Atualidade
Lagos inicia 2023 com eventos para todos
Numa ótica de combate à sazonalidade, o município de Lagos apresenta várias propostas culturais para o primeiro trimestre de 2023 de forma a conquistar tanto residentes como visitantes. José Milhazes, Luís Franco-Bastos, Vitorino, Vaivén Circo, Kodo Yamagishi, Hugo van der Ding, Selma Uamusse, Pedro Giestas, Ruy de Carvalho e José Pedro Gomes serão alguns dos protagonistas do arranque de um ano que promete ser forte no concelho, especialmente com as celebrações dos 450 anos da Elevação de Lagos a Cidade e o regresso do Carnaval de Odiáxere [Ndr: na foto de destaque].
No ano em que se comemoram os 450 anos da Elevação de Lagos a Cidade (27 de janeiro de 1573), esse será ponto de partida para várias iniciativas a decorrer durante todo o ano. Para já, nos dias 27 e 28 de janeiro, os destaques irão para o espetáculo “ESENCIAL”, da companhia Vaivén Circo, conferências sobre História e Estatuária de Lagos e a inauguração da exposição “D. Sebastião na História de Lagos”.
Mas as surpresas no Centro Cultural de Lagos não se ficarão por aí. Ainda em janeiro, o multifacetado Luís Franco-Bastos apresenta o espetáculo “Diogo” (13/01) e Mariana Ferreira (cama a.c.) a instalação performativa “Home” (21/01). Em fevereiro, Hugo van der Ding, Tiago Ribeiro e Ana Markl trazem ao nosso palco a versão ao vivo do mordaz programa da Antena 3 “Vamos todos morrer” (4/02). Já na sua 33.ª edição, o Festival Al-Mutamid volta a fascinar-nos através do grupo Sueños de Azahar (10/02), ficando o dia 25 reservado para “Alice no País do Lixo”, pela associação AORCA (25/02). Em março, mês em que se celebra o Dia Mundial do Teatro, para além do espetáculo “Mulher Reflexo” pela Questão Repetida (18/03), grandes nomes desta arte vão marcar presença neste equipamento cultural – Pedro Giestas (“A Visita”, 04/03), Ruy de Carvalho (“História Devida”, 25/03) e Aldo Lima, Inês Castel-Branco, Inês Sá Frias e José Pedro Gomes (“A Estudante e o Sr. Henrique”, 31/03).
O ciclo Sons ao Crepúsculo também regressa no novo ano com vários espetáculos agendados para o primeiro trimestre no Centro Cultural – Ingrid Sotolarova com Romeu Madeira (“Après un duo”, 14/01), Kodo Yamagishi (3/02) e Ana Tejado com Irina Mamrici (“Piano a 4 mãos”, 11/03).
Com um dos mais fortes trimestres de sempre, também a Biblioteca Municipal de Lagos irá trazer a Lagos eventos para toda a família. Alguns dos destaques e presenças são José Milhazes com Ana Daniela Soares (“Chega de Saudade. Portugal Hoje.”, 7/01), Jorge Serafim com Vitorino (“Conversas Soltas”, 13/02), Paulo Condessa (“A Poesia que há em ti”, 21/01), Sara Lemonnier (“Bicho-do-Mato Clube de Leitura de Teatro”, 22/01), Pedro Seromenho (“Velhos são os trapos”, 18/02), Selma Uamusse e Alain Corbel com Fernanda Almeida (“Diálogos do Sul: Acontece a Sul, sobre o Sul, com paisagens a Sul”, 18/02), Octávio Fonseca (autor do livro “Uma Vontade de Música: As Cantigas do Zeca”, 24/02), os escritores Isabel Rio Novo, Miguel Carvalho e Rita Ferro (“Agustina e Amália, Duas Mulheres”, 8/03), Natália Luiza e Rui Rebelo (“Verbo Feminino – Recital de Poesia”, 21/03) e a estreia de uma nova iniciativa, “4 Sentidos – Música para Cinema Mudo” (24/03), com Carlos Norton e Vasco Ramalho. Destaque também para o acolhimento do 20º KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã (9-11/02), depois de a Biblioteca já ter recebido as festas do Cinema Italiano e Francês em 2022.
No desporto, todas as atenções estarão viradas para o 21º Circuito de Atletismo “Cidade de Lagos” (janeiro a agosto), com três grandes provas no primeiro trimestre – 7º Grande Prémio de Corta-Mato da JF de S. Gonçalo de Lagos (29/01), 27º Corta-Mato de Barão de S. João (25/02) e 20º Grande Prémio de Atletismo de Odiáxere (26/03).
Um regresso há muito ansiado por foliões e apreciadores desta tradição tão portuguesa, o Carnaval de Odiáxere volta a animar o concelho com o desfile infantil (19/02) e a festa de Carnaval (21/02) numa organização do Clube Desportivo de Odiáxere que conta com o apoio do município de Lagos.
“Com tantas propostas neste espetacular início de 2023, não vai querer ficar de fora da nossa programação cultural e desportiva. Junte-se a nós!”, conclui o Município.
Foto: DR.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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