Atualidade
Vaudeville Rendez-Vous regressa a Barcelos na próxima semana
Já só falta uma semana para Barcelos voltar a receber o Festival Vaudeville Rendez Vous, o mais influente Festival de Circo Contemporâneo do país. De 18 a 22 deste mês, os barcelenses poderão sair à rua e assistir a espetáculos de circo contemporâneo inéditos, com entrada livre.
Às mais de duas dezenas de apresentações, que irão acontecer nas ruas das quatro cidades onde ocorre o festival, juntam-se, ainda, oficinas de formação e um programa paralelo dedicado a artistas, estudantes e agentes culturais nacionais e internacionais. Barcelos recebe este certame pela quarta vez consecutiva, que, na edição deste ano, vai contar com 11 espetáculos de circo contemporâneo, dos quais quatro estreias nacionais, uma absoluta e duas coproduções.
Os espetáculos, todos com acesso livre, vão decorrer no Parque da Cidade, Praceta Francisco Sá Carneiro, Praça de Pontevedra, Largo Dr. José Novais, Polidesportivo da Quinta do Aparício e Jardim da Casa do Rio.
Espetáculos no Município de Barcelos
SOLOS A 180º | Radar 360º | Portugal | aprox. 60 min. | M/3| Estreia Absoluta / world premiere coprodução – 20 julho | 19h00 | Praça de Pontevedra
Imaginamos um espaço, um campo de experiências. Habitam personagens.
Às vezes sonhadores, investigadores e voadores… outras vezes, irritados, tropeçam na estrutura e caem do outro lado, desorganizam o seu penteado, mas sempre apaixonado… aqui não se dorme… é um ciclo sucessivo de experimentações.
SMASHED 2 | Gandini Juggling | Inglaterra | aprox. 30 min. | M/3 – 20 julho | 22h00 | Largo Dr. José Novais
Um olhar espirituoso sobre as relações tensas entre homens e mulheres, “Smashed2” é um malabarismo reinventado, usando muitas frutas explosivas e comédia em câmara lenta.
RAIZ | CIRCO CAÓTICO | Portugal | aprox. 35 min. | M/3 – 21 julho| 19h00 | Praça de Pontevedra
Num espaço, dois intérpretes procuram incessantemente uma empatia no movimento. Qualquer movimento influencia o espaço, a estabilidade do outro, forçando-o a uma constante adaptação.
RUNA | Amer Kabbani – Cia 104 | Espanha | aprox. 45 min. | M/12 |Estreia Nacional / national premiere – 21 julho | 22h00 | Polidesportivo da Quinta do Aparício
Entre as ruínas de um mundo em chamas, Runa surge em cena como testemunha de um necessário processo de reconstrução pessoal e coletiva.
CARMIM | Coração nas Mãos | Portugal | aprox. 45 min. | M/3 – 22 julho | 11h00 | Parque Municipal
Carmim, uma homenagem às Mulheres de todas as gerações, à infância, à liberdade. Uma peça de empoderamento feminino.
ÁRIA | Nordestinys| Portugal – Brasil | aprox. 30 min. | M/3 | coprodução – 22 julho | 19h00 | Jardim da Casa do Rio
Ária, corresponde a uma melodia suspensa no tempo cronológico, o que lhe confere uma volatilidade semelhante à do ar, que está contido no seu próprio nome.
TRUEL DESTINO! Um suor de esperança… | En Chantier(S) | Bélgica | aprox. 55 min. | M/7 – 22 julho | 22h00 | Praceta Francisco Sá Carneiro
Uma dupla cómica que aborda temas como imigração, doença ou amizade.
Um espetáculo que tem a nobreza das pedras lapidadas…
Atividades de mediação:
OFICINA | MOVIMENTADO com ANDRÉ ARAÚJO – 18 e 19 julho | 14h30 – 18h00 Polidesportivo da Quinta do Aparício
No âmbito da 9ª edição do Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous, voltam a realizar-se as Oficinas de Criação.
