Atualidade
Conceito de design “Alto” vence programa de mentoria LEXUS RCA
O desafio de design da LEXUS, que apelava à previsão sobre a evolução da mobilidade de luxo em 2040, foi vencido por “ALTO”, conceito radical de veículo voador particular, semelhante a um globo.
O trabalho do jovem designer Richard Newman foi selecionado entre os seis finalistas do programa LEXUS 2040: the Soul of Future Premium. Organizado pela LEXUS e pela Royal College of Art (RCA) de Londres, o projeto desafiou alunos de Pós-Graduação do Centro de Design de Mobilidade Inteligente (IMDC) da faculdade a explorar novas arquiteturas de veículos para atender às alterações na vida e na sociedade das cidades europeias, e re-imaginar o papel que a LEXUS pode desempenhar como marca de mobilidade de luxo.

“ALTO” é um veículo VTOL (vertical take-off and landing = descolagem e aterragem vertical) movido a hidrogénio. A sua forma pendente foi inspirada em balões de ar quente e pequenas estufas. Newman prevê um futuro em que a tecnologia se tornará tão comum que deixará de ser considerada um luxo; em vez disso, as pessoas valorizarão a “celebração do quotidiano” como experiências premium. Descreve o veículo como “jóia no céu – um brinco de nuvem”, com um exterior que pode ser personalizado. A funcionalidade do design também permite um encaixe perfeito na lateral dos edifícios.
“Queria criar algo que fosse bastante desafiante, que arregalasse alguns olhos, mas que também fizesse as pessoas sorrirem”, conta Richard, de Coventry, Reino Unido. “Mostrou-se um processo de design bastante orgânico e as alterações que eu precisava de fazer tornaram-se bastante evidentes, à medida que o programa avançava, com o contributo dos designers da LEXUS.”
O programa de seis meses incluiu sessões de orientação e avaliação com Ian Cartabiano e Lance Scott, Presidente e Administrador do estúdio de design europeu da LEXUS, ED2, respetivamente, juntamente com o Professor Dale Harrow, presidente do IMDC, e Chris Thorpe, responsável pelo Programa de Mobilidade Inteligente da RCA. Juntaram-se, ainda, ao painel de jurados, o designer e crítico Nargess Banks, bem como quadros seniores da LEXUS Europa, para selecionar o vencedor.

Os designers apresentaram o seu trabalho pessoalmente ao júri, numa cerimónia no IMDC, a 15 de março de 2022. Para além do vencedor, foram destacados dois vice-campeões: Zhenyu Kong (China) com “LEXUS #Units” e Ben Miller (Canadá) com “Crucible”.
O design exclusivo do LEXUS #Units inspira-se no formato das barreiras costeiras. É altamente flexível e pode reduzir o seu rasto para se adaptar a estradas estreitas. O interior pode ser personalizado com tecnologia blockchain, para que as obras de arte NFT possam ser levadas em viagem. O LEXUS #Units atende ao desejo da Geração Alfa de diversidade na autoexpressão, aproveitando a popularidade das redes sociais para partilhar opiniões e emoções. O veículo pode ligar-se a outros veículos e ser usado como um projetor, por exemplo, em concertos ou festas, virtualmente.
O Crucible é um veículo de fuga movido a hidrogénio que se divide para responder a diferentes cenários e contextos de utilização. Separa o habitáculo de luxo da tecnologia, para criar um serviço despreocupado e personalizado. O interior transforma-se de forma a poder ser adaptado a qualquer configuração, para um conforto perfeito. Pode, até, ser colocado dentro de uma casa. Os utilizadores podem escolher um veículo diferente para dias de semana ou fins de semana, quando quiserem explorar e conhecer outros. Tendo como referência as sugestões de design da LEXUS, Miller reinterpretou a grelha de assinatura LEXUS e criou um veículo leve e arejado, de onde é fácil entrar e sair, e que pode ser reclinado, para maior conforto.
Lance Scott partilhou que “todos os designers nos impressionaram pela sua forma de pensar, pelas suas ideias e pela amplitude da sua imaginação. O que eles produziram não foi apenas fantasia, mas algo baseado no estudo factual do que o ‘premium‘ pode significar numa sociedade futura, extrapolando-o para criar algo muito avançado. No projeto vencedor de Richard Newman, tudo foi bem pensado e executado. A sua visão positiva e otimista do futuro da LEXUS é muito o que queremos para a nossa marca, algo que possa trazer um sorriso ao rosto de todos”.
