; da Destreza e Aventura – Núcleo Desportivo, até 1.882 euros; e da União Desportiva de S. Veríssimo – 10 mil euros. Também vão receber este tipo de apoios, o Núcleo Desportivo de Santa Eugénia – 10 mil euros; a Juventude Cultural e Recreativa de Perelhal, até 1.882 euros; o Sporting Clube da Ucha – 16.992,42 euros; os Amigos da Montanha – 55 mil euros; e o Santa Maria Futebol Clube – 84.690,75 euros. Já a Associação de Futebol de Braga vai receber 130 mil euros, a pagar em duas tranches, verba que se destina a apoiar o plano de atividades das coletividades barcelenses que integram os campeonatos daquela associação: inscrições, seguros, entre outros.

Lista completa das deliberações:

PROPOSTA Nº 1 – Aprovar a ata da reunião da Câmara Municipal realizada em 14 de março de 2022.

PROPOSTA Nº 2 – Conceder apoio para refeições escolares a mais 8 alunos.

PROPOSTA Nº 3 – Apoiar o Arrendamento Habitacional a 3 novos beneficiários e reavaliar os apoios a 16 beneficiários.

PROPOSTA Nº 4 –  Conceder o fornecimento de uma máquina de lavar roupa (até 7 quilos) ao Agrupamento de Escolas Vale do Tamel, tendo em conta que dinamiza seis grupos de equipas de competição, no âmbito do Desporto Escolar.

PROPOSTA Nº 5 – Alterar a lista inicial do Acordo de Colaboração a celebrar entre a Câmara Municipal de Barcelos, a Direção dos Agrupamentos de Escolas e as entidades gestoras das AAAF, para o ano letivo 2021/2022.

PROPOSTA Nº 6 – Apoiar um munícipe no custo de transporte entre a sua residência e o IPO – Instituto Português de Oncologia do Porto.

PROPOSTA Nº 7 – Conceder uma comparticipação financeira no valor de 5.000,00€, à Associação Cultural e Recreativa da Feira da Isabelinha.

PROPOSTA Nº 8 – Aprovar a Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo 2022 com a Amigos Radicais – Associação Clube de Ténis ESAF, com a contrapartida financeira de 16 mil euros.

PROPOSTA Nº 9 – Aprovar a Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo 2022 com o Cávado Futebol Clube, com a contrapartida financeira de 4 mil euros.

PROPOSTA Nº 10 – Aprovar a Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo com o Clube Cávado Patinagem Artística, com a contrapartida financeira de 3.500 euros.

PROPOSTA Nº 11 – Aprovar a Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo 2022 com a Associação de Para-Quedistas do Vale D’Este, com a contrapartida financeira de 2 mil euros.

PROPOSTA Nº 12 – Aprovar Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo 2022 com a Destreza e Aventura – Núcleo Desportivo, com a contrapartida financeira de inscrições na AFB até 1.882 euros.

PROPOSTA Nº 13 – Aprovar a Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo 2022 com a União Desportiva de S. Veríssimo, com a contrapartida financeira de 10 mil euros.

PROPOSTA Nº 14 – Aprovar a Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo 2022 com o Núcleo Desportivo de Santa Eugénia, com a contrapartida financeira de 10 mil euros.

PROPOSTA Nº 15 – Aprovar a Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo 2022 com a Juventude Cultural e Recreativa de Perelhal, com a contrapartida financeira de inscrições na AFB até 1.882 euros.

PROPOSTA Nº 16 – Aprovar a Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo 2022 com o Sporting Clube da Ucha, com a contrapartida financeira de 16.992,42 euros.

PROPOSTA Nº 17 – Aprovar a Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo 2022 com os Amigos da Montanha – Associação de Montanhismo de Barcelinhos, com a contrapartida financeira de 55 mil euros.

PROPOSTA Nº 18 – Aprovar a Minuta de Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo 2022 com o Santa Maria Futebol Clube, com a contrapartida financeira de 84.690,75 euros.

