Atualidade
PSP de Coimbra com policiamento em velocípedes elétricos
Atento às transformações da cidade na área da mobilidade e novas dinâmicas daí resultantes, o Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública de Coimbra dotou a sua frota de velocípedes elétricos, destinados a equipar as patrulhas do MIPP – Modelo Integrado de Policiamento de Proximidade.
A disponibilidade destes meios resulta de um protocolo com uma empresa da área da mobilidade suave e elétrica, que, congregando esforços numa vertente da sua responsabilidade social corporativa, se mostrou disponível para melhorar a agilidade das equipas velocipédicas desta PSP, que desta forma irá reforçar a presença, visibilidade e segurança da rede de ciclovias, da baixa e centro histórico da cidade, bem como das zonas de lazer envolventes ao rio Mondego.
Tendo em atenção as zonas de patrulhamento, estes velocípedes hard tech permitem uma utilização mais intensiva, tanto em área urbana, como florestal, respondendo melhor às necessidades de uma ciclovia que permite, já hoje, entre outros acessos, ir da Ponte da Portela ao Choupal, aí se incluindo locais como o Polo II, Parque do Vale das Flores, Parque Verde e zonas de circulação partilhada entre peões e veículos, como os arruamentos do centro da cidade.

“Assistindo-se a uma maior sensibilização e apetência dos cidadãos para adoção de estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis, com recurso a tecnologias mais amigas do ambiente, o que se regista com agrado, persistem, ainda assim, alguns comportamentos que podem ser melhorados, no sentido de acautelar a integridade física dos utentes da via pública, a conservação e durabilidade das infraestruturas, o respeito pela sinalização e pelas regras de estacionamento, sendo intenção deste Comando continuar a promover um permanente esforço de modernização e acompanhamento nesta área”, refere o Comando em nota.
Fotos: PSP.
Atualidade
Atelier Nuno Valentim vence concurso público de ideias para reabilitar o bairro mais antigo do Porto
O projeto de reabilitação do Bairro Duque de Saldanha será desenvolvido pelo Atelier Nuno Valentim. O atelier de arquitetura foi o vencedor do concurso público de conceção para a elaboração do projeto de reabilitação do respetivo bairro, sendo agora convidado a celebrar o contrato para o desenvolvimento do projeto de execução e acompanhamento da empreitada.
Lançado em julho de 2025, este foi o primeiro concurso público de conceção promovido pelo Município do Porto, através da Domus Social, para a reabilitação do parque habitacional municipal, afirmando-se como um projeto-piloto que concilia sustentabilidade, inovação e valorização do património edificado.
Dirigido a entidades singulares e coletivas, o concurso desafiou os participantes a apresentar propostas capazes de responder aos principais desafios de reabilitação do Bairro Duque de Saldanha.
Entre os objetivos definidos encontrava-se a adaptação das tipologias às necessidades atuais dos agregados familiares, de modo a responder à realidade demográfica e social do bairro. A mitigação de patologias construtivas, a melhoria do conforto ambiental e a requalificação das zonas comuns e dos espaços exteriores constituíram igualmente prioridades, com vista a promover melhores condições de acessibilidade e segurança para os moradores.
Foram ainda valorizadas soluções que fossem particularmente inovadoras, monitorizáveis e com potencial de replicação noutros bairros municipais.
No total, foram submetidas 20 propostas, de gabinetes de arquitetura e de arquitetos em nome individual, representando diferentes gerações e abordagens à prática da arquitetura, desde equipas emergentes a profissionais de reconhecida experiência.
As propostas admitidas foram avaliadas por um júri constituído por quatro especialistas externos e um representante da Domus Social, tendo sido apreciadas com critérios como a qualidade técnica das soluções apresentadas, a preservação do património, a viabilidade económico-financeira e a criatividade dos projetos.