O Professor Dale Harrow comentou que “este foi um projeto muito gratificante para todos os envolvidos e, com a LEXUS, pudemos explorar questões profundas relacionadas com a mobilidade no que toca ao futuro dos estilos de vida e dos produtos. Os resultados mostram o que os jovens designers pensam verdadeiramente sobre questões de mobilidade, trazendo as suas experiências do dia a dia para o projeto, a partir de uma ampla gama de origens culturais”.
Etienne Plas, Senior Manager da LEXUS Product Communications, acrescenta: “Como marca, incentivamos e apoiamos ativamente o desenvolvimento de novos talentos e ideias em design. Este projeto trouxe intrigantes e empolgantes novas ideias sobre a forma como a LEXUS pode evoluir como marca, para responder às alterações nos requisitos de mobilidade e perceções do que significa ‘premium’”.
LEXUS e o Design em Portugal:
Desde 2017 que a LEXUS Portugal tem uma parceria com a ESAD (Escola Superior de Arte e Design). A concretização dessa parceria teve início no LEXUS/ESAD Design Camp, um workshop de design de uma semana, realizado em setembro 2017, em Ofir. Desde então, são várias as ações ao longo destes anos. Mais recentemente em 2021, a LEXUS foi o patrocinador principal do evento Porto Design Biennale. Onde, ao longo de 54 dias, foi debatido e celebrado o design como forma de habitar e circular pelo mundo, explorando novas realidades.
Fotos: DR.
Atualidade
“Somos fantásticos em estratégia e em diagnóstico, mas temos de ser melhores na execução”, disse António Calçada de Sá
O Conselho da Diáspora Portuguesa encerrou, a 16 de julho, na Nova SBE, em Carcavelos, Cascais, a nona edição do “EurAfrican Forum”, lançando um apelo à concretização de projetos que reforcem a cooperação económica entre Europa e África, após dois dias de debate que reuniram líderes políticos, empresários, académicos e representantes institucionais dos dois continentes.
Durante dois dias, mais de 700 participantes discutiram oportunidades de investimento, desenvolvimento sustentável, inovação, energia, infraestruturas, comércio internacional e capital humano, sob o tema “Africa Rising: Prosperity Through Global Cooperation”.
A mensagem de encerramento ficou a cargo do presidente da Direção do Conselho da Diáspora Portuguesa, António Calçada de Sá, que defendeu uma mudança de paradigma nas relações entre Europa e África.
Para este responsável, o futuro da cooperação euro-africana dependerá da capacidade de executar projetos que criem riqueza local e promovam uma verdadeira industrialização do continente africano.
Nesse sentido, alertou que “somos fantásticos em estratégia e em diagnóstico, mas temos de ser melhores na execução”, defendendo que “as fábricas têm de ser feitas em África, o desenvolvimento tem de ser feito em África e a prosperidade tem de existir em África”.
António Calçada de Sá defendeu também uma aposta reforçada na educação, na formação profissional e na transferência de conhecimento, considerando que o reforço da cooperação deverá envolver empresas, universidades e instituições públicas na concretização de projetos estruturantes nas áreas da energia, infraestruturas, saúde e inovação.
Como um dos principais resultados da edição de 2026, anunciou ainda a elaboração de um White Paper que reunirá as principais conclusões e recomendações saídas do Fórum, desafiando os participantes a identificar iniciativas concretas capazes de reforçar a parceria entre Europa e África e de transformar diálogo em ação e cooperação em impacto concreto.
Também presente no encontro, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, enquadrou África como um parceiro estratégico para o futuro da Europa, defendendo que o crescimento demográfico do continente e a expansão da língua portuguesa reforçam o peso internacional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Na sua intervenção, destacou que “o continente africano será sempre a plataforma de afirmação da CPLP”, defendendo uma aposta continuada na cooperação científica, tecnológica, educativa e cultural entre os países lusófonos, bem como na complementaridade económica entre Europa e África.
O governante sustentou ainda que a proximidade geográfica e temporal entre os dois continentes representa uma vantagem competitiva frequentemente subvalorizada, defendendo que essa realidade deverá ser aproveitada para aprofundar o investimento, a circulação de conhecimento e a integração empresarial.
