Connect with us

Atualidade

O piano será rei nas noites de verão nos Palácios de Sintra

Em julho, novo Ciclo de Piano homenageia Viana da Mota com recitais de grandes pianistas portugueses: João Xavier, Marta Menezes, Luísa Tender, Pedro Burmester, António Rosado e Artur Pizarro

Publicado

on

Neste início de verão, o cair da noite nos Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz será ao som mágico do piano. O novo Ciclo de Piano nos Palácios de Sintra, com direção artística do musicólogo Bruno Caseirão, estreia-se com um programa constituído por seis recitais, que homenageia o virtuoso pianista e grande músico Viana da Mota, cuja vida e obra esteve intimamente ligada a Sintra e à Família Real Portuguesa. Colocando os grandes pianistas portugueses em diálogo com uma nova geração que agora começa a afirmar-se, estarão em palco João Xavier, Marta Menezes, Pedro Burmester, António Rosado, Luísa Tender e Artur Pizarro. O ciclo decorre nas sextas, sábados e domingos dos dois primeiros fins de semana de julho (dias 5, 6, 7, 12, 13 e 14), sempre às 19h00, ora na Sala dos Cisnes do Palácio Nacional de Sintra, ora na Sala do Trono do Palácio Nacional de Queluz; espaços históricos e intensamente vividos, também a nível musical, mas, igualmente, intimistas e com grande qualidade acústica, que constituem o cenário de sonho para uma noite de verão.

O ciclo arranca a 5 de julho, no Palácio Nacional de Sintra, com João Xavier. Pianista da nova geração do piano português e com uma carreira promissora com vários prémios e inúmeros recitais a solo e concertos com orquestra, irá tocar obras de Robert Schumann e Frédéric Chopin, compositores emblemáticos do primeiro romantismo.

No dia 6 de julho, o palco da Sala dos Cisnes será de Marta Menezes, cuja sólida carreira tem sido dedicada à divulgação do reportório português para piano, tanto em Portugal como no estrangeiro. Desta vez, apresentará um programa centrado em compositores ibéricos notáveis, como Antonio Soler, Carlos Seixas, Viana da Mota, Enrique Granados ou Frederico Mompou. A raramente ouvida Sonata de Artur Santos também faz parte do alinhamento do recital.

O primeiro fim de semana deste ciclo encerra com um recital do consagrado pianista Pedro Burmester, na Sala do Trono do Palácio Nacional de Queluz, a 7 de julho. Aluno de Helena Sá e Costa e de Sequeira Costa, Burmester une na sua formação os dois grandes discípulos de Viana da Mota e da escola de ensino do piano por ele iniciada. Nesta noite, revisita as Variações Goldberg de Bach, obra incontornável da literatura para instrumento de tecla, de grande dificuldade técnico-musical, e um verdadeiro desafio apenas ao alcance de grandes músicos.

Na mesma sala, mas a abrir o segundo fim de semana do ciclo, no dia 12 de julho, apresenta-se António Rosado, pianista de grande talento, reconhecido nacional e internacionalmente. Em linha com o seu gosto pela diversidade, tocará desde Suite Bergamasque de Claude Debussy, até à monumental Segunda Sonata Op.36 de Sergei Rachmaninoff, passando por obras de Viana da Mota e de Franz Liszt.

No dia 13 de julho, as sonoridades do piano voltam à Sala dos Cisnes do Palácio Nacional de Sintra, desta vez pela mão da portuense Luísa Tender. Formada na cidade invicta, em Los Angeles, Londres e Paris, também se dedica à docência e à investigação. Neste recital, o epicentro é a execução integral das quatro baladas de Chopin, antecedidas de uma sonata de Wolfgang Amadeus Mozart e do Concerto Italiano de Johann Sebastian Bach.

A primeira edição do Ciclo de Piano nos Palácios de Sintra termina a 14 de julho, no Palácio Nacional de Queluz, com Artur Pizarro, aluno dileto de Sequeira Costa, que, por sua vez, estudou com Viana da Mota. À esplendorosa Sala do Trono, traz um programa em torno do ambiente verdadeiramente latino de uma noite de verão que conjugará três universos: a Argentina de Carlos Guastavino e Alberto Ginastera; a Itália de Gian Francesco Malipiero e Mario Castenuovo-Tedesco; e a França de Gabriel Fauré.

Os bilhetes já estão à venda online no site da Parques de Sintra (www.parquesdesintra.pt). Os recitais no Palácio Nacional de Sintra custam 14€ para jovens (6-17anos) e 18€ para adultos (+18 anos), enquanto os preços dos recitais no Palácio Nacional de Queluz variam entre os 18€ para jovens e os 22€ para adultos. Também é possível adquirir um bilhete que dá acesso aos seis recitais que compõem o ciclo pelo valor de 90€.