Propostas premiadas
O primeiro prémio, no valor de 12 mil euros, foi atribuído ao trabalho desenvolvido pelos arquitetos Nuno Valentim, Frederico Eça e Juliano Ribas. Enquanto vencedor do concurso, o Atelier Nuno Valentim será convidado a celebrar o contrato de prestação de serviços para a elaboração do projeto de execução e o acompanhamento da empreitada, no valor de 500 mil euros.
O segundo prémio, no valor de 8 mil euros, foi atribuído ao agrupamento constituído pelos arquitetos Nuno Reis Pereira, Marta Moreira e José Amorim.
O terceiro prémio, no valor de 4 mil euros, distinguiu os arquitetos Vânia Saraiva, Filipe Madeira e Bernardo Alves.
O quarto prémio, no valor de 2 mil euros, foi atribuído ao arquiteto Nuno Brandão Costa.
Por fim, o quinto prémio, no valor de mil euros, distinguiu o trabalho da arquiteta Paula Santos.
Uma intervenção que equilibra património com inovação
Concluído em 1940, o Bairro Duque de Saldanha constitui um marco da habitação apoiada na cidade do Porto. Localizado na freguesia do Bonfim, foi a primeira iniciativa da cidade desenvolvida ao abrigo do Regime de Casas Económicas, integrando 115 habitações, distribuídas por tipologias entre T1 e T3.
A intervenção prevista representa um investimento estimado de cerca de 9 milhões de euros e pretende assegurar uma reabilitação profunda do conjunto habitacional, conciliando a preservação do seu valor patrimonial com a melhoria das condições de habitabilidade, conforto e eficiência ambiental.
Com este concurso, o Município do Porto reforça o compromisso de promover soluções inovadoras e sustentáveis para a reabilitação do parque habitacional municipal, criando um modelo passível de ser replicado em futuras intervenções.
Açores
Ponta Delgada: José Andrade apresenta livro sobre as comunidades açorianas da América do Norte
A Livraria Letras Lavadas, em Ponta Delgada, Açores, recebe na próxima terça-feira, dia 4 de agosto, às 18 horas, o lançamento do livro “An Unending Bridge – The Azorean Islands of North America”, ou “Uma Ponte Sem Fim – As Ilhas Açorianas da América do Norte”, em tradução livre, da autoria de José Andrade, autor e diretor regional das Comunidades do Governo dos Açores. A obra foi traduzida e prefaciada por Diniz Borges, que estará presente na sessão para apresentar este novo trabalho de José Andrade.
Segundo apurámos, “trata-se de uma coletânea de 35 crónicas sobre as comunidades açorianas radicadas nos Estados Unidos da América, Canadá e Bermuda”.
Este livro é uma coedição da editora americana Bruma Publications, pertencente ao Instituto Português Além-Fronteiras da Universidade do Estado da Califórnia em Fresno, e da editora açoriana Letras Lavadas, com sede em Ponta Delgada.
No prefácio do livro, Diniz Borges escreve que “os Açores e a América do Norte tornaram-se arquipélagos-espelho, cada um moldando o outro, cada um descobrindo-se através do reflexo do outro. No cerne desta obra está a missão de José Andrade — a incansável construção de pontes entre os Açores e a sua diáspora”.
“Como escritor, cronista e embaixador cultural, Andrade dedicou grande parte do seu trabalho a afirmar que os Açores não terminam nas suas costas. Através dos seus ensaios, conferências e diálogos entre comunidades, ajudou ambos os lados do Atlântico a reconhecerem-se não como parentes distantes, mas como partes de um mesmo corpo vivo”, conclui o professor açor-americano.
Este livro, integralmente escrito em inglês, é especialmente dedicado e destinado às novas gerações açordescendentes da América do Norte, que já não falam nem compreendem a língua portuguesa, mas que têm curiosidade de conhecer o essencial da cultura identitária dos seus pais e avós.