Seguro e Chapo reforçam confiança como base da cooperação
Entre os momentos de maior destaque do Fórum esteve a conversa entre o presidente da República Portuguesa, António José Seguro, e o presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, que convergiram na defesa de uma cooperação assente na estabilidade, na confiança institucional e no investimento produtivo.
Daniel Chapo considerou que Moçambique reúne atualmente condições favoráveis para aprofundar as relações económicas com Portugal, afirmando que “queremos mais investimentos em Moçambique, mais empresários portugueses em Moçambique e mais empresários moçambicanos em Portugal”, sublinhando que a atual estabilidade política constitui um fator decisivo para consolidar essa confiança.
Por sua vez, António José Seguro defendeu que as relações bilaterais vivem um momento particularmente favorável, salientando que “isso gera confiança, gera estabilidade, gera previsibilidade e isso é muito relevante para os empresários e para os investidores”, reafirmando também a disponibilidade portuguesa para continuar a cooperar com Moçambique em áreas como segurança, formação, investigação científica e desenvolvimento económico.
Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais reforça presença empresarial lusófona
Entre as entidades presentes esteve também a Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais (CPCBMG), representada, através da sua delegação em Lisboa, por Arthur Andrade, reforçando a participação do setor empresarial lusófono nas discussões sobre comércio internacional, investimento e cooperação económica.
Segundo a instituição, a participação permitiu acompanhar os principais debates dedicados ao capital humano, energia, infraestruturas, inovação tecnológica, geopolítica e cultura, bem como aprofundar contactos com representantes governamentais, empresariais e institucionais de Portugal, Moçambique, Angola e de outros mercados africanos e europeus.
Ao longo da edição de 2026, o “EurAfrican Forum” consolidou-se novamente como uma das principais plataformas internacionais de diálogo entre África e Europa, encerrando com uma mensagem comum: transformar a cooperação política e institucional em projetos concretos capazes de gerar investimento, crescimento económico e prosperidade partilhada.
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FUNCEX assina aliança com a “JX” para “ampliar IA regulatória”
A Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais, FUNCEX, e a JX IA Regulatória, plataforma de inteligência regulatória que consolida fontes normativas primárias, como leis, regulações, decisões, processos e atos normativos das agências reguladoras brasileiras, firmaram uma aliança estratégica para ampliar o uso da inteligência artificial aplicada à área regulatória no Brasil. A iniciativa é voltada para reduzir riscos, organizar informações normativas e apoiar decisões empresariais em setores relevantes da economia.
Segundo fontes, a parceria coloca a FUNCEX no centro de uma agenda ligada à modernização do ambiente de negócios brasileiro. Criada em 1976, a Fundação acumula uma trajetória ligada ao comércio exterior, às relações internacionais, à inteligência econômica e à formulação de estudos e propostas para o fortalecimento da competitividade do Brasil. Com essa nova frente, a instituição amplia sua atuação ao aproximar conhecimento técnico, inovação e regulação.
“A aliança procura responder a um dos principais entraves enfrentados por empresas e investidores no país: a complexidade das informações produzidas pelas agências reguladoras”, afirmou Antonio Carlos da Silveira Pinheiro, presidente da FUNCEX.
De acordo com a Associação Brasileira de Agências Reguladoras, ABAR, cerca de 70% do PIB brasileiro passa, direta ou indiretamente, pela fiscalização desses órgãos, o que reforça a importância de instrumentos capazes de tornar normas, decisões e processos mais acessíveis.
Conforme apuração, a JX desenvolveu uma plataforma que organiza e analisa normas, regulamentos, decisões e processos das agências reguladoras, transformando dados dispersos em informação estratégica. A FUNCEX, por sua vez, pretende agregar a esse processo sua experiência institucional e técnica, contribuindo para que a inteligência regulatória seja aplicada de forma alinhada às necessidades do comércio exterior, dos investimentos e da economia produtiva.
A iniciativa, cujo “head” da operação pelo lado da Funcex é Mauro Souza, visa “contribuir para ampliar a previsibilidade regulatória e apoiar setores como infraestrutura, energia, logística, mineração, saneamento e telecomunicações”.