Neste workshop de dança, são abordados diferentes exercícios de exploração e criação de movimento expressivo. Com a ajuda da musicalidade de cada um dos participantes e outras particularidades da sua individualidade criadora, os exercícios serão como viagens a solo, todos juntos.
O workshop está pensado para pessoas com e sem experiência nas artes performativas.
Inscrição gratuita através de formulário próprio em: www.teatrodadidascalia.com
Imagem: DR.
Atualidade
Cascais Fest está a chegar, para promover a Paz, com o DJ Padre Guilherme como surpresa da noite
No dia 19 de setembro, a Praia de Carcavelos recebe a primeira edição do Cascais Fest, um festival promovido pelo Município de Cascais que este ano tem como mote: a Paz. O Festival é gratuito, mas tem uma lotação limitada. Não perca a oportunidade e garanta já as suas entradas. Quem tem cartão Viver Cascais (acessível a quem vive, trabalha ou estuda no Concelho), terá acesso um espaço exclusivo em frente ao palco.
Os bilhetes podem ser obtidos online, através da MEO Blueticket, ou presencialmente nas Lojas Cascais, no Cascais Visitor Center e nos locais habituais: FNAC, Worten, El Corte Inglés, Turismo de Lisboa e Cascais, Lojas MEO, WOOK, Palko, Rede PagaAqui, ACP e Time Out.
Num ano em que Cascais assume o título de Capital Europeia da Democracia, o evento destaca valores como a inclusão, o respeito, a convivência e a comunidade, reforçando o papel da cultura como espaço de encontro e de construção coletiva.
Além da atuação do Padre Guilherme (Padre DJ), que ganhou projeção internacional após a sua atuação na Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, a noite contará também com HMB, Gospel Collective e DJ Disi, garantindo um ambiente vibrante, diverso e aberto a todas as gerações.
Cultura ao serviço da comunidade
Para Nuno Piteira Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, o festival nasce da vontade de criar “um momento único e acessível a todos, onde uma causa universal ganha expressão através da música, da participação e da cidadania”, promovendo uma comunidade mais participativa, inclusiva e com maior qualidade de vida.
Com acesso livre e uma área especial destinada aos titulares do Cartão Viver Cascais, o Cascais Fest Pela Paz afirma-se como um evento de referência no concelho, fazendo da Praia de Carcavelos um palco de encontro, partilha e celebração de um valor que une todas as pessoas: a Paz.
Entrada gratuita — bilhete obrigatório
A entrada no Cascais Fest Pela Paz é gratuita, mas exige a aquisição prévia de bilhete, limitada à lotação do recinto.
Mais informações em https://www.cascais.pt/
Atualidade
Festival literário brasileiro reuniu em palco Mia Couto, Míriam Leitão e Jamil Chade
Setenta anos depois da sua publicação, a obra “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, continua a atravessar leitores, territórios e gerações. Na noite de sábado, 29 de agosto, o escritor Mia Couto e a jornalista Míriam Leitão reuniram-se no “4º Fliparacatu”, que decorreu em Minas Gerais, no Brasil, entre 26 e 30 de agosto, para celebrar a permanência da obra de João Guimarães Rosa e refletir sobre a sua força literária e humana. Em diálogo com o tema desta edição, “Sertão em Nós: Meu lugar no mundo”, a conversa passou pela “relação entre território e identidade, pela linguagem como forma de compreender o outro e pela travessia como experiência que transforma quem a percorre”.
Mediado por Jamil Chade, o encontro “Grande Sertão: Veredas – 70 anos: A Travessia Continua” também aproximou os dois patronos desta edição: Guimarães Rosa, celebrado pela sua obra, e Milton Santos, cuja reflexão sobre território ajuda a engrandecer as reflexões que o romance ainda provoca. Entre a experiência concreta do sertão, a invenção de uma linguagem rosiana e os desafios do mundo contemporâneo, os convidados discutiram como a literatura pode ensinar a olhar para um lugar e, a partir dele, compreender melhor a si mesmo.
