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“Os Verdes” deixam alerta de que os distritos de Santarém, Castelo Branco e Portalegre podem vir a sofrer maior “interiorização” por via da linha de Alta Velocidade

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“Os Verdes” consideram “inaceitável a possibilidade da nova linha de Alta Velocidade (AV) poder levar a uma ‘desqualificação’ encapotada da Linha do Norte, ficando esta fundamentalmente vocacionada para serviços regionais, suburbanos e mercadorias, o que poria em causa as funções que hoje desempenha em relação aos distritos de Santarém, de Castelo Branco e de Portalegre e à ligação internacional (Elvas/Badajoz), na resposta que dá em transporte rápido de passageiros, na ligação ao Norte e ao Sul do país”, refere o partido em nota.

Como tal, depois de anunciado a 15 de março, o Plano Nacional de Investimentos para 2030 (PNI 2030), “no qual este problema se mantém, e considerando que a versão final do Plano Ferroviário Nacional anunciada para esse mesmo mês continua por apresentar”, considera o partido, este acaba de pedir reuniões com carácter de urgência, ao Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e à Administração da CP para abordar novamente as implicações da construção da linha de AV Lisboa/Porto sobre a circulação “rápida” (IC/Alfas) na linha do Norte.

Estas reuniões não são as primeiras que “Os Verdes” realizam com estas entidades com vista a abordar esta questão. Em 2020, “Os Verdes” colocaram a sua preocupação ao Ministro no quadro de uma reunião do Orçamento do Estado 2021 e expressaram o mesmo, posteriormente, em plenário da Assembleia da República. O PEV reuniu, ainda, com o Secretário de Estado dos Transportes, a 17 de dezembro de 2020, e com o Presidente da CP a 17 de março de 2021, com o mesmo intento, tendo emitido um comunicado público sobre o assunto em21 de dezembro de 2020.

Por outro lado, no dia 19 de março de 2021, “Os Verdes” promoveram uma “Conversa Ecologista” (online – no período pandémico) para a qual convidaram autarcas destes distritos, por forma a alertar para o problema.

Assim, e citando, “Os Verdes” pretendem que:

«1 – Seja preservada na Linha do Norte uma resposta ferroviária rápida e funcional (Alfas/Intercidades) e a sua articulação com a Linha AV Lisboa/Porto, por forma a que as estações de Santarém e do Entroncamento continuem a assegurar e melhorem o serviço rápido de transporte de passageiros, na ligação do distrito de Santarém, do distrito de Castelo Branco (ligação com linha da Beira Baixa), do distrito de Portalegre (ligação com linha do Leste) e  na ligação internacional (Elvas/Badajoz), a Lisboa e ao Porto;

2 – “Os Verdes” querem, ainda, que o Governo recoloque a construção da variante à cidade de Santarém, retirada do PNI 2020/2030, como um investimento ferroviário prioritário, atendendo aos impactos negativos que o atual traçado provoca sobre as encostas do Planalto Scalabitano e dos quais decorrem riscos para os moradores e monumentos ali existentes e para a própria linha ferroviária. Estes impactos, há muito referência nos relatórios do LNEC, inúmeras vezes comprovados por derrocadas, têm origem na passagem dos comboios mais rápidos, com composições mais longas e mais pesados, nomeadamente os de mercadorias. Esta foi também uma das razões pelas quais neste troço a velocidade do Alfa Pendular foi sempre reduzida.

3 – “Os Verdes” querem, ainda, que seja revisto o referido traçado à cidade de Santarém, visto que o traçado que em 2008 foi adotado pela REFER tinha impactos negativos inaceitáveis sobre a malha urbana consolidada da cidade, em concreto na Portela das Padeiras, pondo em causa a qualidade de vida das populações ali residentes. Para além disso, a localização da nova estação, na Portela das Padeiras, poria em causa as funções que esta estação presta a outros concelhos ribatejanos, como Almeirim, Alpiarça ou Cartaxo, pela inadequação das acessibilidades a uma zona da cidade já bastante congestionada pelo trânsito automóvel.

“Os Verdes” não podem aceitar que um novo investimento no litoral do país seja causa ou pretexto para se desinvestir noutros distritos, agravando e alastrando a interiorização do país até à capital ribatejana, Santarém, fragilizar e desequilibrar a rede ferroviária nacional como um todo, e continuar a adiar a resolução de problemas de longa data, incluindo de segurança em passagens de nível e obras de arte, em vários pontos há muito identificados, e sobre os quais existem compromissos assumidos pela Administração Central para com autarcas e populações.

Neste sentido, “Os Verdes” vão desencadear um conjunto de ações para sensibilizar os autarcas dos distritos afetados e vão promover uma campanha de mobilização dos utentes da linha do Norte com particular incidência nestes distritos.»

Foto: DR.

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“Méduse” chega ao MUSCARIUM#11 – Festival de Artes Performativas em Sintra

Depois de passar pelo Festival d’Avignon

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O coletivo francês Les Bâtards Dorés estará em Portugal, pela primeira vez, para apresentar o espetáculo “Méduse”, no âmbito do MUSCARIUM#11 – Festival de Artes Performativas em Sintra, organizado pelo teatromosca.

Duplamente premiado no Festival Impatience, em Paris, (Prémio do Júri e do Público) e apresentado, em 2018, no prestigiado Festival d’Avignon, onde foi considerado um dos espetáculos-sensação daquela edição, “Méduse” reabre o processo referente ao naufrágio da Medusa – um dos desastres marítimos mais infames do século XIX. A tragédia atraiu atenção internacional, não apenas pela sua importância política, mas também pelo sofrimento humano e significativa perda de vidas que envolveu. O episódio foi igualmente perpetuado na célebre obra “A Balsa da Medusa”, de Théodore Géricault.