Nos dias de recital, estão disponíveis visitas guiadas ao Palácio onde decorrer o espetáculo. Começam às 17h30, têm a duração aproximada de 1h15m e também podem ser adquiridas online.

O Ciclo de Piano nos Palácios de Sintra é promovido pela Parques de Sintra e conta com a direção artística do musicólogo Bruno Caseirão.

Ao longo dos últimos anos, a Parques de Sintra tem investido na qualidade da experiência de visita e na oferta de uma programação diversificada, promovendo numerosas iniciativas dedicadas à música, ao cinema, ao teatro e à arte equestre, com múltiplas propostas que tiram partido da memória histórica dos monumentos e dos ambientes diferentes que o património natural proporciona no decorrer das estações, convidando à sua fruição ao longo de todo o ano. Pretende-se que quem visita o património sob gestão da empresa encontre sempre novos motivos de interesse, ou seja, espaços vivos, em permanente atualização e reinvenção, onde existe sempre algo novo para fazer e para conhecer. Um património de todos, para todos.

Programa do Ciclo de Piano nos Palácios de Sintra: “O Piano Português”

05/07 – 19h00 | JOÃO XAVIER – Palácio Nacional de Sintra (Sala dos Cisnes)

06/07 – 19h00 | MARTA MENEZES – Palácio Nacional de Sintra (Sala dos Cisnes)

07/07 – 19h00 | PEDRO BURMESTER – Palácio Nacional de Queluz (Sala do Trono)

12/07 – 19h00 | ANTÓNIO ROSADO – Palácio Nacional de Queluz (Sala do Trono)

13/07 – 19h00 | LUÍSA TENDER – Palácio Nacional de Sintra (Sala dos Cisnes)

14/07 – 19h00 | ARTUR PIZARRO – Palácio Nacional de Queluz (Sala do Trono)

Com exceção do recital de Pedro Burmester, todos os recitais terão intervalo.

Preçário:

Recitais no Palácio Nacional de Queluz

Adulto (+18 anos): 22,00€

Jovem (6-17 anos): 18,00€

Recitais no Palácio Nacional de Sintra

Adulto (+18 anos): 18,00€

Jovem (6-17 anos): 14,00€

Bilhete Ciclo (válido para os 6 Recitais) – 90,00€

Informação completa e aquisição de bilhetes em www.parquesdesintra.pt

Imagem: DR.

Atualidade

PSP de Santa Cruz (Madeira) apreende cerca de 100 artigos furtados

Publicado

on

A PSP apreendeu, no dia de ontem, de cerca de 100 artigos de bijuteria, em cor prateada e dourada, os quais apresentam fortes indícios de terem sido furtados.

A ocorrência teve lugar na cidade de Santa Cruz, após a patrulha policial ter sido acionada para uma tentativa de furto em residência, na zona do Caniço. Após percorrer algumas artérias nas zonas adjacentes, foi possível localizar dois suspeitos desta prática, uma mulher de 47 anos de idade e um homem de 38 anos de idade.

Na sua interceção, os mesmos detinham na sua posse os seguintes objetos: 13 relógios de pulso de diversas marcas; 12 colares; 30 anéis, 09 dos quais em cor dourada, com pedras; 32 brincos; 08 broches e alfinetes de Senhora em diversas cores e com pedras; 06 braceletes; 01 peça de bijuteria em formato do Galo de Barcelos, em cor dourada; 02 sinos em cor dourada; 01 alfinete de gravata; diversas moedas de colecionador, nomeadamente: “Batalha de Ourique 1139-1140”; “ Arte Namban 1543-1639”; “Colombo e Portugal”; “Elizabeth II”; e “Tratado de Tordesilhas”.

Apesar de nenhum destes artigos pertencerem à residência que foi alvo de tentativa de furto, os mesmos foram questionados quanto à sua proveniência, não tendo justificado a sua posse. 

Por existirem fortes suspeitas da prática do crime de furto os objetos foram apreendidos, seguindo-se agora a investigação para apurar os seus legítimos proprietários.

Foto: PSP.

Continuar a ler

Atualidade

“Méduse” chega ao MUSCARIUM#11 – Festival de Artes Performativas em Sintra

Depois de passar pelo Festival d’Avignon

Publicado

on

O coletivo francês Les Bâtards Dorés estará em Portugal, pela primeira vez, para apresentar o espetáculo “Méduse”, no âmbito do MUSCARIUM#11 – Festival de Artes Performativas em Sintra, organizado pelo teatromosca.