PROPOSTA Nº 19 – Aprovar a Minuta do Acordo de Colaboração entre o Município de Barcelos e a Associação de Futebol de Braga, cujas verbas se destinam a apoiar o plano de atividades das coletividades barcelenses (inscrições, seguros etc.), no valor de 130 mil euros, a pagar em duas tranches.

PROPOSTA Nº 20 – Aprovar o Código de Boa Conduta para a Prevenção e Combate ao Assédio no Trabalho no Município de Barcelos.

PROPOSTA Nº 21 – Prorrogação do prazo para a conclusão da obra de empreitada de “Reabilitação da Casa Ascensão Correia”.

PROPOSTA Nº 22 – Conceder à Associação SobramSonhos – AVAR responsável pela gestão do Albergue Municipal de Peregrinos – Casa da Recoleta o apoio solicitado tendo em vista a revisão/reparação das avarias elétricas descritas no pedido.

PROPOSTA Nº 23 – Conceder uma comparticipação financeira no valor de 2.500,00 € ao Gil Vicente Futebol Clube, para a realização da XIII Edição do Torneio de Futebol de Veteranos no próximo dia 23 de abril, evento enquadrado no programa da Festa das Cruzes.

PROPOSTA Nº 24 – Aprovar a conta final da empreitada de Reabilitação e Valorização da Frente Ribeirinha da Cidade de Barcelos, a qual revela um saldo a favor do Município de Barcelos no montante de 20.872,76 €, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.

PROPOSTA Nº 25 – Aprovação da conta final da empreitada de Construção de Ancoradouros no Rio Cávado (Mariz, Medros, Quinta do Brigadeiro, Frente Ribeirinha de Barcelos, Areias de Vilar e Areias S. Vicente), a qual revela um saldo a favor do Município de Barcelos no montante de 2.045,00 €, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.

PROPOSTA Nº 26 – Aprovar a revisão de preços provisória da empreitada de Construção de Ancoradouros no Rio Cávado (Mariz, Medros, Quinta do Brigadeiro, Frente Ribeirinha de Barcelos, Areias de Vilar e Areias S. Vicente).

PROPOSTA Nº 27 – Aprovar a minuta do 1º Contrato Adicional, no montante de 38.200,39 euros, da empreitada: “Bem-Estar e Saúde Animal” – Trabalhos Complementares – no valor de 38. 200,39, acrescido do IVA à taxa legal em vigor.

PROPOSTA Nº 28 – Aprovar o 10º Ato de Imposição de Obrigações de Serviço Público de Transporte de Passageiros – Serviço Público.

PROPOSTA Nº 29 – Aprovar o 11º Ato de Imposição de Obrigações de Serviço Público de Transporte de Passageiros – Serviço Público Essencial.

PROPOSTA Nº 30 – Aprovar o 12º Ato de Imposição de Obrigações de Serviço Público de Transporte de Passageiros – Serviço Público Essencial.

PROPOSTA Nº 31 – Ratificar despachos do Presidente cessante da Câmara Municipal, Miguel Jorge da Costa Gomes, que aprovaram/autorizaram a aquisição do equipamento abaixo identificado, bem como a sua entrega ao Hospital Santa Maria Maior, E.P.E no âmbito do quadro epidemiológico provocado pela Covid-19: – 1 Ventilador; – 17 Monitores paciente portátil; – 2 Monitores multiparâmetros; – Kit´s de acessórios; – 2 Monitores multiparâmetros; – Kit´s de acessórios.

PROPOSTA Nº 32 – Ratificar o despacho do Presidente da Câmara Municipal, Mário Constantino Lopes, que aprovou/autorizou o seguinte: – A declaração que autorizou a AFC – Associação Futsal de Campo a realizar os jogos da Taça Nacional Futsal Feminino, organizados pela Federação Portuguesa de Futebol, para a época desportiva 2021/2022 no Pavilhão Municipal de Campo.

PROPOSTA Nº 33 – Aceitação de material cedido pela empresa Armando Faria Fernandes, Lda. como apoio para os refugiados recebidos em Barcelos, nomeadamente, 1 frigorífico, 2 micro-ondas, 1 placa elétrica e 1 chaleira elétrica.