A relação de Míriam Leitão com esse sertão passou também pela experiência concreta do território. A jornalista percorreu Serra das Araras, Ribeirão da Areia e o Parque Nacional Grande Sertão: Veredas para produzir uma reportagem para o canal de televisão a cabo brasileiro “GloboNews”. Foi a campo em busca das paisagens, das pessoas e dos caminhos que ajudam a compreender um pouco mais o universo que Guimarães Rosa transformou em literatura.
Para Mia Couto, porém, o encontro com Rosa aconteceu muito antes de chegar ao sertão brasileiro. Leitor da obra do escritor mineiro, o autor moçambicano afirmou que existe, em “Grande Sertão: Veredas”, uma linguagem que ultrapassa aquilo que é simplesmente dito. Para compreender a imensidão daquele sertão, seria preciso também aprender a escutar aquilo que a palavra não diz.
Ao longo da conversa, Jamil Chade retomou a trajetória de Guimarães Rosa como diplomata e sua passagem pela Alemanha nos anos que antecederam e atravessaram a Segunda Guerra Mundial. Ao lado da esposa, Aracy de Carvalho, o escritor ajudou judeus perseguidos pelo regime nazista a conseguirem vistos para deixar o país. A partir dessa dimensão humana de Rosa, Chade lançou uma pergunta sobre o que sua obra ainda ensina.
Para Míriam, uma das respostas está na escuta. “Ele ouviu o sertão”, afirmou. Poliglota, Guimarães Rosa conhecia diferentes idiomas, mas escolheu também escutar as formas de fala que encontrava no Brasil profundo. Na sua literatura, a linguagem do sertanejo não aparece como algo menor ou periférico. Pelo contrário: torna-se matéria de invenção, pensamento e poesia.
Para o escritor de Moçambique, contar e ouvir histórias é uma das formas mais profundas de compreender o mundo e aqueles que o habitam. Ele contou que procura conversar com pessoas que pensam de maneiras diferentes para tentar compreender de onde vêm as suas visões de mundo. Num tempo em que as fronteiras entre as pessoas parecem se multiplicar, a história pode ser uma forma de aproximação.
Deixar o livro conduzir a história
Míriam Leitão também falou sobre uma ideia que, segundo ela, ainda afasta muitos leitores de “Grande Sertão: Veredas”: a fama de ser um livro difícil. Para a jornalista, talvez seja preciso abandonar a expectativa de compreender racionalmente cada palavra e permitir que a obra conduza a leitura. É preciso, como aconselhou, “ouvir a música” do livro.
É justamente essa relação com a linguagem que, para Míriam, faz da obra uma experiência de encantamento. Guimarães Rosa olha para a natureza, para o pássaro, para a serra, para os personagens e para o amor com uma atenção que acaba contaminando o leitor.
“Eu quero que mais gente se apaixone, como eu me apaixonei aos 17 anos e nunca mais me desapaixonei. Eu sou uma encantada por João Guimarães Rosa”, afirmou a jornalista.
A travessia continua
A conversa avançou, então, para uma pergunta que aproximou a obra de Rosa dos desafios do presente: qual travessia ainda precisamos fazer? Questionada por Jamil Chade sobre os caminhos necessários para enfrentar a questão social brasileira, Míriam retomou uma das imagens mais marcantes do romance. Para ela, “Grande Sertão: Veredas” começa num travessão e termina na travessia – e é justamente por isso que ela continua. A jornalista reconheceu não ter uma resposta definitiva sobre o caminho que o Brasil precisa percorrer, mas afirmou acreditar que continuar a travessia talvez seja parte dessa resposta, porque é no meio do caminho que encontramos “o real”.
Mia Couto levou a mesma reflexão para uma escala mais ampla. Ao pensar nos desafios do mundo contemporâneo, defendeu a necessidade de questionar modelos políticos e as estruturas que organizam a vida coletiva e, para o escritor, escolher representantes e participar da vida pública são exercícios de cidadania que exigem responsabilidade. Mas falou também de algo maior: a necessidade de recuperar a paixão pela vida e o respeito pelo mundo que habitamos.