Ao aproximar inteligência artificial, regulação e análise econômica, a FUNCEX poderá reforçar sua posição como instituição de referência no debate sobre competitividade, ambiente de negócios e integração do Brasil às cadeias internacionais de valor.
“Num país ainda marcado pelo chamado Custo Brasil, a capacidade de transformar complexidade em clareza pode ser determinante para atrair capital, estimular investimentos, gerar empregos e fortalecer a competitividade nacional. A aliança entre FUNCEX e JX surge, assim, como uma resposta prática a um desafio estrutural da economia brasileira”, defendeu Antonio Carlos da Silveira Pinheiro.
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Reino Unido: Abertas inscrições para o “Grande Prémio da Literatura Portuguesa na Diáspora”
O jornal “As Notícias”, com sede no Reino Unido, lançou oficialmente, dia 5 de maio, no âmbito das comemorações pelo Dia Mundial da Língua Portuguesa, o “Grande Prémio da Literatura Portuguesa na Diáspora”, uma iniciativa com inscrições gratuitas e de âmbito internacional destinada a “reconhecer, valorizar e promover a criação literária de autores portugueses residentes fora de Portugal”, em duas categorias: Prosa e Poesia. As obras a concurso devem ter sido publicadas entre 5 de maio de 2024 e 6 de setembro de 2026.
De acordo com os seus organizadores, “com periodicidade anual, o prémio pretende afirmar-se como uma referência cultural da diáspora portuguesa, distinguindo obras de elevada qualidade escritas em língua portuguesa e incentivando a produção literária das comunidades portuguesas espalhadas pelos cinco continentes”, tendo como objetivo ainda “valorizar a ligação à língua e à cultura portuguesas através da escrita”.
Regras das candidaturas
A iniciativa, que conta com inscrições gratuitas, contempla duas categorias: Prosa e Poesia, e destina-se a cidadãos com nacionalidade portuguesa residentes atualmente no estrangeiro, com idade mínima de 18 anos.
As obras a concurso devem ter sido publicadas entre 5 de maio de 2024 e 6 de setembro de 2026, não podem estar vinculadas a outros concursos nem tampouco terem sido já premiadas noutras oportunidades. Não são elegíveis autores residentes em Portugal, ainda que tenham sido emigrantes no passado. O encerramento das candidaturas acontece dia 6 de setembro 2026.
Serão atribuídos prémios pecuniários para os vencedores em cada categoria, no valor de 500 libras. Os trabalhos serão avaliados por um júri composto por personalidades de reconhecido mérito no panorama literário e cultural português.
“Mais do que um concurso literário, o projeto pretende dar visibilidade a autores que, muitas vezes longe dos grandes circuitos editoriais, contribuem de forma significativa para a riqueza e diversidade da literatura em português”, disseram os responsáveis.
Segundo apurámos, a primeira edição culminará com a cerimónia de entrega dos prémios em Thetford, na Inglaterra, dia 6 de novembro de 2026, integrada nas celebrações do 20.º aniversário do jornal “As Notícias”, quando “deverão estar presentes os concorrentes ou se fazerem representar”.
“Ao longo de décadas de emigração, milhões de portugueses construíram histórias de vida que fazem parte da memória coletiva do país. O “Grande Prémio da Literatura Portuguesa na Diáspora” nasce precisamente para preservar esse património humano, cultural e histórico, incentivando a escrita como veículo de memória, identidade e aproximação entre Portugal e as suas comunidades no estrangeiro”, afirmaram esses mesmos responsáveis pelo jornal localizado no Reino Unido, que sublinharam que, numa primeira fase, o projeto conta com a colaboração de vários órgãos de comunicação social da diáspora portuguesa, entre os quais “Agência Incomparáveis”, “RádioTV Lusa”, “Bom Dia”, “Gazeta Lusófona” e “LusoJornal”, além do apoio da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP).
Como participar?
As candidaturas devem ser feitas on-line em: https://premio-literatura.com/candidaturas
O regulamento pode ser consultado em: https://premio-literatura.com/regulamento
Saiba mais sobre o “Grande Prémio da Literatura Portuguesa na Diáspora” em: https://premio-literatura.com/
Dúvidas podem ser enviada para o e-mail: joaonoronha@asnoticias.co.uk ou joaomarianoronha@yahoo.com
Ígor Lopes
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