PROPOSTA Nº 34 – Apoio logístico e cedência de instalações a instituições do Concelho; – Apoio logístico diverso para a realização da prova desportiva BTT e Trail pela Associação Cultural e Recreativa da Feira da Isabelinha, de Viatodos; – Cedência de duas placas de sinalização de corte de via solicitadas pela União de Freguesias de Viatodos, Grimancelos, Minhotães e Monte Fralães, para a realização da procissão do Senhor dos Passos, no dia 3 de abril; – Cedência de 10 grades de isolamento tubular à Fábrica da Igreja Paroquial de Tamel S. Veríssimo para a realização da procissão do Senhor dos Passos, no dia 10 de abril; – Cedência de 300 grades, 90 cones, 15 placas de trânsito, dois pontos de eletricidades e um ponto de água, solicitados pela Associação Amigos da Montanha para a realização da Meia Maratona de Barcelos, no dia 3 de abril; – Cedência de apoio logístico para a recolha de resíduos sólidos, solicitado pela Associação Académica do IPCA, para a semana Académica.

PROPOSTA Nº 35 – Ratificar os despachos Presidente da Câmara Municipal, Mário Constantino Lopes, que aprovaram/autorizaram o seguinte:- Cedência de duas árvores e autorização para serem plantadas no Parque da Cidade no âmbito de atividades de comemoração do Dia Mundial da Árvore, solicitadas pela ACIB; – Cedência de 100 plantas anuais e 100 plantas aromáticas ao Centro Social Abel Varzim, de Cristelo; -Autorização para ocupação de espaço público e cedência de grades solicitados pela Junta de Freguesia de Barcelinhos para a realização da cerimónia de inauguração de uma escultura em homenagem aos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, na nova Avenida dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos; – Cedência de plantas para o dia da Árvore solicitadas pela Junta de Freguesia de Rio Covo Sta Eugénia; – Cedência de plantas/árvores de adorno à União das Freguesias de Viatodos, Grimancelos, Minhotães e Monte de Fralães; – Cedência do Pavilhão Municipal à Guarda Nacional Republicana, Destacamento Territorial de Barcelos, para a realização de um torneio de futebol; – Cedência do Auditório do Estádio Cidade de Barcelos solicitado pelo Gil Vicente Futebol Clube para a realização de uma ação de formação, nos dias 10 e 18 de março; – Cedência do Pavilhão Municipal de Barcelos à Associação de Patinagem do Minho para a realização de um estágio, no dia 16 de março; – Cedência do Pavilhão Desportivo de Campo à Secção Patinagem CP Areias Academy para a realização de treinos, no mês de março; – Cedência de 30 grades solicitadas pela Junta de Freguesia de Várzea, para a realização da Feira Franca de S. Bento, no dia 20 de março; – Cedência de retroescavadora à Junta de Freguesia de Galegos Sta. Maria, para a realização de trabalhos de aterro no Campo de treinos; – Cedência de retroescavadora à Junta de Freguesia de Pereira, para a realização de trabalhos de manutenção de um caminho; – Cedência de retroescavadora à Junta de Freguesia de Carapeços, para a realização de trabalhos de limpeza de caminhos; – Cedência de máquina niveladora à Junta de Freguesia de Roriz para a realização de trabalhos de reparação de caminhos; – Cedência de 112 amores perfeitos para o Dia Mundial da Árvore à Escola Básica da Várzea. Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho; – Cedência de camião para transporte de uma carga tout-venant à Junta de Freguesia de Galegos S. Martinho; – Cedência de uma barquinha para poda de árvores, solicitada pela Junta de Freguesia de Remelhe no Parque de Merendas e estacionamento; – Cedência de ocupação de espaço público e de 25 grades de vedação para animação do Dia do Pai, solicitados pela ACIB; – Cedência de 100 cadeiras aos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, para a Sessão Solene e Tomada de Posse do 2º Comandante da Corporação, no dia 23 de março.