“Este livro é especialmente dedicado e destinado às novas gerações da diáspora açoriana da América do Norte – os filhos e netos dos nossos emigrantes dos Estados Unidos, Canadá e Bermuda, que já nasceram nesses países, nalguns casos nem falam ou compreendem a língua portuguesa, mas têm vontade e interesse de conhecer e viver a cultura identitária dos seus pais e avós, honrando o sangue açoriano que lhes corre nas veias em nome de uma Açorianidade sem fronteiras”, afirmou o autor José Andrade, que, apesar de ser diretor Regional das Comunidades do Governo dos Açores desde dezembro de 2020, iniciou a sua ligação à diáspora açoriana em funções anteriores como vereador da Cultura da Câmara Municipal de Ponta Delgada ou, ainda, enquanto deputado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Andrade soma cerca de 40 livros publicados, alguns dos quais diretamente relacionados com as comunidades açorianas e editados pela Letras Lavadas: “Conversas da Diáspora – 50 açorianos pelo mundo” (2024), “Transatlântico II – Açorianidade & Interculturalidade” (2024), “Transatlântico – As Migrações nos Açores” (2023), “John Correia – De Aprendiz de Canalizador a Presidente do Senado” (2019), “Açores no Mundo” (2017) e “Senhor Santo Cristo dos Milagres – De Ponta Delgada para o Mundo” (2013).
Ígor Lopes
Atualidade
Festas do Mar 2026: O Festival de verão mais perto do Atlântico de regresso à Baía de Cascais
As Festas do Mar estão de volta de 20 a 30 de agosto e arrancam, logo na primeira noite, com Daniela Mercury, uma das maiores vozes da música lusófona que, 16 anos depois, regressa ao festival mais perto do Atlântico. Serão oito noites inesquecíveis para animar o final do verão em Cascais com concertos gratuitos, gastronomia, artesanato e momentos de tradição.
Nesta edição sobem ao palco alguns dos nomes mais populares da música portuguesa, entre os quais Os Quatro e Meia, Diogo Piçarra, Dillaz, Matias Damásio e David Fonseca.
Ao longo de 10 dias, as celebrações estendem-se entre a Cidadela e o Jardim Visconde da Luz, oferecendo experiências e memórias para toda a vida. De quinta-feira a domingo, os concertos decorrem em três palcos distintos, com cinco atuações por dia, incluindo espetáculos dedicados ao público infantil.
O encerramento das Festas do Mar, a 30 de agosto, volta a juntar música, tradição e espetáculo. A Procissão em honra de Nossa Senhora dos Navegantes é um dos momentos mais emblemáticos do evento. A programação culmina com a atuação da Orquestra Sinfónica de Cascais e o habitual espetáculo de fogo de artifício.
Os utilizadores do Cartão Viver Cascais, disponível para residentes, trabalhadores e estudantes, voltam a ter acesso a uma área exclusiva junto ao Palco Cascais.
No ano em que Cascais é Capital Europeia da Democracia, mais de 30 concertos passam pelos palcos Cascais e Super Bock, reunindo artistas de diferentes gerações e estilos musicais.
CARTAZ FESTAS DO MAR 2026
Palco Cascais | 19h, 20h, 22h
20 de agosto | Carolina Quintas | Carlão | Daniela Mercury
21 de agosto | Elisa | Marisa Liz | Os Quatro e Meia
22 de agosto | Carlota Ulrich | Miguel Gameiro & Pólo Norte | Diogo Piçarra
23 de agosto | Afonso Cabral | Fingertips | Dillaz
27 de agosto | Fado à Janela | Diana Vilarinho | Luís Trigacheiro | Em Casa d’Amália
28 de agosto | Lara Afonso | João Pedro Pais | David Fonseca
29 de agosto | Maria León | Stewart Sukuma | Matias Damásio
30 de agosto | Murta | DJ Kamala | Sinfónica de Cascais
Palco Super Bock | Cidadela | 18h
20 de agosto | Ema Monteiro
21 de agosto | David Garcez
22 de agosto | Romeu Bairos
23 de agosto | Patrícia Duarte
27 de agosto | João Castilho
28 de agosto | Mariana Lucas
29 de agosto | Marta do Carmo
30 de agosto | Vencedor do Concurso Talenta-te
Mais informações em cascais.pt
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