Duplamente premiado no Festival Impatience, em Paris, (Prémio do Júri e do Público) e apresentado, em 2018, no prestigiado Festival d’Avignon, onde foi considerado um dos espetáculos-sensação daquela edição, “Méduse” reabre o processo referente ao naufrágio da Medusa – um dos desastres marítimos mais infames do século XIX. A tragédia atraiu atenção internacional, não apenas pela sua importância política, mas também pelo sofrimento humano e significativa perda de vidas que envolveu. O episódio foi igualmente perpetuado na célebre obra “A Balsa da Medusa”, de Théodore Géricault.

Em “Méduse”, o coletivo francês encena um julgamento que dista 200 anos deste naufrágio: um duelo verbal onde se procura encontrar culpados, uma resposta, uma explicação para os acontecimentos e questiona se será possível formular um julgamento sem se ter vivido a experiência. A partir desse questionamento, a dramaturgia desmorona-se para dar lugar à performance e à experimentação. Longe da História e das suas versões oficiais, Les Bâtards Dorésmergulharão com o público no abismo.

Ainda dentro do MUSCARIUM#11, este jovem coletivo francês também mergulhará no início do processo de criação do espetáculo “Matadouro” em coprodução com o teatromosca, com banda sonora original de The Legendary Tigerman e estreia marcada para 2026. Afirmando a aposta na internacionalização, o teatromosca estará, do mesmo modo, a trabalhar na coprodução que une a companhia de dança finlandesa Kekäläinen & Company, a companhia de dança da Galiza, Colectivo Glovo, e a companhia de teatro Leirena Teatro, de Leiria, “Conversas com Formigas”, que estreará igualmente em 2026.

Celebrando a francofonia, a décima primeira edição do MUSCARIUM contará ainda com mais dois espetáculos de companhias francesas, “éMOI”, de Tiphaine Guitton, pela Petite Compagnie, e “L’Invention du Printemps“, pela La Tête Noire – La Compagnie.

Em 2025, o festival estende-se até à Alliance Française de Lisboa, onde decorrerá um encontro dedicado à criação teatral contemporânea francesa e onde poderá ser visitada a exposição “Micro-Folie”, uma experiência digital que junta mais de cinco mil obras de arte de diferentes instituições culturais.

O MUSCARIUM#11 decorrerá de 1 a 21 de setembro, em vários espaços do concelho de Sintra e reunirá artistas e companhias como a Imaginar do Gigante, MUSGO Produção Cultural, Krisálida, Mia Meneses,María de Vicente e Tristany Munduque apresentará um concerto-performance único na emblemática Sala da Música do Palácio de Monserrate.

A programação completa do MUSCARIUM#11 poderá ser consultada em www.teatromosca.com e inclui espetáculos de teatro, dança, música, performance, debates, lançamentos de livros, conversas e encontros entre públicos e artistas. Destaque para o debate sobre o futuro da cultura em Sintra, no âmbito das eleições autárquicas 2025 e que terá a presença dos principais candidatos e candidatas à presidência da Câmara Municipal de Sintra.

Os bilhetes para os espetáculos já se encontram à venda na BOL e locais habituais, com valores que variam entre os 5 € e 7 €. O concerto-performance de Tristany Mundu tem o valor único de 12 €. Os ensaios abertos, debates, lançamentos de livros, encontros e a festa de encerramento do festival são de entrada livre.

Imagem: DR.

Continuar a ler

Atualidade

Torne-se amigo da Metropolitana de Lisboa na temporada 2025/2026

Publicado

on

A Metropolitana de Lisboa, criada em 1992, desenvolve um projeto único no contexto nacional e muito raro no panorama internacional. Assenta o seu valor numa atuação transversal, cruzando o ensino especializado com a prática da música. Uma orquestra (OML) e três escolas (Conservatório de Música, Escola Profissional e Academia Nacional Superior de Orquestra) dão corpo a este projeto musical de eleição, que tem vindo a formar centenas de músicos profissionais.

O quotidiano da Metropolitana caracteriza-se pela convivência de diferentes gerações num mesmo edifício (a sua sede, instalada no edifício da antiga Standard Eléctrica, em Lisboa), com a energia inerente à intensa partilha musical entre alunos, professores, músicos profissionais e funcionários administrativos.

Para que este projeto possa consolidar-se e crescer, não basta a atividade que todos eles desenvolvem. A música que fazemos tem como destinatário o público. Sem ele, a nossa missão ficaria incompleta; com ele, ainda podemos fazer mais.

Junte-se aos Amigos da Metropolitana, um grupo de associados que, através do seu contributo e da sua presença, é chamado a participar ativamente na vida da instituição.

Imagem: ML.

Continuar a ler

Mais lidas