PROPOSTA Nº 36 – Ratificar os despachos do Vice-Presidente Dr. Domingos Pereira: – Autorização para ocupação de espaço público e isenção de taxas solicitados pelo Círculo Católico de Operários para a realização da Festa das Camélias e de S. José; – Autorização para a realização de dois workshops sobre “Cibersegurança para o setor social de Barcelos” pela RITTMA e respetiva despesa; – Autorização para aquisição de alojamento e refeições para os refugiados da Ucrânia acolhidos em Barcelos.

PROPOSTA Nº 37 – Aprovar a Ata em Minuta.

Todas as propostas foram aprovadas por unanimidade, com exceção das propostas nº 21, 24, 25, 26, 27 e 31 que foram aprovadas por maioria com abstenção dos vereadores eleitos pelo PS.

Foto: CMB.

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FUNCEX assina aliança com a “JX” para “ampliar IA regulatória”

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A Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais, FUNCEX, e a JX IA Regulatória, plataforma de inteligência regulatória que consolida fontes normativas primárias, como leis, regulações, decisões, processos e atos normativos das agências reguladoras brasileiras, firmaram uma aliança estratégica para ampliar o uso da inteligência artificial aplicada à área regulatória no Brasil. A iniciativa é voltada para reduzir riscos, organizar informações normativas e apoiar decisões empresariais em setores relevantes da economia.

Segundo fontes, a parceria coloca a FUNCEX no centro de uma agenda ligada à modernização do ambiente de negócios brasileiro. Criada em 1976, a Fundação acumula uma trajetória ligada ao comércio exterior, às relações internacionais, à inteligência econômica e à formulação de estudos e propostas para o fortalecimento da competitividade do Brasil. Com essa nova frente, a instituição amplia sua atuação ao aproximar conhecimento técnico, inovação e regulação.

“A aliança procura responder a um dos principais entraves enfrentados por empresas e investidores no país: a complexidade das informações produzidas pelas agências reguladoras”, afirmou Antonio Carlos da Silveira Pinheiro, presidente da FUNCEX.

De acordo com a Associação Brasileira de Agências Reguladoras, ABAR, cerca de 70% do PIB brasileiro passa, direta ou indiretamente, pela fiscalização desses órgãos, o que reforça a importância de instrumentos capazes de tornar normas, decisões e processos mais acessíveis.

Conforme apuração, a JX desenvolveu uma plataforma que organiza e analisa normas, regulamentos, decisões e processos das agências reguladoras, transformando dados dispersos em informação estratégica. A FUNCEX, por sua vez, pretende agregar a esse processo sua experiência institucional e técnica, contribuindo para que a inteligência regulatória seja aplicada de forma alinhada às necessidades do comércio exterior, dos investimentos e da economia produtiva.

A iniciativa, cujo “head” da operação pelo lado da Funcex é Mauro Souza, visa “contribuir para ampliar a previsibilidade regulatória e apoiar setores como infraestrutura, energia, logística, mineração, saneamento e telecomunicações”.

Ao aproximar inteligência artificial, regulação e análise econômica, a FUNCEX poderá reforçar sua posição como instituição de referência no debate sobre competitividade, ambiente de negócios e integração do Brasil às cadeias internacionais de valor.

“Num país ainda marcado pelo chamado Custo Brasil, a capacidade de transformar complexidade em clareza pode ser determinante para atrair capital, estimular investimentos, gerar empregos e fortalecer a competitividade nacional. A aliança entre FUNCEX e JX surge, assim, como uma resposta prática a um desafio estrutural da economia brasileira”, defendeu Antonio Carlos da Silveira Pinheiro.

