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“No Andanças o palco é para toda a gente!”

Das Chamarritas ao Bollywood, mais de 20 danças para aprender

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Há festivais aonde apenas se vai. E depois há o Andanças, onde todos vão ver e participar nas diversas atividades, dos bailes aos concertos, das oficinas às visitas e passeios, fazendo parte do próprio festival. Com uma lotação de 1500 pessoas, o Andanças vai regressar à aldeia de Campinho, nas margens de Alqueva, entre os próximos dias 27 e 30 de julho. Para os quatro dias de festival estão agendadas mais de 120 atividades em sete espaços diferentes de programação.

Só oficinas de dança serão mais de 20, a começar pelas danças tradicionais de Cabo Verde, com Watty Barbosa, e da Galiza, com Sergio Cobos. As oficinas de dança decorrem “pela fresca”, às 10h30, e depois ao final da tarde, pelas 18h00. O maior desafio estará na escolha dos passos a aprender: das valsas mandadas às danças orientais, do fado dançado à salsa e ao forró, das chamarritas (dança tradicional dos Açores) ao Bollywood ou às danças ciganas Romani, plenas de ritmo, força e poesia. “Trabalhamos a ideia que a dança e os bailes são para todos, mesmo os que têm pé de chumbo”, refere o formador Watty Barbosa.

Aprendidas as danças, começam os bailes, ao ritmo de cinco por noite. A abertura será pelas 22h00 e pelo Campinho irão passar grupos e artistas de cinco países (Portugal, Espanha, França, Itália e Brasil), a começar pelo galego Sérgio Cobos. Portugal estará representado com Os Burricos, Zé Oliveira, Grupo Velha Guarda da Madeira, Burel, Dahu, Não És Tu Sou Eu, Stompin At Six e Aire. De Espanha, além de Sérgio Cobos, virão Obal e os Zaroj, um trio que propõe uma viagem de “muitos ritmos, danças, dinâmicas de grupo e cores diferentes”, com sons da Turquia à Bretanha, passando pela Grécia ou Macedónia.

Também presentes na edição deste ano do Andanças estarão os brasileiros Espaço Baião, formação que nasceu “do culminar de mais de 20 anos de pesquisa e de amor a uma cultura e a um estilo musical, o forró”, além dos franceses Edentia e Duo des Cîmes. De Itália chegarão os Rudemá, um trio folk com músicas tradicionais do Veneto.

Quanto a concertos, a programação é igualmente variada, com propostas tão diversas quanto os Malino, Malotira, Fado Badiu ou Ramblers Parade, entre muitos outros, que subirão ao Palco campinho, no contro da aldeia. As propostas de programação local incluem a atuação dos Encanta Modas, do Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz e do Brisas do Alentejo. Sábado, pelas 20h00, iniciam-se concertos pelas ruas e tabernas da aldeia, com 5 Castas & Al Canti. As noites irão começar ao som dos DJs Set no Palco Campinho, que trazem música latina, africana, caribenha, “mash-ups” de música eletrónica com música popular da península ibérica ou “uma viagem musical por vários lugares do Planeta Terra”, como diz a dupla Estereocleidomastóideo DJ Set.

Festival para as famílias, o Andanças volta a apostar, em 2023, nas oficinas de relaxament, com propostas onde incluem, por exemplo, yoga dance, meditação coletiva, danças circulares sagradas ou massagem ayurvédica; e no espaço criança, com iniciativas como jogos, danças de roda e brincadeiras dançadas, circo ou histórias à volta do yoga. O Circo VagaMundo também estará por Campinho, com uma “oficina aberta” e com o espetáculo “O Modesto Augusto”, agendado para as 18h15 do último dia do festival.

A programação completa-se com oficinas criativas, de instrumentos e conversas – entre as diversas atividades previstas inclui-se uma conversa sobre tradições do Campinho, com a “tia” Maria Luísa, pintura alentejana em olaria e produção de tijolos rústicos para construção, mas também performances e arruadas, com início às 19h00.

Os visitantes do Andanças terão, ainda, a possibilidade de participar em visitas e passeios, designadamente num percurso pedestre por Monsaraz, em passeios de barco pelo Lago Alqueva, e em visitas ao Observatório do Lago Alqueva ou à destilaria Sharish Gin.

Depois de almoço, o festival faz uma pausa na programação, mas propõe um mergulho na Praia Fluvial de Monsaraz. Para isso estará a circular o Transfer Alqueva, entre os dias 27 e 30 de julho, com partida do Largo do Relógio, no Campinho, às 14h45 e regresso marcado para as 17h15.

Já é possível adquirir bilhetes diários para o Andanças na bilheteira online: https://pedexumbo.admira.b6.pt/pos/event/list

Imagem: DR.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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