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“Desdobra-te” leva dança e outras artes a 12 espaços de Évora

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“Seara”, a nova criação da PédeXumbo com Clara Marchana e Luís Fernandes, da Madrasta Dance, vai estrear na próxima sexta-feira, dia 18 de novembro, em Évora, no arranque de mais uma edição do Desdobra-te – Festival de Dança e Outras Artes.

Este espetáculo foi a proposta vencedora da Bolsa para Novas Criações 2022, promovida pela PédeXumbo, e está agora em residência artística no Espaço Celeiros, em Évora. A bolsa surge da vontade da PédeXumbo em “desenvolver novos projetos performativos, nas áreas da dança e/ou da música, com o especial interesse para o conhecimento, valorização e devolução de estilos coreográficos tradicionais e, ao mesmo tempo, como incentivo a uma visão criativa e a uma atitude reflexiva sobre os mesmos nos corpos de hoje. O resultado desta nova criação, “Seara”, terá estreia na sexta-feira, o primeiro dia do festival.

O “Desdobra-te – Festival de Dança e Outras Artes” é o festival de outono da PédeXumbo, e acontece já no próximo fim de semana, com um programa que se desdobra em lado A e lado B. De 18 a 20 de novembro, há bailes, oficinas, concertos, manualidades, passeios, conversas e atividades para famílias, em 12 espaços da cidade de Évora, cidade-casa da associação.

O Lado A do “Desdobra-te” integra, no primeiro dia, uma roda de chôro, com Chôro-É, um conjunto musical nascido em Évora que promove a música brasileira, com destaque para o chôro e o samba, e que vai convidar a dançar quem vem e quem passa pelo Pátio do Inatel, pelas 19h00.  Às 22h30, a abrir a pista de baile no Monte Alentejano, tocam os portugueses Ledok, com sonoridades novas para as danças tradicionais europeias. Às 00h30, será a vez dos Obal (Galiza), com a sua música das Rias Baixas da Galiza.

No sábado, dia 19 de novembro, às 22h30, o baile será com os Loogaroo (dupla belga formada por Florian de Schepper e Pablo Golder), que ganharam força nas suas diferenças e aprenderam a criar um amplo meio-termo entre as melodias irreprimíveis do acordeão e as progressões de acordes mais sóbrias do violão. Às 00h30, será a vez do Duo Montanaro Cavez (França), que voltará a tocar no domingo (19h00), encerrando o programa do festival com os ventos do norte e os sons do leste.

Durante o festival, haverá quatro oficinas de dança, todas elas nos antigos Celeiros da EPAC. Duas estão agendadas para sábado: dança criativa para adultos, com Carla Sabino (15h00) e flamenco, com Bruno Xavier (17h00). As outras duas acontecem no domingo: dança blues, com Ana Russo e Jorge Wong (15h00) e bailes mandados, com Ana Silvestre (17h00).

Programa para as famílias

O “Desdobra-te – Festival de Dança e Outras Artes” foi, igualmente, pensado como um festival para as famílias. Assim, dia 19 de novembro, haverá “Conchas”, um espetáculo de música e marionetas para bebés com d’Orfeu, na Biblioteca Pública de Évora, pelas 15h00. Uma hora depois, no Áshrama Évora Dhyána – Centro de Yoga, a proposta é uma experiência musical denominada “Brinco com Sons”, com Katerina L’Dókova e Katsiaryna Drozhzha, e para 17h00, no mesmo espaço, está programada uma oficina de yoga para famílias.

No domingo, às 15h00, “Toca a Dançar” é a proposta de baile para maiores de 3 anos de idade, com Marisa Borralho e a participação de Leónia de Oliveira, em aBruxa Teatro, onde, duas horas depois, haverá “Ler & Contar”, uma sessão de contos com Bru Junça. Ainda no domingo, mas para a Sociedade Harmonia Eborense, está agendada uma oficina de cerâmica para famílias, com Terra Quente, com início marcado para as 15h00.

De referir que todas as atividades são gratuitas até aos 10 anos de idade. O preço por pessoa e por atividade é de 5 euros e, no caso da programação para as famílias, o festival leva um posto de bilheteira até ao local de cada atividade para famílias, possibilitando um acesso mais facilitado na aquisição dos ingressos.

Um festival com Lado B

Com um programa distribuído entre Lado A e Lado B, o “Desdobra-te” convida os participantes a desdobrarem-se por vários pontos da cidade de Évora para participarem e assistirem às diversas atividades, satisfazendo tanto os impulsos dos habitués de festivais folk, como os devaneios dos curiosos e das famílias que preferem uma experiência mais relaxada e abrangente.

Incluindo concertos, teatro, uma exposição, uma conversa e, ainda, uma prova de cerveja artesanal, a programação do Lado B inicia-se na sexta-feira, 18 de novembro, pelas 18h00, com a abertura da exposição “aBruxa Teatro: 20 anos de ‘muita merda’”, na sala 5 dos antigos Celeiros da EPAC.

Para as 21h30, está agendada mais uma parceria de programação, desta vez com a Capote Música, que traz mais uma sessão de Músicálogos. Os convidados são o Duarte (fado) e a Mema (pop eletrónico, com influências de música tradicional portuguesa), que irão abraçar o instinto criativo e a liberdade de escolher o caminho que o seu “musicálogo” seguirá, seja a autoestrada do improviso, a ponte da reinterpretação conjunta ou o caminho de terra da composição. Um concerto para ver no salão do Círculo Eborense.

Sábado, dia 19 de novembro, às 15h00, Luís Fernandes traz ao festival “A Caixa de Pandora”, uma oficina de criatividade em percussão, que terá lugar no Colégio Mateus d’Aranda. Uma hora depois, na Livraria Fonte das Letras, inicia-se uma conversa com os responsáveis pelo projeto Além Risco sobre o combate às alterações climáticas. E às 18h00, nos claustros do Colégio Espírito Santo, “A Voz” é o tema deste ano para o Circuito Performativo, que chama artista a viver na cidade. Chissangue, José Bonifácio e Rúben Jaulino apresentam as suas performances em que a voz é protagonista. A programação do dia encerra com “Diálogos com um Calendário”, de Veronika Boutinova, a nova produção de aBruxa Teatro. Será pelas 21h30.

No domingo, o “Desdobra-te” continuará a dar destaque à voz, com a Oficina de Canto trazida pelos Lita Folk Band, da Ucrânia. Será às 15h00, no Monte Alentejano. Às 16h00, na Praça 1º de Maio, a proposta é conhecer e degustar a Magnífica – Cerveja Artesanal do Alentejo. De regresso ao Monte Alentejano, quase em jeito de despedida, haverá o concerto dos Lita Folk Band, com início marcado para as 18h00.

Foto: DR.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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