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Reino Unido: Abertas inscrições para o “Grande Prémio da Literatura Portuguesa na Diáspora”

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O jornal “As Notícias”, com sede no Reino Unido, lançou oficialmente, dia 5 de maio, no âmbito das comemorações pelo Dia Mundial da Língua Portuguesa, o “Grande Prémio da Literatura Portuguesa na Diáspora”, uma iniciativa com inscrições gratuitas e de âmbito internacional destinada a “reconhecer, valorizar e promover a criação literária de autores portugueses residentes fora de Portugal”, em duas categorias: Prosa e Poesia. As obras a concurso devem ter sido publicadas entre 5 de maio de 2024 e 6 de setembro de 2026.

De acordo com os seus organizadores, “com periodicidade anual, o prémio pretende afirmar-se como uma referência cultural da diáspora portuguesa, distinguindo obras de elevada qualidade escritas em língua portuguesa e incentivando a produção literária das comunidades portuguesas espalhadas pelos cinco continentes”, tendo como objetivo ainda “valorizar a ligação à língua e à cultura portuguesas através da escrita”.

Regras das candidaturas

A iniciativa, que conta com inscrições gratuitas, contempla duas categorias: Prosa e Poesia, e destina-se a cidadãos com nacionalidade portuguesa residentes atualmente no estrangeiro, com idade mínima de 18 anos.

As obras a concurso devem ter sido publicadas entre 5 de maio de 2024 e 6 de setembro de 2026, não podem estar vinculadas a outros concursos nem tampouco terem sido já premiadas noutras oportunidades. Não são elegíveis autores residentes em Portugal, ainda que tenham sido emigrantes no passado. O encerramento das candidaturas acontece dia 6 de setembro 2026.

Serão atribuídos prémios pecuniários para os vencedores em cada categoria, no valor de 500 libras. Os trabalhos serão avaliados por um júri composto por personalidades de reconhecido mérito no panorama literário e cultural português.

“Mais do que um concurso literário, o projeto pretende dar visibilidade a autores que, muitas vezes longe dos grandes circuitos editoriais, contribuem de forma significativa para a riqueza e diversidade da literatura em português”, disseram os responsáveis.

Segundo apurámos, a primeira edição culminará com a cerimónia de entrega dos prémios em Thetford, na Inglaterra, dia 6 de novembro de 2026, integrada nas celebrações do 20.º aniversário do jornal “As Notícias”, quando “deverão estar presentes os concorrentes ou se fazerem representar”.

“Ao longo de décadas de emigração, milhões de portugueses construíram histórias de vida que fazem parte da memória coletiva do país. O “Grande Prémio da Literatura Portuguesa na Diáspora” nasce precisamente para preservar esse património humano, cultural e histórico, incentivando a escrita como veículo de memória, identidade e aproximação entre Portugal e as suas comunidades no estrangeiro”, afirmaram esses mesmos responsáveis pelo jornal localizado no Reino Unido, que sublinharam que, numa primeira fase, o projeto conta com a colaboração de vários órgãos de comunicação social da diáspora portuguesa, entre os quais “Agência Incomparáveis”, “RádioTV Lusa”, “Bom Dia”, “Gazeta Lusófona” e “LusoJornal”, além do apoio da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP).

Como participar?

As candidaturas devem ser feitas on-line em: https://premio-literatura.com/candidaturas

O regulamento pode ser consultado em: https://premio-literatura.com/regulamento

Saiba mais sobre o “Grande Prémio da Literatura Portuguesa na Diáspora” em: https://premio-literatura.com/

Dúvidas podem ser enviada para o e-mail: joaonoronha@asnoticias.co.uk ou joaomarianoronha@yahoo.com

Ígor Lopes

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“EurAfrican Forum 2026”: Portugal e Moçambique defendem nova etapa de cooperação centrada no “investimento, estabilidade e desenvolvimento sustentável”

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Os presidentes da República Portuguesa, António José Seguro, e da República de Moçambique, Daniel Chapo, defenderam uma nova fase das relações entre os dois países, assente no investimento, na estabilidade institucional, na cooperação económica e na valorização do espaço lusófono.