Biólogo de formação, Mia Couto recorreu à própria dimensão da vida para lembrar a sua complexidade e grandiosidade. Entre células, organismos e tudo aquilo que nos conecta ao mundo, a sua reflexão devolveu a conversa a uma ideia que atravessou toda a noite: não somos separados daquilo que nos cerca. Setenta anos depois, “Grande Sertão: Veredas” talvez continue vivo justamente porque não entrega respostas prontas e, para o trio de autores, o livro segue pedindo escuta, imaginação e disposição para atravessar aquilo que ainda não compreendemos completamente.
Ao final do encontro, Celso Adolfo subiu ao palco com o violão para apresentar canções inspiradas no universo de Guimarães Rosa. Em palco, Jamil Chade também se juntou à apresentação, acompanhando Celso com a flauta transversal e levando a travessia rosiana na mesa para outro território: o da música.
História do Festival
Realizado pela “Associação Cultura Sempre um Papo”, liderada por Afonso Borges, o Fliparacatu chegou à sua quarta edição consolidado como “um dos principais festivais literários do país”. Desde a sua estreia em 2023, o Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu) é visto como “um polo de intercâmbio cultural e pensamento crítico no interior mineiro”.
Esta nova edição do Fliparacatu teve patrocínio master da Kinross, via Lei Rouanet, e apoio da Prefeitura local e da Academia de Letras do Noroeste de Minas.
A curadoria nacional foi assinada por Sérgio Abranches e Calila das Mercês, ao lado do idealizador e presidente do festival, Afonso Borges. As atividades locais foram conduzidas por Daniela Prado, e a curadoria infantojuvenil ficou a cargo de Rafael Nolli. Além dos debates literários e do tradicional Prémio de Redação e de Desenho voltado a estudantes locais, o evento realizou uma exposição ao ar livre com 24 reproduções de obras do pintor Alberto da Veiga Guignard, com a curadoria da museóloga Ângela Gutierrez.
Com programação gratuita, acessibilidade em Libras e transmissão online pelo YouTube, o festival aconteceu entre os dias 26 e 30 de agosto, de quarta a domingo, no Centro Histórico de Paracatu, em Minas Gerais, Brasil.
Ígor Lopes
Atualidade
Lisboa: Eleitores brasileiros vão votar na Cidade Universitária nas eleições de 2026
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa definiu a Cidade Universitária como local de votação para as eleições de 2026, distribuindo o eleitorado por três edifícios deste complexo universitário da capital portuguesa nos dias do ato eleitoral – a Reitoria, a Faculdade de Letras e a Faculdade de Direito.
Segundo os dados divulgados pelo Consulado, estarão abrangidos 78.833 eleitores, distribuídos por 209 secções, 103 urnas e 80 salas.
A Faculdade de Direito concentrará o maior número de eleitores, com 34.042 inscritos em 90 secções, 44 urnas e 37 salas de votação.
A Faculdade de Letras contará com 28.840 eleitores, distribuídos por 76 secções, 38 urnas e 38 salas.
Na Reitoria estarão instalados 43 secções e 21 urnas, abrangendo um total de 15.951 eleitores. O edifício terá cinco salas destinadas ao funcionamento das mesas eleitorais.
A distribuição por diferentes edifícios torna particularmente importante que cada eleitor confirme previamente a sua secção, uma vez que a deslocação até à Cidade Universitária não permite, por si só, determinar o edifício ou a sala onde deverá votar.
Para consultar essa informação, os eleitores devem começar por identificar o número do título de eleitor e a respetiva secção através do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou da aplicação e-Título.
Depois de obter o número da secção, o eleitor poderá utilizar o chatbot disponibilizado pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa para confirmar o edifício e a sala correspondentes à sua inscrição.
A consulta antecipada pretende evitar deslocações desnecessárias dentro da Cidade Universitária e reduzir o risco de atrasos no dia da votação, sobretudo perante a distribuição do eleitorado por três edifícios distintos.
O Consulado recomenda, por isso, que os eleitores não deixem a confirmação do local exato de votação para a última hora e que consultem previamente a informação disponibilizada pelas autoridades eleitorais e consulares.
Ígor Lopes
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