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Sintra promove Ciclo de Órgão e videomaping na Igreja de S. Martinho

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Sob o mote “Os Sons do Divino”, o histórico órgão de tubos da Igreja de São Martinho será o protagonista principal do I Ciclo de Órgão, organizado pela Câmara Municipal de Sintra e que acontece de 19 a 22 de maio, com entrada gratuita.

A Igreja de São Martinho, em pleno centro histórico da Vila de Sintra, será palco para esta iniciativa que pretende levar o público a redescobrir os sons de Sintra nos finais de setecentos, ao mesmo tempo que valoriza e dá a conhecer o património cultural do concelho.

Os concertos, com hora marcada para as 21h00, serão antecedidos de um momento único. Às 20h45, nesta mesma Igreja, terá lugar, o espetáculo produzido pela Vortice Dance Company, “Glória”, um espetáculo de videomaping com conceção e direção artística dos coreógrafos Cláudia Martins e Rafael Carriço. Utilizando como pano de fundo as paredes da Igreja Paroquial de São Martinho em Sintra, o videomaping interage com a arquitetura do património religioso envolvendo o público numa glorificação da luz divina, da paz e do reencontro da Humanidade.

O programa é composto por um elenco de destacados músicos portugueses, entre os quais o organista João Vaz e a aclamada soprano Eduarda Melo, e ainda por músicos sintrenses como o prestigiado organista Sérgio Silva e o Ensemble Barroco de Sintra.

No dia 19 de maio, o concerto explora as potencialidades do órgão com a apresentação de um programa a solo que une Portugal e Itália, as duas influências presentes na construção do instrumento. Serão interpretadas obras de compositores portugueses e italianos paradigmáticos na escrita para órgão.

A música sacra ganha relevância a palavra cantada é o ponto de partida para o espetáculo “A Paixão no Feminino – Árias e Cantatas Sacras para Soprano e Órgão”, que acontece dia 20 de maio. No programa apresentam-se árias sacras de oratórias e cantatas do período barroco num estreito diálogo entre a voz e o órgão.

O órgão estará em destaque no dia 21 de maio, como instrumento solista de concerto. Embora o repertório para órgão seja relativamente limitado, quando comparado com outros instrumentos solistas, os exemplares que chegaram aos dias de hoje são de relevante qualidade e exigência técnica como se evidencia no programa para este espetáculo.

No dia 22 de maio, o encerramento do Ciclo de Órgão será marcado pelas apresentações de duas obras do compositor José Cláudio de Almeida: Te Deum e Missa, ambas para solistas, coro masculino e órgão. As obras foram escritas em 1814 para a Igreja de Santa Maria permitindo-nos, hoje, descobrir as sonoridades que se faziam escutar em Sintra em inícios de oitocentos.

Sobre o Órgão histórico da Igreja de São Martinho

Datado de 1776, o órgão histórico da Igreja de S. Martinho é um exemplar raro da organaria portuguesa e o único classificado a nível nacional que se encontra completo. Este instrumento é o mais antigo que se conhece assinado pelo mestre organeiro português, Joaquim Peres Fontanes, responsável pela construção de inúmeros outros exemplares no país. Por deter estas características foi classificado como bem de interesse público em 2004, sendo considerado um instrumento importante para o estudo da organaria da época.

No final de 2020, a autarquia de Sintra consciente da importância deste espólio e o seu caráter histórico, apoiou a recuperação deste órgão de tubos pela importância histórica e artística que o instrumento representa para o concelho.

Foto: DR.

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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