Em “Méduse”, o coletivo francês encena um julgamento que dista 200 anos deste naufrágio: um duelo verbal onde se procura encontrar culpados, uma resposta, uma explicação para os acontecimentos e questiona se será possível formular um julgamento sem se ter vivido a experiência. A partir desse questionamento, a dramaturgia desmorona-se para dar lugar à performance e à experimentação. Longe da História e das suas versões oficiais, Les Bâtards Dorésmergulharão com o público no abismo.

Ainda dentro do MUSCARIUM#11, este jovem coletivo francês também mergulhará no início do processo de criação do espetáculo “Matadouro” em coprodução com o teatromosca, com banda sonora original de The Legendary Tigerman e estreia marcada para 2026. Afirmando a aposta na internacionalização, o teatromosca estará, do mesmo modo, a trabalhar na coprodução que une a companhia de dança finlandesa Kekäläinen & Company, a companhia de dança da Galiza, Colectivo Glovo, e a companhia de teatro Leirena Teatro, de Leiria, “Conversas com Formigas”, que estreará igualmente em 2026.

Celebrando a francofonia, a décima primeira edição do MUSCARIUM contará ainda com mais dois espetáculos de companhias francesas, “éMOI”, de Tiphaine Guitton, pela Petite Compagnie, e “L’Invention du Printemps“, pela La Tête Noire – La Compagnie.

Em 2025, o festival estende-se até à Alliance Française de Lisboa, onde decorrerá um encontro dedicado à criação teatral contemporânea francesa e onde poderá ser visitada a exposição “Micro-Folie”, uma experiência digital que junta mais de cinco mil obras de arte de diferentes instituições culturais.

O MUSCARIUM#11 decorrerá de 1 a 21 de setembro, em vários espaços do concelho de Sintra e reunirá artistas e companhias como a Imaginar do Gigante, MUSGO Produção Cultural, Krisálida, Mia Meneses,María de Vicente e Tristany Munduque apresentará um concerto-performance único na emblemática Sala da Música do Palácio de Monserrate.

A programação completa do MUSCARIUM#11 poderá ser consultada em www.teatromosca.com e inclui espetáculos de teatro, dança, música, performance, debates, lançamentos de livros, conversas e encontros entre públicos e artistas. Destaque para o debate sobre o futuro da cultura em Sintra, no âmbito das eleições autárquicas 2025 e que terá a presença dos principais candidatos e candidatas à presidência da Câmara Municipal de Sintra.

Os bilhetes para os espetáculos já se encontram à venda na BOL e locais habituais, com valores que variam entre os 5 € e 7 €. O concerto-performance de Tristany Mundu tem o valor único de 12 €. Os ensaios abertos, debates, lançamentos de livros, encontros e a festa de encerramento do festival são de entrada livre.

Imagem: DR.

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Torne-se amigo da Metropolitana de Lisboa na temporada 2025/2026

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A Metropolitana de Lisboa, criada em 1992, desenvolve um projeto único no contexto nacional e muito raro no panorama internacional. Assenta o seu valor numa atuação transversal, cruzando o ensino especializado com a prática da música. Uma orquestra (OML) e três escolas (Conservatório de Música, Escola Profissional e Academia Nacional Superior de Orquestra) dão corpo a este projeto musical de eleição, que tem vindo a formar centenas de músicos profissionais.

O quotidiano da Metropolitana caracteriza-se pela convivência de diferentes gerações num mesmo edifício (a sua sede, instalada no edifício da antiga Standard Eléctrica, em Lisboa), com a energia inerente à intensa partilha musical entre alunos, professores, músicos profissionais e funcionários administrativos.

Para que este projeto possa consolidar-se e crescer, não basta a atividade que todos eles desenvolvem. A música que fazemos tem como destinatário o público. Sem ele, a nossa missão ficaria incompleta; com ele, ainda podemos fazer mais.

Junte-se aos Amigos da Metropolitana, um grupo de associados que, através do seu contributo e da sua presença, é chamado a participar ativamente na vida da instituição.

Imagem: ML.

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Barcelos recebe o XXIV Congresso Mundial de Saúde Mental

De 30 de outubro a 1 de novembro de 2025

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O Município de Barcelos, a Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental e a World Federation for Mental Health anunciaram a realização, pela primeira vez em Portugal, do Congresso Mundial de Saúde Mental, evento de referência internacional com mais de sete décadas de história.

O congresso terá lugar em Barcelos, Capital Mundial da Saúde Mental, entre os dias 30 de outubro e 1 de novembro de 2025, e será subordinado ao tema: “Mental Health and Social Sustainability: A Whole Society and Community Based Approach”.

A iniciativa tem como objetivo reunir especialistas, académicos, profissionais de saúde, representantes institucionais e organizações da sociedade civil, promovendo uma abordagem transversal e colaborativa aos atuais desafios da saúde mental à escala global.

Encontram-se, atualmente, abertas as inscrições para a submissão de abstracts, bem como as inscrições gerais para participação no congresso. Até ao dia 8 de agosto de 2025, esteve disponível uma tarifa reduzida para todos os participantes.

Todas as informações detalhadas sobre o congresso, prazos e procedimentos de inscrição estão disponíveis no site oficial: https://wfmhcongress2025.com.

Imagem: CMB.

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