A conversa decorreu no âmbito da nona edição do “EurAfrican Forum”, encontro realizado dia 16 de julho na Nova SBE, em Carcavelos, Cascais, e promovido pelo Conselho da Diáspora Portuguesa sob o tema “Africa Rising: Prosperity Through Global Cooperation”, reunindo responsáveis políticos, empresários, académicos e representantes institucionais para debater o futuro das relações entre África e Europa.

Moderado pela jornalista Cristina Esteves, da RTP, o painel “Conversa entre Presidentes” colocou em destaque o papel estratégico de Portugal e de Moçambique no atual contexto internacional e a importância de aprofundar a cooperação entre os dois países.

Ao abordar a evolução das relações bilaterais, Daniel Chapo destacou que Moçambique atravessa atualmente uma fase de maior estabilidade política, económica e social, resultado do diálogo nacional promovido após o período de instabilidade que se seguiu às eleições.

Segundo o chefe de Estado moçambicano, esse ambiente constitui um fator essencial para reforçar a confiança dos investidores e criar condições favoráveis ao desenvolvimento económico.

“Nós estamos neste momento a levar a cabo o diálogo nacional inclusivo, em que participam todos os partidos políticos, a sociedade civil, as ONGs e todos os grupos sociais em todo o país para encontrarmos os caminhos que possam permitir, mesmo que haja necessidade de fazer alguma alteração em termos legislativos, fazê-lo, porque o mais importante é que haja estabilidade política, económica, paz e democracia”, começou por referir.

O presidente moçambicano aproveitou também para agradecer o apoio prestado por Portugal na resposta aos desafios de segurança em Cabo Delgado, reconhecendo o papel desempenhado pelo Estado português junto da União Europeia.

“Portugal tem tido um papel extremamente importante ao nível da União Europeia. Gostaria de aproveitar esta ocasião para agradecer ao povo português, ao Governo português e ao presidente da República por esse apoio que tem sido dado”, declarou.

De igual modo, Daniel Chapo sublinhou que o país reúne atualmente condições para atrair mais investimento internacional, defendendo uma estratégia económica baseada na diversificação e na valorização de setores como energia, agricultura, turismo, logística, indústria e economia azul.

“Queremos mais investimentos em Moçambique. Queremos também que haja mais empresários portugueses em Moçambique e mais empresários moçambicanos em Portugal. Há uma feliz coincidência entre os novos ciclos de governação em Moçambique e em Portugal, e esta amizade e cooperação vão permitir solidificar não só as relações diplomáticas e políticas, mas sobretudo a parte económica”, frisou.

O chefe de Estado moçambicano considerou ainda que o desenvolvimento sustentável dependerá da aposta na formação e na inovação, defendendo que o investimento nas pessoas constitui o principal motor do crescimento.

“Não há desenvolvimento, em qualquer parte do mundo, sem capital humano. Daí que esta aposta na formação das pessoas, na formação da juventude, na ciência, na tecnologia e no conhecimento seja estratégica”, finalizou.

Na resposta, António José Seguro reafirmou a disponibilidade permanente de Portugal para aprofundar a cooperação bilateral, defendendo uma relação baseada no respeito entre dois Estados soberanos e na construção de confiança.

“O presidente Daniel Chapo sabe verdadeiramente que pode sempre contar com Portugal no apoio que for necessário, designadamente na necessidade de se manterem as condições de segurança em Cabo Delgado, sempre no respeito pela soberania do Estado moçambicano”, salientou.

O presidente da República Portuguesa destacou também que a estabilidade política constitui um elemento determinante para atrair investimento privado e consolidar o crescimento económico.

“Estamos num momento excelente das relações entre Portugal e Moçambique. Isso gera confiança, gera estabilidade, gera previsibilidade e isso é muito relevante para os empresários e para os investidores”, sustentou.

Ao abordar o futuro da cooperação, António José Seguro defendeu um reforço das ligações ao nível do ensino superior, da investigação científica, da inovação tecnológica e da formação especializada, considerando que Portugal dispõe de condições para aprofundar essa colaboração.

“Nós temos centros de investigação fabulosos, universidades de excelência e áreas de formação do melhor que se faz no mundo. Temos de passar para esta partilha de conhecimento, porque isso produz muito mais do que a simples troca comercial”, concluiu.

Os dois chefes de Estado convergiram na necessidade de reforçar a cooperação face aos desafios colocados pelas alterações climáticas, pelas infraestruturas resilientes e pela transição energética, considerando que estas áreas deverão assumir um lugar central na agenda comum entre Portugal e Moçambique.

Daniel Chapo reiterou que a resposta a estes desafios exige uma visão estratégica de longo prazo, sustentando que o país moçambicano deve “integrar os desafios das mudanças climáticas nos nossos projetos, nas nossas relações de amizade e cooperação e, sobretudo, nessa visão estratégica que nós temos para os próximos anos”, acrescentando que é necessário “construir infraestruturas resilientes aos desastres naturais” e reforçar o ordenamento do território para reduzir o impacto das cheias e inundações.

Nessa mesma linha, António José Seguro vincou que a cooperação nesta matéria deve assentar no conhecimento científico e na prevenção, salientando que “há hoje modelos que nos permitem, de alguma forma, diminuir as consequências devastadoras dessas severidades atmosféricas” e garantindo que “Portugal estará sempre disponível para cooperar com o Governo de Moçambique  no que diz respeito às prevenções ou diminuição das consequências das catástrofes”.

Funcex defende maior protagonismo económico da CPLP

Convidada para estar presente no “EurAfrican Forum 2026”, a Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Funcex), com sede no Brasil, e atuação em Portugal através da Funcex Europa, acompanhou os debates e considerou que a principal mensagem transmitida pelos dois chefes de Estado reforçou a necessidade de “transformar as relações políticas em cooperação económica efetiva entre os países lusófonos”.

Antonio Carlos da Silveira Pinheiro, presidente da Funcex. Foto: Agência Incomparáveis

O presidente da instituição, Antonio Carlos da Silveira Pinheiro, destacou que Moçambique representa atualmente uma oportunidade estratégica não apenas pelo potencial do gás natural, mas também pelos fertilizantes e por outros setores com capacidade de atrair investimento.

“Eu destaco Moçambique, além do gás, nos fertilizantes. A Vale, mineradora multinacional brasileira e uma das maiores operadoras de logística do país, teve uma presença muito significativa em Moçambique e isso remete para a importância estratégica que o país continua a ter”, explicou.

Na perspetiva deste responsável, o “EurAfrican Forum” demonstra que continua a prevalecer uma lógica predominantemente bilateral nas relações entre Portugal e os países africanos de língua portuguesa.

“Percebe-se que os eventos se dão muito nesta lógica bilateral. É Portugal com Angola, é Portugal com Moçambique. Hoje temos há 30 anos a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que deveria liderar, sem abandonar o bilateralismo, um verdadeiro multilateralismo da comunidade”, preconizou Antonio Carlos da Silveira Pinheiro, que considerou que a CPLP continua a surgir como consequência das relações entre os Estados, quando deveria assumir um papel estruturante na cooperação económica.

“A comunidade dos países de língua portuguesa era uma ótima consequência, mas não uma verdadeira causa, que deveria ser. A parte económica deveria ser destacada como um todo”, disse.

O presidente da Funcex defendeu ainda que Portugal deve continuar a afirmar-se como plataforma privilegiada de ligação entre a Europa, África e os restantes continentes, valorizando simultaneamente o crescente interesse internacional pela CPLP.

“Hoje já são 29 países observadores da CPLP. Se 29 países se interessam pela CPLP, ela deve ter alguma coisa de interessante. Ninguém observa sem interesse”, argumentou, sustentando que a organização dos países lusófonos necessita de “reforçar o seu posicionamento económico internacional”.

“Ela nasce muito bem pela integração através da língua e da cultura, mas durante muito tempo descartou o segmento económico. A CPLP precisa de se posicionar como um organismo de peso e de representação efetiva, porque essa dimensão económica será decisiva para o futuro da comunidade”, finalizou.

Ígor Lopes

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